sexta-feira, 6 de maio de 2011

A pessoa tímida tende a experimentar desconforto na interação com pessoas e com situações sociais em geral

Seu comportamento mostra-se menos espontâneo, até inibido, o que pode comprometer as trocas intelectuais e afetivas com os outros, podendo gerar perdas na qualidade de vida, na medida em que o retraimento se torna muito intenso.
A pessoa tímida costuma preocupar-se excessivamente com o julgamento dos outros a respeito de si mesma, o que a faz manter-se cautelosa, buscando antecipar as consequências de suas ações, para planejar condutas adequadas às exigências do ambiente.

Timidez não é patologia e não deve ser confundida com antipatia, personalidade antissocial ou fobia social. A timidez, no caso de crianças, não deve ser confundida com medo ou covardia.
Não nascemos tímidos

O bebê nasce pronto para os intercâmbios sociais, mas isso não significa que ele seja, necessariamente, um ser apto para uma conduta social adequada às demandas da sociedade e da cultura na qual ela nasceu. Sabe-se, hoje, que o cérebro e a mente do bebê irão se desenvolver em função da interação com os outros seres da mesma espécie. A qualidade dessa interação será determinante para o desenvolvimento psíquico. A criança será ensinada progressivamente a fazer trocas afetivas e, dessa maneira, conseguirá se relacionar com os outros e com os grupos, nos quais se insere. Aprenderá as regras extrínsecas que regem a conduta social e saberá modular seu comportamento frente à percepção da reação que sua ação causa na outra pessoa.

No processo do aprendizado da conduta interativa e social, a criança pode se mostrar mais tímida ou mais impulsiva. Muitos são os fatores responsáveis por uma forma ou outra de atitude: dotação genética, personalidade dos pais, posição da criança no sistema familiar, métodos educacionais, aos quais a criança foi exposta etc.. A criança pode conseguir sozinha controlar de forma mais adequada seus impulsos, regular melhor suas emoções, ao se sentir cada vez mais segura nos seus movimentos de afirmação no mundo e consequentemente deixar de ser tímida ou impulsiva demais.

Diferente da criança impulsiva, a criança tímida é observadora e, muitas vezes, cautelosa, por estabelecer relações de causa-efeito entre os eventos e por antecipar as consequências de suas ações e das eventuais ações das outras pessoas. É uma criança que pensa muito, que vive mais no mundo das ideias, das suposições e das crenças e que vive menos no mundo da experiência concreta. Tende a ter mais facilidade para se adaptar a um funcionamento imaginário, que para se adaptar à realidade objetiva. Pode ser uma sonhadora, uma pessoa que se entretém com suas fantasias e seus planos e que pode, por outro lado, não ter tanta facilidade com as relações interpessoais, com as situações imprevisíveis, com o novo.

Um filho tímido tende a ser fonte de preocupação para seus pais que associam timidez à insegurança. Não necessariamente uma criança tímida é insegura. O que ocorre é que, com frequência, esses pais foram também crianças tímidas, adolescentes tímidos e depois adultos tímidos e não desejam que seus filhos também o sejam. É muito difícil isso não acontecer, pois o modelo transmitido é o da timidez.

Existem pais que foram crianças tímidas, que se lembram do esforço que fizeram para superar a timidez e que não querem que seus filhos percam oportunidades que a vida está sempre oferecendo. Esse risco é real, pois a pessoa tímida pode acabar sendo mais um espectador dos acontecimentos que o sujeito de sua ação.

Assim, ainda que timidez não seja patologia, um excesso de timidez pode ocasionar atrasos, descompassos e perdas na adaptação às situações, podendo acarretar vivências de frustrações. Arrepender-se do que não se teve coragem de fazer é muito pior do que se arrepender do que se fez. A timidez pode ir aumentando e se tornar patológica, trazendo impedimentos para a adaptação à vida.

O filho tímido merece consideração e não cobranças. Ele não deve ser atropelado" com exigências para ações rápidas. Deve ser respeitado quanto ao seu tempo e incentivado quanto às suas competências. Reforços positivos e não negativos farão dele alguém corajoso e sábio. É necessário que os pais tímidos ou que foram tímidos controlem suas ansiedades e seus temores, para que não contaminem seus filhos com expectativas ruins. Pelo contrário, precisam valorizá-los para que eles se sintam com coragem e segurança para serem, de fato, os protagonistas da sua história de vida.

Corações danificados bombam melhor o sangue quando estão abastecidos com gorduras, diz pesquisa

Reduzir severamente as gorduras inseridas na dieta pode ser algo ruim para o coração em pacientes que sofrem de insuficiência cardíaca. Esta foi a conclusão de um estudo na Case Western Reserve University School of Medicine, nos Estados Unidos.
Os pesquisadores indicaram que uma dieta rica em gordura melhora a habilidade do coração para bombear o sangue. “Isso não significa que eu posso sair e comer um hambúrguer depois de ter um ataque cardíaco”, diz a Dra. Margaret Chandler, uma das pesquisadoras. “Mas podem ser vantajosos tratamentos que forneçam energia suficiente para o coração e que permitam que o órgão utilize esta energia”, explica.
Segundo a pesquisa, um coração danificado pode ser beneficiado com uma dieta balanceada que inclua gorduras mono e poliinsaturadas e carboidratos complexos, substituindo os açúcares simples (sacarose e frutose).
Um coração saudável utiliza as gorduras e os carboidratos para obter a energia de que necessita para bombear sangue para o resto do corpo. Mas, se uma pessoa desenvolve insuficiência cardíaca ou sofre de isquemia, o coração parece preferir usar glicose como combustível, porque esta requer menos oxigênio para produzir energia.
No começo destes estudos sobre intervenção dietética, os pesquisadores acreditaram que a dieta rica em gordura com que alimentavam os animais de laboratório que sofreram um ataque cardíaco iria sobrecarregar seus tecidos de gordura, o que teria um efeito tóxico no coração de cada um. Surpreendentemente, o bombeamento do sangue do coração melhorou com esta dieta.
No entanto, estes animais mostraram sinais de resistência à insulina, exibido por uma queda da quantidade de glicose absorvida pelo coração, como pode ser esperado de um paciente diabético. E, contrários às crenças, os pesquisadores descobriram que um estado de resistência à insulina pode ser benéfico para um coração fraco. De acordo com a Dra. Chandler, a hipótese é alimentada pelo fato de que o coração é forçado a utilizar a sua fonte preferida de energia devido às quantidades excessivas de gordura. Após sofrer uma lesão, o coração não pode mais fazer isso por conta própria, fazendo com que os pesquisadores tenham de manipular o metabolismo para usar a fonte de energia que maximiza ou mantém a função o mais próximo da normalidade.
“Queremos proporcionar um ambiente para o coração que permita que ele seja o máximo eficaz e eficiente possível, independente dos danos que sofreu”, finaliza a Dra. Chandler.

