quinta-feira, 21 de abril de 2011

Parentagem invasiva: superproteção leva a indivíduos frustrados, explica pesquisadora

Pais muito permissivos e ansiosos estão colocando na rua uma geração incapaz de agir por conta própria e se arriscar. Segundo a psicóloga Lucia Willians, pesquisadora do Laboratório de Análise e Prevenção da Violência da Universidade Federal de São Carlos (Laprev/UFSCar) uma das consequências da má parentagem no futuro é o comportamento violento.
Parentagem invasiva: superproteção leva a indivíduos frustrados, explica pesquisadora (umut kemal/sxc)
Você ama seu filho e o cerca de cuidados. Quer que ele, no futuro, freqüente uma boa faculdade e tenha muitas oportunidades na vida. É por isso que hoje ele freqüenta uma boa escola, faz aulas de natação, curso de inglês, futebol, piano e… só tem três anos de idade. Será que isto está certo?
Certo ou não, esta tem sido a tendência da última década. Pais e mães estão excessivamente preocupados com seus filhos e querem que eles sejam felizes e a qualquer custo. Isto inclui estar sempre por perto – até no parquinho! – não permitindo, por exemplo, um tombo, uma briga com um coleguinha, uma frustração ou uma falha. “Neste esforço bem intencionado os pais acabam sendo invasivos, ou seja, acabam se intrometendo mais do que o necessário na vida da criança e do adolescente e se tornam super-protetores. Se é verdade que aprendemos com as experiências, aprendemos a enfrentar problemas com base em nossos desapontamentos, falhas e frustrações. Tais experiências negativas são fundamentais para nos tornarmos um adulto independente e emocionalmente saudável”, explica a psicóloga Lucia Willians, do Laprev/UFSCar.
A parentagem invasiva tem chamado tanto a atenção dos profissionais que em 2008 a jornalista americana Hara Estroff, há 17 anos editora chefe da revista on-line Psychology Today, escreveu um livro sobre o assunto: “A Nation of Wimps: The high cost of invasive parenting” (na tradução livre: Uma nação de covardes: o alto preço da parentagem invasiva). Nele, Hara coleta dados para mostrar o que psicólogos clínicos tem sentido de perto nos consultório: pais medrosos e ansiosos e jovens complacentes, incapazes de assumir riscos, com ataques de pânico, ansiedade e depressão. A autora menciona exemplos nos EUA, mas relata como sua tese encontrou eco na Austrália, Suécia e inclusive no Brasil.
Crianças como troféus
Segundo Lucia Williams, a parentagem invasiva é o resultado de diversos fatores. Pode ser motivada por medo e ansiedade – quando surge a superproteção – por culpa, raiva, emoções negativas. “Imagine um pai ou uma mãe que ligue toda a hora para seu filho, para saber o que ele está fazendo. Isso se chama monitoria estressante”.
Mas não são apenas atitudes exageradas ou abusivas as características deste tipo de parentagem. Na verdade, quando pensamos estar “ajudando” é que podemos estar atrapalhando o desenvolvimento psicológico saudável de nosso filho. No artigo de Hara Estroff, que deu origem ao livro, ela cita exemplos deste comportamento. “Damos aquele “empurrãozinho” para que eles (os filhos) consigam. Na escola. No campo de futebol. (…) Criamos uma estufa que paira sobre eles. Nós limpamos o caminho para que eles passem e limpamos seu rastro. Se eles saem de casa e esquecem um trabalho ou um livro, corremos até a escola para levar. Se eles tiram uma nota baixa, conversamos com o professor para ver se não há “um jeito”. Fazemos a lição de casa para eles. Nosso sentido de vida e status se baseiam no sucesso e conquistas deles, subvertendo suas necessidades de desenvolvimento às nossas necessidades psicológicas. Muitas vezes porque nossa própria vida adulta e nossos relacionamentos estão menos que satisfatórios”. Como explica Hara, as crianças são como pequenos troféus carregados por seus pais para todos os lados.
Mas, afinal, o que está acontecendo com os pais?
Não é o que está acontecendo com os pais, mas com o mundo. Na verdade, a forma como o vêem e interpretam. “Por alguma razão, os pais estão sendo movidos pela ansiedade do mundo atual e acabam por interpretá-lo como sendo um local perigoso e, portanto, precisam proteger o filho a todo custo”, diz Lucia.
E o mundo não é um local perigoso? Segundo a psicóloga, não exatamente. “Pelo contrário, hoje o mundo é mais pacífico que no passado. Temos leis que protegem crianças, mulheres. Basta lembrar que no passado tínhamos escravidão”. O que ocorre é a divulgação em massa da violência. “Vivemos em um mundo em constante mudança, com muita tecnologia nova que nos bombardeia com imagens todo o tempo – muitas destas de violência, o que nos dá a impressão de que o mundo é muito mais perigoso do que ele é na verdade. Isto aumenta a percepção de insegurança”.
Some a isto compromissos, muitos compromissos. “Sentimos culpa pelo excesso de trabalho e pela vida corrida que levamos e queremos compensar isso de qualquer jeito”. Segundo Lucia Williams “paparicar” é uma das formas mais comuns de tentar compensar a ausência e, ao contrário do que se pode pensar, este é um fenômeno que está atingindo pais de todas as classes e esferas sociais. “Fazer um crediário e pagar à perder de vista um presente caro para o filho era uma atitude infreqüente no passado. Entretanto, possivelmente quanto maior o poder aquisitivo maior a chance de cobrir a criança com excesso de objetos materiais e cercá-la de cuidados. Os pais parecem ter se esquecido de que nossa meta seria a de criar pessoas independentes”.
Crise no campus
A principal conseqüência em termos crianças cada vez mais frágeis – menos resistentes às frustrações – que desabam frente à menor contrariedade, é criarmos uma geração de “bonecos frágeis”, de jovens perfeccionistas, sem atitude, que não se arriscam, não suportam a incerteza e o debate argumentativo. Segundo Lucia, a ansiedade está entre outras variáveis associadas a esse fenômeno de baixa resistência à frustração e pouca independência emocional que pode resultar, inclusive, em comportamentos violentos.
“Muitas vezes vemos casos de agressões por parte de adolescentes de classe média que vivem em famílias que os super-protegem, que os acostumam a ter tudo fácil, sem ensinar a lidar com frustrações. Imagino que os pais fiquem também muito frustrados, querendo ser perfeitos em tudo. Pesquisas mostram que pais que ensinam para a criança o que é certo e o que é errado tem filhos menos violentos”, diz.
Segundo Hara Estroff, é na faculdade – fase em que deixam o casulo criado pelos pais – que estes jovens entram em colapso. “O estresse psicológico é tão impactante neste período que toma uma variedade de formas. Consumo excessivo de álcool, abuso de substâncias e automutilação são outras formas de desligamento”. Anorexia e bulimia afligem cerca de 40% das jovens americanas durante esta fase. No artigo de Hara, o então reitor da Universidade de Harvard, Steven Hyman, diz que o estado mental de alguns jovens é tão precário que está começando a interferir no objetivo central da universidade.
E, se considerarmos que as crianças de hoje são o futuro da sociedade, o que esperar? Como sustentar uma economia sem correr riscos inovadores ou ainda como manter um estado democrático sem tolerância para o debate? Afinal, há como conter esta avalanche?
Deixar cair para que aprendam a ter limites
Para Lucia há muita desinformação sobre qual a maneira mais eficaz de ser pai ou mãe atualmente. “Diga-se de passagem esta é a tarefa mais complexa do mundo e da qual existe menos preparo. Cabe lembrar que a pressa é a inimiga da perfeição e ser um bom pai ou uma boa mãe envolve muito tempo”.
Pais aprendem com seus pais a cuidar de seus filhos que, por sua vez, também não tiveram preparo específico – e assim por diante. A dica da psicóloga é buscar informação e uma capacitação contínua. “É preciso ler bons livros sobre parentage e ficar atento a palestras sobre o assunto, onde se possa fazer perguntas e obter respostas para indagações corriqueiras”. Para as situações em que livros não são suficientes, Lucia sugere a busca por ajuda profissional, como um psicólogo ou terapeuta que atue na área.
“Temos de deixá-los brincar e bagunçar tudo. E nós temos que parar de agir como se tudo que a criança faz fosse constar no currículo profissional dela”, cita Hara no final de seu artigo. Para ela, seu livro deveria iniciar uma discussão nacional sobre como estamos educando nossas crianças. “E já estamos atrasados”, conclui.

