quarta-feira, 25 de maio de 2011

Atividades culturais podem trazer bem-estar e inibir a ansiedade e depressão no homem, revela estudo

Homens que se interessam por galerias de arte, museus e teatro e os visitam regularmente tendem a gozar de melhor saúde e estão mais satisfeitos com a vida, revela um estudo publicado no Journal of Epidemiology and Community Health.
O estudo descobriu que homens e mulheres que tocam instrumentos musicais, pintam ou vão ao teatro ou museus têm melhor saúde, aproveitam mais a vida e são menos prováveis de serem pessoas ansiosas ou deprimidas comparados a pessoas que não participam de atividades culturais. No entanto, o efeito foi mais acentuado em homens que estavam interessados em observar a cultura, em vez de fazerem algo ligado à criatividade nesse meio.
Pesquisadores noruegueses usaram questionários para determinar com que frequência adultos participaram de atividades culturais e avaliar o seu estado de saúde percebida, satisfação com a vida e níveis de ansiedade e depressão.
Todos os tipos de atividades culturais foram significativamente associados com boa saúde e satisfação com a vida, e as pessoas que participam de atividades culturais tinham menores níveis de ansiedade e depressão.
Além disso, quanto maior o nível de inserção em atividades culturais, maiores foram os benefícios para a saúde e o bem-estar. Os maiores benefícios foram observados em homens que visitaram museus e teatros no período do estudo.
Os autores do estudo afirmam ainda que os resultados indicam que o uso de atividades culturais na promoção da saúde e do bem-estar pode ser justificado.

Saiba por que as preliminares são tão importantes no prazer da mulher

Prática é essencial para as mulheres atingirem o orgasmo durante o sexo 

Uma relação sexual é como uma dança, um ritual de acasalamento. Nesse contexto, o conjunto de carícias realizadas antes do ato sexual em si, chamada de preliminares, funciona como um aquecimento, uma agradável incursão no universo erótico do outro, que pode começar com um beijo ou um olhar e sem lugar certo para chegar. Segundo o terapeuta e médico vibracional, Edurado Navarro, elas são fundamentais para o sexo. "Quando executadas em comum acordo e de bom grado, criam um padrão de harmonia no casal, além de preparar os corpos para o ato sexual". Assim, de acordo com o especialista, esses carinhos acabam funcionando como um despertar para cada célula do corpo, um aviso ao que está prestes a acontecer. 
Saiba por que as preliminares são tão importantes no prazer da mulher - Foto: Getty Images
No entanto, a carência ou a reclamação em função da ausência de preliminares é quase uma unanimidade entre as mulheres. Para que as preliminares possam acontecer é necessário investir em si mesma e deixar isto bem claro para o companheiro. "As mulheres levam um tempo maior do que os homens para ficarem excitadas. Por isso, mesmo sem ter muita vontade no início, se permitam a troca de carícias, porque numa grande parte das vezes o desejo começa e aumenta na medida em que os carinhos esquentam", diz a especialista.

As preliminares podem acontecer em função do desejo criado antecipadamente ou podem ser o resultado de demonstrações de carinho e atração física. Seja qual for o caso, vale a pena se utilizar do conhecimento do parceiro para esquentar a relação.

Cada indivíduo reage à sua maneira a cada um dos estímulos, mas em geral, o corpo humano oferece pontos mais suscetíveis à estimulação sexual do que outros, as chamadas zonas erógenas. Elas podem ser de dois tipos: partes do corpo que possuem grande número de neurotransmissores ou partes do corpo que despertem um imaginário erótico, causando excitação pelo que representam mais do que pela sensação que causam. Por isto é tão importante saber do que lhe dá prazer e descobrir com o seu parceiro como ele se sente. 
Visto desta forma, as preliminares funcionam tanto como um momento para o conhecimento mútuo quanto para exploração de novas sensações. "Quanto mais carinho e carícias, mais intimidade, mais envolvimento , mais desejo, e mais o corpo responde a esses estímulos. Além disso, adiar a penetração ajuda a diminuir a ansiedade e o nervosismo, que são muito comuns em homens com problemas de ereção e de ejaculação rápida", diz a sexóloga.