Aquecimento global diminui produção de milho e trigo

Para quem acha que as mudanças climáticas globais não têm impactado na produção agrícola, um artigo publicado nesta sexta-feira (6/5) no site da revista Science serve como uma grande ducha de água fria.
De acordo com uma pesquisa feita por David Lobell, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e colegas, nos últimos 30 anos as produções de milho e de trigo em todo o mundo caíram, respectivamente, 5,5% e 4% em resposta ao clima mais quente. A queda se refere aos valores que teriam sido atingidos se não houvesse o aquecimento climático. As produções de soja e de arroz não foram afetadas significativamente.
“Verificamos que, desde 1980, os efeitos das mudanças climáticas nas lavouras agrícolas provocaram um aumento de cerca de 20% nos preços no mercado global”, disse Wolfram Schlenker, da Universidade Columbia, outro autor do Estudo.
Os cientistas analisaram dados da produção de alimentos no mundo de 1980 a 2008, centrando-se nas quatro principais commodities agrícolas: milho, trigo, arroz e soja.
Foram desenvolvidos dois modelos, um que representa os aumentos reais na temperatura no período e outro que manteve as temperaturas nos níveis de 1980. Ao considerar todas as outras variáveis que afetam a produção agrícola, o grupo verificou a relação entre aquecimento e queda na produção.
Mas os pesquisadores identificaram exceções. Nos Estados Unidos, Canadá e norte do México a produção não caiu no período. Segundo eles, o resultado aponta que, embora a relação entre aquecimento e produtividade agrícola seja óbvia em escala global, regional ou nacionalmente ela pode não ter os mesmos efeitos.
Desde 1950, a temperatura global média tem aumentado cerca de 0,13º por década, mas, de acordo com relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), o aquecimento esperado para as próximas duas ou três décadas é 50% maior.

Depressão também tem seus efeitos positivos, diz estudo

Estudo realizado por pesquisadores das universidades de Basel, Clarkson e Stanford, Technische Universität München e Hospital Charité de Berlim, afirma que apesar da tristeza, apatia e preocupação que a depressão provoca, ela tem um efeito colateral positivo. Segundo o estudo, pessoas deprimidas têm melhor desempenho do que seus pares não-deprimidos em tarefas de decisão seqüencial.
Os participantes do estudo, que incluía três grupos, um de indivíduos saudáveis, outro com pessoas depressivas e o terceiro com indivíduos se recuperando da depressão, tiveram que jogar um game de computador em que eles poderiam ganhar dinheiro com a contratação de um candidato em busca de trabalho simulado.
O jogo atribuía a cada candidato um valor monetário e os candidatos se apresentavam cada um de uma vez em ordem aleatória. Participantes do experimento enfrentaram o desafio de determinar quando parar de pesquisa e selecionar o candidato atual.
Enquanto os participantes saudáveis ??procuraram por poucos candidatos antes de escolher um, os participantes deprimidos procuraram mais a fundo e as escolhas feitas resultaram em ganhos maiores. Durante décadas, os psicólogos têm discutido se a depressão tem efeitos colaterais positivos. Esta descoberta fornece a primeira evidência de que a depressão clínica pode trazer alguns benefícios.
Os resultados mostraram que o mesmo vale para decisões cotidianas, como em relacionamentos ou compra de bens materiais. Conhecida como “estratégia ideial”, esse tipo de decisão foi mais facilmente tomada, e com melhor êxito, pelos pacientes do grupo que sofria com depressão.

Abuso de analgésicos pode causar falência hepática

O uso indiscriminado de analgésicos pode causar diversos danos ao paciente, dentre eles a insuficiência hepática. Ingredientes presentes em mais de 600 medicamentos e o desconhecimento do público que os consome podem alterar funções do fígado e dificultar o seu funcionamento.
Uma pesquisa desenvolvida na Northwestern University mostrou que dentre as pessoas que participaram do estudo, apenas 41% liam as bulas dos medicamentos que usam. Apenas 31% das pessoas sabiam que o Tylenol contém acetaminofeno, 75% sabiam que Bayer contém aspirina, 47% sabiam que Motrin contém ibuprofeno, 19% sabiam que Aleve contém naproxeno sódico e 19% sabiam que Advil contém ibuprofeno.
O co-autor da pesquisa, Michael Wolf, fala que os dados de sua pesquisa são alarmantes. “As pessoas podem involuntariamente fazerem mau uso deses medicamentos até um ponto em que eles causem dano severo ao fígado. É fácil exceder o limite seguro se as pessoas não percebem quanto acetaminofeno eles estão tomando. Diferente de produtos que exigem receita, não há uma barreira, ninguém monitorando como você o toma”, afirma ele.
Para Jennifer King, co-autora, as pessoas podem não prestar atenção aos componentes dos medicamentos porque quando estão sentindo dor se preocupam apenas em conseguir alívio, se esquecendo de analisar o medicamento que estão usando. Outro fator que também pode levar a essa negligência é que muitos remédios podem ser obtidos sem receita, o que fazer com que as pessoas pensem que esses medicamentos não são prejudiciais.
Ao fazer uso de analgésicos, o aconselhamento médico e o bom senso ajudam a manter uma dosagem segura e evitam que o remédio cause danos ao corpo.

Falar palavrão pode aliviar a dor, diz estudo

Falar palavrão diminui a dor. Foto: Getty Images
Falar palavrão pode ajudar a resistir à dor

Quer uma desculpa para falar palavrões? Pois já tem. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Keele, do Reino Unido, eles podem aliviar a dor, mas só se não os disser regularmente.
Os cientistas Richard Stephens e Claudia Umland pediram que 71 voluntários, entre 18 e 46 anos, avaliassem a frequência com que usam palavrões, variando de quase nunca a 40 vezes ou mais por dia. Depois, todos tiveram de manter suas mãos mergulhadas em água gelada pelo maior tempo possível.
Aqueles que falam palavrões raramente foram capazes de suportar a temperatura baixa por 45 segundos a mais quando os falavam. Os que investem nessas palavras constantemente ganharam apenas 10 segundos extras.
Stephens declarou ao jornal Daily Mail que os palavrões agiriam como um analgésico induzido pelo estresse. Apesar de serem mal vistos, as pessoas têm necessidade deles de vez em quando. Os dados foram divulgados na última quarta-feira, 4, na Conferência Anual da Sociedade Britânica de Psicologia, em Glasgow, Escócia.

