segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

As 10 melhores desculpas para chegar atrasado no trabalho

Justificar aqueles minutos e até horas a mais de atraso no trabalho requer habilidade, criatividade e muita cara de pau.
Uma boa desculpa para chegar atrasado pode salvar sua pele no trabalho
Uma boa desculpa para chegar atrasado pode salvar sua pele no trabalho

Trânsito


Essa você usa, todo mundo entende e até se compadece. Mas não vale para atrasos superiores a uma hora.

Exagerei no antialérgico


Depois de uma crise brava de espirros, você exagerou na dose e não conseguiu ouvir o despertador. Serve para manhãs depois de noitadas, quando sua cara não está lá grandes coisas.

Pobre ente querido


É a desculpa clássica, mas não vale “matar” a tia-avó três vezes no mesmo emprego.

Furou o pneu


Funciona, mas pelo menos suje um pouco as mãos. Para mulheres, é só culpar a demora da assistência e esbravejar: “essa seguradora já foi melhor”.

Intoxicação alimentar


Funciona quase sempre, mas não facilite e lembre-se de comer algo leve quando for almoçar com os colegas.

Tranquei o carro com a chave dentro


Desculpa perfeita para quem é muito distraído e tem um carro velho, mas só funciona para atrasos de no máximo uma hora.

Precisei ir ao banco


Como só funcionam das 10h às 16h, ninguém questiona. Mas é preciso garantir que foi tratar de um assunto urgentíssimo.

O médico cancelou a consulta


Serve para homens e mulheres e deve ser planejada com um dia de antecedência e não requer atestado médico.

Faltou a luz…


Cuidado! Em tempos de smartphones, poucos ainda usam despertador elétrico. Mas, se você faz o estilo old school, aposte nessa e ainda garanta: “não quero me render à tecnologia”.

Acordei com princípio de tal doença


Dor de estômago, diarreia, cefaleia a até pneumonia podem ser desculpas. Mas saiba usar com parcimônia.

Começa contagem regressiva para colisão de sonda russa com a Terra

Fobos-Grunt estudaria a composição de uma lua marciana mas não conseguiu deixar a órbita da Terra

Concepção artística do planeta Marte com sua maior lua, Fobos, à frente. Se tivesse conseguido sair da superfície da Terra, a sonda Fobos-Grunt recolheria uma amostra de solo do satélite marciano
Concepção artística do planeta Marte com sua maior lua, Fobos, à frente. Se tivesse conseguido sair da superfície da Terra, a sonda Fobos-Grunt recolheria uma amostra de solo do satélite marciano

A agência espacial russa, a Roscosmos, começou a contagem regressiva para a colisão da estação interplanetária Fobos-Grunt com a Terra. A sonda deveria estudar uma das luas de Marte, mas está à deriva em torno da Terra desde o dia 8 de novembro de 2011.
De acordo com um comunicado da Roscosmos, a queda da nave deve ocorrer entre 10 e 21 de janeiro, mais provavelmente no dia 15. Quanto ao local da colisão da sonda, a Roscosmos só deve prevê-lo 24 horas antes da entrada na atmosfera.
Segundo a agência russa, a nave não representa nenhuma ameaça ao planeta. A superfície da Terra será atingida apenas por cerca de 20 a 30 fragmentos da nave, com uma massa conjunta que não ultrapassará 200 quilos. O resto da sonda será desintegrado ao reentrar na atmosfera terrestre.

Queda livre -
Nos últimos meses, duas naves também se chocaram com a Terra: o satélite meteorológico americano UARS, que caiu em setembro no oceano Pacífico, e o alemão ROSAT, um mês depois, no Índico.

O Centro Geral de Reconhecimento Espacial do Ministério da Defesa russo, que determinou com precisão a data e o local da queda do UARS e do ROSAT, vigia os parâmetros da órbita da estação ininterruptamente.


Defeitos -
A Fobos-Grunt pretendia ser a primeira nave espacial a pousar na superfície de Fobos, uma das duas luas do planeta vermelho, para estudar a matéria que deu origem ao sistema solar.

"A estação foi projetada e construída com graves defeitos, do sistema de comando ao programa de abastecimento", diz  Igor Lisov, diretor da revista Cosmonautics News.


Herança perdida -
O programa de lançamentos russo está em plena crise após vários acidentes. Lisov explicou que entre a desintegração da União Soviética, em 1991, e 2007, o programa espacial russo teve um financiamento estatal insuficiente e que o recente reforço de caixa não será notado na qualidade do trabalho em menos de cinco anos.
 Para Lisov, a respeitada herança da escola soviética, em grande parte, já se perdeu.  "Só conservamos o programa de naves pilotadas, os satélites de comunicações e o sistema de navegação GLONASS", disse.
Lisov acredita que a Rússia, a primeira potência a enviar um homem ao espaço (Yuri Gagarin, em 1961), ainda poderá competir com a China, mas não com os Estados Unidos.

Felicidade. Direito ou dever? Nenhum dos dois!

Atualmente, há uma crença do direito à Felicidade, a qual gera uma incapacidade crescente, principalmente nos jovens, em lidar com as frustrações. 
Ora, ora, esqueceram-se do que diz Nietzsche (1844-1900), “O que não me destrói me fortalece”?

Vivemos num mundo que valoriza a genialidade, a excelência dos genes. Onde a geração do ‘eu mereço’ deseja as soluções fáceis, e com sua esperteza busca os atalhos para atingir seus objetivos. Há um desprezo visível pelos ‘ordinários’, pelos esforçados, pela honestidade, pela disciplina, pelo tempo gasto e pela dedicação.


É uma geração de fracos, fruto de pais angustiados, que não têm o dever de garantir a felicidade de seus filhos, posto que a felicidade não é um direito do ser humano.


Na vida, não há garantia alguma de que seremos felizes. E eu rio com Garrincha (1933-1983), quando este filosofa, perguntando-se: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil?”.


Afinal, o que é a felicidade? É a constante busca do prazer.


A palavra ”felicidade” em grego significa ‘eudamonia’(‘eu ’= bom e ‘daimonia’ = estado de espírito). É o bom estado de espírito que leva à completude. E a palavra euthymia, que significa a tranquilidade, a alegria, o bom humor, complementa esta ideia.


Os filósofos, eternos amigos da humanidade, tentam tornar viável a busca da felicidade. Como reforça Montaigne (1533-1592), “O ofício da Filosofia, que é a ciência de viver bem, é serenar as tempestades da alma”.


Temos ainda as dicas de Demócrito (460 a.C- 370 a.C): “Ocupe-se de pouco para ser feliz”, e de Epicuro (341 a. C-270 a. C): “A quem pouco não basta, nada basta”. Com certeza, nunca imaginariam estes queridos amigos o quanto são sobrecarregadas as nossas agendas, atropelando os nossos espíritos, trazendo-nos angústia e ansiedade diariamente. Eles ficariam assustadíssimos com a quantidade de coisas desnecessárias que fazemos.


Caríssimos, evitemos gestos e pensamentos inúteis. Lembrem-se de que a mente é como um cavalo selvagem. Devemos acalmá-la com pensamentos aquietadores, já aconselhava o imperador romano Marco Aurélio (121 d.C -180 d.C). Ou seja, “é preciso livrar-se da agitação desregrada, à qual se entrega a maioria dos homens”, ratifica Sêneca.


Devemos seguir e “aceitar os tropeços. Até porque são inevitáveis”, não é mesmo Zenão (333 a.C.-264 a.C)? Esta ideia influenciou os estoicos, que defendiam a serenidade diante do revés ou do triunfo. O que dentro da lógica da resignação, tornou-se um dos pilares do cristianismo.


Ora, ora, “para que tantos planos em vida tão curta?”, lembra Horácio (65 a.C.- 8 a. C). Afinal, não se preocupar com o que vem pela frente é ‘uma das maiores marcas da sabedoria’, complementa Epicuro.


