sexta-feira, 18 de março de 2011

Insônia pode desencadear problemas cardíacos graves

Dormir mal ou por pouco tempo pode aumentar risco de hipertensão 

Uma noite mal dormida é, invariavelmente, uma porta de entrada para uma série de inconvenientes. Cientificamente já foi comprovado que além do impacto físico, emocional e até estético, o sono interfere também na saúde. E, tratando-se do organismo, o alerta pisca com mais intensidade: a insônia crônica pode desencadear problemas cardíacos graves. De acordo com um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, pessoas que sofrem de insônia elevam a pressão arterial à noite. Hipertensão, vale lembrar, é um dos fatores de risco mais perigosos para o coração.

O sono e o coração
A pesquisa revelou que os efeitos da insônia crônica a longo prazo são nocivos até mesmo para pessoas sem predisposição a problemas cardíacos. Segundo os especialistas que conduziram o estudo, o ritmo da pressão arterial aumenta quando o sono não vem, ou seja, ela não cumpre um ciclo natural. Uma boa noite de sono de 8 horas diminui normalmente a pressão enquanto a pessoa dorme.


Insônia pode desencadear problemas cardíacos graves - Foto: Getty Images
No caso de pacientes que sofrem com a insônia não há a diminuição da pressão arterial e isso faz com que o músculo cardíaco trabalhe enquanto deveria descansar. "O mais preocupante é o risco de se manter uma pressão alta por muito tempo. Se isso ocorre, há chances grandes de danos nas artérias e vasos, o que pode resultar em infarto, acidente vascular cerebral (AVC ) e insuficiência cardíaca ou renal", explica o cardiologista José Aziz, de São Paulo.

Em outro estudo, feito pela Universidade Western Reserve, nos Estados Unidos, foi constatado também que a apneia do sono aumenta em até três vezes os riscos de AVC entre homens. A causa mais provável para que eles estejam mais vulneráveis do que as mulheres está ligada a maior duração da apneia do sono entre eles. Além disso, os homens podem desenvolver a síndrome mais cedo e, por isso, ficam mais tempo sem tratamento, uma vez que as complicações só começam a aparecer em idade avançada. "O maior perigo da interferência da falta de sono ao coração é a forma silênciosa que tudo acontece. Os pacientes não apresentam sintomas e, na maioria dos casos, nem sabem que o fato de não dormir bem pode ser nocivo ao coração", explica Aziz.  
Como prevenir
Atitudes simples podem ser incorporadas na rotina para driblar a insônia. De acordo com o neurologista Shigueo Yonekura, ler um livro que não seja complexo antes de dormir pode ajudar a pegar no sono, assim como músicas calmas, massagens relaxantes ou chás que não sejam a base de cafeína.

Fazer refeições leves antes de ir para cama, praticar exercícios com regularidade, não fumar e manter um ambiente agradável e convidativo para o descanso são medidas recomendáveis. Em casos de insônia mais duradouros, procurar um médico (neurologista ou até mesmo um otorrino) é aconselhado. 

Conheça os sintomas e saiba como tratar o mioma uterino

Em 70% dos casos tumor é assintomático, o que pode levar a um diagnóstico tardio 

Durante a fase fértil, que se inicia a partir da primeira menstruação, a mulher não pode deixar de acompanhar de perto tudo o que acontece em relação à sua saúde íntima. Além das consultas de rotina com o ginecologista, é muito importante que ela se conheça bem para saber identificar possíveis problemas.

Sintomas como sangramentos menstruais mais intensos, cólicas, aumento da frequência urinária, dor durante a relação sexual e aumento do volume abdominal podem ser fortes indícios de um problema que atinge mulheres geralmente a partir dos 35 anos. Trata-se do mioma uterino, um tumor sólido de tecido muscular e caráter benigno que aparece no útero. 
Conheça os sintomas e saiba como tratar o mioma uterino - Foto: Getty Images
O coordenador do Centro de Miomas da Rede D'Or, no Rio de Janeiro, Michel Zelaquette, explica que, apesar de ser benigno, o mioma pode causar infertilidade, especialmente quando localizado na cavidade endometrial ou em situações na qual provoca compressão das trompas. Portanto, quanto antes diagnosticado, melhor.

Mas, somente cerca de 30% das mulheres que tem mioma, apresentam sintomas. A grande maioria não sente absolutamente nada, o que pode levar a um diagnóstico tardio. Por isso é tão importante que a mulher consulte seu ginecologista, no mínimo, uma vez por ano.