Durante as preliminares o corpo todo está à disposição do imaginário erótico. É durante esse momento que os instintos e os sentidos devem ser provocados ao máximo para preparar o corpo biologicamente para a relação, como, por exemplo, através da produção e liberação dos hormônios. A testosterona, fundamental para o ato sexual tanto em homens como mulheres, é responsável pelo desejo. O estrógeno, hormônio feminino, se encarrega da lubrificação das mucosas e do relaxamento dos músculos vaginais. Outros, como a adrenalina e a noradrenalina são responsáveis pela sensação de êxtase e felicidade que mantém o casal unido em um mesmo objetivo do início ao fim da relação sexual: sentir e dar prazer. 
Neste sentido, as preliminares funcionam como um termômetro medindo quanto e o que cada um espera daquele ato. É natural numa relação a dois que, eventualmente, um queira algo e outro não.

Conceder tempo e dedicação às preliminares é também uma forma de um convencer o outro a entregar-se a um momento amoroso ou mais íntimo. É através dos toques e da estimulação dos sentidos que ambos podem se mostrar, ficando dispostos a se entregar ao prazer. 

Homens se sentem mais atraídos por mulheres sorridentes

E mulheres preferem homens que demonstram confiança

Um estudo feito pela Universidade Britânica de Colúmbia  aponta que homens se sentem mais atraídos por mulheres sorridentes, enquanto as mulheres se sentem mais atraídas por homens que demonstrem confiança. A constatação partiu da análise de diferentes expressões não-verbais, que demonstravam felicidade (sorriso largo), confiança (cabeça erguida, peito estufado) e timidez (cabeça baixa).
Segundo a professora Jéssica Tracy, do Departamento de Psicologia da Universidade e autora do estudo, o resultado mostra que homens e mulheres reagem de forma muito diferente às exibições de emoção.
Para se chegar ao resultado, os pesquisadores ouviram opiniões de mais de de mil participantes adultos que analisaram imagens do sexo oposto nas diferentes expressões já citadas.
O estudo constatou que as mulheres se sentiam mais atraídas por aqueles que pareciam orgulhosos e poderosos, enquanto os homens disseram se sentir mais atraídos sexualmente por mulheres que pareciam felizes, ou seja, mais sorridentes, e menos atraídos por mulheres que demonstravam ser confiantes.
- É importante lembrar que este estudo explorou as primeiras impressões de atração sexual por imagens do sexo oposto, disse Alec Beall, aluno de psicologia da universidade, que fez parte do corpo de estudo.
Segundo Beall, a expressão de orgulho tipicamente masculina tende a ser mais valorizada graças às características físicas, como o tamanho do corpo e os músculos.

OMS aprova novo plano contra Aids para salvar 2 milhões de vidas até 2015

Organização tem meta de reduzir em 50% o número de jovens infectados pela doença

Os 193 Estados membros da OMS (Organização Mundial da Saúde) aprovaram nesta terça-feira (24) uma nova estratégia de luta contra a Aids. A meta é salvar 2 milhões de vidas em todo o mundo até 2015.
O documento, aprovado na última sessão da 64ª Assembleia Anual da organização, em Genebra, explica que a estratégia se baseia nos resultados das iniciativas para tratar 3 milhões de pessoas entre 2003 e 2005 e no plano da OMS 2006-2010 para o acesso universal ao tratamento da Aids.
Andrew Ball, assessor de Estratégia e Operações do Departamento de HIV/Aids da OMS, diz que "a  estratégia tem como objetivo dar acesso universal à prevenção, tratamento e atenção até 2015, e a alcançar vários dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, como a redução da mortalidade materno-infantil".
Um dos principais objetivos da estratégia 2011-2015 da luta contra a Aids aprovada pela OMS é "alcançar o acesso universal à prevenção, tratamento e atenção integral (...) reconhecendo que, apesar dos progressos atingidos, este objetivo não foi alcançado em nível mundial em 2010".
Para chegar a isso, a OMS estabeleceu metas que devem ser alcançadas até 2015: reduzir em 50% a porcentagem de jovens entre 15 e 24 anos infectados com o HIV, reduzir em 90% os novos casos de infecção em crianças e reduzir em 50% as mortes vinculadas à tuberculose.
Atualmente, 33,3 milhões de pessoas vivem com o HIV em todo o mundo, das quais 22,5 milhões estão na África subsaariana.