“Não se deve pedir que os acontecimentos ocorram como você quer, mas deve-se querê-los como ocorrem: assim sua vida será feliz”, segundo Epíteto (55 d.C.-135 d.C.), porque “é mais fácil mudar seus desejos do que mudar a ordem do mundo”, ressalta Descartes (1596-1650).


Não ponha nos outros, nem em nada, a sua felicidade. Isso é fundamental para a vida feliz, pois “é digno de piedade quem depende dos outros”, afirma Montaigne, pois “todas as minhas esperanças estão em mim”, completa Horácio.


“Acima de tudo, o que nos torna mais imediatamente felizes é a jovialidade do ânimo (o bom humor), pois essa boa qualidade recompensa a si mesma de modo instantâneo. Nada pode substituir tão perfeitamente qualquer outro bem quanto essa qualidade, enquanto ela mesma não é substituível por nada”, afirma Schopenhauer (1788-1860).


“Todos os homens desejam alcançar a velhice, mas ao ficarem velhos se lamentam. Os velhos inteligentes, agradáveis e divertidos suportam facilmente a idade. A rabugice e o amargor são deploráveis em qualquer idade”, verifica Cícero (106 a.C - 43 a.C).


Atenção para mais um conselho do famoso imperador Marco Aurélio: “Previna a si mesmo ao amanhecer: vou encontrar um intrometido, um mal-agradecido, um insolente, um astucioso, um invejoso, um avaro”, pois não sabemos o que nos acontecerá adiante, e “teimar e contestar obstinadamente são defeitos peculiares às almas vulgares. Ao passo que voltar atrás, corrigir-se, abandonar uma opinião errada no ardor da discussão são qualidades raras das almas fortes e dos espíritos filosóficos”, corrobora Montaigne.


A felicidade está em viver a vida em seu tempo. “Acaso os adolescentes deveriam lamentar a infância e depois, tendo amadurecido, chorar a adolescência? A vida segue um curso preciso e a natureza dota cada idade de suas qualidades próprias. Por isso, a fraqueza das crianças, o ímpeto dos jovens, a seriedade dos adultos, a maturidade da velhice são coisas naturais, que devemos apreciar cada uma em seu tempo”, não é mesmo, caro Cícero?


Afinal, lembro-me agora de um provérbio judeu que diz, “não há nada mais alegre e especial do que as coisas acontecendo a seu tempo!”.

Ser feliz é crescer e ser melhor do que antes. Superar-se. Ainda que crescer seja compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor, pelo contrário, a engrandece porque depende de nossa participação para ter sentido.

Menopausa mais precoce pode predizer a artrite reumatoide

Como a artrite reumatoide (AR) ocorre mais frequentemente em mulheres do que em homens, tem sido sugerido que os hormônios reprodutivos podem desempenhar um papel importante na origem da doença.
Entre 1991 e 1996, 30.447 indivíduos (18.326 mulheres) foram incluídos em um estudo de base comunitária. Informações sobre as alterações hormonais femininas e fatores relacionados ao estresse foram obtidos através de um questionário. A idade precoce na menopausa (= 45 anos) foi associada com o desenvolvimento subsequente de AR. O efeito da menopausa precoce permaneceu significativo após o ajuste para o nível de tabagismo, de educação e tempo de amamentação.
Os autores concluíram que a menopausa em idades mais jovens prediz a artrite reumatoide. Isto implica em uma influência das alterações hormonais durante o período fértil no desenvolvimento da AR em mulheres pós-menopáusicas.
A pesquisa foi publicada recentemente na revista Annals of Rheumatic Diseases.

Em adultos jovens, depressão e história de tentativas de suicídio são preditores de mortalidade precoce por doença cardiovascular

Embora a depressão seja associada à morbidade e mortalidade cardiovascular, não há praticamente nenhuma informação sobre se ela também aumenta o risco em populações jovens.
Um estudo publicado na revista Archives of General Psychiatry procurou determinar a associação entre a depressão unipolar e bipolar e uma história de tentativa de suicídio e a mortalidade por doença isquêmica cardíaca (DIC) e doença cardiovascular (DCV) em adultos jovens dos Estados Unidos.
Na pesquisa, foram incluídos 7.641 indivíduos adultos com idades entre 17 a 39 anos. Após um acompanhamento médio de 14,9 anos, 51 indivíduos (0,67%) morreram por causas cardiovasculares e 28 (0,37%) morreram por DIC. A depressão (538 indivíduos [7,04%]) e história de tentativa de suicídio (419 [5,48%]) foram associadas a um risco aumentado de morte por DIC.
Mulheres com depressão ou história de tentativa de suicídio tiveram um risco três vezes maior de doença cardiovascular e um risco 14 vezes maior de doença isquêmica cardíaca. Os números correspondentes para os homens foram 2,37 (0,85 a 6,58) e 3,52 (1,05 a 11,76).
Conclui-se que em adultos com menos de 40 anos, depressão e história de tentativas de suicídio são importantes preditores independentes de mortalidade prematura por DCV e DIC em ambos os sexos.

Oito hábitos que evitam enjoos na gravidez

Comer de três em três horas e praticar exercícios pode evitar náuseas


O período gestacional é um momento de muita expectativa, mas nem sempre tão glamoroso quanto esperado. Mal estar, indisposição e cansaço são apenas alguns dos sintomas típicos dessa fase. Além desses, outro bastante comum é a náusea que geralmente ocorre entre a quinta e a 18ª semana da gravidez, explica a ginecologista e obstetra Bárbara Murayama, membro da Sociedade Paulista de Ginecologia Obstetrícia. "Quase todas as mulheres sentem enjoo durante a gestação, mas a gravidade do sintoma varia de uma para outra", afirma. As causas também são variadas e vão desde fatores psicológicos, passando por alterações hormonais até a motilidade gástrica anormal, quando o estômago não trabalha de maneira adequada retardando seu esvaziamento. Confira abaixo os principais hábitos que podem evitar enjoos durante a gestação.
Comer de três em três horas - Foto Getty Images
Coma de três em três horas
Cultivar o hábito de comer de três em três horas não é apenas saudável pelo fato de acostumar o organismo a receber alimentos em horários pré-estabelecidos, mas também evita exageros nas principais refeições. Assim, quanto menos comida precisamos digerir, mais rápido é o processo de esvaziamento do estômago, explica o ginecologista obstetra Domingos Mantelli, especialista em Medicina Legal e Perícias Médicas. "Quando a comida fica retida por muito tempo no estômago, maior a chance de a gestante ter refluxo, gastrite e náusea", complementa.
 Repouso - Foto Getty Images
Faça repousos
"Levando em conta fatores psicológicos que podem desencadear enjoos, como estresse e ansiedade, a melhor maneira de evitar o problema é fazendo repousos periódicos", aponta Bárbara Murayama. Além disso, quando estamos em repouso, nosso corpo consegue direcionar o fluxo sanguíneo para funções específicas do corpo, como a digestão, acelerando o processo.
Exercícios - Foto Getty Images
Pratique exercícios
Atividades leves, como a caminhada, favorecem a digestão, proporcionam a sensação de bem-estar e aliviam o estresse emocional. "Quando fazemos uma atividade prazerosa, nosso corpo libera endorfinas, substâncias que melhoram nossa disposição física e mental e até aliviam dores", afirma Domingos.
 Motorista - Foto Getty Images
Seja a motorista
A recomendação de dirigir ao invés de ser o passageiro em passeios de carro é dada não apenas a gestantes, mas a todas as pessoas que costumam sentir enjoo quando estão em movimento. Afinal, quem controla o veículo não é pego de surpresa em curvas, desvios e brecadas, o que poderia causar mal estar. Entretanto, como alerta a ginecologista Bárbara Murayama, o estado geral de saúde da gestante deve ser avaliado. Se a gravidez for caracterizada por desmaios frequentes, por exemplo, ela deve ser impedida de dirigir, pois pode causar acidentes.
 Movimentos bruscos - Foto Getty Images
Evite movimentos bruscos
Quando estamos em repouso, deitados ou sentados, nosso sangue alcança uma distribuição uniforme pelo corpo. Por isso, quando realizamos movimentos bruscos, como levantar rapidamente, há uma queda repentina da pressão arterial, o que pode causar mal estar, enjoo e até desmaio. "Tais reações são mecanismos de defesa do corpo, pois nos impedem de prosseguir uma atividade até que o fluxo sanguíneo seja restabelecido", esclarece Domingos.
Líquido - Foto Getty Images
Evite líquidos durante as refeições
"A dieta para quem quer evitar enjoos e vômitos deve ser seca e fracionada", aponta Bárbara. Assim, ela recomenda que molhos, caldos e condimentos sejam evitados nesta fase. Além disso, levando em conta a teoria de que o estômago da gestante leva mais tempo para esvaziar, ao ingerirmos líquido durante as refeições, criamos um bolo alimentar ainda maior, dificultando a digestão.
Café - Foto Getty Images
Diminua a ingestão de café
Segundo o ginecologista Domingos Mantelli, todo alimento de gosto ou odor acentuado pode piorar enjoos e náuseas, portanto, o consumo de café deve ser diminuído ou cortado da dieta. Fique atento ainda ao fato de o excesso de café é um estimulante, aumentando, assim, a frequência cardíaca da mãe e do bebê.
Odores - Foto Getty Images
Afaste-se de odores fortes
Algumas gestantes têm seus enjoos desencadeados por odores fortes e variados. Por isso, assim que o cheiro responsável pela náusea for identificado aconselha-se ficar longe dele e evitar consumir o alimento até o momento em que ele não incomodar mais.