Bom humor não é bom para a memória, aponta pesquisa

Tentar lembrar o que se ouviu em uma aula, sem procurar nas suas anotações pessoais ou outras forma de registro, é complicado. Entretanto, se você estiver de mau humor durante uma aula, por exemplo, é provável que consiga recorrer mais rapidamente a essas memórias.
Bom humor não faz bem para memória (foto: graur razvan ionut/freedigitalphotos)
É o que diz uma pesquisa feita na Universidade do Missouri, nos EUA, e que relacionou memória, esquecimento e humor. De acordo com Elizabeth Martin, principal autora do estudo, um nível alto de bom humor diminui a capacidade da chamada memória de trabalho (também chamada operacional ou de curto prazo).
“A memória de trabalho é a habilidade de se lembrar de detalhes de um assunto enquanto se fala sobre ele. E, de acordo com nosso estudo, é provável que alguém em uma festa – e que esteja se divertindo – se lembre menos de coisas corriqueiras como o número do telefone de um amigo que ainda não chegou. Nosso trabalho é um dos primeiros a mostrar que o bom humor, na verdade, impacta negativamente um aspecto específico da memória. Isso mostra que os processos no cérebro são conectados e que a ênfase em um deles diminui a habilidade de outro”, diz a pesquisadora.
Para a pesquisa, dois grupos de indivíduos assistiram a clipes de música, intercalados com outros vídeos. Um dos grupos assistia a trechos de comédia, enquanto o grupo controle assistia a vídeos instrucionais de trabalho (algo bastante maçante). Após essa primeira fase – que fez que o grupo que assistiu às comédias estivesse com o humor melhor – os participantes fizeram uma série de testes de memória. Aqueles com mais bom humor tiveram resultados bastante ruins, especialmente nos testes envolvendo memória auditiva.
“O bom humor não é algo ruim, é importante salientar. Pessoas de bom humor já demonstraram conseguir ter um desempenho extremamente eficiente em atividades de resolução de problemas, por exemplo. Entretanto, na hora de lidar com a memória de curto prazo, esse bom humor atrapalhava, por alguma razão”, diz Martin, que agora pretende ampliar o estudo envolvendo situações cotidianas na vida real.

Conheça o verdadeiro papel dos seios na sexualidade

Os seios de uma mulher são capazes de despertar o desejo e incitar a libido. Os homens sabem disto e por isso mesmo não resistem à vontade de olhar e tocar. Para que uma relação sexual aconteça, é indispensável justamente o desejo de olhar e tocar entre duas pessoas. No corpo da mulher, especificamente, os seios e toda a região do colo expressam a sua feminilidade, tanto consciente quanto subliminar. Fisiologicamente, eles são indícios da capacidade de procriar e da função de nutrir e amamentar.

Segundo o terapeuta e médico vibracional Eduardo Navarro, a erotização das mamas estaria assim relacionada ao imaginário masculino de ser alimentado por sua parceira. "Existe um interesse consciente ou inconsciente do adulto em voltar a mamar", diz o especialista. Navarro acrescenta que nessa fase da vida, no entanto, há também o desejo do homem de proporcionar prazer à parceira.  
"Os seios são mais do que uma ferramenta para a amamentação e o imaginário masculino. Os mamilos, quando estimulados, causam a contração dos dutos de leite das glândulas mamárias proporcionando a mulher um prazer peculiar", afirma o médico. De acordo com ele, algumas mulheres, inclusive, podem chegar ao orgasmo só de ter seus mamilos estimulados, cumprindo função semelhante ao clitóris.

O colo oferece uma região rica em sensações para serem exploradas a sós ou a dois. Toda mulher deve aproveitar os momentos íntimos no banho para tocá-los, descobrir seu formato e como se sente enquanto eles são acariciados. Depois, estrategicamente, quem desejar, deve abusar dos decotes. Um decote bem explorado pode revelar tanto a consciência de si mesma quanto as intenções da sua aparência.
Conheça o verdadeiro papel dos seios na sexualidade - Foto: Getty Images
É perfeitamente normal que as mulheres queiram ser atraentes, incluindo nesta busca, muitas vezes, um seio farto e firme. "A aparência das mamas está relacionada à juventude ou à velhice. Por isso, dado o grande interesse dos homens pelas mamas as cirurgias de implante de silicone são das mais procuradas", afirma o médico.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o número de mulheres que recorrem à cirurgia de mama tem aumentado todos os anos. O último levantamento da entidade, divulgado em 2009, mostrou que de um total de 629 mil procedimentos de médio e grande porte feitos no país em 2008, em primeiro lugar, com 151 mil, aparece o de mama, seguido de lipoaspiração, com 91 mil.

O envolvimento íntimo parte de alguns princípios, como, por exemplo, o respeito ao próprio corpo. Mostrar seios bonitos pode passar por processos de autoaceitação, o que seria recomendado em primeiro lugar, antes das intervenções cirúrgicas.

É bom lembrar que, assim como um único tipo de corpo não pode ser chamado de ideal, o mesmo se aplica ao formato e tamanho dos seios. 

Orgasmo feminino chega mais rápido com masturbação

Conversar claramente com o parceiro e apostar nas preliminares também ajudam 

Na hora da relação sexual, atingir o orgasmo ainda é uma grande dificuldade para boa parte das mulheres. Dados da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo apontam que 18,2% das brasileiras recebem o diagnóstico de anorgasmia (ausência de orgasmo) e 5,2% de inibição sexual generalizada, que aponta para problemas de excitação durante as relações sexuais.

Mas, por que chegar ao clímax é assim tão complicado? De acordo com a terapeuta sexual Tânia das Graças Mauadie Santana, coordenadora do Centro de Referência e Especialização em Sexologia (Cresex), o que mais acarreta problemas é o lado psicológico da mulher. "A grande maioria dos diagnósticos de distúrbios sexuais é de natureza psicológica, social ou cultural. Somente 13% das pacientes têm problemas de natureza orgânica, como alterações hormonais ou distúrbios originados por alguma doença", explica. 
Orgasmo
A falta do orgasmo faz muitas mulheres acreditarem que são frígidas pelo fato de não chegarem ao orgasmo. Mas nem sempre é esse o motivo, já que a frigidez se caracteriza quando a mulher não apresenta nenhum desejo sexual. "Na realidade, ela não chega ao orgasmo porque não tem vontade alguma de fazer sexo. Outra característica do problema é a falta de lubrificação vaginal", diz o ginecologista.

Chegando lá
Ter paciência e conhecer o próprio corpo pode ser um grande passo para conseguir alcançar o clímax. "As mulheres, em geral, apresentam uma demora maior quando o assunto é chegar ao orgasmo, isso é fisiológico", explica o ginecologista e obstetra Edilson Ogeda, do Hospital Samaritano. "Os homens são mais rápidos, mas a relação sexual vai muito além da penetração, que normalmente é o que leva ao orgasmo masculino", diz ele. "Todo o preparo prévio, seja o clima romântico, as preliminares ou as carícias são fundamentais para que as mulheres cheguem ao orgasmo com mais facilidade", diz ele. Mas não é só isso.  
Orgasmo
Muitas vezes, pequenas atitudes podem agilizar o processo. A consultora de RH, Renata, diz que só resolveu o problema depois de reconhecer o que a fazia sentir prazer. "Namorava há mais de dois anos e nunca tinha chegado ao orgasmo. Então, resolvi procurar ajuda de um especialista, que sugeriu que eu me tocasse para conhecer melhor meu corpo, além de conversar abertamente com meu namorado. Segui seus conselhos e consegui me soltar mais na cama, e, consequentemente, o orgasmo apareceu", diz.