Diabéticos têm até cinco vezes mais chance de ter tuberculose

Diabetes tipo 2 diminui a imunidade e abre espaço para a doença respiratória

O resultado do estudo realizado com 233 pacientes com diabetes, moradores do Texas e de locais próximos à fronteira do Estado com o México, mostrou que 25% dos casos de tuberculose foram atribuídos à presença do diabetes, enquanto apenas 6% ao HIV – doença que acomete, não raro, aos infectados.

A tuberculose é a principal causa entre as doenças bacterianas em todo o mundo. Em 2009, mais de 9 milhões de novos casos foram diagnosticados e 1,7 milhão de pessoas morreram da doença em todo o mundo.
A pesquisa sugere que o diabetes, por deprimir a resposta imunológica, pode facilitar a infecção pelo Mycobacterium tuberculosis e na progressão da doença, afirma Blanca Restrepo, autor do estudo e professor associado de epidemiologia da Universidade do Texas.

- Com o aumento de pacientes com diabetes em áreas endêmicas de tuberculose, os nossos resultados destacam o impacto do diabetes tipo 2 no controle da tuberculose em regiões do mundo onde as duas doenças são prevalentes. Há uma necessidade de se concentrar na identificação das oportunidades para prevenir a tuberculose em pacientes com diabetes.


A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma ainda que os casos suspeitos de tuberculose estão sendo revistos justamente por causa do número crescente de pacientes com diabetes tipo 2 no mundo, que está previsto para atingir 438 milhões até 2030.

Segundo Restrepo, o diagnóstico combinado de tuberculose e diabetes está se tornando mais evidente na população hispânica, mas isso também pode ser o caso de populações com maior risco para as duas doenças, tais como os índios americanos e afro-americanos.

Nos Estados Unidos, as taxas de tuberculose são desproporcionalmente maiores entre as minorias étnico raciais, de acordo com o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention), órgão do governo norte-americano .

Segundo a pesquisadora, o estudo pode ter um impacto significativo em países com alta prevalência das duas doenças, como Bangladesh, China, Índia, Indonésia, Paquistão, Rússia e o Brasil.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Menos de 3% das brasileiras se submeteram ao abortamento

Nos países, como o Brasil, onde o aborto provocado é proibido por lei, o número de complicações após o procedimento é grande. Um estudo nacional estima a taxa e as complicações do abortamento no país
A maioria dos abortos inseguros tende a ocorrer em países de baixa renda e em países onde a legislação é restritiva, o que ajuda a entender porque das cerca de 600000 mortes maternas registradas em todo o mundo anualmente, uma em cada 8 seja relacionada ao aborto ilegal. Por outro lado, nos países em que o aborto é legal, mortes relacionadas ao aborto são raras. No Brasil, o aborto é legal apenas em casos de estupro e risco de morte materna.
          Um estudo nacional procurou avaliar a ocorrência referida de aborto espontâneo e aborto induzido, bem como de aborto associado à morbidade materna grave no Brasil. Os dados se referem à pesquisa de base populacional conduzida no Brasil, em 2006. Vamos aos resultados mais relevantes. As taxas ao longo da vida para abortamento espontâneo e aborto induzido foram respectivamente de 13,3% e 2,3%. Abortamento induzido foi mais freqüente entre as mulheres do Norte e Nordeste do país. Já o abortamento espontâneo, como era de se esperar, foi mais comum em mulheres com idades entre 40-49 anos e mulheres com 1 ou menos filhos. Mas o dado mais preocupante, confirmando resultados de pesquisas prévias, é que o aborto aumenta significativamente o risco de complicações, tais como hemorragia e infecção.