Maior feira mundial de tecnologia quer voltar a surpreender

A maior feira mundial de tecnologia exibirá laptops finíssimos, novos e poderosos celulares inteligentes e requintados televisores de telas planas, mas a conversa nos grandes pavilhões da Consumer Electronics Show (CES), que começa nesta segunda-feira, pode girar em torno futuro do evento.
A Apple, que dita a agenda do setor de bens de consumo eletrônicos há uma década, nem mesmo participa da feira. A Microsoft, que tenta desesperadamente alcançar a rival, fará sua última participação. Já há alguns anos a CES, realizada em Las Vegas, perdeu sua capacidade de surpreender.
"Há muito falatório. As promessas são muito mais ambiciosas do que aquilo que as empresas entregam", disse Todd Lowenstein, gerente de carteira da HighMark Capital Management, que tem diversas ações de tecnologia. "Só me interesso pelo evento porque surgem lá informações que podem movimentar o mercado; mas isso acontece raramente".
Os dramáticos e vistosos lançamentos de produtos orquestrados por Steve Jobs vieram a dominar o popular mundo da tecnologia, e os rivais procuram copiá-los longe do alarido da CES.
A Microsoft, que tenta recuperar o controle da tecnologia perdido para a Apple e para o Google, há muito alegava que a CES, realizada no começo de janeiro, não se enquadrava bem ao seu cronograma de lançamentos, o que significa que a companhia sempre tinha pouco a comunicar na palestra principal do evento, feita durante anos pelo presidente-executivo Steve Ballmer, e antes dele pelo co-fundador da companhia, Bill Gates.
QUAIS SÃO AS NOVIDADES?
Este ano, os lemas parecem repetir os do ano passado, entre os quais "conectado", "sempre ligado" e "reconhecimento por voz", quer seja em celulares e tablets novos e mais poderosos, quer em carros ou até mesmo relógios.
A mais recente safra de laptops finos e leves, que a Intel designou como "ultrabook", deve dominar a seção de hardware, com fabricantes como Toshiba, Asustek e Lenovo.
No extremo oposto do pavilhão, os mais recente televisores de alta definição e com acesso à Internet oferecidos pela Sony, Panasonic, Sharp e LG também atrairão as multidões.
A fabricante de celulares Nokia está se preparando para se reapresentar à audiência dos Estados Unidos, com novos celulares acionados pelo mais recente sistema operacional Microsoft Windows.
Os tablets podem perder destaque depois de dominar o evento no ano passado, porque os fabricantes ainda não se recuperaram das derrotas sofridas diante do rival dominante, o iPad, da Apple.
Aparelhos de baixo consumo de energia, dotados de sensores e conexão permanente com a Internet -sejam celulares, sejam aparelhos menores ocultos em seu carro ou em seu pulso- serão o tema da feira, parecem concordar os observadores de tecnologia.
A CES, que começou em 1967 em Nova York, serviu de plataforma de lançamento para o videocassete, a câmera de vídeo com gravador integrado, o DVD, o HDTV e muitos outros desenvolvimentos cruciais no segmento.
Já faz algum tempo que a feira não apresenta invenções capazes de mudar o mercado, mas continua a ser popular junto aos exibidores do setor de tecnologia e aos consumidores, ainda que possa sofrer queda de público neste ano.
A 2012 International CES -seu título completo- se tornará a segunda maior de todos os tempos, com mais de 2,7 mil exibidores espalhados por seu espaço de exibição de 160 mil metros quadrados. A maior CES de todos os tempos foi a de 2008, com 165 mil metros quadrados de espaço pago de exibição.
Empresas que participam do evento tendem a fazer reservas para comprar espaço para o próximo ano durante o evento, ou pouco depois, e a CES vai logo descobrir o que será do ano que vem.

Café protege a mulher contra a depressão

Um estudo conduzido por especialistas da Faculdade de Saúde Pública de Harvard, nos EUA, concluiu que o café pode ser um aliado na luta contra a depressão. Principalmente em mulheres. Segundo o estudo, mulheres que bebem duas ou mais xícaras de café por dia são menos propensas a sofrer depressão. Os pesquisadores analisaram mais de 50 mil mulheres. O grupo foi dividido nas que consumiam café e nas que não tomavam a bebida. O que se constatou foi que as mulheres que bebiam o café diariamente, tinham 20% de chance de ter menos depressão das que bebiam apenas algumas vezes na semana. O motivo de o café ser um agregado contra a depressão está na cafeína contida em sua fórmula, disseram os especialistas. A substância poderia alterar a química do cérebro. Tanto que o café descafeinado não teria o mesmo poder na prevenção da doença.

Depressão se acaba com exercício

A depressão, que provoca falta de confiança em si mesmo, sentimentos de culpa, pessimismo e desânimo, pode ser combatida com atividade física. A prática de exercícios é uma das formas de se prevenir e combater a doença. Os benefícios do esporte são comprovados. Isso porque o exercício libera no cérebro substâncias que dão a sensação de paz e de tranquilidade. O responsável por esse bem estar é endorfina, um hormônio neuro-transmissor, presente no cérebro que tem efeito analgésico. Segundo estudos sobre a depressão, o resultado na melhora do humor e da disposição podem ser sentidos logo após um mês da prática de atividade física. Isso se dá porque ao notar a melhora no físico e na disposição graças ao exercício, o estímulo para continuar se exercitando surge naturalmente.

Especialistas dão dicas quentíssimas para você surpreender seu parceiro na noite de núpcias e em toda a vida de casada


Após meses correndo com os preparativos do casamento, escolhendo cada detalhe da cerimônia e da festa, passando noites e noites sem dormir... Ufa! O grande dia chegou e, com ele, a certeza de que todo o esforço valeu a pena e de que tudo saiu exatamente da maneira planejada! OK , sabemos que você está cansada com o estresse de meses acumulado, com o sapato incomodando, com o vestido desconfortável e com os cabelos precisando se “libertar” do penteado. Tudo o que você quer neste momento é cair na cama e dormir por, pelo menos, 48 horas, certo? Errado! Agora é que vem a melhor parte desta data tão especial: a noite de núpcias! A primeira noite depois de casados tem de ser inesquecível. E você pode – e deve – contribuir muito para torná-la ainda melhor.