Outras alternativas
Para facilitar a chegada ao orgasmo, é preciso conhecer o corpo feminino, e isso vale tanto para os homens quanto para as próprias mulheres. A masturbação é uma aliada, quando o assunto é chegar ao clímax, e a mulher pode usar o artifício em diversas ocasiões. "A mulher pode se masturbar sozinha, seja para reconhecer o corpo ou para sentir prazer, mas também pode usar o método durante as relações sexuais para provocar a excitação", diz o especialista.
Dicas para atingir o orgasmo com mais facilidade
- Converse com o seu parceiro

- Não se prenda só ao orgasmo, aproveite as preliminares

- Toque seu próprio corpo

- Fale o que você deseja na hora do sexo

- Esqueça os problemas e aproveite o momento

Como reconhecer que você teve um orgasmo
- Podem acontecer contrações involuntárias da plataforma orgástica (parte externa da vagina)

- O clitóris fica ereto e sensível ao toque

- Os lábios vaginais ficam inchados e podem ficar mais escuros

- A respiração, a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos aumentam

- Perde-se o controle muscular voluntário, podendo ocorrer diversas contrações de músculos, do rosto, braços e pernas

- Segundos depois do orgasmo, pode aparecer uma sensação de relaxamento e tranquilidade 

Diálogo sobre sexo com filhas é mais difícil para os pais

A comunicação sobre assuntos sexuais com os filhos nem sempre é muito fácil para os pais. Um estudo americano avalia se o sexo do genitor pode facilitar ou não este importantíssimo diálogo 

Nos Estados Unidos, quase metade das estudantes do ensino médio são adolescentes sexualmente ativas, sendo que muitas são vítimas de gravidez indesejada e/ou de doenças sexualmente transmissíveis. Os pais podem ter uma importante influência no comportamento sexual dos filhos, mas muitos não conversam com seus filhos sobre assuntos sexuais. Um dos fatores que pode atrapalhar esta comunicação é o sexo dos genitores e dos filhos.  Como isso ocore não é bem claro. Mas uma pesquisa tentou esclarecer a questão, mostrando como os fatores associados à comunicação entre pais e filhos sobre temas sexuais se diferenciam por gênero. Foram obtidos dados por meio da internet de 829 pais e mais de 1110 mães de crianças com idade entre 10 a 14 anos, classificados em 4 grupos de gênero (pais de filhos, pais de filhas, mães de filhos, mães de filhas).
 esultados: Os pais na comparação com as mães se comunicaram menos sobre assuntos sexuais com seus fillhos e filhas. Os pais também apresentaram escores níveis mais baixos de algumas muitas características que facilitam a comunicação sobre sexo (por exemplo, baixa expectativa de que a conversa com os filhos sobre sexo teria resultados positivos). Um dado interessantíssimo é que na comparação com os pais de meninos, os pais de meninas, tanto o homem quanto a mulher, estavam mais preocupados sobre a possibilidade desta comunicação sobre sexo ter conseqüências danosas. Mais ainda, eles são mais rigorosos com o início precoce das relações sexuais da filha na comparação com os filho. O estudo mostra que o sexo do genitor é sim um complicador na comunicação entre pais e filhos sobre assuntos sexuais e que, possivelmente, pais precisem de ajuda. Até mesmo por meio de intervenções destinadas a apoiá-los nesta superação de barreiras da já complicada para não dizer, às vezes, impossível, missão que é a comunicação com os filhos.

Saiba como lidar com o sofrimento após o fim de um relacionamento


 Kit para a sobrevivência após o fim do relacionamento amoroso

uita gente acha que o sofrimento causado pelo rompimento de um relacionamento amoroso tem a sua principal origem  na perda do amor do parceiro. Embora este realmente seja um motivo importante deste tipo de sofrimento, muitas vezes ele não é o mais importante. Os principais danos produzidos pelo término de um relacionamento que já está plenamente estabelecido são os seguintes: dores de amor, rebaixamento da autoestima, vazio provocado pela perda da companhia do parceiro, perda da identidade de casado, prejuízos nas ligações sociais, invalidação de planos de vida e perdas econômicas.

Quando o amor provoca sofrimentos

O amor pode ser fonte de intensos prazeres e, infelizmente, de imensos sofrimentos. Vamos examinar agora algumas das principais circunstâncias onde o amor provoca sofrimentos, os motivos desses sofrimentos e algumas formas de aliviá-los.
 - Amor não correspondidoMuita gente se apaixona unilateral e silenciosamente e, quando vai verificar se é correspondida, constada que o amado não sente o mesmo e, além disso, elimina todas as esperanças que isso possa acontecer no futuro (“Você não é o meu tipo”; “Estou apaixonado por outra e espero continuar assim”, etc.). O amado, muitas vezes, nem desconfiava do amor que inspirava em quem está fazendo esta revelação. Quase ninguém se satisfaz apenas por estar apaixonado, independentemente da retribuição do parceiro. Pelo contrário, a satisfação depende fortemente dessa reciprocidade.
- Amor que se extinguiu unilateralmente após ter sido correspondido. Segundo alguns teóricos dessa área, quando o amor foi correspondido anteriormente, mas uma das partes deixou de amar, essa perda da correspondência cria uma espécie de síndrome da abstinência – o apaixonado não correspondido apresenta reações semelhantes àquelas exibidas por um drogado que parou repentinamente de tomar a droga: após certo tempo, ele começa a experimentar sofrimento intenso, alterações fisiológicas, alterações do sono, alterações motivacionais, pensamentos intrusivos e obsessivos sobre o amado. Todas estas manifestações podem durar até que a dependência se enfraqueça, o que pode levar um bom tempo.
- Amor que perdura, embora o relacionamento seja ou tenha se tornado impossível. Muitas vezes os parceiros se amam, mas não podem se unir (por exemplo, ambos são casados e não se sentem em condições de terminar seus casamentos). Outras vezes, aconteceu algo muito grave entre eles e isso inviabilizou a continuidade de seus relacionamentos. Por exemplo, um dos parceiros cometeu algo que o outro considerou grave e imperdoável e isso  levou-o  ao termino do relacionamento .

Medidas para diminuir o apaixonamento

Esses casos onde há amor, mas ele não é correspondido ou o relacionamento entres os amantes é impossível, são muito doloridos e paralisantes (por exemplo, os envolvidos perdem o sono,  alteram o apetite, perdem a motivação para outras atividades e pensam obsessivamente no amado).

- Desidealizar o parceiro. 
Um dos ingredientes essenciais do amor é a admiração pelo amado. Por isso, uma forma de desapaixonar é diminuir essa admiração. A admiração pode ser diminuída através do combate à idealização do parceiro. Existem várias evidências de que boa parte da admiração é fruto da idealização. Por exemplo, (1) existem estimativas que os esposos que convivem há muito tempo só conhecem cerca de 50% das características mútuas; (2) todos nós tendemos a cuidar da imagem que projetamos para os outros: tentamos ocultar nossos defeitos e ressaltar nossas qualidades. Isso contribui para que o outro tenha uma imagem distorcida a nosso respeito; (3) quem ama tende a exagerar as qualidades do amado e a minimizar ou a não focalizar seus defeitos. Uma evidência desse fenômeno foi apresentada por uma pesquisa que verificou que quem ama avalia o amado muito melhor do que os amigos o viam. Diga-se de passagem, que os amigos já idealizam bastante as qualidades dos outros amigos.
Uma forma de diminuir o apaixonamento é “corrigir” estas distorções demasiadamente otimistas sobre o amado rejeitador. Uma forma de fazer isso é questionar a percepção das suas qualidades e dedicar tempo para pensar e conversar sobre os seus defeitos. Pouco a pouco estes pensamentos ruins sobre o parceiro vão minando os sentimentos amorosos em relação a ele.
- Associar as lembranças do amado com coisas ruins
Essa medida tem efeito semelhante à anterior. Ela consiste na associação pura e simples de lembranças positivas do amado com eventos desagradáveis. Por exemplo, imediatamente após lembrar do seu sorriso maravilhoso, obrigar-se a lembrar nitidamente de uma ocasião onde ele se comportou de forma muito desagradável com você. Repassar na sua imaginação estes acontecimentos negativos, tal como você estivesse assistindo a um filme desagradável. Estas associações das boas lembranças do parceiro com as ruins vão diminuindo a conotação positiva que ele tem para você. Quanto mais intensas e vívidas as imagens negativas usadas nessas associações, mais eficazes elas são.
- Pôr a esperança à prova
Caso ainda haja esperança de reciprocidade amorosa por parte do parceiro, o que resta fazer é ir atrás dele e conferir se tal esperança é alicerçada em fatos. Caso o seja, o relacionamento é reassumido e o tratamento pode ser interrompido devido ao final feliz. Caso fique claro que a esperança era ilusória, haverá uma dor intensa, mas de curta duração, e, então, o amor se extinguirá.
- Amor com amor se cura
Nada melhor do que se envolver com outra pessoa para esquecer um antigo amor e melhorar a autoestima. Por outro lado, este remédio pode ter efeitos colaterais piores do que a doença: quem ainda não está curado de um amor frustrado tem mais chance de se envolver com outro parceiro que também seja inadequado.