          A questão do abortamento é complexa e mescla diversos aspectos, técnicos, científicos, psicosociais e religiosos. O que dificulta o debate. Mas a pesquisa deixa claro que o tema tem que ser constantemente discutido.

Apenas metade das mulheres afirma usar camisinha em novos relacionamentos

Apenas 49% das mulheres admitem usar preservativos em novos relacionamentos (contra 55% dos homens). Apesar disso, 79% delas pagariam qualquer preço para manter a saúde. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo Ibope Mídia sobre hábitos e comportamentos das brasileiras em relação a compras e saúde, divulgado às vésperas do Dia Internacional da Mulher.
O levantamento diz que 59% das brasileiras dizem que vão ao médico apenas quando se sentem realmente doentes. Esse número é menor do que entre os homens (64%) e a média da população (62%).
A maioria, ou 80%, das mulheres do país acredita que é importante manter a forma física e 65% admitem que, de vez em quando, quebram a dieta pelo prazer de comer alimentos que não fazem bem à saúde.
 

Veja outros resultados da pesquisa (Fonte: Ibope Mídia)

Comportamento Amostra total Homens Mulheres
É importante manter a forma física 79% 78% 80%
Eu pagaria qualquer preço por minha saúde 78% 77% 79%
Estou de acordo com as restrições aos fumantes 70% 67% 72%
Em algumas ocasiões me dou o prazer de ingerir comidas que não são boas para a saúde 62% 59% 65%
Eu me informo bem antes de comprar novos produtos alimentícios 60% 55% 65%
Tenho que estar realmente doente para ir ao médico 62% 64% 59%
Confio na medicina homeopática/ medicina caseira 53% 49% 56%
Eu procuro ter uma dieta bem balanceada 52% 47% 56%
Devido à minha vida pessoal tão agitada, não me cuido como deveria 53% 52% 53%
Uso preservativos em todo novo relacionamento 52% 55% 49%
Só utilizo serviços públicos de saúde 45% 43% 47%
Eu sempre escolho meu médico por indicação 42% 37% 46%
Quase sempre estou tratando de perder quilos 35% 29% 40%
Sempre verifico o conteúdo nutricional dos alimentos 34% 29% 39%
Eu não tenho tempo para preparar refeições saudáveis 37% 40% 35%
Eu pratico esportes ou exercícios pelo menos uma vez por semana 38% 43% 34%
Sempre procuro as versões diet/light dos alimentos e bebidas 23% 20% 26%
Sou vegetariano 9% 10% 9%