Top 5 da sedução
Flávia Flohr ensina cinco atitudes simples e infalíveis para deixá-lo, no mínimo, surpreso
1* No dia do casamento, ligue e diga o quanto você o deseja, que não pode esperar para agarrá-lo e beijá-lo e que sente vontade de que tudo neste dia passe bastante rápido para ficarem juntos e sozinhos. Capriche no erotismo! “Muitas noivas cometem o erro de se preocupar mais com o buquê e com o vestido do que com o noivo”, brinca Flávia.

2* O beijo é o termômetro do amor. Inicie a noite beijando-o lentamente, não só os lábios, mas a nuca, o pescoço, a orelha... E não se esqueça de explorar outras áreas.

3* Tomem um banho juntos. O banho relaxa e estimula, criando intimidade. Aproveitem para explorar todo o corpo por meio de carinhos com espumas.

4* Crie um clima de sedução, desligue a TV e os celulares. Apague as luzes, acenda velas, coloque uma música, certifique-se de que nada pode atrapalhar vocês dois. Toquem-se de várias formas: massageando, beijando, lambendo, assoprando, arranhando, passando os cabelos sobre o corpo. São formas criativas de tocar.

5* Sexo oral é uma forma de preliminar muito prazerosa a ambos. Hoje, existem, no mercado sensual, cosméticos gourmet que podem ser usados para massagem íntima. Coloque um desses no seu nécessaire e experimente usá-lo.

Planetário de Sobral será entregue no primeiro semestre deste ano

Maquete do Planetario de Sobral
O novo espaço de observação astronômica será voltado, especialmente, para atender à rede de ensino e também aos demais interessados. O planetário será um importante equipamnento de apoio pedagógico e também local de visitação turística da cidade.

O planetário de Sobral, que está sendo construído na Praça do Patrocínio, ao lado do Museu do Eclipse, é uma uma obra do Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Sobral, e conta com investimentos de R$ 5 milhões.


O Planetário, juntamente com o Observatório Astronômico Henrique Morize, no Museu do Eclipse, formarão o Centro de Estudos e Pesquisas das Ciências de Sobral e contará com equipamentos de projeção de imagens digitais nos mesmos moldes existentes no Planetário do Centro Dragão do Mar, em Fortaleza.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Quem faz atividade física em qualquer intensidade, está menos propenso à depressão, indica estudo

Embora tenha se observado grandes avanços no conhecimento dos efeitos da atividade física sobre a saúde mental, os mecanismos envolvidos nesses benefícios não estão bem esclarecidos.
A atividade física está associada a uma série de alterações biológicas que podem ter impacto sobre a saúde mental.
Resultados de estudos em humanos e animais têm monstrado que o exercício físico pode estimular a liberação de serotonina, aumentar a expressão de fatores de crescimento neuronal, como o fator neurotrófico derivado do encéfalo - BDNF, aumento da liberação de betaendorfinas, assim como controlar a liberação de vários hormônios relacionados ao estresse.
Essas alterações podem induzir tanto efeitos positivos no estado de humor quanto estimular a formação de novos neurônios (neurogênese) no hipocampo. Outras justificativas para a associação entre exercício e alguns transtornos mentais são a melhora da autoestima e integração social.
É importânte salientar que essa ação pode ser bidirecional, isto é, os sintomas de alguns transtornos mentais podem contribuir para níveis mais baixos de atividade física. A depressão está associada com uma série de mudanças que pode levar à redução da atividade física, tais como uma redução na capacidade de realização do exercício, o isolamento, a fadiga social e a baixa motivação. Ainda, o aumento de um comportamento sedentário está associado a uma piora da saúde física e impacto negativo sobre a saúde mental do indivíduo.

Os trabalhos da literatura científica mostram menores taxas de depressão entre indivíduos fisicamente mais ativos. Entretanto, a análise para esse efeito envolve programas de exercício físico ou prática de esportes.
Estudo publicado na revista British Journal of Psychiatry avaliou a relação entre atividade física e transtornos mentais comuns como a depressão e ansiedade. Foi aplicado um exame clínico em 40.401 residentes da Noruega. Os pesquisadores verificaram se existe uma relação inversa entre atividade física e sintomas de depressão e ansiedade e se existe um efeito dose-resposta de acordo com a intensidade da atividade física. Isto é, uma maior intensidade da atividade pode ou não apresentar um relacão inversa com sintomas de ansiedade e depressão.

Foi observado uma relação inversa entre a quantidade de atividade física e sintomas de depressão. Essa associação estava presente apenas com a atividade de física e não era dependente da intensidade das atividades realizadas. Níveis maiores de integração e apoio social tiveram uma contribuição nesse contexto. Os achados em relação à ansiedade foram mais moderados. Os dados do estudo mostraram que a atividade física regular estava associada com menor relato de ansiedade, mas o tamanho desse efeito foi relativamente pequeno.
Em conclusão, pessoas engajadas em atividades físicas de qualquer intensidade estão menos propensas a apresentar sintomas de depressão.
Os benefícios do contexto social foram importantes na contribuição desses achados.
O estudo tem como limitação a forma sobre como foi realizada a classificação da atividade física: atividade física leve ou intensa. Atividade leve foi definida como uma atividade que não levava o indivíduo a transpirar ou sentir falta de ar, enquanto a atividade intensa era qualquer atividade que resultava em sudorese ou falta de ar. Ainda, os participantes informavam o tempo e o número de vezes que praticavam essas atividades por semana. Nesse sentido, a avaliação sobre o nível de atividade física praticado pelos participantes não fornece informações precisas sobre este tópico.
De qualquer forma, o estudo reforça as informações existentes na literatura mostrando que o exercício regular está associado a redução dos sintomas de transtornos mentais, mas outros fatores como integração e apoio social pode ter uma participação nesse contexto.

Pesquisa revela que fundo do olho tem células-tronco versáteis

Olhar fundo nos olhos de alguém pode --literalmente-- revelar muitos segredos. Cientistas acabam de descobrir que uma finíssima camada de células bem atrás da retina guarda um grupo especial de células-tronco, que pode se transformar em coisas tão variadas quanto gordura e neurônios.
Conhecida como epitélio pigmentar da retina, essa camada tem potencial para tratar doenças que levam à cegueira, como a degeneração macular, para começar. E no futuro, de acordo com o trabalho, ela poderia servir como reservatório de células-tronco para muitas outras terapias --incluindo problemas do sistema nervoso.



E, ao contrário de algumas outras fontes de células-tronco, a possibilidade de coleta ou sua capacidade de diferenciação não se alteram com a idade dos pacientes.
"Dá para retirá-las até de alguém com 99 anos", disse Sally Temple, do Instituto de Células-Tronco Neurais em Rensselaer (Nova York) e líder do estudo, publicado este mês na revista especializada "Cell Stem Cell".
O epitélio pigmentar da retina fica bem no fundo do olho, atrás da retina, e auxilia na sensibilidade à luz. Quando ele é danificado, essa capacidade se perde.
Suas células se diferenciam (especializam-se) ainda no útero e ficam dormentes durante o resto da vida.
O que os cientistas fazem é "despertar" essa capacidade de diferenciação.
É O BICHO
Esse tecido todo especial, porém, não é exclusividade de humanos, e outras espécies também o têm. Certos anfíbios até conseguem manter a capacidade de diferenciação na vida adulta.
É o caso, por exemplo, das salamandras, que conseguem regenerar seus olhos (além de muitas outras partes do corpo) após lesões.
Ao perceber essa capacidade nos animais, cientistas decidiram investigar o potencial nas nossas próprias células.
Os tecidos usados nas pesquisas foram coletados de pessoas de idade entre 22 e 99 anos, apenas algumas horas após suas mortes. Os autores do estudo dizem, no entanto, que a técnica é perfeitamente viável com quem está vivo.
As células também podem ser isoladas do fluido do entorno da retina. Ou seja, seria só retirar esse líquido com uma agulha. Por mais desconfortável que pareça, é um procedimento comum no mundo da oftalmologia.
Um método que é, apesar de tudo, bem menos invasivo do que outros para ter acesso a células-tronco neurais. Para chegar às do hipocampo, por exemplo, é preciso uma incisão no cérebro.
"Essa capacidade de se diferenciar em tantas coisas, de gordura a células do sistema nervoso, é de certa forma esquisita, mas interessante", diz Antonio Carlos Campos de Carvalho, da UFRJ.
Segundo o trabalho, essa versatilidade poderia explicar doenças em que há surgimento de tecido não ocular na região dos olhos.
Para chegar à fase de testes clínicos, porém, os cientistas reconhecem que ainda há um longo caminho.