Zelaquette esclarece que o diagnóstico é sugerido pelo exame clínico do toque vaginal e confirmado pela ultrassonografia transvaginal ou pélvica. Segundo ele, as causas desse tumor ainda não foram completamente identificadas pela ciência.  
Conheça os sintomas e saiba como tratar o mioma uterino - Foto: Getty Images
"Apesar disso, o que já está comprovado é que existem fatores predisponentes para o seu desenvolvimento, como casos anteriores do problema na família. O mioma é mais frequente entre as mulheres da raça negra e naquelas que nunca tiveram filhos", afirma o especialista. Quem já engravidou ou faz uso de anticoncepcional

Como tratar
A partir do diagnóstico, o tratamento para o mioma é definido de acordo com cada caso. Nos tumores iniciais, os procedimentos cirúrgicos nem sempre são as únicas alternativas. De acordo com Zelaquette, nesses pacientes que diagnosticaram precocemente, o tratamento medicamentoso pode ser muito eficiente para estabilizar o crescimento do tumor. Mas, para as mulheres com mioma em estágio mais avançado, muitas vezes o melhor tratamento é cirúrgico.  
por longa data também tem menos chances de desenvolver o tumor.
No entanto, há como alternativa à cirurgia um procedimento que se utiliza de ultrassom de altíssima frequência guiado por ressonância magnética. Essas ondas de ultrassom são capazes de provocar a morte do tumor por aquecimento. "O tratamento é contraindicado para miomas muito grandes, com mais de 12 cm, em pacientes com cicatrizes abdominais e nos casos de múltiplos tumores", explica.

Por fim, há também o tratamento por embolização. "Trata-se de um cateterismo da artéria do útero onde são inseridas microesferas que interrompem a vascularização do tumor, provocando sua morte", finaliza.  

quarta-feira, 16 de março de 2011

Barulho constante pode causar fobia

Estudos recentes têm demonstrado que o zumbido pode causar alterações cerebrais e levar a quadros de depressão, fobia e ansiedade. Por isso, dizem especialistas, é fundamental tratar o problema no início.

A médica Tanit Ganz Sanches explica que o zumbido é causado pelo funcionamento acelerado das células auditivas. "Quando algumas células morrem, as vizinhas começam a mandar impulsos elétricos para o cérebro num ritmo mais rápido para tentar compensar. O cérebro interpreta isso como um barulho", explica.


O problema é que os impulsos exagerados afetam também o sistema límbico, que é vizinho ao auditivo e controla as emoções. Estima-se que 60% das pessoas que sofrem de zumbido desenvolvem problemas emocionais.


Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso está em análise um projeto de lei que obriga a inclusão de alerta sobre os riscos de perda auditiva nas embalagens de aparelhos como o iPod.


"O grande problema dos tocadores de MP3 é que eles são muito bons", diz Robert Sweetow, da Universidade da Califórnia em São Francisco, Estados Unidos. "Quando se aumentava muito o volume dos aparelhos antigos, o som ficava distorcido. Hoje é possível ouvir música alta com qualidade." Além disso, a possibilidade de personalizar a seleção e armazenar grande quantidade de arquivos faz com que as pessoas usem os aparelhos mais tempo.

Mulheres solteiras sofrem com maior estigma social

De acordo com uma pesquisa americana, 40% dos jovens adultos estão solteiros nos EUA. Um estudo da Universidade do Missouri examinou as mensagens familiares e sociais endereçadas a mulheres que não se casaram até a metade de seus 30 anos. E apesar do número de mulheres solteiras ter aumentado, o estigma social não diminuiu.
“Nós observamos que mulheres solteiras – que nunca se casaram, mais especificamente – estão cada vez mais sentindo a pressão para se ajustarem ao modelo convencional”, diz Larry Ganong, um dos autores do estudo. “Essa pressão se manifesta de formas diretas e indiretas nas mulheres. De forma direta, pois elas se sentem expostas à pressão social, e de forma indireta quando outras pessoas dizem serem críticas a essa opção pela ‘solteirice’.”
Ganong e Elizabeth Sharp, outra pesquisadora envolvida no estudo, conduziram entrevistas com mulheres solteiras da classe média e que consideravam que eram alvo de atenção alheia quando assumiam suas idades e status marital. Essas mulheres indicaram que situações rotineiras, como quando as noivas jogavam os buquês durante uma festa de casamento, ficavam especialmente incômodas pois as pessoas se comportavam de maneira intrusiva.
Outra situação desagradável, disseram as entrevistadas, era quando outras pessoas assumiam a postura de que elas deveriam ter filhos ou já haviam se casado e separado. De qualquer forma, isso as fazia se sentir menos importantes que outras mulheres, diz o estudo, publicado no periódico Journal of Family Issues.
Essas mulheres solteiras também sofriam de grande estresse relacionado aos conselhos alheios sobre sua idade – especialmente quando o assunto era gravidez de risco após os 30 anos –, e o quão difícil era ter parceiros disponíveis para relacionamentos afetivos. Da parte da família, as brincadeiras e comentários rudes sobre sua condição também traziam grande ansiedade e sentimento de insegurança.
Idade
A pressão sofrida pelas mulheres está diretamente relacionada à idade, diz Ganong. Entre os 25 e 35 anos, aproximadamente, há uma grande preocupação por parte da família e da sociedade sobre como será a trajetória familiar dessas mulheres. É nessa idade que elas sofrem mais com o estigma sobre sua condição de solteira.
A mídia também reforça essa ideia, diz Ganong. “Séries, como Sex and the City, por exemplo, mostram personagens femininas focadas basicamente em encontrar um parceiro e em vários desses shows televisivos as solteiras acabam se casando.”
Entretanto, é interessante observar que mulheres com mais de 35 anos não parecem ter mais insatisfações com a vida do que mulheres mais jovens, o que pode levar à ideia de que, para as mulheres, cumprir determinados estágios considerados naturais pela sociedade não faz muita diferença no final.