Pesquisadora descobre segredos e neuras sexuais das mulheres

1. Sem cobranças: não há vaginas grotescas, sujas, que cheirem ou tenham gosto de peixe (a não ser que haja infecção), disse Debby Herbenick, pesquisadora e diretora do Centro de Promoção da Saúde Sexual da Universidade de Indiana, que entrevistou 30 mil mulheres para descobrir quais suas encanações sexuais  Foto: Getty Images
1. Sem cobranças: "não há vaginas grotescas, sujas, que cheirem ou tenham gosto de peixe (a não ser que haja infecção)", disse Debby Herbenick, pesquisadora e diretora do Centro de Promoção da Saúde Sexual da Universidade de Indiana, que entrevistou 30 mil mulheres para descobrir quais suas encanações sexuais
2. Depilar tudo: muitos homens já me disseram que uma vagina sem pelos não é empolgante. Um até citou que se lembrava de quando a irmã era criança e tomavam banho juntos, lembrou a pesquisadora  Foto: Getty Images
2. Depilar tudo: "muitos homens já me disseram que uma vagina sem pelos não é empolgante. Um até citou que se lembrava de quando a irmã era criança e tomavam banho juntos", lembrou a pesquisadora
3. Atrizes: muitas se comparam com as atrizes pornô e chegam a operar os lábios vaginais por considerá-los inapropriados. Vulvas têm tamanhos, formas e cores diferentes, como olhos, pés e mãos e não são perfeitamente simétricas, alertou Debby  Foto: Getty Images
3. Atrizes: muitas se comparam com as atrizes pornô e chegam a operar os lábios vaginais por considerá-los inapropriados. "Vulvas têm tamanhos, formas e cores diferentes, como olhos, pés e mãos e não são perfeitamente simétricas", alertou Debby
4. Acrobacias: elas preferem as posições mais simples. Muitas mulheres já foram parar no hospital após malabarismos na cama. Sexo é sexy se houver orgasmos e a preocupação com as posições não ajuda a relaxar para isso, sugeriu a pesquisadora  Foto: Getty Images
4. Acrobacias: elas preferem as posições mais simples. Muitas mulheres já foram parar no hospital após malabarismos na cama. "Sexo é sexy se houver orgasmos e a preocupação com as posições não ajuda a relaxar para isso", sugeriu a pesquisadora
5. Eles têm sentimentos: muitos homens já declararam estar à procura de carinho e disseram que suas melhores experiências sexuais foram em relacionamentos sérios. Assim, se gosta de alguém, Debby propõe contar sobre o que sente e não esconder o jogo  Foto: Getty Images
5. Eles têm sentimentos: muitos homens já declararam estar à procura de carinho e disseram que suas melhores experiências sexuais foram em relacionamentos sérios. Assim, se gosta de alguém, Debby propõe contar sobre o que sente e não esconder o jogo
6. Itens na cama: Debby descobriu que há objetos na cama de muitas mulheres ¿ um estudo com 2 mil mulheres revelou que mais da metade usa vibradores e adora! Os lubrificantes não são apenas para a menopausa e a camisinha é o método mais seguro de se proteger de doenças.  Foto: Getty Images
6. Itens na cama: Debby descobriu que há objetos na cama de muitas mulheres ¿ "um estudo com 2 mil mulheres revelou que mais da metade usa vibradores e adora! Os lubrificantes não são apenas para a menopausa e a camisinha é o método mais seguro de se proteger de doenças."
7. Pornografia não é inimiga: as entrevistadas disseram achar que o parceiro gosta de pornôs porque não gosta delas, o que a pesquisadora disse ser uma inverdade: muitos usam os filmes como escape. Agora, se o cara prefere a masturbação ao sexo com a parceira ou curte pornôs ilegais, fique atenta!  Foto: Getty Images
7. Pornografia não é inimiga: as entrevistadas disseram achar que o parceiro gosta de pornôs porque não gosta delas, o que a pesquisadora disse ser uma inverdade: "muitos usam os filmes como escape. Agora, se o cara prefere a masturbação ao sexo com a parceira ou curte pornôs ilegais, fique atenta!"
8. Afrodisíaco: poucas mulheres se dão conta, mas uma boa noite de sono é um ótimo afrodisíaco: cuidar de si, ser paciente e gentil consigo mesma é o que faz uma mulher subir pelas paredes, concluiu Debby  Foto: Getty Images
8. Afrodisíaco: poucas mulheres se dão conta, mas uma boa noite de sono é um ótimo afrodisíaco: "cuidar de si, ser paciente e gentil consigo mesma é o que faz uma mulher subir pelas paredes", concluiu Debby

Mulheres preferem ser cegas a gordas, segundo pesquisa

As companhias influenciam na obesidade. Foto: Getty Images
Mulheres preferem sofrer de outros males do que engordar

Após entrevistar 100 mulheres e perguntar se prefeririam ser obesas ou ter uma entre 12 condições socialmente estigmatizadas, pesquisadores norte-americanos da Arizona State University se surpreenderam ao constatar que seis mulheres escolheram a cegueira à gordura, enquanto outras optaram pelo alcoolismo, contaminação por herpes e depressão em lugar do sobrepeso, como destacou o Daily Mail desta sexta-feira (6).
A intenção dos pesquisadores era descobrir se o pensamento e atitude das mulheres frente à obesidade influenciaria na criação de um network de mesmo peso e, para isso, conversaram com 812 amigos e familiares destas mulheres, constatando que a probabilidade de a participante se tornar obesa aumenta se alguém muito próximo estiver acima do peso.
"Quando você vê que a obesidade cresce entre familiares e amigos, cresce a importância de questionar como isto está acontecendo", disse Daniel Hruschka, líder da pesquisa, explicando que agora poderão, baseados no que as pessoas fazem juntas, atacar a obesidade, que é um problema de saúde pública, pois a companhia é importante tanto para engordar quanto para emagrecer.
O porta-voz do Fórum Nacional da Obesidade, Tam Fry, declarou que acha extraordinário que as mulheres prefiram a cegueira à obesidade. "Me impressiona apenas que um estudo acadêmico nos diga o que está claro: que pessoas tendem a socializar com gente de mesmo tamanho e com semelhanças nos hábitos alimentares e de exercícios. Acredito que as pessoas não precisam abandonar seus amigos e parentes obesos, mas sim se juntar a eles na busca de atividades físicas e alimentação saudável para a perda de peso".

Aspecto das unhas pode indicar como anda a saúde do corpo

As unhas podem mostrar nosso estado de saúde. Foto: Getty Images

A cor, o formato e a textura das unhas dão indícios de como anda a saúde

Toda mulher adora desfilar por aí com unhas bem feitas, coloridas e lixadas. As unhas exercem função mais do que estética no nosso corpo: elas protegem as pontas dos dedos e ainda podem indicar como anda a nossa saúde, conforme observamos seus aspectos combinado ao exame clínico do paciente, como disse a dermatologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Márcia Grieco.
Formada por três camadas queratinosas de consistências diferentes, as unhas são responsáveis por mais de 10% das afecções de pele, segundo a dermatologista Valéria Marcondes, da capital paulista, e somente o médico consegue distinguir e determinar, precisamente, quais problemas podem afetar sua aparência: "o exame das unhas e lesões pode indicar doenças e falta de vitaminas. Quando quebradiças e com manchas brancas, podem representar uma simples alergia a produtos como esmaltes, detergentes e sabonetes, como podem ser indicadores de carência de ferro, ácido fólico e vitamina B12, que pode resultar em psoríase, micose e até anemia", alertou.
O formato das unhas, sua coloração e textura são capazes de dar dicas de como anda a saúde. "Quando a unha tem formato de colher, por exemplo, bem arredondada, é um sinal de que a pessoa pode estar sofrendo de problemas cardiovasculares ou pulmonares, como asma e bronquite, que afetam a circulação. Doenças vasculares podem atrofiar as unhas e alguns sulcos podem aparecer após uma febre ou uma virose", explicou Márcia.
Quando há falta algum tipo de vitamina no corpo, como a C, por exemplo, a produção de alguns hormônios pode ser afetada, assim como a fabricação de queratina, deixando as unhas com um aspecto diferente do saudável. "No caso da diabetes, por exemplo, as unhas crescem avermelhadas e cheias de ondulações", lembrou Valéria.
Todavia, não adianta olhar para as mãos e entrar em desespero caso note alguma mudança, pois apenas o médico é capaz de diagnosticar corretamente a presença de alguma alteração na saúde. Afinal, como disse Márcia Grieco, há sinais que não são doenças, mas mudam a unha, como a melanoníquia, que são estrias marrons e longitudinais que surgem nas unhas de pessoas morenas. "Unhas roídas também podem ser um sinal de doença: ansiedade! E pode levar a quadros infecciosos", destacou a dermatologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.
As unhas dos pés também podem apresentar sinais de que algo não vai bem, todavia, é mais raro isso acontecer. "Micoses e traumas por causa de sapatos apertados são os problemas mais comuns", disse Márcia, que recomenda que suas pacientes, ao ir à manicure, levem o próprio equipamento ou usem apenas os que forem esterilizados por autoclave, exijam o uso de lixas descartáveis e solicitem que a profissional não retire muito a cutícula, nem passe a espátula por baixo da unha. "Esmalte e removedores também agridem as unhas, desidratando-as. Assim, o ideal é alternar o uso, passando creme constantemente para ajudar a manter a saúde das unhas."
Prazer em reconhecer
As dermatologistas ensinaram alguns dos sinais de que algo não está bem com o corpo, apenas observando as unhas:

Anemia: as unhas ficam secas, quebradiças, opacas, côncavas e há deslocamento da carne na ponta dos dedos.
Doenças cardíacas: as unhas ficam curvadas para baixo, alargadas e com coloração arroxeada por causa da falta de circulação.
Doenças renais: as unhas ficam grossas, amareladas ou acinzentadas, com linhas verticais esbranquiçadas, brancas na raiz e vermelhas nas pontas.
Doenças hepáticas: ficam esbranquiçadas perto da raiz ou amareladas por inteiro.
Doenças digestivas: há pontos hemorrágicos, as unhas ficam doloridas, frágeis e se descolam ou descamam.
Diabetes: grossas, avermelhadas e com pequenas veias no dedo, ao redor das unhas. Podem apresentar micoses frequentes, engrossamento e endurecimento das pontas dos dedos.
Hipertireoidismo: afinamento e enfraquecimento das unhas.
Hipotireoidismo: unhas opacas e grossas.
Psoríase: depressões puntiformes, superfície rugosa, unhas grossas e quebradiças.
Problemas na glândula supra-renal: as unhas ficam escuras.
Doenças infecciosas graves (meningite e septcemia): surgem pequenas manchas roxas sobre as unhas.
Falta de vitaminas
- Vitamina A: aspecto de casca de ovo, enrugada, esbranquiçada e quebradiça;
- Vitamina C: hemorragia embaixo da unha;
- Vitamina B3: ausência de brilho e linhas verticais e esbranquiçadas surgem em sua superfície;
- Zinco: coloração acinzentada, cutícula seca e grossa, descamação intensa ao redor das unhas e linhas transversais bem acentuadas.

Chocolate e vinho juntos fazem bem à mente, diz pesquisa

Combinação de vinho tinto e chocolate faz bem ao cérebro. Foto: Getty Images
Ricos em polifenóis, vinho e chocolate ajudam o cérebro

Cientistas da Northumbria University constataram que a combinação entre chocolate e vinho tinto faz bem para a mente. Segundo os pesquisadores, por serem ricos em polifenóis, a combinação dos dois alimentos ajuda a dilatar as veias, facilitando o suplemento de sangue ao cérebro, como divulgado no jornal britânico Daily Mail nesta sexta-feira (6).
De acordo com os pesquisadores, o aumento do fluxo sanguíneo no cérebro leva açucares e oxigênio ao órgão, tornando mais fácil e rápida a realização de cálculos complexos. Emma Wightman, líder da pesquisa, destacou que os efeitos são melhores percebidos em pessoas mais velhas, cujo fluxo sanguíneo cerebral tende a diminuir naturalmente.
Durante a pesquisa, voluntários tomaram cápsulas de resveratrol, um ingrediente "maravilhoso" do vinho tinto e tiveram seus cérebros escaneados. "Estudos mostram que o resveratrol só traz benefícios e não tem contraindicações, podendo ser ingerido em forma de suplementos", contou Emma ao jornal britânico. Crystal Haskell, supervisora da pesquisa, realizou testes com voluntários, substituindo o resveratrol pelos polifenóis do chocolate, e constatou que o doce é capaz de retardar o cansaço cerebral após exercícios matemáticos intensos. Assim, a combinação de vinho tinto e chocolate se torna ainda mais efetiva para a saúde mental.

Menstruação dolorosa pode aumentar sensibilidade à dor

Mulheres com inconvenientes no ciclo são mais sensíveis aos estímulos dolorosos. Foto: Getty Images
Incômodo com menstruação pode estimular sensibilidade à dor

Menstruações dolorosas são um incômodo e tanto para algumas mulheres. E, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Oxford, na Inglaterra, elas podem aumentar a sensibilidade à dor ao longo de todo o mês.
A equipe de cientistas aplicou compressas quentes na parte interna do braço e no abdômen de 12 voluntárias com menstruação dolorosa (mas que eram saudáveis) e de 12 sem o problema, enquanto eram monitoradas pela ressonância magnética. As respostas cerebrais foram comparadas em três pontos diferentes do ciclo menstrual.
As participantes do grupo com o inconveniente menstrual se mostraram mais sensíveis ao estímulo doloroso e tiveram alterações nas atividades de áreas do cérebro envolvidas com a dor (mesmo quando não sentiam dor menstrual).
A autora Katy Vincent disse ao site Science Daily que muitas das características de dor crônica estão presentes nessas mulheres, como níveis baixos de cortisol, um hormônio ligado à resposta do organismo ao estresse, e modificações no processamento da dor. Sendo assim, quem tem menstruação dolorosa deve ir ao médico para seguir o tratamento adequado.

Estudo explica por que nos lembramos de alguns sonhos, mas não de outros

Partes do cérebro que guardam memórias estão em alerta durante o sono

Por que nós conseguimos nos lembrar de alguns sonhos, mas simplesmente esquecemos os outros? Esse mistério acaba de ser desvendado por um grupo de pesquisadores italianos. O estudo foi publicado na revista científica Journal of Neuroscience.
Usando um eletroencefalograma (EEG), que medem as ondas elétricas do cérebro, os cientistas notaram que, esteja a pessoa acordada ou dormindo, as mesmas partes do cérebro estão em alerta para guardar memórias. O que será lembrado, no entanto, são os fatos carregados de emoção e considerados importantes pelo cérebro.
Os pesquisadores, da Universidade de Roma, usaram o EEG para monitorar a atividade cerebral de 65 voluntários enquanto eles dormiam. Desse total, 30 habitualmente acordam durante o estágio 3 do sono, chamado REM (em inglês que significa movimento rápido dos olhos; é o sono dos sonhos), enquanto os outros 35 geralmente despertam durante o estágio 2.
Os resultados mostraram que 66% dos voluntários de ambos os grupos foram capazes de se lembrar de seus sonhos.
Entre as pessoas que acordavam durante o sono REM e que conseguiram se lembrar dos sonhos, os cientistas perceberam um padrão de ondas elétricas nas áreas frontal e pré-frontal do córtex. De acordo com o coordenador do estudo, Luigi De Gennaro, essas são as partes do cérebro onde ocorrem nos pensamentos mais sofisticados.
Gennaro explica ainda que esse padrão de ondas detectado pelo aparelho é o mesmo identificado quando uma pessoa acordada tenta se lembrar de alguma coisa.
Já entre as pessoas que acordavam no estágio 2 do sono e que conseguiram se lembrar dos sonhos, o EEG mostrou um padrão de ondas elétricas semelhante ao que é registrado quando o cérebro tenta se recordar de algo durante a vigília.
Segundo Gennaro, os resultados mostram que, mesmo quando estamos dormindo, as mesmas partes do cérebro estão em alerta para guardar memórias.