Baixa na autoestima provocada pelo fora

Geralmente o “fora” produz um rebaixamento na autoestima. Os efeitos do fora em si, que independem das outras consequências abordadas nos outros tópicos desse artigo, ficam claros quando uma pessoa já ia terminar o relacionamento, mas a outra toma essa iniciativa primeiro. Quando aquela pessoa que já ia terminar o relacionamento leva o fora, a sua autoestima pode diminuir devido à rejeição explícita por parte da outra pessoa. Essa rejeição, além de rebaixar a autoestima, também indica que o parceiro que a tomou está autoconfiante e equilibrado.
A maneira correta de interpretar os significados e os motivos do fora contribuem para que os danos à autoestima não sejam exagerados e possam ser recuperados mais rapidamente. Uma parte desta “maneira correta” é ver como natural e esperado que várias tentativas de inícios de relacionamentos sejam realizadas e que vários relacionamentos já iniciados não durem muito, antes que um relacionamento satisfatório e duradouro seja estabelecido. Aqueles que atribuem significados profundos ao fora e acreditam que ele foi motivado exclusivamente pelos seus deméritos geralmente sofrem mais do que aqueles que são mais realistas neste tipo de interpretação. Trata-se de uma distorção bastante pessimista atribuir todos os foras aos defeitos pessoais e esquecer os problemas de quem deu o fora (por exemplo, o parceiro pode ter dado o fora porque não consegue assumir compromissos, porque pode estar estressado ou porque está deprimido) e as circunstâncias que podem ter contribuído para este acontecimento (por exemplo, o parceiro pode estar dando mais uma oportunidade para uma pessoa de quem ele gosta menos do que de você simplesmente porque tem filho com ela e está pensando mais no interesse dele).

Desintegração de setores da vida de quem se separa

O fora pode acontecer a qualquer momento, desde os primeiros momentos do início do relacionamento (por exemplo, durante as primeiras tentativas de flerte que podem não ser correspondidas ou as primeiras conversas que fracassaram), até o término de um casamento que já existe há bastante tempo.
À medida que o tempo de relacionamento vai aumentando, existe uma tendência de os parceiros amorosos irem integrando vários setores de suas vidas: lazer, compromissos, atividades econômicas, apoio psicológico, atividades sexuais e planos para o futuro. Quanto maior o grau de integração nestes setores, maiores os problemas que terão que ser enfrentados em decorrência da separação. Muitos dos desconfortos produzidos pelos danos nestes setores são confundidos com o amor não correspondido. Por exemplo, é muito difícil saber quanto do desconforto é produzido pela rejeição amorosa, quanto é produzida pela falta de programa no fim de semana e pela decomposição da identidade de casado.
A reparação deste tipo de dano da separação consiste em refazer, o mais rápida e eficientemente possível, aquilo que foi prejudicado pela separação. Este tipo de recomposição da vida de quem acabou de sair de um relacionamento pode ser bastante agilizado com o auxílio de um psicólogo
·        Desintegração da vida social de quem se separa
Quando o fora acontece logo no início do relacionamento, é mais provável que os parceiros ainda não tenham integrado os seus círculos de relações. Além disso, quando eles não têm outros tipos de relacionamento entre si (por exemplo, não têm relações comerciais entre si), os danos ocasionados pelo fora ficam mais restritos à auto-estima, à hetero-imagem e à visão das dificuldades para iniciar um relacionamento amoroso.
Danos para a heteroimagem. É possível que o fora provoque algum dano para a imagem social daquele que o recebeu: aqueles que tomem conhecimento deste acontecimento podem passar a valorizar mais quem foi rejeitado. É por isso que muita gente fica desconfortável quando leva um fora em público ou disfarça quando alguém pergunta sobre quem terminou o relacionamento.
·        Desintegração de parte da identidade de quem se separa
Quanto mais o parceiro que recebeu o fora incluiu o parceiro rejeitador na sua identidade pessoal e pública, maior vai ser o dano provocado pelo fora. (“Deixamos de ser eu e tu e nos tornamos nós”). Aquele cujo relacionamento foi desfeito terá que refazer, o mais rapidamente possível, o seu autoconceito de “eu sozinho”. O auxílio de um psicólogo pode ajudar muito a acelerar este processo.

Bebidas lights não são causa direta de diabetes, revela estudo

Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, revelou que as bebidas gasosas adoçadas artificialmente e as lights, que utilizam substitutos do açúcar para reduzir as calorias, não causam diabetes.
O objetivo do estudo, publicado na revista "The American Journal of Clinical Nutrition", era investigar a relação da ingestão de bebidas com açúcar e adoçadas artificialmente com a incidência do diabetes tipo 2.
Durante muito tempo, refrigerantes lights foram apontados como responsáveis por aumentar o risco de a pessoa desenvolver diabetes, uma doença que afeta 25,8 milhões de pessoas nos Estados Unidos.
Frank Hu, coautor do estudo, afirmou que há alternativas às bebidas gasosas e, embora as dietéticas não sejam a melhor opção, seu consumo moderado não tem os efeitos nocivos que se pensavam.
O consumo de bebidas doces se associa a um risco significativamente elevado de desenvolver diabetes do tipo 2, enquanto a associação entre as bebidas adoçadas artificialmente e esse tipo de diabetes tipo se explica em grande parte pelo estado de saúde da pessoa.
O estudo também revelou que o consumo diário de café, tanto normal quando descafeinado, diminui o risco de a pessoa desenvolver diabetes. Os pesquisadores não têm certeza sobre o motivo para isso, mas acreditam que poderia ser por causa de antioxidantes, vitaminas e minerais presentes no café.
Os pesquisadores analisaram a evolução de 40 mil pessoas que consumiam este tipo de bebida por um período de 20 anos.
Os resultados indicaram que aqueles que tomaram bebidas gasosas e doces aumentaram a possibilidade de desenvolver diabetes em 16%, em comparação com as pessoas que não ingeriram essas bebidas.
No entanto, o resultado não foi o mesmo no caso das pessoas que ingeriram bebidas light.
Apesar de alguns consumidores de bebidas light adoçadas artificialmente terem desenvolvido diabetes, após analisar fatores como a pressão sanguínea, os níveis de colesterol e o peso, os pesquisadores perceberam que o desenvolvimento da doença estava vinculado a problemas como excesso de peso, dieta e índice de massa corporal e não às bebidas.