Obesidade é socialmente contagiosa, diz estudo

A obesidade é socialmente contagiosa, diz um estudo da Universidade do Estado do Arizona (EUA).
Segundo os autores da pesquisa, antropólogos, o fato de que a obesidade se espalha entre amigos e parentes já era conhecido. Eles queriam observar como isso acontecia.
Eles entrevistaram 101 mulheres e 812 de seus amigos mais próximos e parentes.
Comparando o índice de massa corporal dessas mulheres aos de seus parentes e amigos, os pesquisadores confirmaram que o risco de obesidade aumenta se a rede de contatos da pessoa tem mais obesos.
A equipe examinou três possibilidades para a disseminação da obesidade por meio de conexões sociais.
Todas têm a ver com ideias compartilhadas sobre o que é peso adequado para essas pessoas.
"Você pode saber o que seus amigos acham que é um peso aceitável e mudar seus hábitos para alcançar essa meta. Ou você pode não concordar com o que seus amigos pensam mas se sentir pressionado a atingir esse ideal. Ou, ainda, você pode formar uma noção de peso adequado observando os corpos de seus amigos e parentes, o que acaba mudando seus hábitos de alimentação e exercícios.", afirma Daniel J. Hruschka, antropólogo e líder do estudo.
O fator de influência mais forte foi a observação, segundo os pesquisadores. Mesmo assim, sua ação é limitada. Outros fatores como comer e se exercitar junto com os amigos podem ser mais importantes do que os mecanismos analisados.
O estudo analisou também o estigma da obesidade. As voluntárias foram questionadas sobre se preferiam ser obesas ou ter problemas como alcoolismo ou herpes. Em muitos casos, as mulheres preferiam sofrer desses problemas a serem gordas. Cerca de 25% delas preferiam ter depressão grave à obesidade, e 14,5% preferiam ser cegas do que gordas.
"Esse estudo é importante porque mostra que apesar de o agrupamento de pessoas obesas ser uma realidade, não são as ideias similares sobre peso ideal que causam isso", afirmou Alexandra Brewis, uma das autoras do trabalho. "Precisamos nos concentrar no que as pessoas fazem juntas e não no que elas pensam."

Consumo de café não faz as pessoas ficarem mais alertas, diz estudo

Um estudo inglês sugere que a ideia de que a cafeína nos faz ficar mais alertas pode ser um equívoco, afinal. A pesquisa, feita por especialistas da Universidade de Bristol, na Inglaterra, foi publicada no periódico Neuropsychopharmacology.
1097233 sxc Consumo de café não faz as pessoas ficarem mais alertas, diz estudo
Os pesquisadores afirmam que mesmo que aquelas pessoas que tomam café digam se sentir mais alertas após uma dose da bebida, isso pode ser apenas uma resposta à sensação de cansaço causado pelos sintomas da síndrome de abstinência da cafeína. Ou seja, a ansiedade ou a sensação de alerta sentida após algumas doses de café seriam somente reflexo de um vício em cafeína, não necessariamente um efeito benéfico do café (uma pequena inversão que faz toda a diferença).
Peter Rogers, principal autor do estudo, sugere que o consumo do café em si não traz vantagem alguma, apenas traz as pessoas ao seu estado normal, invertendo os efeitos dessa síndrome de abstinência.
Para o estudo foram recrutadas aproximadamente 380 pessoas, metade das quais consumia grandes quantidades de café (várias xícaras por dia), e a outra metade dizia consumir pouco (somente pela manhã, por exemplo) ou nenhum café. Após 16 horas sem consumir o produto, uma parte dessas pessoas tomou um composto com cafeína, enquanto as outras ingeriram placebo. Uma hora e meia depois, os pesquisadores repetiram as doses.
Além disso, os participantes responderam a testes que mediam seus níveis de ansiedade, memória e estado de vigilância e indicavam se estavam com dores de cabeça, por exemplo (característica da síndrome de abstinência de café).
Os participantes considerados consumidores de café em nível médio/alto e que haviam tomado placebo, indicaram alguma dor de cabeça e baixa no nível de alerta. Nenhum dos dois sintomas foi observado nesse mesmo tipo de consumidor que havia tomado a cafeína. Entretanto, os níveis de alerta desse último grupo não foram em nada superior ao daquelas pessoas que tomavam pouco café e foram induzidas a tomar o placebo.
Os pesquisadores afirmam que a cafeína trouxe os participantes que consumiam café em nível médio/alto para seus estados de alerta normais, ou seja, os mesmos níveis de atenção que pessoas que não consumiam café tinham, naturalmente. “A abstinência do café reduz o nível de alerta dos indivíduos que consomem a substância constantemente. O consumo do café simplesmente faz que esses indivíduos retornem ao nível natural, observado em pessoas que não consomem a substância”, conclui Rogers.