Estudo sugere receita ideal de suco com sete frutas para proteger coração

Certos ingredientes são fáceis de achar no Brasil, outros não

Uma pesquisa francesa indica que uma receita que mistura o suco de sete frutas pode diminuir o risco de ataque cardíaco e derrame.
Os cientistas testaram diferentes "vitaminas" com 13 frutas diferentes e descobriram - em testes de laboratório com porcos - que algumas misturas eram mais efetivas em fazer com que as paredes das artérias relaxassem.
A receita ideal, segundo os pesquisadores, inclui frutas fáceis de se encontrar no Brasil, como maçã, uva, morango e acerola. Mas encontrar os demais ingredientes - mirtilo, lingonberry (amora-alpina ou arando-vermelho) e chokeberry (conhecida nos Estados Unidos como aronia) - pode ser uma tarefa complicada.
Polifenóis
Estudos anteriores revelaram que compostos encontrados nas frutas, os polifenóis, protegem o coração e impedem o entupimento das artérias.
Os cientistas franceses decidiram então testar o efeito antioxidante de diferentes misturas de sucos de frutas.
Segundo os pesquisadores da Universidade de Strasbourg, o coquetel de sete frutas mais efetivo testado por eles aumentaria o fluxo de sangue para o coração, garantindo um melhor equilíbrio entre nutrientes e oxigênio.
O estudo, publicado no periódico Food and Function, da Royal Society of Chemistry, também descobriu que alguns polifenóis são mais potentes que outros e que sua capacidade de eliminar radicais livres que podem danificar células e DNA é mais importante que a quantidade de polifenóis encontrada em cada fruta.
Saúde
Tracy Parker, da organização British Heart Foundation, diz que a pesquisa confirma a evidência de que o consumo de frutas e legumes reduz o risco de doenças cardíacas, mas faz uma ressalva.
– Nós ainda não entendemos por que, ou se, algumas frutas e legumes são melhores que outros. Mesmo esse estudo admite que os cientistas não conseguiram estabelecer nenhuma ligação. O que sabemos é que devemos comer uma boa variedade de frutas e legumes como parte de uma dieta balanceada, e suco de fruta é uma maneira prática e gostosa de fazer isso. Mas precisamos lembrar que sucos contêm menos fibras e mais açúcar que a fruta original.

Criança que toma mamadeira por muito tempo corre mais risco de obesidade

Pais esquecem que bebida tomada ali também entra nas calorias do dia

O uso prolongado da mamadeira aumenta o risco de obesidade infantil, de acordo com um estudo feito nos Estados Unidos e publicado nesta sexta-feira (6) no Journal of Pediatrics, um dos principais periódicos científicos na área de pediatria. Isso ocorre, segundo os pesquisadores, porque o utensílio estimula o consumo de mais calorias, na medida em que os pais tendem a oferecê-lo aos bebês como uma espécie de conforto - para conter choros e manhas, por exemplo - e se esquecem de computar o alimento contido ali na hora de preparar a dieta diária das crianças.

O estudo, feito por pesquisadores da Ohio State University e da Temple University, analisou informações de 6.750 crianças, desde o nascimento até os 5,5 anos. Foi considerado uso prolongado da mamadeira quando, a partir dos dois anos de idade, a criança ainda tinha a mamadeira como principal forma de ingerir líquidos ou mantinha o costume de dormir com ela.

Do total, 22,3% dos bebês se enquadraram em um desses casos. Entre as que abandonaram a mamadeira antes dos dois anos, 16,1% foram consideradas obesas na idade de 5,5 anos. Já no grupo das que ainda mamavam, esse índice subiu para 22,9%. Uma única mamadeira pode suprir grande parcela da necessidade diária de calorias de uma criança, diz o estudo.

– Por exemplo, uma menina de 24 meses de peso médio [aproximadamente 12 quilos] e altura média [aproximadamente 86 centímetros] que é colocada para dormir com uma mamadeira de leite integral de 220 gramas receberia aproximadamente 12% de suas necessidades diárias de calorias [aproximadamente 1.300 calorias] daquela mamadeira.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Comer menos sal não reduz riscos cardíacos, diz estudo

Pessoas que comem muito sal não estão mais propensas a ter hipertensão, e correm menos risco de morrer de doença cardíaca do que aquelas com baixa ingestão da substância, indica um novo estudo europeu publicado no "JAMA" (Journal of American Medical Association).

Estudo indica que consumir muito sal não aumenta risco cardíaco
Estudo indica que consumir muito sal não eleva risco cardíaco
Os resultados "se contrapõem à recomendação atual de diminuir o consumo de sal", disse o autor do estudo, Jan Staessen, da Universidade de Leuven, na Bélgica.
Orientações atuais sobre o consumo do sal, incluindo as lançadas pelo governo dos EUA em janeiro, se baseiam em dados de estudos de curto prazo com pessoas que seguiram uma dieta de baixo teor de sal, ou rica no alimento, segundo Staessen.
O governo norte-americano recomenda que as pessoas consumam menos de 2.300 mg de sal por dia --1.500 mg para quem têm mais chance de sofrer hipertensão arterial ou doenças cardíacas.
Enquanto estudos anteriores sugerem que o baixo consumo de sal é benéfico para a pressão arterial, a pesquisa ainda tem que provar se os resultados se traduzem em melhor saúde do coração para a população em geral.
Os pesquisadores usaram dados de dois estudos diferentes. Eles analisaram cerca de 3.700 europeus que tiveram o consumo de sal medido por meio de amostras de urina no começo das pesquisas. Staessen e seus colegas dividiram os participantes em três grupos: aqueles com consumo de sal mais elevado; mais baixo; e com consumo médio.
Nenhum dos participantes tinha uma doença cardíaca no início, e dois terços tinham pressão arterial normal. Eles foram seguidos por cerca de oito anos, período em que os investigadores determinaram quantos deles foram diagnosticados com doença cardíaca e, em um grupo menor, quantos tiveram hipertensão.
A chance de desenvolver doenças cardíacas e dos vasos sanguíneos não foi diferente nos três grupos. No entanto, os participantes com menor ingestão de sal apresentaram a maior taxa de mortalidade por doença cardíaca durante o acompanhamento (4%), e as pessoas que comeram mais sal tiveram a menor (menos de 1%).
Em todos os grupos, um em cada quatro participantes do estudo que começou com pressão sanguínea normal foi diagnosticado com pressão arterial elevada.
Os pesquisadores descobriram que uma medida de pressão arterial --pressão arterial sistólica-- aumentou após maior ingestão de sal ao longo do tempo. Apesar disso, a mudança foi muito pequena, por isso não é relevante para os resultados, de acordo com Staessen.
Reduzir a ingestão de sal pode ainda ser uma boa ideia para as pessoas que já têm pressão arterial elevada ou que tiveram problemas cardíacos no passado, acrescentou, mas o estudo não encontrou nenhuma evidência de que o sal da dieta aumenta essas condições.
"É claro que se deve ter muito cuidado na defesa da redução generalizada no consumo de sódio entre a população em geral", disse Staessen. "Pode haver alguns benefícios, mas também pode haver alguns efeitos adversos."
Hillel Cohen, epidemiologista do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, disse que quando restaurantes ou empresas de alimentos colocam menos sal em seus produtos, eles podem acrescentar outras substâncias potencialmente nocivas para compensar o sabor perdido, ou para conservá-los.
Os consumidores não devem mudar seu comportamento alimentar com base em estudos limitados, que tentam determinar a ligação entre o sódio e os riscos para o coração, acrescentou Cohen, que não estava envolvido na pesquisa atual.
Os autores advertem que a pesquisa analisou apenas brancos europeus, por isso os resultados podem não servir para pessoas de outras etnias.