Cérebro 'começa a declinar aos 45 anos', diz estudo

Um estudo realizado pela University College de Londres (UCL) indicou que as funções do cérebro podem começar a se deteriorar já aos 45 anos de idade.
Entre mulheres e homens com idades entre 45 e 49 anos, os cientistas perceberam um declínio no raciocínio mental de 3,6%.
As conclusões contradizem pesquisas anteriores sugerindo que o declínio cognitivo só começaria depois dos 60.
O estudo, publicado na revista científica "British Medical Journal", foi conduzido ao longo de dez anos, entre 1997 e 2007.
Os cientistas avaliaram a memória, o vocabulário e as habilidades cognitivas - de percepção ou de compreensão - de quase 5,2 mil homens e 2,2 mil mulheres entre 45 e 70 anos, todos, funcionários públicos britânicos.
Os resultados demonstraram uma piora em memória e cognição visual e auditiva, mas não em vocabulário - com um declínio mais acentuado nas pessoas mais velhas.
Entre os indivíduos entre 65 e 70 anos, eles perceberam um declínio mental foi de 9,6% entre homens e 7,4% entre mulheres da mesma idade.
Para os cientistas, isso quer dizer que a demência não é um problema exclusivo da velhice, e sim um processo que se desenrola ao longo de duas ou três décadas.
"É importante identificar os riscos cedo. Se a doença começou em um indivíduo nos seus 50 que só começa a ser tratado nos 60, como fazemos para separar causa e efeito?", questiona o professor Archana Singh-Manoux, do Centro de Pesquisas em Epidemiologia e Saúde da População, na França, que conduziu a pesquisa na instituição londrina.
"O que precisamos agora é analisar aqueles que experimentam um declínio cognitivo mais rápido que a média e saber como parar o declínio. Algum nível de prevenção definitivamente é possível", afirma.
Crise de meia-idade
Singh-Manoux argumenta que as taxas de demência devem aumentar na sociedade na medida em que as funções cognitivas estão conectadas a hábitos e estilo de vida, através de fatores como o fumo e o nível de exercício físico.
Para a Sociedade contra o Alzheimer, uma organização de pesquisa e lobby no combate à demência, o estudo mostra a necessidade de mais conhecimento das mudanças no cérebro que sinalizam o problema.
"O estudo não diz se qualquer dessas pessoas chegou a desenvolver demência, nem quão viável seria para o seu médico detectar essas primeiras mudanças", afirmou a gerente de Pesquisas da Alzheimer Society, Anne Corbett.
"São necessários mais estudos para estabelecer as mudanças mensuráveis no cérebro que possam nos ajudar a melhorar o diagnóstico da demência."
O diretor de Pesquisas na organização, Simon Ridley, reforçou a necessidade de conscientizar a população sobre os benefícios de ter hábitos saudáveis.
"Embora não tenhamos uma maneira infalível de prevenir a demência, sabemos que mudanças simples de hábitos - adotar uma dieta saudável, não fumar, manter o colesterol e a pressão do sangue sob controle - reduzem o risco de demência", afirmou.
"Pesquisas anteriores indicaram que a saúde na meia-idade afeta o risco de demência durante o envelhecimento, e estas conclusões nos dão mais razões para cumprir as resoluções de Ano Novo."

Maconha não danifica o cérebro, segundo estudo

Os resultados do estudo mostraram que o uso de drogas no passado ou até mesmo no presente não está necessariamente associado com o funcionamento cognitivo do cérebro
Os resultados do estudo mostraram que o uso de drogas no passado ou até mesmo no presente não está necessariamente associado com o funcionamento cognitivo do cérebro

Pessoas com 50 anos ou mais que fumam ou já fumaram maconha não podem mais culpar a droga pelos esquecimentos. Um novo estudo publicado na revista American Journal of Epidemiology mostra que a erva não danifica o cérebro. Pelo menos não de forma permanente.
Os cientistas analisaram quase 9.000 britânicos e os que haviam usado drogas recentemente ou no passado obtiveram melhores resultados em testes cognitivos do que os que nunca haviam fumado. A diferença, pequena, pode ser explicada pelo nível de educação ligeiramente maior dos usuários.
A pesquisa foi realizada em duas etapas. Na primeira, os voluntários, com 42 anos, precisavam relatar se usavam ou se já tinham usado qualquer tipo de droga. Do total, um quarto dos participantes já tinha usado substâncias ilícitas - não só maconha, mas também cocaína, ectasy, LSD e cogumelos alucinógenos.
A segunda etapa foi realizada quando os voluntários completaram 50 anos e foi composta por testes de memória, atenção e outras habilidades cognitivas.
"Os resultados do estudo mostraram que o uso de drogas no passado ou até mesmo no presente não está necessariamente associado com o funcionamento cognitivo do cérebro", disse o pesquisador Alex Dregan, do Kings College de Londres, à Reuters.
No entanto, Dregan pondera que esses resultados não excluem os efeitos nocivos que a droga pode ter nos indivíduos que as usam de forma mais intensa.
Ainda que muitos estudos apontem que maconha e cocaína tenham efeitos nocivos permanentes à memória e atenção, Dregan acredita que eles sejam apenas temporários.

Uso excessivo de ar condicionado pode provocar infecções; saiba como evitar

O ar frio resseca a mucosa, que protege o organismo das bactérias, diminuindo a resistência
O ar frio resseca a mucosa, que protege o organismo das bactérias, diminuindo a resistência