Estrogênio diminui riscos de câncer e doenças cardíacas, diz estudo

Em uma descoberta que desafia a ciência convencional a respeito dos riscos de certos hormônios usados na menopausa, um importante estudo de caráter governamental apontou que, após anos usando terapias de reposição apenas com estrogênio, algumas mulheres apresentaram risco consideravelmente menor de câncer de mama e ataque cardíaco.
A pesquisa, parte do difundido estudo Women's Health Initiative, acabou por surpreender as mulheres e seus médicos, que, durante anos, ouviram notícias amedrontadoras sobre os riscos da terapia de reposição hormonal. No entanto, muitos desses receios têm a ver com o uso de uma combinação de dois hormônios, o estrogênio e a progesterona, prescritos para aliviar a sensação de calor e outros sintomas decorrentes da menopausa, sempre mostrando aumentar o risco de câncer de mama nas mulheres.
As novas descobertas, recentemente divulgadas no The Journal of the American Medical Association (JAMA), provêm do estudo Women's Health Initiative feito com 10.739 mulheres que já passaram por histerectomia, a remoção cirúrgica do útero ou parte dele. Aproximadamente um terço das mulheres no mundo com mais de 50 anos já fizeram essa cirurgia.
O estudo Women’s Health Initiative foi iniciado em 1991 pelo National Institutes of Health como uma investigação minuciosa do uso de hormônios e outros problemas relacionados à saúde das mulheres em período pós-menopausa.
Enquanto a maior parte das mulheres desse estudo usou uma combinação de terapia hormonal, as mulheres sem o útero tomaram apenas estrogênio ou um placebo por aproximadamente seis anos, tendo sido acompanhadas durante quase 11 anos. O grupo que tomou apenas estrogênio não usou progesterona, que é geralmente prescrita para proteger o útero contra os efeitos prejudiciais do estrogênio. Embora todas as mulheres do estudo com estrogênio tenham interrompido o tratamento em 2004, os pesquisadores continuaram monitorando sua saúde, um procedimento comum em análises de clínicas maiores.
A descoberta mais surpreendente refere-se ao câncer de mama. Mulheres com histerectomia que usaram apenas estrogênio apresentaram redução de 23% de riscos de câncer de mama em comparação com as que tomaram placebo. Esse é um contraste rigoroso ao mais alto risco de câncer de mama apontado na parte combinada de estrogênio-progesterona da análise.
"O risco reduzido de câncer de mama neste grupo era algo totalmente inesperado quando iniciamos as análises de terapia hormonal do WHI", surpreende-se Andrea Z. LaCroix, autora líder do estudo e professora de epidemiologia do Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle. "Este estudo faz uma diferenciação entre o estrogênio sozinho e o estrogênio combinado com a progesterona de forma intensa. Espero que a notícia se espalhe entre as mulheres, pois nós não iremos nos opor".
De fato, os pesquisadores enfatizam que os resultados não mudam as recomendações em torno da terapia de reposição hormonal combinada para os dois terços de mulheres na menopausa que ainda têm útero. Os dados do estudo Women's Health Initiative apontam, de forma consistente, que a combinação entre estrogênio e progesterona aumenta o risco de câncer de mama e que o tratamento deve ser indicado apenas para aliviar os sintomas mais severos da menopausa, usando-se dose mínima pelo menor período possível.
Contudo, os dados são reconfortantes para milhares de mulheres na meia-idade que não têm mais útero e que tomam estrogênio para aliviar a sensação de calor e outros sintomas decorrentes da menopausa.
Um editorial que acompanha o diário se manteve cético em relação aos resultados, com o argumento de que o projeto do estudo Women's Health Initiative, direcionado a mulheres mais velhas e que interromperam todas as formas de tratamento hormonal após anos de uso, não se associa à maneira como os médicos costumam prescrever tratamentos às mulheres com mais de 50 anos no início da menopausa.
O Dr. Graham Colditz, autor do editorial e professor de cirurgia da Washington University School of Medicine em St. Louis, afirmou pensar que os dados coletados de estudos observatórios que apontam maior risco de câncer de mama em associação ao uso de estrogênio fossem mais confiáveis do que os dados coletados na análise clínica do estudo Women's Health Initiative.
"Essa descoberta não reflete a forma como os hormônios são usados nos Estados Unidos hoje em dia", opõe-se Colditz.
A análise, contudo, mantém-se há anos como um padrão de ouro em pesquisas médicas, e suas descobertas relacionando hormônios combinados ao câncer de mama e doenças cardíacas levaram a mudanças significativas na forma como médicos do mundo todo tratavam a menopausa.
Uma das principais advertências ao interpretar os novos dados sobre o estrogênio é que o estudo usou estrogênios equinos conjugados, ou seja, compostos derivados da urina de éguas prenhas e comercializados pela Wyeth Pharmaceuticals sob a marca Premarin. A marca acabou caindo em desuso, visto que tantas mulheres estariam usando tratamentos que contêm estradiol, substância quimicamente semelhante ao estrogênio natural feminino. Ainda não se sabe se os benefícios do estrogênio apontados no estudo Women's Health Initiative seriam replicados caso fosse usado um tipo diferente de estrogênio.
Ninguém sabe por que o tratamento só com estrogênio pareceu diminuir o risco de câncer de mama no estudo, mas uma das explicações seria que, em mulheres na menopausa e com nível mais baixo de estrogênio natural, os efeitos medicamentosos do estrogênio induziriam a morte das células em tumores existentes. Ninguém está sugerindo que as mulheres comecem a usar estrogênio como prevenção contra o câncer de mama, mas a descoberta abre novos caminhos de pesquisa justamente para esse fato.
"Precisamos analisar a fundo essas descobertas e ver se conseguimos aprender mais sobre novas formas de prevenir o câncer de mama nas mulheres", alerta a Dra. JoAnn Manson, médica pesquisadora do Women's Health Initiative e autora do estudo sobre medicina preventiva no Brigham and Women's Hospital em Boston.
Na análise final feita apenas com estrogênio, o uso do hormônio não estava associado a quaisquer riscos ou benefícios significativos pertencentes a coágulos sanguíneos, derrame, fratura ilíaca, câncer de cólon ou índices gerais de morte.
No entanto, houve diferenças surpreendentes quanto aos riscos e aos benefícios do uso de estrogênio em riscos de doenças cardíacas quando o estudo comparou mulheres mais jovens e mais velhas. Mulheres que estavam com mais de 50 anos quando começaram a usar estrogênio também apresentaram riscos bem menores de doenças cardíacas, incluindo quase 50 por cento a menos de ataques cardíacos, em comparação com as mulheres do grupo do placebo.
Os dados indicam que para cada 10 mil mulheres com mais de 50 anos, as que usam estrogênio têm 12 ataques cardíacos, 13 mortes e 18 ocorrências adversas a menos, como coágulos sanguíneos ou derrames em certo ano de vida, comparando-se com aquelas que tomam placebo.
Mas os riscos do uso de estrogênio foram detectados nas mulheres mais velhas. Para cada 10 mil mulheres acima de 70 anos, usar estrogênio pode causar 16 ataques cardíacos , 19 mortes e 48 mais ocorrências adversas graves a mais. "A mensagem que fica aqui é de que os dados parecem muitos mais favoráveis às mulheres mais novas e mais arriscados às mais velhas", define LaCroix.
O Dr. Rowan Chlebowski, outro autor do estudo e médico oncologista do Los Angeles Biomedical Research Institute, aponta que as descobertas salientam o fato de que os riscos e os benefícios dos hormônios da menopausa mudam conforme o estado de saúde da mulher, sua idade e o tipo de hormônio usado.
Chlebowski já conduziu uma pesquisa que apontava os riscos de câncer associados a uma terapia de reposição hormonal combinada, mas ele afirma que os novos dados sobre o estrogênio sozinho mostram que, em certas mulheres, seu uso para aliviar os sintomas da menopausa é uma 'boa escolha'.
"Ao analisar a polêmica, as pessoas dizem que os hormônios são bons ou não_é tudo ou nada. Mas chama a atenção o fato de que há diferenças", conclui Chlebowski. "Espero que essa divisão fique mais clara agora".

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sal híbrido combate malária

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) estão desenvolvendo um produto inovador para combater a malária: o sal híbrido Mefas. Esse é um insumo farmacêutico ativo (IFA) resultante da combinação de artesunato e mefloquina. A malária mata cerca de três milhões de pessoas por ano em todo o mundo, e atualmente o tratamento é à base de ASMQ, formulação em dose fixa combinada de artesunato e mefloquina, produzida pela Farmanguinhos.
O ASMQ tem eficiência comprovada, e é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no tratamento da malária. Contudo, tem efeitos colaterais, o que não acontece no sal híbrido mesmo em doses 100 vezes maiores do que as necessárias.
O sal apresenta ainda outra vantagem: ele conseguiu curar a malária com metade da dosagem do ASMQ, em testes realizados em animais. Núbia Boechat, coordenadora da pesquisa, explica que “espera-se também que haja uma redução no custo de desenvolvimento e produção do medicamento, tendo em vista que as dificuldades técnicas poderão ser minimizadas pela utilização de apenas um IFA, o que não ocorre no ASMQ, no qual são utilizados dois IFAs".
Estudo comparativo da biodisponibilidade, teste que avalia o grau de absorção da substância pelo organismo e, consequentemente, sua disponibilidade no local de ação, já foram iniciados em animais. OS pesquisadores afirmam que novos estudos são necessários para produção do sal em larga escala.

Emoções femininas são mais intensas durante um conflito

Quando um casal entra em conflito as emoções da mulher são mais intensas do que a do homem, mas são eles que expressam as emoções que causam conflito, chamada pelos cientistas de “emoções poderosas”, incluindo nesse grupo a ira e o desprezo. É o que aponta estudo da Universidade de Granada, na Espanha, que analisou a intensidade das emoções sentidas pelas pessoas em uma situação de conflito.
Voluntários foram colocados em cinco situações de conflito, e, no geral, os resultados mostraram que homens e mulheres têm diferentes emoções em situações conflituosas. Quando um parceiro é agressivo durante uma discussão, as mulheres se sentem mais decepcionadas do que os homens, enquanto que quando a situação incluía o hábito de um parceiro gritar com o outro com frequência, as mulheres se sentiam infelizes e os homens culpados. Se o parceiro distorce um comentário de forma a torná-lo positivo para si, a mulher sentia tristeza e o homem vergonha.
Segundo os pesquisadores, esperava-se que os homens expressassem mais “emoções dominadoras”, e as mulheres mais “emoções submissas”, como culpa, tristeza ou medo. Entretanto, os resultados mostraram que as mulheres sentem as emoções mais intensamente, tanto as "poderosas" quando as "não-poderosas", embora o que elas expressem não reflita o que elas sentem.
Segundo os pesquisadores, “o contexto sócio-cultural e os papéis de gênero atribuídos a homens e mulheres, respectivamente, podem ter uma influência relevante na geração de expectativas quanto ao seu papel nas relações e nos conflitos no seio da casa”. Dessa forma, a sociedade estabelece algumas regras sobre como homes e mulheres devem se relacionar e agir diante de uma situação conflituosa.