Aquecimento ártico pode fazer mar subir 1,6 metro neste século

O aquecimento do Ártico, a uma velocidade duas vezes maior do que a média global, deverá elevar o nível do oceano em até 1,6 metro em 2100, ampliando as estimativas feitas pelos cientistas alguns anos atrás, diz um estudo divulgado na terça-feira.
O derretimento do gelo e da neve tem sido responsável por 40% do recente aumento do nível do oceano e deve causar um impacto ainda maior no futuro, de acordo com o Amap (Projeto de Monitoramento e Avaliação do Ártico, sediado em Oslo).
"O nível global dos oceanos tem previsão de aumento entre 0,9 metro e 1,6 metro até 2100. O derretimento das geleiras do Ártico e das calotas de gelo da Groenlândia darão uma contribuição substancial para isso", diz o artigo.
Mesmo tratando-se de um evento relativamente lento, ele deve trazer consequências devastadoras para as cidades costeiras, principalmente as densamente povoadas e de localização mais baixa, como algumas regiões de Bangladesh, Vietnã e China.
No começo de 2007, o IPCC (painel do clima da ONU) previu que os oceanos se elevariam entre 18 e 59 centímetros até o final do século.
Contudo, o estudo não havia incluído o potencial do impacto do derretimento, especialmente vindo da Groenlândia. Sozinha, ela contém água congelada suficiente para elevar o oceano em, no mínimo, cinco metros.
O estudo mostra que os últimos seis anos foram os mais quentes já registrados no Ártico.
Nos últimos verões, as temperaturas ali foram as mais elevadas em 2.000 anos.

Depressão relacionada com a gravidez pode atingir mulheres até mesmo antes do parto

A depressão pós-parto já é conhecida do público em geral. Mas uma pesquisa inglesa que relacionou os sentimentos depressivos antes do nascimento apontou que futuras mamães que já passaram pelo trauma de um aborto espontâneo ou de uma gestação mal-sucedida correm um maior risco da depressão na gravidez.
Depressão relacionada com a gravidez pode atingir mulheres até mesmo antes do parto  (foto: ballison/sxc)
O estudo, publicado no periódico British Journal of Psychiatry, compilou dados de um estudo amplo feito no Reino Unido (SLaM, na sigla em inglês) sobre a depressão materna e sobre os transtornos mentais que são desencadeados pela gravidez.
“A depressão pós-parto é algo, como o nome sugere, que acontece após o nascimento”, explica Trudi Seneviratne, um dos pesquisadores que participou da pesquisa. “Mas esses sentimentos depressivos podem ocorrer durante toda a gestação ou nos meses anteriores ao nascimento. A gravidez também pode desencadear uma série de transtornos mentais em mulheres na faixa de risco para certas condições de saúde mental.
Os pesquisadores apontam ainda que a depressão pós-parto não necessariamente se instala logo após o nascimento, podendo demorar meses para que ela se desenvolva de forma sensível. E a depressão materna é especialmente preocupante, pois pode influenciar não somente na saúde física e mental da mãe como também dos filhos, comprometendo o relacionamento entre os dois e o desenvolvimento natural infantil, além de contribuir para problemas familiares ou com os parceiros.
Por isso, diz o estudo, é importante observar com mais atenção e diferenciar a depressão pós-parto – que atinge 1 em cada 10 mulheres no Reino Unido – dos tipos de transtornos depressivos relacionados com o período anterior ao nascimento e aqueles desencadeados durante o crescimento dos bebês. Além disso, é bom lembrar que o chamado “baby blues”, ou tristeza pós-parto, também é outro tipo de problema diferenciado (com uma incidência entre 60% e 70% de todas as jovens mães) e que tem remissão natural alguns dias após o parto.
“Também é importante salientar que esses transtornos não têm nada a ver com o fato de as mães amarem ou não seus filhos”, lembra Seneviratne, mas que isso é um transtorno que pode ser controlado com a ajuda de psicólogos e psiquiatras, desde que tanto a mãe quanto os familiares – ou então o médico que está acompanhando a gravidez – identifiquem o problema e busquem ajuda.

Sexo e exercícios aliviam dores musculares

Estudos mostram que gestos simples podem ser mais eficazes do que remédios 

Quando os níveis de cansaço e irritação aumentam, entram em ação os poderosos relaxantes musculares tidos como o alívio certo para acabar com qualquer tipo de dor. Porém, com dias cada vez mais atribulados e a pressão constante das crises financeiras que podem atingir a todos, tomar remédios constantemente pode representar um sério perigo para a saúde.

Pensando nisso, especialistas em dor da Universidade de Nova York pesquisaram formas simples para acabar com a tensão nas costas, pescoço e ombros. Para eles, atividades físicas, sexo e uma boa conversa podem ter o mesmo efeito que remédios. Os profissionais esclarecem que, quando você está tenso, ansioso, temeroso ou com raiva, seus músculos se contraem e esta ação prolongada é a responsável por dores severas.

E, para se livrar desse incômodo, a receita é praticar exercícios que descarregam energia e que fazem suar. Para isso, basta manter uma rotina em que seja possível fazer uma caminhada rápida ou corrida, andar de bicicleta, natação, musculação ou fazer sexo. Para o diretor da pesquisa Norman Marcus, outro gesto simples que tem um efeito terapêutico é desabafar com uma pessoa em quem você confia

O professor da Associação Brasileira de Medicina Antroposófica e clínico geral Samir Rahme, esclarece também que uma das melhores formas de se aliviar a tensão é se alongar. Mas ele alerta para a suavidade dos movimentos, evitando sentir dor com eles.

Rotação do pescoço Sente-se numa cadeira, mantendo pescoço, ombros e tronco reto. Primeiro, vire lentamente a cabeça para a direita. Volte à posição inicial e repita para o lado esquerdo. Faça o movimento 10 vezes para cada lado.

Flexão lateral do pescoço Incline o pescoço lateralmente até encostar a orelha no ombro (ou até onde você conseguir, sem que haja dor). Tome cuidado para não levantar o ombro, ele precisa ficar relaxado para que o alongamento surta efeito. Repita 10 vezes pra cada lado.