No verão, o ar condicionado acompanha os brasileiros em casa, no carro e no trabalho. Mas apesar de ser um alívio contra o calor, o eletrodoméstico é um meio de disseminação de doenças e pode prejudicar a saúde.
Segundo a alergista Maria Jussara Fernandes Fontes, professora da faculdade de medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), o ar condicionado é um dos maiores causadores de doenças respiratórias.
O ar frio resseca a mucosa do nariz, responsável por defender o organismo da entrada de bactérias para o pulmão.
“A mucosa nasal é revestida por cílios que têm papel de varredura, levando as bactérias e os vírus para fora do organismo. Uma vez agredida pelo ar frio, ela resseca e perde essa defesa, diminuindo a resistência e aumentando as chances de infecção, expondo o organismo”, explica a alergista.
Já para o pneumologista Ricardo Millinavicius, diretor da SBPT (Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia), ficar mais de três ou quatro horas em um ambiente com ar condicionado aumenta as chances de contrair gripe, resfriado e infecções. "As pessoas que sofrem de asma, sinusite ou DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) são ainda mais sensíveis e têm mais chance de ter exacerbações.”
A pneumonia é o problema mais grave que pode ser provocado por uma infecção nos pulmões, de acordo com o especialista.
Troca do filtro e limpeza
Para evitar a proliferação de vírus e bactérias, é fundamental fazer a manutenção do aparelho.
“O grande problema é que o filtro do ar não consegue reter todas as impurezas, e o que não é filtrado fica retido nos tubos. Para tentar prevenir infecções, deve ser feita uma limpeza adequada, não só trocar o filtro”, diz o pneumologista.
A troca do filtro deve ser feita pelo menos uma vez por ano e os tubos precisam ser limpos a cada seis meses.
No caso do carro, Millinavicius ainda informa que o filtro deve ser trocado a cada 10 mil quilômetros.
Mudanças bruscas de temperatura
Outro problema causado pelo eletrodoméstico nesta época do ano é a mudança brusca de temperatura de um ambiente muito frio para outro muito quente, o que também resseca a mucosa.
Para evitar danos à saúde, o pneumologista da SBPT afirma que a temperatura do ar condicionado não pode ficar tão fria. “O ideal é que fique entre 20ºC e 22ºC”, indica.
Ele sugere que, antes de sair de um ambiente frio para outro quente, a pessoa coloque um agasalho para evitar a mudança brusca. Então, é preciso esperar até que a temperatura do corpo se equilibre.
Evitar lugares refrigerados com um grande número de pessoas também diminui as chances de ter uma infecção.
“O ar condicionado não é um vilão. Hospitais têm ar condicionado. É só uma questão de usar com bom senso”, afirma Fábio Muchão, pneumologista do AME (Ambulatório Médico de Especialidades). Ele diz que 23º C é uma temperatura agradável e não terá um contraste muito grande em relação ao ambiente externo.
Hidratação
Para combater a umidade baixa provocada pelo ar condicionado, os especialistas recomendam a ingestão de bastante água e o uso de soro fisiológico no nariz para umidificar a mucosa ressecada.
Outra sugestão para quem dorme com o aparelho ligado é usar umidificadores ou manter tigelas com água no ambiente.
Por fim, Millinavicius recomenda a imunização a idosos e alérgicos. A vacina da gripe aumenta a imunidade e evita infecções.

Bondade demais pode esconder problemas de autoestima

Thinkstock Você não precisa ser um anjo para ser uma boa pessoa. Dizer não também é necessário

Estar sempre disponível, ser muito solícito e conhecido como bonzinho pode ser ótimo para os beneficiados de tanta generosidade, mas e para si mesmo? Esse comportamento pode esconder o medo intenso de desagradar o outro. “É do desejo de contentar todo mundo que nascem as decepções com a família, com os amigos, companheiros ou colegas de trabalho”, avisa a consultora em desenvolvimento humano e terapeuta holística Eliana Barbosa, de São Paulo.

Sempre pronta para ajudar, a professora Ana Paula Guaraci, de 31 anos, é tida como o anjo da guarda do bairro paulistano onde mora. Auxilia crianças com deveres de casa, dá carona para quem precisa, acompanha vizinhos idosos a consultas médicas... Isso faz dela muito conhecida e querida. No entanto, ultimamente, ela não está muito feliz com isso.

“Eu gosto de ajudar, mas detesto me sentir usada. E isso já me aconteceu duas vezes, ao emprestar dinheiro e não recebê-lo de volta no prazo combinado”, lamenta. “Acho que muita gente não está acostumada com a bondade e acaba abusando. Tenho dificuldade em recusar um pedido, mas, sinceramente, cansei de abrir mão de algumas coisas em nome do próximo.”
Assim como Ana Paula, é comum encontrar pessoas que se sintam sufocadas diante das demandas alheias. A sensação é ainda pior quando não há uma troca (que seja um elogio, um gesto de carinho ou uma retribuição, quando necessária) e percebem que a própria vida está sendo negligenciada pela preocupação excessiva com os problemas alheios.
A psicóloga cognitivo-comportamental Mara Lúcia Madureira, de Rio Preto (SP), destaca que as pessoas solícitas ao extremo talvez ajam assim por temerem críticas e reprovações. “O papel de bonzinho é uma estratégia inconsciente para aliviar sentimentos negativos, resultantes da crença pessoal de que são pessoas más, indignas ou incapazes”, completa.

Sexo virtual faz bem e colabora para o autoconhecimento

Transar virtualmente tem seus benefícios, até para aperfeiçoar o sexo real

Se cada um soubesse o que cada um faz dentro de quatro paredes, ninguém se cumprimentava. O que diria o dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980), autor da célebre frase, sobre tudo aquilo que homens e mulheres têm feito diante do computador? De conversinhas cheias de malícia entre amigos no MSN a sessões de masturbação via câmera, a tecnologia se transformou em uma ferramenta e tanto para ter, dar e receber prazer.
O sexo virtual dispensa apresentações, literalmente. “As pessoas podem se manter no anonimato e inventar o que quiserem para tentar impressionar o outro. Esse lado é muito excitante e interessante”, comenta a sexóloga Carla Cecarello, de São Paulo, que também vê como vantagem da prática o fato de a imaginação ficar mais solta. “Não mostrar a cara significa maior liberdade. Mesmo através da webcam, o fato de não estar ao vivo e em cores já favorece o desprendimento", diz ela. "As palavras podem fluir sem nenhuma censura, inclusive palavrões. Elas excitam bastante, pois remetem a situações de libertinagem”, completa.
Para Daniela Mantegari, co-autora do livro “Amar.com” (Ed. Gente), por trás das palavras as pessoas constroem castelos imaginários e se soltam mais. “A conversa convencional pode passar para um nível erótico, o que é bastante excitante. Isso não acontece geralmente quando se está cara a cara com alguém”, afirma. E isso pode ocorrer até entre casais juntos há muito tempo!
Já o jornalista Fabiano Rampazzo, que dá dicas para o público masculino transformar a paquera virtual em real em “Xaveco Pontocom” (Matrix Editora), acredita que outro fator positivo é o fato de o computador servir de estímulo para a confissão (e até a concretização, dependendo do caso) de determinados fetiches.

“Existem fantasias que determinadas pessoas não têm coragem de colocar em prática ou sequer revelar para o namorado ou namorada. A web traz alguns fetiches à tona e permite realizá-los com um certo prazer, de algum modo”, pontua. Fabiano diz ainda que a internet dispensa algumas exigências, como estar “arrumadinho, bonito e cheiroso” –características essenciais para um encontro real ou à caça de parceiros na balada. O que vale, na web, é a imaginação.

“Se a pessoa tem baixa autoestima, o sexo virtual vai ajudar nesse momento. Como não existe a presença física do parceiro, isso faz que seus pontos fracos não apareçam. A pessoa, então, se sente mais desejada”, comenta Daniela Mantegari. Já a administradora de empresas e publicitária Erica Queiroz, autora de “O Amor Está na Rede” (M. Books), acredita que o sexo virtual tem um grande número de adeptos porque "funciona como uma espécie de esquenta”.


“É um aperitivo para o que vai rolar concretamente”, afirma. Ela avisa que é importante que as pessoas saibam, de fato, o que querem e o que buscam antes de partir para essas experiências. “Se uma garota quer arrumar um namoro sério, não pode criar expectativas em relação a alguém que conhece em um chat com conteúdo sexual. Se a história começa com sexo, dificilmente vai sair disso”, ressalta.
 
A troca de mensagens ou imagens libidinosas também serve para apimentar o relacionamento de casais estáveis, segundo os especialistas, e para preparar a imaginação para o que pode vir a acontecer no plano real. Para a psicóloga Andrea Jotta, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (NPPI/PUC-SP), o maior benefício que o sexo virtual pode proporcionar é o autoconhecimento. E ela tem uma teoria interessante...

“Costumo dizer que esse tipo de sexo, na verdade, é uma masturbação animada. Trata-se de fazer sexo consigo mesmo. Porque tudo depende da sua fantasia e do jogo de sedução que você pode criar. É uma espécie de treino, em que as pessoas vão testando seus limites e depois os transpassam para a vida real”, argumenta.