Maioria das pessoas pode ser influenciada por opinião alheia, diz estudo

Pesquisadores da Universidade College London, na Inglaterra, em colaboração com a Universidade de Aarhus, na Dinamarca, dizem ter identificado uma área do cérebro relacionada à sensação de “recompensa” e que responde positivamente quando alguém concorda com nossas opiniões. O estudo, publicado no periódico Current Biology, sugere que é possível que as pessoas sejam influenciadas pela opinião alheia graças a esse mecanismo.
O estudo, liderado por Chris Frith, observou a atividade em uma área do cérebro associada ao prazer de ser recompensado. Para isso, os pesquisadores pediam que voluntários ouvissem e dessem notas de 0 a 10 para músicas populares. Depois, a partir de imagens de ressonância magnética, observavam o fluxo sanguíneo do cérebro enquanto lhes eram apresentadas as opiniões de críticos musicais sobre as mesmas músicas.
Os voluntários do estudo, ao verem suas opiniões sobre música serem confirmadas por alguém – no caso, um “entendido” de música – mostravam grande atividade na região do chamado estriado ventral cerebral. O estriado tem grande importância no processo de aprendizagem e se ativa durante a formação de hábitos e na aquisição de habilidades. Ele também faz parte do sistema de recompensa do cérebro sinalizando para o resto do cérebro quando o indivíduo acaba de ser premiado, por exemplo.
Em um segundo estágio, os pesquisadores associavam fichas – iguais às usadas em jogos de carteado ou em cassinos – às músicas, e a atividade do estriado também se tornava mais ativa quando os participantes sabiam que iriam ganhar essas fichas se as opiniões deles fossem similares às dos críticos.
“Nosso estudo focou em como o cérebro responde de maneiras similares a ganhar uma recompensa real, mesmo quando ela é a concordância de outras pessoas. Uma interpretação é que a opinião positiva alheia é tão satisfatória quanto outras situações mais básicas – como ganhar uma quantia em dinheiro, por exemplo”, diz Daniel Campbell-Meiklejohn, outro pesquisador envolvido no estudo.
A opinião alheia
Em outro teste, os pesquisadores permitiam que, após ouvir opiniões de experts, os voluntários mudassem suas notas sobre as músicas. A grande maioria das pessoas preferiu repensar suas opiniões, seguindo a opinião dos críticos. Mas o interessante é que quase 25% dos participantes preferiram discordar completamente da opinião apresentada e diminuíram as notas que eles haviam indicado inicialmente para determinadas músicas.
Naqueles que haviam concordado com a opinião dos críticos musicais – e aumentado as notas – as atividades cerebrais no estriado ventral eram as mais ativas. “Parece que não só a grande maioria das pessoas parece ser influenciada por opiniões alheias, mas isso também é passível de ser monitorado, por tecnologias de imageamento cerebral”, finaliza Frith.

Ter poder ou ter opções? Estudo mostra que pessoas estão dispostas a trocar um tipo de controle pelo outro

Passamos a vida buscando uma condição melhor. Uma melhor formação, um melhor emprego, uma posição maior e melhor. Mas um estudo inglês – que buscou analisar a relação entre poder e escolha – aponta que, na falta de uma posição que proporcione autoridade ou poder, ter diferentes opções pode suprir esta necessidade.
Ter poder ou ter opções? Estudo mostra que pessoas estão dispostas a trocar um tipo de controle pelo outro (foto: Suat Eman/Freedigitalphotos)
“As pessoas instintivamente buscam o poder e preferem ter muito poder a pouco”, diz Ena Inesi, pesquisadora da Faculdade de Negócios de Londres, na Inglaterra, e autora da pesquisa publicada no periódico Psychological Science. “Da mesma forma, gostam de ter opções e não gostam quando a opção é retirada delas”, completa.

O estudo feito por Inesi foi realizado em duas etapas. Na primeira, um grupo de pessoas foi dividido em dois: o primeiro representaria o papel de um chefe de uma empresa e o outro, os funcionários. Em seguida, todos foram instruídos a comprar um item, um óculos, por exemplo. Eles poderiam escolher entre uma loja, que oferecia apenas três opções, e outra, com 15 tipos diferentes. Aqueles que fizeram o papel de funcionários se mostraram mais dispostas a perder mais tempo, porém ir à loja que oferecia mais opções. “Sem poder, as pessoas ficaram sedentas por ter, pelo menos, oportunidade de poder de escolha”, diz Inesi.