Crianças não se exercitam o suficiente, aponta estudo

Novo estudo, conduzido pela YMCA americana, mostra que 74% das crianças de 5 a 10 anos não se exercitam o tanto que deveriam. A recomendação médica é que crianças nessa idade pratiquem atividades físicas diariamente, durante 60 minutos.
A pesquisa entrevistou mais de 1.600 pais, que prestaram informações quanto ao cotidiano, atividades e ambiente familiar.
Dos pais entrevistados, apenas 15% disseram que a saúde era a maior preocupação em relação aos seus filhos. A pesquisa mostrou que a maioria dos pais preferia passar tempo assistindo TV com seus filhos ou jogando videogames. Alguns dos motivos dados pelos entrevistados para justificar a falta de atividades físicas das crianças foram que tecnologias como celulares e computadores distraiam a família, e que atividades extra-curriculares realizadas fora da escola são caras demais.
Lynne Vaughan da YMCA diz que os pais estão encontrando problemas para disponibilizarem tempo e dinheiro para que seus filhos façam exercícios físicos. Porém, ela explica que não é preciso muito tempo e dinheiro para que a pessoa seja ativa. Concursos de dança, visitas a parques, passeios de bicicleta e skate são atividades divertidas e que a família pode praticar junta.
Estudos mostram que nos Estados Unidos as taxas de obesidade infantil têm aumentado, assim como as de doenças crônicas. O estudo afirma que a saúde dos filhos deve ser prioridade na vida da família. Vaughan afirma que os pais devem “começar a fazer escolhas mais saudáveis em casa, para que (as crianças) possam levar vidas mais longas, saudáveis e felizes”.

Exercício físico durante a gravidez faz bem para o coração do bebê

Pesquisa realizada por uma equipe da Universidade de Medicina e Biociências de Kansas City, nos Estados Unidos comprovou que ao realizar atividades físicas durante a gestação, a futura mamãe está colaborando para boa saúde do coração do bebê.
Em 2008, os mesmo pesquisadores já haviam realizado outro estudo que mostrou que grávidas que praticavam exercícios por pelo menos 30 minutos, três vezes por semana, tinham fetos com menor frequência cardíaca durante as últimas semanas de desenvolvimento, um sinal da saúde do coração.
A nova pesquisa focou na saúde cardíaca das crianças após o nascimento. Analisando 61 gestantes ativas, que tiveram os seus corações e do feto monitorados quatro vezes ao longo do estudo, observou-se o sistema que controla a função cardíaca melhorou com o exercício aeróbico regular, ajudando tanto na saúde das mães quanto na continuidade de uma vida saudável para os filhos depois do parto.
As atividades praticadas pelas mulheres variavam entre caminhadas, corridas, levantamento de peso e ioga. O coração delas e dos fetos foram analisados quatro vezes durante o estudo, e as crianças foram acompanhadas por um mês após o nascimento.
Especialistas dizem que, além de fazer bem para o coração, a prática regular de atividade física ajuda a diminuir a formação de varizes, as dores nas costas e articulações e os músculos doloridos durante a gestação. Contudo, os cientistas lembram que a prática de atividade física durante a gestação deve ser indicada por um médico e acompanhada por profissionais especializados.

Jovens homossexuais têm mais chances de se suicidarem

Uma nova pesquisa desenvolvida na Universidade Columbia (EUA) sugere que um ambiente social negativo está associado ao aumento de risco de suicídio entre jovens lésbicas, gays ou bissexuais (LGB).
“Quando comunidades apóiam seus jovens gays, e escolas adotam políticas anti-bullying e anti-discriminação que especificamente protegem a juventude lésbica, gay e bissexual, os riscos de tentativa de suicídio entre todos os jovens diminuem, especialmente para a juventude LGB”, explica Mark L. Hatzenbuehler, um dos autores da pesquisa.
A pesquisa analisou dados de aproximadamente 32.000 estudantes americanos. Os jovens LGB que participaram do estudo mostraram ter cinco vezes mais probabilidades de tentarem o suicídio do que os heterossexuais. Mas o ambiente onde essas pessoas vivem é determinante para essa estatística. Em locais que prestavam maior apoio à comunidade LGB, os riscos de suicídio entre esses jovens diminuía em 25%, quando comparados a jovens que vivem em locais que não prestam esse auxílio.
Nos Estados Unidos, o suicídio é a terceira causa mais frequente de morte entre pessoas de 15 a 24 anos. Porém as taxas de suicídio entre jovens LGB são significativamente maiores do que entre jovens heterossexuais.
Os autores da pesquisa acreditam que suas descobertas podem ajudar educadores, pais e profissionais da saúde a encontrarem formas de evitar o suicídio entre jovens LGB. Eles acreditam também que a pesquisa mostra que muitas comunidades e escolas estão seguindo o caminho oposto, favorecendo a intolerância e o preconceito. “Este estudo mostra que a criação de ambientes em escolas que são bons para a juventude gay pode levar a melhores resultados de saúde para todos os jovens”, completa Hatzenbuehler.

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Comer brócolis ajuda a "limpar" bactérias do pulmão

Um composto chamado sulforafano, encontrado nos brotos de brócolis, ajuda o sistema imunológico a limpar os pulmões de bactérias nocivas, além de ser uma importante fonte de ferro.  O composto está presente nas verduras da família da couve, e é um possível tratamento para prevenir ou reduzir as infecções que afetam os fumantes e os pacientes com doenças pulmonares.
Quando o pulmão é saudável, ele elimina sozinho as substâncias nocivas, tais como partículas de poeira os resíduos e as bactérias estranhas. Contudo, o pulmão de alguns fumantes e pessoas com POC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) não conseguem fazer isso.
Os pesquisadores concluíram que o tratamento com sulforafano estimula a ativação da via de sinalização celular Nrf2, o que fez com que a capacidade dos macrófagos pulmonares para eliminar as bactérias dos pulmões seja aumentada.

Pão fortificado com vitamina D poder ser uma boa fonte da substância

A insuficiência de vitamina D é uma condição que pode causar diversos problemas de saúde e aumentar as chances de desenvolvimento de doenças cardíacas, câncer e alergias. Pesquisas mostram que milhões de pessoas não ingerem a quantidade necessária dessa substância, e uma forma de resolver esse problema seria através da ingestão de pão fortificado com a vitamina.
 Connie Weaver, autora da pesquisa, explica que cientistas duvidavam que altas concentrações de vitamina D funcionariam bem em pães, já que a levedura do alimento produz uma forma da vitamina (D2) que não é tão ativa quanto a forma produzida pelo sol (D3). “O nosso estudo mostrou que pão feito com levedura rica em vitamina D2, dado de comer a ratos de laboratório, tem efeitos que parecem ser tão beneficiais quanto a vitamina D3”, ela completa. Esses resultados mostram que pães ricos em vitamina D poderiam ser uma boa fonte da substância e um importante complemento de alimentação.

Ver obesos leva pessoas a comerem mais

Pesquisadores americanos desenvolveram uma pesquisa que mostra que ver pessoas que estão acima do peso pode levar indivíduos a comerem mais, a menos que eles tenham o objetivo de serem mais saudáveis.
Em um experimento, pesquisadores pediram que pessoas que estavam passando por uma sala fizessem um questionário rápido, que mostrava a diferentes pessoas imagens de um obeso, de uma pessoa de peso normal ou de um abajur. Após as pessoas completarem o questionário, os pesquisadores ofereciam doces como um agradecimento por terem participado. As pessoas que tinham visto imagens de um obeso pegaram mais doces do que as pessoas que viram as outras imagens.
De acordo com os autores “ver alguém acima do peso leva a uma diminuição temporária no comprometimento próprio de uma pessoa com o objetivo de saúde dele ou dela”. O estudo sugere que ver pessoas que estão associadas a comportamentos indesejáveis pode levar o indivíduo a ter as mesmas atitudes.
Para evitar esse problemas os autores aconselham as pessoas a pensarem sobre seus objetivos de saúde pessoais e se lembrar dos efeitos indesejáveis de comer alimentos calóricos e gordurosos.

Falar palavrão alivia dor em quem não xinga com freqüência

Não há quem não fale um palavrão quando se bate o dedinho do pé na quina do sofá. Quase que involuntário, xingar ajuda a desestressar e aliviar a dor. Pesquisa da Keele University, na Inglaterra, mostra que isso é, em parte, verdade. Segundo os pesquisadores, pessoas que não estão acostumadas a xingar com freqüência sentem sua dor aliviada quando falam palavrões.
71 voluntários, com idade entre 18 e 46 anos, responderam um questionário que avaliava com que frequência eles diziam palavrões. Após isso, foram orientados a manter suas mãos dentro de baldes com água gelada. Constatou-se que aqueles que tinham o hábito de falar palavrões com mais frequência na vida diária suportavam menos tempo. Aqueles que não faziam uso freqüente de palavrões mantiveram as mãos na água por mais tempo à medida em que começaram a xingar. Os cientistas acreditam que os resultados dessa pesquisa possam ajudar a compreender os motivos do porque o xingamento pode ser benéfico para alivio da dor.