Flexão do pescoço
Dobre a cabeça para frente, encostando o queixo no peito. Mantenha aposição por 5 segundos e repita o movimento 10 vezes.

Extensão do pescoço
Leve a cabeça para trás, até que o queixo esteja apontando para o teto. Repita 10 vezes.

Xixi na cama tem tratamento

O nome científico é enurese, e quase todos já tiveram esse problema. Popularmente conhecido como “fazer xixi na cama”, a perda involuntária de urina durante o sono atinge especialmente  as crianças. Atualmente, de 15% a 20% da população brasileira sofrem com o problema.
O tratamento para a enurese inclui desde medicamentos até alarmes. Quando a perda involuntária de urina acontece apenas durante o sono, os alarmes são o método mais indicado. Colocados dentro da roupa íntima da criança, ele soa assim que recebe a primeira gota do xixi, o que faz com que ela desperte para ir ao banheiro.
Contudo, algumas pessoas perdem urina involuntariamente ao longo do dia. Esses casos são considerados mais graves e o tratamento inclui o uso de medicamentos.
Flávio Trigo, médico do Núcleo Avançado de Urologia do Hospital Sirio Libanês e  do Hospital Infantil Menino Jesus, explica que a falta do hormônio antidiurético que inibe a produção de urina durante a noite pode fazer com que a criança desenvolva a doença, mas lembra que em farmácias existem medicamentos que desempenham a função desse hormônio.
Entre as causas do xixi na cama estão problemas hereditários, hormonais, psicológicos, alterações anatômicas, neurólogicas,  e até problemas infecciosos. "Se um dos pais teve esse problema, a criança tem chance de desenvolver.  Porém, se ambos tiveram enurese na infância, as chances de o filho desenvolver são de 75%", diz a pediatra Denise Nunes.
Crianças com enurese não devem ser punidas, pois isso pode piorar o estado psicológico dela, o que, por sua vez, pode aumentar a freqüência da perda de urina. “Broncas e palmadas só a deixarão mais ansiosa e infeliz com uma situação que ela não tem controle. É necessário procurar um urologista . Só esse especialista pode pedir os exames necessários para detectar algum problema clínico que pode estar causando as molhadas", aconselha Denise.

Insônia pode complicar diabetes

Para diabéticos, a má qualidade do sono pode trazer complicações para a doença e dificultar o tratamento. Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Northwestern e na Universidade de Chicago (ambas nos EUA) associou medições de glicose e qualidade de sono em diabéticos e não diabéticos, e concluiu que até mesmo a resistência da pessoa à insulina pode ser afetada por problemas de sono.
A má qualidade de sono é um problema que geralmente acompanha a diabetes e existem pesquisas que propõe que ela seja também um dos fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Em pessoas que sofrem de diabetes 2, problemas como apneia e distúrbios do sono são mais comuns.
“Pior qualidade de sono em pessoas com diabetes foi associada ao pior controle dos seus níveis de glicose no sangue. Pessoas que têm problemas para controlar seus níveis sanguíneos de glicose têm mais riscos de terem complicações. Eles têm uma qualidade de vida reduzida. E, eles têm a expectativa de vida reduzia”, alerta a autora da pesquisa, Kristen Knutson.
Para a pesquisa, cientistas acompanharam 40 diabéticos durante seis noites. Antes do experimento, os participantes que roncavam, tinham insônia ou sofriam outros problemas para dormir reportaram suas dificuldades. Amostras de sangue foram recolhidas para a medição de níveis de insulina e glicose, e os voluntários usaram monitores no pulso para medição de movimentos durante a noite.
O experimento mostrou que os diabéticos que dormiam mal tinham níveis 23% mais altos de glicose no sangue de manhã e níveis de insulina 48% mais altos. Combinando esses números, os cientistas estimaram que diabéticos que têm problemas para dormir têm a resistência à insulina 82% mais alta do que diabéticos que dormem bem.
Para Kutson, o próximo passo para a sua pesquisa é analisar como o tratamento de problemas do sono podem ajudar no tratamento da doença. “Para alguém que já tem diabetes, adicionar um tratamento de sono, seja ele para tratar apneia ou insônia, pode ser uma ajuda adicional para eles controlarem sua doença”, ela completa.

Visão do passado influencia diretamente a felicidade

Pessoas que o encaram negativamente tendem a ser mais infelizes 

Estudo feito por psicólogos da San Francisco State University, Estados Unidos, e publicado no periódico Personality and Individual Differences, indicou a maneira como o indivíduo vê suas experiências anteriores influencia diretamente a sua felicidade, sendo que a sua personalidade tem grande papel nessa visão temporal.

Mais de 750 voluntários falaram sobre sua personalidade, satisfação e "perspectiva de tempo" - um conceito criado pelos pesquisadores para descrever se um indivíduo é mais voltado para seu passado, presente ou futuro. Para que isso fosse definido, os participantes foram questionados sobre o quanto eles gostavam de relembrar os "bons velhos tempos" ou o quanto seu futuro era determinado por eles mesmos ou pelo destino.

Concluiu-se que a visão das pessoas sobre seu passado tinha grande efeito na satisfação em relação à vida. Os extrovertidos, que são falantes e enérgicos, são muito mais propensos a relembrar de seu passado de maneira positiva e, assim, mostram maior felicidade. Por outro lado, indivíduos com comportamento neurótico, o que pode significar ser mal-humorado, emocionalmente instável e irritável, são mais suscetíveis a ter lembranças angustiantes e, consequentemente, serem menos felizes.

O estudo também examinou os traços de personalidade das classificações do modelo "Big Five" ("cinco grandes") - que avalia o quão extrovertida, neurótica, aberta, consciente e agradável é uma pessoa - e como esses traços influenciam na satisfação com a vida.

Para os pesquisadores, o motivo pelo qual extrovertidos são mais felizes está em sua tendência de relembrar do passado de maneira positiva e nostálgica. Eles acreditam que transformar lembranças dolorosas em experiências positivas pode fazer grande diferença na satisfação pessoal, já que, embora seja difícil mudar sua personalidade, é possível mudar a visão tida do passado.

Essa pesquisa coroa uma série de estudos feitos nos últimos 30 anos, que sugerem que a personalidade influencia fortemente na satisfação pessoal do indivíduo. Se antes o motivo era desconhecido, agora a relação entre personalidade e felicidade está mais clara. 

7 atitudes que elevam a felicidade

Com algumas atitudes simples, você consegue ficar mais próximo da felicidade e o melhor é que você não precisa gastar um centavo. Confira sete pequenos hábitos que você pode começar a fazer agora.

1.Aproxime-se de quem você gosta
Você é o principal responsável pela sua felicidade, porém, as pessoas que estão a sua volta te fazem rir, te dão apoio, carinho e, por isso, ajudam - e muito - o nosso dia a dia a ser mais colorido. E não é só isso: "Nossos amigos agem como uma rede de sustentação que alivia as nossas quedas. A eles pedimos e damos conselhos, quando não sabemos o que fazer. Pedimos e damos colo e ombro para chorar. Essas experiências são valiosíssimas porque fazem com que nossa dor seja validada", explica a psicóloga Cecilia Zylberstajn. Por isso, não se esqueça nunca: nenhum homem é uma ilha. Procure manter seus amigos e sua família sempre por perto.