Real e virtual
Segundo Andrea, entretanto, para desfrutar plenamente do erotismo proporcionado pela internet é preciso ter um grau de maturidade avançado o suficiente para distinguir o que é virtual é o que é real. “Nem sempre a realidade vai ser tão boa quanto a fantasia criada no MSN, por exemplo”, salienta a psicóloga. “Isso porque, como expliquei, no sexo virtual você faz sexo com você mesmo. Na vida, é melhor ter consciência de que não vai ser igual. Afinal, o outro não estará dentro da sua mente.”
A prática do sexo virtual pode, sim, ser deliciosa, mas é preciso tomar alguns cuidados. “Vários estudos já mostraram que pessoas que fazem sexo virtual acabam por se isolar, ficam viciadas na masturbação e passam a não interagir com o outro, dificultando a abordagem ao vivo. Brincar de vez em quando é bem diferente de fazer sexo virtual”, adverte a sexóloga Carla Cecarello.

Segundo ela, é preciso ficar atento quando o comportamento passa a ser exacerbado. "Qualquer atividade diante do computador que comece a se tornar viciante ou mais importante do que as atividades da vida presencial denota um uso nocivo e, em muitos casos, exige tratamento psicológico”. Não custa lembrar um problema sério: o envolvimento de menores em práticas sexuais é crime.

Sonhos eróticos relaxam como o sexo; veja o que eles revelam sobre você

Um sonho erótico pode ajudar você a se recuperar das tensões cotidianas; torça para ter um esta noite
Um sonho erótico pode ajudar você a se recuperar das tensões cotidianas; torça para ter um esta noite

Atire o primeiro lençol de seda quem não acha uma delícia curtir momentos de luxúria durante o sono. Mesmo os pesadelos mais aterradores –como ser forçado a fazer sexo– podem ser capazes de tornar mais gostoso o despertar. Os sonhos eróticos podem até ajudar a aliviar as tensões, já que o conteúdo muitas vezes é refletido em excitação real.

“Os homens têm ereções e, nas mulheres, ocorre a lubrificação vaginal. A tensão física da excitação se inicia com o sonho, mesmo que antes de dormir a pessoa estivesse relaxada”, explica o psicólogo e terapeuta sexual Oswaldo Rodrigues Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex).
“A tensão física sexual é seguida de um relaxamento, seja com um orgasmo [ejaculação, no caso dos homens] ou apenas pelo fim da excitação, trazendo alívio às preocupações cotidianas”, explica o especialista. “Seria o equivalente a ter uma relação sexual, mesmo que não nos lembremos do fato ou do orgasmo vivido”, resume.
Para a terapeuta sexual Maria Luiza Cruvinel, também de São Paulo, infelizmente, há pessoas que se sentem culpadas por terem sonhos eróticos, pois o tema ainda é cercado de tabus. “Assim, o impacto de um sonho desses pode durar um tempo”, diz ela. “O sonho deveria trazer bem-estar. Confundi-lo com a realidade, permitindo emoções negativas, é considerar real algo que não é”, diz Oswaldo.
Thinkstock
Os sonhos podem não significar exatamente o que parecem. É preciso interpretá-los

Para o ginecologista e sexólogo Amaury Mendes Jr., do Rio de Janeiro, os sonhos podem representar o que a pessoa gostaria de fazer na vida real e não tem coragem. “Isso é muito comum em quem deseja trair ou fantasia com outras pessoas, por exemplo, mas sente medo. O sonho com desconhecidos ou com sexo à força seria uma maneira de realizar essa vontade de alguma forma. E sem culpa”, comenta.

“Um sonho erótico pode ser apenas uma forma de dar significado a questões mal resolvidas, apesar do conteúdo sexual”, destaca Maria Luiza Cruvinel. “Não há uma interpretação determinada para cada tipo de sonho, tudo depende de como a pessoa interage emocionalmente com o conteúdo expresso no sonho”, completa a terapeuta que, a seguir, faz alguns comentários (generalizados, vale ressaltar) sobre os tipos mais comuns de sonhos eróticos.
Veja a lista:

TRANSAR COM CHEFE

Não traduz, necessariamente, atração pela pessoa. É preciso entender qual é o significado simbólico que a ela ocupa na sua vida. Se o sexo, por exemplo, é fonte de insegurança para o sonhador, o sonho pode refletir uma insegurança no emprego ou medo de falhar profissionalmente.

SONHAR COM UM ANTIGO AMOR

Pode indicar vontade de reatar, claro. No entanto, também expressa saudade de coisas vividas, situações mal resolvidas no término, medo de não encontrar um amor ou da solidão. Se já tem outro alguém, o sonho pode refletir insegurança ou dificuldades na relação atual –o inconsciente, então, faria uma espécie de comparação entre ex e atual.
Thinkstock Culpa por causa de sonhos? Jamais!

CASO COM COLEGA DE TRABALHO

No sonho, a parceria tem caráter sexual. Entretanto, isso não significa tesão recolhido, mas, sim, que os dois têm química e uma boa relação. Significa também que você talvez esteja aprendendo com a pessoa, já que sexo está relacionado a troca, conhecimento e experiência.

FAZER SEXO À FORÇA

Pode revelar o desejo de viver essa fantasia e, ao mesmo tempo, é um modo de realizá-la, mas não concretamente. Sexo forçado também pode traduzir um anseio de ter uma vida sexual ativa sem se prender a normas ou convenções sociais.

FICAR SEM ROUPA EM PÚBLICO

Embora a nudez, em geral, seja associada ao sexo, não há uma conotação erótica neste sonho. Ele mostra uma situação na qual a pessoa esteja se sentindo humilhada, sem poder ou exposta. Na vida prática, costuma ser sinal de medo de falar em público ou expor suas ideias.

TRANSAR COM PESSOAS FAMOSAS

Transar com uma celebridade é muito comum entre as mulheres. É o tipo de sonho reforçador da autoestima. No mundo real, a pessoa se encontra em uma situação de intimidade com alguém muito desejado ou disputado. E, obviamente, quer levar a melhor.

PARTICIPAR DE UMA ORGIA

Esse é um sonho mais comum ao sexo masculino, embora muitas mulheres também o tenham. Muita gente tem essa fantasia, mas falta coragem para realizá-la. Porém, esse sonho também dá a entender que a pessoa se sente presa em outros aspectos de sua vida, não só no sentido sexual.

FAZER SEXO EM PÚBLICO

Significa que a pessoa deseja ser admirada, desejada, reconhecida por suas capacidades sexuais ou outros talentos que possua.