Na segunda etapa, quando os participantes foram privados de opções de escolha, eles expressaram um desejo maior de ocupar um cargo mais importante. “Em experimentos adicionais avaliamos que as pessoas podem se contentar com qualquer controle, seja de poder ou de escolha – ou ambos –, mas não ter um deles as torna claramente insatisfeitas”.

Inesi acredita que a descoberta de que poder e escolha são substituíveis, pode ser útil especialmente no ambiente de trabalho. “Você pode imaginar uma pessoa que está em um cargo na base da hierarquia de uma empresa. O gerente pode fazer essa pessoa, aparentemente impotente, se sentir melhor sobre seu trabalho e suas funções oferecendo a ela alguma possibilidade de escolha, na maneira de fazer o trabalho ou um projeto”, conclui.

Comida pode causar ansiedade em anoréxicos

Comer é prazeroso para a maioria das pessoas, mas para quem sofre de anorexia a comida pode trazes altos níveis de ansiedade.
A anorexia nervosa é uma doença que faz com que a pessoa deixe de comer para perder peso. A condição causa diversos danos ao bem estar físico e mental do paciente, que recorre a métodos perigosos e insalubres para atingir sua meta de magreza. A anorexia afeta homens e mulheres e quando não é tratada de forma apropriada pode levar à morte da pessoa.
Um estudo desenvolvido na Universidade da California (EUA) analisou o funcionamento da dopamina no cérebro através de tomografias por emissão de pósitrons. Para provocar níveis do neurotransmissor, os pesquisadores administraram doses únicas de anfetaminas. A droga faz com que o cérebro libere a dopamina.
Em mulheres saudáveis, que não sofriam de distúrbios alimentares, a liberação de dopamina foi associada a sensações de prazer na parte do cérebro que é responsável pela sensação de recompensa. Mas nas mulheres que sofriam de anorexia, a anfetamina ativou a parte do cérebro responsável por preocupações.
O líder da equipe que desenvolveu o estudo, Dr. Walter Kayne, explica que “esse é o primeiro estudo que demonstra uma razão biológica do por que indivíduos com anorexia nervosa têm uma resposta paradoxal à comida. É possível que quando as pessoas com anorexia nervosa comem, a liberação relacionada da dopamina neurotransmissora deixe-as ansiosas, ao invés de experimentarem um sentimento normal de recompensa”.

Para sentir menos dor, cruze os braços!

Um estudo desenvolvido na University College London (Iglaterra) mostra que cruzar os braços pode ser uma forma de reduzir a sensação de dor. A sugestão é que essa atitude confunde a percepção de dor do cérebro, o que reduz a intensidade da sensação.
Giandomenico Iannetti, pesquisador do estudo, diz que “talvez quando nós nos machucamos, nós não devemos apenas ‘esfregar (o local) para melhorar’ mas também cruzar os nossos braços”.
De acordo com o estudo, a redução na sensação da dor provavelmente acontece devido a uma confusão no cérebro. O envio de informações conflitantes das partes direita e esquerda do corpo confunde o órgão e atrapalha sua percepção corporal.
Em um experimento, cientistas causaram dores (como as provocadas por agulhas) às mãos de oito adultos que estavam em duas posições diferentes. Na primeira posição, os voluntários estavam com os braços ao lado dos seus corpos. Na segunda, eles estavam com os braços cruzados na frente do tórax.
Quando os participantes deram notas à sua percepção da dor, os cientistas mediram a resposta elétrica dos cérebros deles através de eletroencefalogramas (EEG). Os resultados do exame e das notas dos voluntários mostraram que a percepção de dor e da atividade mostrada no EEG foi reduzida quando as pessoas estavam com os braços cruzados.
“Isso significa que as áreas do cérebro que contém o mapa do corpo direito e o mapa do espaço externo esquerdo são normalmente ativados juntos, levando a um processamento altamente efetivo de estímulos sensoriais”, explica Iannetti. “Quando você cruza os seus braços esses mapas não são mais ativados juntamente, levando a um processamento cerebral de estímulo sensorial menos efetivo, incluindo a dor”, completa o pesquisador.
Os pesquisadores do estudo acreditam que os resultados encontrados podem levar a novas terapias de tratamento de doenças e condições dolorosas, ao explorar a percepção cerebral do corpo.