2.Participe de uma causa
De acordo com uma pesquisa americana, o fator campeão de bem-estar é a religião, pois quem vai a igreja faz amigos por lá e compartilham de crença e objetivos comuns. Mais do que ser religioso, é importante ter uma causa, um motivo pelo qual você lute e acredite. A troca de informação e a convivência com outras pessoas que partilhem de opiniões parecidas e defendem causas semelhantes têm um impacto positivo e são mais um caminho para a felicidade.

3.Cuide da sua saúde
Comer melhor, dormir bem, movimentar o corpo, afastar o estresse, tudo isso são hábitos que favorecem a longevidade. Basta vontade de mudar. Para o cardiologista Bruno Ganem, hábitos saudáveis são capazes de melhorar a qualidade de vida e muito mais: fazem com que a pessoa fique otimista diante da vida.

Os bons hábitos alimentares também promovem uma onda de bem-estar e boa saúde. A nutricionista Lucyanna Kalluf explica: "Sem uma alimentação equilibrada o organismo fica suscetível a males como depressão, irritabilidade, insônia, ansiedade e mau humor. Além do risco da obesidade e doenças cardiovasculares". Tudo isso é impeditivo para o estado de felicidade.

4. Não assuma tudo sozinho
Carregar o mundo nas costas só traz dor, cansaço e desgaste. Quem tem o hábito de fazer isso precisa ficar atento e procurar alternativas para dividir as tarefas com as pessoas que querem e podem te ajudar. De nada adianta fazer tudo sozinho e ficar sem tempo para você mesmo. Divida seus problemas e funções, peça e aceite ajuda, trabalhe com prioridades. "Diante das situações, avalie e escolha sempre as melhores alternativas, aquelas que mais te interessam e são emergenciais. Deixe o que é menos importante para depois, lembre-se sempre que somos humanos e, portanto, limitados. Não conseguimos fazer tudo sempre", afirma a psicóloga Mariuza Pregnolato, da Universidade de São Paulo.

5. Aprenda a achar soluções
O estresse vem quando estamos com o corpo e a mente sobrecarregados. Ele traz pensamentos negativos que, em menor ou maior medida, afetam o jeito como encaramos a vida. Ninguém é feliz 100% do tempo. Os problemas sempre surgem e, em certa medida, são bons para "pregar os pés no chão". O segredo é encará-los de frente, não deixando que eles causem desgastes. "Não gaste o seu tempo e a sua mente preocupando-se com os problemas. Em vez disso, ocupe-se trabalhando neles para resolvê-los e use sua mente com pensamentos positivos e um sorriso no rosto", indica a psicóloga Mariuza Pregnolato, da Universidade de São Paulo (USP).

6. Cobre menos de si mesmo
Gostar de si mesmo é essencial para o bem-estar. "Para que fiquemos bem, é necessário que estejamos sintonizados com nós mesmos. Na prática, isso significa relativizar a importância de tudo que nos atinge de fora para dentro", diz a psicóloga da USP, que completa: "É preciso aprender a ficar, dentro do possível, imune aos golpes que a vida nos desfere vez por outra. Para isso, precisamos aprender a cultivar e a expressar nosso próprio modo de ser e apreciar a vida sendo do jeito que somos, sem procurar agradar a todos, até porque isso é impossível?.

7. Viva o presente
Muita gente se envolve em planos para o futuro de tal forma que acaba vendo a vida passar rapidamente. Esse tipo de atitude adia a felicidade, e para quê? "Muitas vezes, nos frustramos por passar muito tempo programando um futuro que não acontece exatamente do jeito que sonhamos. As pessoas mais felizes aprenderam a moldar seus sonhos, a viver no presente. São as que entenderam que o futuro é a ressonância do hoje", defende a neurologista Claudia Klein. Lembre-se de que a felicidade não é um estado permanente, que se atinge e lá se fica. Ela vem e volta, e é normal que isso aconteça. O principal é fazer com que mais momentos felizes entrem em nossa vida. E saber lidar com os altos e baixos. 

Gordura retirada na lipoaspiração pode voltar após um ano

Adotar hábitos saudáveis é essencial para manter o resultado da cirurgia 

A gordura retirada durante uma lipoaspiração pode voltar um ano após a cirurgia, diz um estudo feito por cientistas da Universidade do Colorado e publicado no jornal especializado em problema de peso Obesity. Isso acontece principalmente quando as pessoas que passaram pelo procedimento têm um estilo de vida sedentário e continuam sem ter uma vida saudável após a cirurgia. Segundo os autores da pesquisa, mesmo que as áreas onde foi feita a lipoaspiração não voltem a ganhar gordura, outras partes do corpo começam a acumular tecido adiposo.

No Brasil, são realizadas mais de 140 mil lipoaspirações todos os anos, segundo dados do IBGE. Esse número faz do Brasil o segundo país que mais realiza lipoaspirações, perdendo apenas para os Estados Unidos.  
O estudo foi feito com um grupo de 32 mulheres com idade entre 18 e 25 anos e com IMC (Índice de Massa Corpórea) menor do que 25, considerado um nível saudável. No decorrer do estudo, 14 voluntárias fizeram uma lipoaspiração sem mudar nenhum hábito em seu dia-a-dia após a cirurgia. Foram retirados cinco litros de gordura de cada uma das voluntárias, principalmente nas regiões dos quadris, coxas e abdômen.

Seis meses após o inicio no estudo, o grupo de mulheres que passou pela lipoaspiração apresentou uma redução na gordura corporal de 2,1%, enquanto o grupo de controle mostrou queda de 0,28%. Após um ano, os dois grupos apresentaram praticamente os mesmos níveis de gordura no corpo.

De acordo com os autores do estudo, a lipoaspiração é um procedimento seguro e que apresenta bons resultados, mas para que a gordura retirada não volte a acumular em outras partes do corpo é preciso ter hábitos saudáveis, como pratica de exercícios físicos e alimentação balanceada.  
Riscos da lipoaspiração
A lipoaspiração está sujeita às mesmas complicações que qualquer outro procedimento cirúrgico. Problemas com essa cirurgia acontecem quando a indicação do procedimento não é precisa. Frequentemente, a lipoaspiração também é a saída procurada por pessoas que estão acima do peso, o que não é o mais indicado.

"A lipoaspiração não é um método de emagrecimento. É um procedimento destinado a remover gordura localizada, como as que se encontram debaixo dos braços, nos quadris e na região abdominal", explica o cirurgião plástico Ruben Penteado, especialista do Minha Vida.

O primeiro passo para não ter surpresas na hora da lipoaspiração é verificar se o profissional é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Depois, é conveniente conversar com pacientes que já foram operados por esse médico e verificar também se ele atua em bons hospitais e se a equipe dele é habilitada e treinada.

Ruben Penteado alerta que doenças cardíacas, alterações pulmonares, anemia, diabetes e hipertensão arterial precisam estar sob controle para que o paciente seja operado. Outra grande contraindicação diz respeito às alterações psicológicas, como depressão e doenças ligadas à autoimagem, como a anorexia e a bulimia. Nesses casos é preciso acompanhamento profissional psicológico antes da cirurgia. 

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