Solteiros convictos têm mais autonomia, mas podem esconder medo de sofrer

Será que é impossível ser feliz sozinho, como cantou Tom Jobim na clássica Wave? O aumento da expectativa de vida –para os brasileiros, de 73 anos, 2 meses e 1 dia, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)–, as exigências do mercado de trabalho e a facilidade de manter relações fugazes e casuais (livres de culpa e cobranças) são alguns dos fatores que têm contribuído para que as pessoas se casem cada vez mais tarde ou, simplesmente, nunca se casem.
A evolução dos costumes, felizmente, tem colocado em desuso estereótipos pejorativos como o do “bon vivant”. “Ultimamente, muitas pessoas têm optado pela "solteirice" como um estilo de vida. Para elas, a liberdade, o trabalho, os estudos ou outros interesses são mais importantes do que um casamento”, explica a psicóloga Carmen Cerqueira César, de São Paulo (SP).
Hoje, é raro um homem que vive sozinho se tornar vítima de ironias. Ainda assim, há certa exigência de compromisso implícita no ar. “Para se ter uma ideia, a porcentagem de homens solteiros convictos na faixa dos 40 é menor do que em relação às mulheres. Existe uma cobrança em relação ao homem constituir família, ser provedor, mesmo com as mudanças de valores. Então, muitos procuram, sim, se casar para não se sentirem fracassados”, diz a psicoterapeuta Sandra Samaritano, de São Paulo (SP).
No mercado de trabalho, o estado civil de alguns candidatos a vagas importantes é levado em consideração. Algumas empresas mais conservadoras prestam muita atenção a esse detalhe. Mas, por sorte, nenhuma delas move o interesse do designer curitibano Rubens Siqueira, de 43 anos. “Já fui noivo, mas agora fujo de compromisso. Talvez um dia até reveja meus conceitos, mas enquanto a mulher certa não aparece, vou me divertindo com as erradas”, brinca.
Ter liberdade para fazer o que quiser sem ter de dar satisfação, a extrema segurança, maior dedicação à vida profissional, mais tempo de lazer e amplo poder de consumo são alguns pontos positivos da "solteirice". O último item é o favorito dos homens, segundo o empresário Rodrigo Talles, de 37 anos, de São Paulo (SP). “Gosto de comprar DVDs e bons vinhos e de colecionar bonequinhos de HQ. Se tivesse mulher e filhos, teria de usar o dinheiro gasto com isso com outras prioridades. Sem contar que a mulher, certamente, iria jogar os bonecos fora rapidinho”, diz.
Autodefesa
As especialistas afirmam que é comum alguns homens usarem o status de solteiro convicto como forma de autodefesa. A baixa autoestima e o medo de se machucar são os fatores principais que levam os homens a se apoiar na imagem do solteirão bem-resolvido.
“O medo de ser feliz os impede de se relacionar e viver o novo, correndo riscos que a vida normalmente oferece”, diz a psicóloga Carmen Cerqueira César. O problema é que muitos homens evitam as mulheres que querem ter um relacionamento. Dessa forma, não entram em contato com suas dificuldades afetivas e emocionais.
“A pessoa pode ficar mais egoísta, mais inflexível, mais fechada... E pode passar pela vida sem experimentar a felicidade de viver a dois, no casamento, vivendo junto, compartilhando, fazendo planos em comum, tendo e criando filhos. São experiências maravilhosas e altamente enriquecedoras quando existe amor, amizade, pontos de identificação e objetivos comuns”, afirma Carmen.
“A maioria das pessoas tem essa necessidade de compartilhar a vida, seja por uma questão cultural ou individual. O ser humano não é sozinho. É um ser de relação”, conclui.

Detetive cita sete pistas para identificar homens e mulheres que traem

"Quando um ou outro muda seu jeito de ser, é bom ficar alerta", afirma detetive Angela Bekeredjian
"Quando um ou outro muda seu jeito de ser, é bom ficar alerta", afirma detetive Angela Bekeredjian

Esqueça aqueles velhos clichês de novelas e filmes dos anos 80 em que a esposa desconfiada investiga os pertences do marido até achar uma malfadada mancha de batom no colarinho da camisa ou um comprovante de cartão de crédito com nome de motel. Hoje em dia, os batons têm melhor qualidade, os motéis se escondem sob a sutileza de uma razão social pouco sexy e os infiéis estão um pouco mais atentos para não deixar pistas tão evidentes da traição.

Mas mesmo assim, segundo a detetive particular Angela Bekeredjian, de São Paulo (SP), ainda é possível perceber sinais que indicam a infidelidade do outro. “Namorados, noivos ou cônjuges têm seus próprios costumes e particularidades que somente os dois podem entender. Quando um ou outro muda seu jeito de ser, é bom ficar alerta. A mudança pode ser sutil e, em muitos casos, não é para pior, mas para melhor”, conta.

Há quase 50 anos investigando homens e mulheres que traem, “Angela Detetive”, como é conhecida, cita uma mudança de comportamento que pode ser suspeita. “Um bom exemplo é o marido que passa a encher a esposa de presentinhos sem motivo especial”, afirma.

Foi o que aconteceu com a artista plástica curitibana Marina Vicente, de 35 anos. “Meu ex-marido, de repente, começou a me trazer bombons, flores, revistas importadas super caras e outros presentes sem motivo algum. Comecei a desconfiar, pois ele sempre foi pão-duro. Resolvi segui-lo e confirmei a suspeita: tinha outra na jogada”, revela.

A neuropsicóloga Gislaine Gil, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo (SP), diz que hoje em dia as mulheres traem tanto quanto os homens. “Isso acontece principalmente com as mais novas, pois a conquista do mercado de trabalho ampliou as oportunidades de trair. Para elas, há uma ‘vitrine’ tentadora de homens”, conta.

Segundo a detetive paulista, as mulheres também são mais cuidadosas para não levantar suspeitas. “Enquanto levo duas semanas para provar que um homem está tendo um caso, posso demorar meses para comprovar a traição de uma mulher. Elas não são óbvias”, diz.

Para a psicóloga e terapeuta Erica Brandt, de São Paulo (SP), quem comete uma infidelidade passa a demonstrar “valorização da aparência em todos os sentidos e um estado diferente de alegria”.

Angela Bekeredjian citou sete pistas para identificar homens e mulheres que traem. Apesar de indicarem a possibilidade de o outro estar vivendo um caso extraconjungal, a detetive particular recomenda cautela na hora de tirar conclusões, pois algumas mudanças de comportamento podem, na verdade, significar uma fase de cansaço ou crise em algum aspecto da vida.

SETE PISTAS PARA IDENTIFICAR HOMENS E MULHERES QUE TRAEM


1. Os homens costumam ficar mais avoados e distraídos, com o pensamento distante 1. Com a autoestima elevada, as mulheres ficam mais fogosas e dispostas a experimentar novidades na cama
2. Ele passa a ouvir músicas românticas, diferentes do estilo habitual, inclusive aquelas que sempre detestou 2. As mulheres que cozinham bem passam a cozinhar melhor. As que não sabem fritar nem um ovo, de repente, passam a promover jantares
3. Compra cuecas e meias novas – até então, a mulher se encarregava disso 3. Começam a dizer que fizeram novas amigas, e para poder se encontrar com o amante, dizem que vão sair com “elas”
4. De uma hora para outra, fica organizado: para de deixar as roupas espalhadas e de esquecer o celular 4. A mulher fica mais atenta a tudo, principalmente aos cuidados com a casa
5. Ficam indispostos para sair, alegando falta de dinheiro, dor de cabeça ou preocupação excessiva. Estão sempre tensos 5. Embora seja mais discreta, a mulher se sente valorizada por ter um amante, e isso a torna mais confiante
6. Embora tente disfarçar, o apetite sexual masculino diminui. Pelo menos, com a “oficial” 6. Para compensar as "puladas de cerca" e evitar que o parceiro descubra, ela fica mais carinhosa
7. Dão presentes e flores sem nenhum motivo especial e ligam ou mandam e-mails para saber se “está tudo bem” 7. Usa o celular sem falar o nome do interlocutor e mais ouve do que fala

 

O HOMEM QUE TRAI FICA EXTREMAMENTE NERVOSO QUANDO:

1. A mulher, em um misto de sutileza e cinismo, faz perguntas como: “Eu seria capaz de matar se soubesse que estou sendo traída. E você, perdoaria uma traição?” ou “Acho que Fulano está traindo Beltrana. Ele é muito mau caráter, não acha?”
2. A mulher ou namorada avisa que vai buscá-lo no trabalho bem no dia daquela “reunião” que vai acabar muito tarde
3. A “outra” liga. Em geral, os homens tentam assumir um tom de voz mais formal para disfarçar e até se referem à amante como “Sr. Fulano”, mas a modulação da voz entrega que estão conversando com uma mulher

A MULHER QUE TRAI FICA EXTREMAMENTE NERVOSA QUANDO:

1. Alguém comenta que a viu na rua. “Sério? Onde? Quando? Tem certeza absoluta que era eu?”
2. O parceiro pergunta em que ela está pensando
3. As amigas mais íntimas comentam com o parceiro que ela está distante e ausente
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