Pedir a jovens que simplesmente “digam não” à álcool e tabaco não é suficiente

Dizer a adolescentes para simplesmente dizerem não à álcool e tabaco não é suficiente para fazer com que eles evitem essas substâncias, mas  treinamento disponibilizado em escolas pode ser eficaz.
A Dra. Karina Weichold, da Jena University (na Alemanha) afirma que “apenas a informação não é bom o suficiente porque até mesmo crianças sabem que o consumo de álcool e fumar podem causar danos à saúde. Então a prevenção precisa começar em algum outro lugar”.
A Dra. Weichold e outros cientistas desenvolveram um projeto que envolveu cerca de 1.700 crianças entre as idades de 10 e 15 anos. Eles desenvolveram um programa de prevenção que ensinou as crianças a lidarem com ansiedade, estresse e auto-imagem. Técnicas de relaxamento e movimento também faziam parte do conceito do programa.
As crianças que participaram do projeto consumiram menos cigarros e bebidas alcoólicas do que as crianças que faziam parte dos grupos controle. Além disso, a idade de iniciação desse consumo foi atrasada para os participantes do projeto, que começaram a fazer uso dessas substâncias mais tarde do que as outras crianças.

Saladas podem não ser sempre as opções mais saudáveis

Quem está tentando perder peso ou ter uma alimentação mais saudável pode escolher pedir saladas em restaurantes, evitando pratos mais gordurosos e calóricos. Mas nem sempre a salada tem realmente menos calorias do que outras opções de alimentos.
Uma pesquisa desenvolvida na Universidade da Carolina do Sul e na Universidade Loyola (ambas nos EUA) mostrou que pessoas fazendo dieta podem ficar tão preocupadas em comer bem, que eles têm mais chances de comer algo que não é saudável quando esse alimento recebe o nome de algo bom para a saúde. Um exemplo disso seria um prato usado em um experimento realizado pelos pesquisadores. Eles mostraram à um grupo de pessoas uma mistura de vegetais, macarrão, salame e queijo servidos com alface. O prato era visto como saudável quando era chamado de salada, mas visto como opção ruim para saúde quando chamado de massa.
 “Pessoas fazendo dieta provavelmente presumem que um item que tem um nome insalubre – massa – é menos saudável do que um item que tem um nome saudável – salada – e eles não gastam tempo considerando outras informações do produto que poderiam impactar suas avaliações do produto”, explicam os autores do estudo.

Vodca com energético é pior do que vodca pura, diz estudo

 . Foto: Getty Images
Nutrientes estimulantes do energético aumentarem a tendência ao comportamento de risco

De acordo com um estudo da Northern Kentucki University, dos Estados Unidos, publicado no jornal Folha de S. Paulo nesta quarta-feira (20), a mistura de bebidas energéticas com vodca é mais perigosa do que o consumo puro da bebida alcoólica. O motivo do alerta se deve ao fato dos nutrientes estimulantes do energético aumentarem a tendência ao comportamento de risco.

Homens são duas vezes mais distraídos no trânsito que as mulheres

Às mulheres que se cansaram de ouvir ofensas no trânsito, a revanche: os homens são piores motoristas e duas vezes mais propensos a bater o carro por distração, de acordo com uma pesquisa da seguradora de carros Santander, divulgada no jornal Daily Mail.
Homens estão duas vezes mais propensos a bater o carro por distração do que as mulheres, segundo pesquisa
Homens estão duas vezes mais propensos a bater o carro por distração do que as mulheres, segundo pesquisa
 
O levantamento constatou que apenas 5% das pessoas do sexo feminino causaram um acidente por não prestar atenção, contra 11% das do sexo masculino. Além disso, 30% deles e 20% delas confessaram quase colidir por não ficarem alertas.
Entre os motivos de distração estão ajustar o som do carro, comer, barbear, retocar maquiagem, ler livro. Beijar o passageiro e falar ao celular também figuraram na lista. Embora 96% admitiram que escrever mensagem ao volante é um comportamento perigoso, cerca de 20% disseram ter cometido o erro.
O estudo foi feito após a constatação de que os homens têm, em média, seis vezes mais pontos em suas carteiras do que as mulheres. Mas apesar das evidências de que os o sexo masculino é mais "barbeiro" que o feminino, recentemente o Tribunal de Justiça Europeu decidiu que era injusto que eles pagassem mais pelo seguro de carro. Segundo a publicação inglesa, a partir de dezembro de 2012, o valor pago por ambos os sexos será o mesmo. 

Limpeza correta do órgão sexual previne câncer e amputação

O assunto é pouco abordado e é um problema de saúde pública: todos os anos, cerca de mil homens têm seus pênis amputados por causa do câncer, segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS). "O câncer de pênis é muito frequente nos países subdesenvolvidos. Falta de higiene, fimose e associação com o vírus HPV aumentam o risco de desenvolver a doença", contou Gustavo Guimarães, oncologista e diretor do núcleo de urologia do Hospital A.C. Camargo, de São Paulo (SP).
Ana Teresa Teles, psicóloga do Recife (PE), estudou casos de amputação peniana no Hospital de Câncer do Pernambuco e constatou que a doença não é muito abordada sequer na literatura. "Estava preparando um projeto e foi difícil encontrar fundamentação teórica para poder escrevê-lo", disse, "acho que a saúde masculina não é muito trabalhada. Não há tantas campanhas como para as mulheres. Isso mudou depois de 2009, quando a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) começou a divulgar sobre o câncer de próstata, por exemplo. Conheço homens que só souberam que estavam doentes porque foram o médico depois de a família ver a campanha e pressionar para procurarem um médico", contou.
Água e sabão
O pênis produz uma substância esbranquiçada e gordurosa, chamada esmegma, para limpar e lubrificar o órgão genital. Todavia, é preciso higienizar adequadamente o membro para remover o esmegma, evitando a proliferação de bactérias e infecções. Um dos fatores que mais atrapalha os homens na correta limpeza do pênis é a presença da fimose, quando o prepúcio não se descola totalmente da glande, prejudicando a higienização.
E essa higienização não requer grandes firulas. "Apenas água e sabão são suficientes", explicou Guimarães. Mas, muitos homens sequer sabem disso, pois como destacou a psicóloga, muitos pacientes, principalmente os que vivem no campo diziam "eu me lavo", mas não sabiam que é preciso remover o esmegma.
A média de idade dos homens que sofrem precisam amputar o membro por causa do câncer é entre 60 e 70 anos, sendo que a maioria vive no Norte e no Nordeste do Brasil e são de baixa renda. Todavia, os jovens não estão livres do mal: "temos pacientes de 30 a 40 anos aqui no hospital", disse Guimarães. "Encontrei pacientes que não eram tão velhos e também que viviam em áreas urbanas e bairros nobres", contou Ana Teresa.
O câncer de pênis
Considerada um mistério para a medicina, o câncer de pênis é bastante agressivo e não tem, necessariamente, uma ligação com DSTs, como o de colo de útero, causado pelo HPV. A amputação, parcial ou total, é um dos últimos recursos usados pelos médicos para salvar a vida do paciente. Dependendo do estágio da doença, até mesmo os membros inferiores acabam sendo amputados. Mas, Guimarães lembrou que o mal pode ser tratado sem a amputação quando descoberto no início. Para tanto, é necessário que o homem procure e converse com seu urologista, que é o profissional indicado para o diagnóstico, "toda vez que aparecer uma ferida, principalmente indolor, e se o homem tem fimose, então devem procurar o médico. Feridas e úlceras podem ser uma DST, mas quando não cicatrizam, podem ser câncer".
"Esta não é uma doença com mortalidade rápida. O homem sofre muito e demoram para procurar ajuda por vergonha de mostrar o pênis, medo do diagnóstico, medo da consequência, agravando ainda mais o problema", destacou o médico do Hospital A.C. Camargo, especializado no tratamento de câncer.
Ação e reação
"A reação dos homens quando sabem que precisarão amputar o pênis é terrível! Este diagnóstico acaba sendo mais forte para eles do que o do câncer ou da possibilidade de morrer. Eles encaram como a morte de sua sexualidade e de sua função como homem. Muitos escondem de toda a família, dividindo a amputação apenas com a esposa", lembrou Ana Teresa, destacando que não é possível colocar implantes, levando muitos pacientes a quadros ainda mais depressivos.
A psicóloga destacou que a notícia do câncer atinge não só o homem, como toda a sua família e muitas mulheres também se angustiam com o drama do marido que, muitas vezes, além da amputação do órgão sexual precisa passar por outras cirurgias. "Toda doença afeta o aspecto emocional, que pode acelerar consideravelmente a cura ou a piora. Por isso o papel do psicólogo é tão importante para que o paciente aceite a doença e saiba lidar com ela da melhor maneira possível. Toda moléstia requer tratamento e acompanhamento. Alguém com diabetes, por exemplo, vai precisar aceitar a doença para tratá-la e conviver com ela. O mesmo acontece com o homem que teve seu pênis amputado por causa de um câncer."
Solução do problema
A circuncisão para remoção do prepúcio é uma das formas de prevenir o câncer peniano e, consequentemente, a possível amputação. Apesar de a glande ficar exposta, a circuncisão acaba protegendo a saúde masculina: "há estudos que mostram que diminui o risco de contrair DSTs e até o HIV, mas, logicamente a proteção não é 100%. A camisinha ainda é mais eficaz", disse Guimarães.
Não há idade para a realização da cirurgia de fimose, portanto, mesmo homens adultos podem procurar o médico para a realização do procedimento."Não sei porque não é feita em todos os homens", desabafou Ana Teresa.
A limpeza correta durante o banho, após relações sexuais e a masturbação é essencial para prevenir este mal e manter a saúde sexual em ordem.
Outra forma de prevenir o câncer de pênis é por meio da conscientização não só dos homens, mas também das mulheres. "As mães, em especial, são o agente multiplicador. Elas que vão ensinar seus filhos a como higienizar corretamente as partes íntimas, prevenindo lesões que podem avançar para o câncer, além de ensinar a procurar o médico, sem pudores", sugeriu Ana Teresa.