Ser feliz pode ter um lado ruim?

A busca pela felicidade está se tornando uma obsessão que pode trazer resultados opostos àquele pretendido. Estudo publicado na revista científica Perspectives on Psychological Science, fez um levantamento de vários estudos realizados sobre o tema na última década, e mostrou que a busca desenfreada pela felicidade, que parece ser uma marca registrada da época atual, tem um lado negativo - eventualmente, muito negativo.
Segundo o artigo, o sentir-se bem não pode ser pensado como algo universalmente bom e destaca ainda situações em que a felicidade pode ser ruim. A psicologia sugere algumas técnicas para tentar alcançar a felicidade, tais como dedicar um tempo todos os dias para pensar sobre coisas que lhe deixam feliz ou grato, ou a criação de situações que possam fazer você feliz. Contudo, June Gruber, da Universidade de Yale, diz que “quando você está fazendo isso com a motivação ou a expectativa de que essas coisas deveriam fazê-lo feliz, isso pode levar à decepção e à diminuição da felicidade”.
Os pesquisadores concluíram que as pessoas que se sentem extremamente felizes tendem a assumir mais riscos e não pensam mais de forma criativa. Entre esses comportamentos de risco pode-se citar o abuso de drogas, dirigir em alta velocidade ou gastar todas as suas economias. O estudo chama atenção ainda para a "sensação de felicidade de forma inadequada”, que é quando a pessoa se sente feliz em momentos impróprios, por exemplo, quando vê alguém chorando a perda de uma pessoa querida.
Segundo os cientistas, há ainda outro fator que pode prejudicar a vida das pessoas extremamente felizes: elas podem ignorar os sentimentos negativos, que têm sua função na preservação da saúde. O medo, por exemplo, é um sentimento negativo vital para segurança, e o não sentir medo pode levar a riscos desnecessários. Os pesquisadores descobriram ainda, que para a maioria das pessoas a felicidade não está relacionada ao dinheiro, mas sim às relações sociais. Os autores do artigo sugerem que, para ser feliz, deve-se deixar de se preocupar em ser feliz e nutrir os laços de convívio social.

Viagra reduz sintomas de esclerose múltipla em animais

Pesquisa espanhola mostrou que o sildenafil reduz drasticamente os sintomas da esclerose múltipla em animais. Publicado no Acta Neuropathologica, o estudo foi realizado na Universitat Autònoma de Barcelona, e mostrou uma recuperação quase total em cerca da metade dos animais submetidos ao tratamento apenas oito dias após o início do mesmo.
Os cientistas observaram que o tratamento com o sildenafil, se feito logo no início da doença, é capaz de diminuir a infiltração de células inflamatórias para a substância branca da medula espinhal, reduzindo danos ao axônio da célula nervosa e facilitando a reparação da mielina.
A esclerose múltipla é causada pela perda da bainha de mielina em torno dos axônios - uma projeção de longo e esguio, de uma célula nervosa que conduz os impulsos elétricos para longe do corpo celular do neurônio - afetando a capacidade dos neurônios de se comunicar e neurodegeneração em diferentes áreas do sistema nervoso central. Não há atualmente nenhuma cura para a doença, mas alguns medicamentos ajudam a combater os sintomas. A pesquisa realizada em animais é uma esperança para os mais de 25 mil brasileiros que sofrem com a doença.
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