Mito ou verdade – Homens só terminam relação quando existe outra?

Quantas vezes você já não ouviu dizer que os homens só terminam uma relação quando estão interessados em outra pessoa? Mas será que isso é mesmo uma regra?
Segundo o Doutor em Psicologia Clínica e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Sócates Nolasco, tudo depende do homem em questão. O especialista em comportamento masculino, com vários livros publicados sobre o assunto, explica que homens imaturos e infantis podem usar deste artifício para não se sentirem sozinhos.
Mas ele alerta que não devemos generalizar. E, dá a dica: “homens que sabem o que querem de uma relação, vão lutar por ela e, caso não seja possível continuar, vão se separar. Uma vez separado, é importante que o homem se mantenha sozinho para organizar o que viveu, ver o quanto tudo o que aconteceu lhe afetou, para que possa sair enriquecido para viver um outro amor, se assim desejar”.
Mas como é díficil encontrar pessoas, homens e mulheres, que lidem bem com este período, pós-relacionamento, não é? Vale a reflexão…

Estudo diz que homens são mais decididos, mas mulheres têm a mente mais aberta

Estudo mostra que eles fazem julgamentos mais radicais e elas veem mais tons de cinza

Nenhum homem estranha o tempo que uma mulher costuma levar para escolher o vestido para uma festa. Mas só agora cientistas conseguiram provar que as mulheres são o sexo menos decidido.

O estudo descobriu também que os homens tendem a fazer julgamentos do tipo preto no branco enquanto as mulheres tendem a ter uma mente mais aberta e enxergar mais tons de cinza.

No estudo, mais de cem pessoas tiveram de dizer se 50 objetos se encaixavam parcial ou totalmente ou se não se encaixavam em nenhuma das categorias apresentadas.

As mulheres tinham 23% mais chances de escolher a opção parcial. Suas respostas indecisas foram dadas a perguntas polêmicas, como “A pintura é uma ferramenta?” ou “O tomate é uma fruta?”.

A maioria dos homens ficava feliz ao decidir, por exemplo, que um tomate é uma fruta (ou não), enquanto as mulheres diziam que ele “meio que” pertence à categoria das frutas.

O pesquisador Zachary Estes, da Universidade Warwick, diz que, só por que os cientistas descobriram uma diferença em como homens e mulheres classificam as coisas, isso não significa que o método de um é necessariamente melhor do que o da outra.

- Por exemplo, médicos tendem a diagnosticar os sintomas de uma doença mais rapidamente e de forma mais confiante [do que médicas] .

O pesquisador acrescenta que, embora o comportamento masculino seja vantajoso no tratamento precoce de doenças, oferece ainda mais desvantagens se o diagnóstico for errado. Ele diz que, “em muitos casos, uma abordagem mais aberta na classificação ou no diagnóstico seria mais eficiente”.

O estudo descobriu que os homens se encaixam melhor em ambientes que exigem decisões enquanto que as mulheres se dão melhor em trabalhos nos quais a abordagem é considerada mais importante.

O pesquisador explica que a diferença de sexo é consistente com o uso da linguagem experimental pelas mulheres, já que elas tendem a usar evasivas como “tipo assim” e “não tenho certeza”.

Fumo passivo aumenta risco de distúrbios mentais em crianças

Estudo mostra que respirar fumaça de cigarro aumenta chances de déficit de atenção

Respirar fumaça de cigarro pode aumentar o risco de desordem mental e comportamental em crianças, o que inclui déficit de atenção com hiperatividade, segundo um estudo publicado na revista científica Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine.

O estudo sugere ainda que as crianças de mães que fumam enquanto estão grávidas são mais propensas a ter problemas de comportamento.
A exposição ao fumo passivo também foi ligada a problemas de coração e respiratórios.
O médico Bruce Lanphear, chefe de um centro especializado na saúde infantil de Cincinnati, nos Estados Unidos, fez um alerta.
- Já é tempo de começarmos a proteger as crianças da exposição [ao fumo passivo] se estivermos comprometidos com a prevenção dessas doenças.

Os autores do estudo, coordenado por Frank Bandiera, da Escola de Medicina Miller, que faz parte da Universidade de Miami, observaram a ligação entre o fumo passivo e a saúde mental em crianças e jovens de 8 a 15 anos.
Entre os meninos expostos ao fumo passivo, os pesquisadores notaram mais propensão aos sintomas de desordem mental e comportamental, depressão, ansiedade e transtorno de conduta. As meninas demonstraram mais sintomas relacionados as mesmas desordens e ansiedade.

Foram observadas 201 crianças, das quais 7% tinham desordem mental e comportamental  - na população em geral, esse índice é de 5%. Outras 15 foram diagnosticadas com depressão e 9 tinham transtorno de ansiedade. Os autores concluíram que são necessários mais esforços para banir o fumo nos lugares públicos e evitar a exposição dos filhos à fumaça em casa.

Homem com dedo anular grande atrai mais as mulheres

Diferenças entre os dedos revelam exposição à testosterona na gestação

Quanto mais longo for o dedo anular de um homem em relação a seu dedo indicador, mais chances ele terá de ser considerado atraente para as mulheres. A afirmação é de um estudo publicado nesta quarta-feira (20) pela revista Biological Sciences.

Os resultados revelam ligações entre a exposição dos fetos masculinos aos hormônios, o desenvolvimento de alguns traços físicos e determinadas características que atraem o sexo oposto. A pesquisa faz parte de uma grande quantidade de estudos recentes, abrigados sob o rótulo da psicologia evolucionária, que sugerem uma influência muito maior do que se pensava da natureza sobre o comportamento humano em relação aos fatores culturais.

Trabalhos anteriores já haviam sugerido que a proporção entre o quarto e o segundo dedo da mão, em especial da mão direita, é um indicador importante do quanto um homem foi exposto à testosterona durante a gestação. Quanto maior a diferença entre o anular (mais comprido) e o indicador (mais curto), maior o impacto do hormônio.

Para esse novo estudo, Camille Ferdenzi, da Universidade de Genebra, conduziu uma experiência para descobrir se as mulheres são atraídas pelas características comumente associadas a altos níveis de testosterona (rosto simétrico, voz grave, um cheiro particular) em homens que apresentam essa proporção na mão.

Mais de 80% das mulheres entre 18 e 34 anos viram fotografias de 49 homens da mesma idade, a quem deveriam avaliar de acordo com sua masculinidade e atratividade. Grupos menores de mulheres ouviram gravações de vozes masculinas, e cheiraram amostras de odor corporal, obtidas com a ajuda de chumaços de algodão posicionados durante 24 horas nas axilas dos voluntários.

A pesquisadora diz que, no teste visual, os resultados apontaram que, quanto mais longo o dedo anular em comparação com o indicador, o que indica uma exposição à testosterona, mais atraente era o homem.

– Também descobrimos que a atratividade e a simetria do rosto estão altamente ligadas. 
Essa preferência pode ser explicada pelo aumento das chances reprodutivas de uma mulher com um parceiro mais viril, diz a pesquisadora.

Mas a proporção entre os dedos não apresentou relação com as amostras de odor e voz exibidas às mulheres - o que pode ser provocado, de acordo com a especialista, pelos níveis flutuantes de testosterona no homem ao longo da vida adulta, em contraste com os níveis mais estáveis durante a gestação.
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