Mulheres optam pelo isolamento social quando se sentem ameaçadas

Homens são mais competitivos, certo? É o que diz o senso comum. Mas as coisas não são bem assim. Um novo estudo, que será publicado no periódico Pscychological Science, mostra que mulheres são tão competitivas quanto os homens, porém para conseguirem conquistar seus objetivos, agem de forma indireta por meio do isolamento social.
 Para descobrir como homens e mulheres reagem quando confrontados com uma ameaça social, Joyce Benenson – pesquisadora da Universidade de Harvard, nos EUA – e sua equipe, pediram a voluntários para jogar um jogo contra dois parceiros no qual eles acumulariam pontos por dinheiro. Os participantes teriam de optar se queriam jogar sozinhos, formando alianças com um dos oponentes, ou cooperando com os dois oponentes (esta estratégia evitaria a concorrência, porém os lucros seriam divididos por três).
Durante o jogo, alguns dos voluntários foram confrontados com a possibilidade de isolamento social, já que ao optar por jogar sozinho, o participante poderia ser isolado pelos outros dois. A descrição da opção pela aliança incluía a afirmação: “Se você e seu parceiro ganharem, o terceiro jogador será excluído e não ganhará nenhum ponto”.
Os resultados revelaram que quando os voluntários recebiam instruções padrão, sem as cláusulas de isolamento, não houve diferença entre os voluntários do sexo masculino e feminino no número de vezes que eles escolheram formar uma aliança com outro jogador. No entanto, quando as instruções de exclusão foram explicitadas, as mulheres escolheram a aliança com mais frequência do que os homens.
“Como principal estratégia competitiva para combater qualquer ameaça social, as mulheres optam por formar uma aliança de isolamento, enquanto os homens procuraram diretamente e unilateralmente dominar o adversário”, explica a autora. As mulheres geralmente são mais sensíveis ao isolamento social do que os homens, e quando se sentem ameaçadas – no sentido de serem deixadas de lado – a primeira resposta é isolar a outra parte primeiro.
Para Benenson, o resultado deve exigir uma reavaliação das diferenças presumidas entre os sexos sobre competitividade. “O mesmo mundo social de meninos e meninas, homens e mulheres, se difere a partir do ponto em que as mulheres se preocupam em não serem isoladas de seus grupos sociais e os homens em não apanhar”, conclui.

Andropausa leva a mudanças do humor e piora na saúde física

A andropausa, período em que o homem passa por mudanças hormonais, fisiológicas e químicas, está associada à pausa gradual na produção da testosterona. Estudos demonstram que os níveis desses hormônios masculinos decaem progressivamente a partir dos 45 anos.
1189187 thinking and smiling sxc Andropausa leva a mudanças do humor e piora na saúde física   
Diversos sinais e sintomas são reflexos desta fase, como fadiga, mudanças no humor, perda do apetite sexual, impotência, perda de musculatura, aumento da gordura local e várias outras manifestações, geralmente atribuídas ao envelhecimento, porém, a deficiência desse hormônio também pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes.
“Alguns homens não apresentam o mais leve sintoma. Outros parecem estar especialmente predispostos à ansiedade, sobretudo quando passam dos 40 anos, quando a produção de hormônios começa a declinar e todo o processo de fabricação de proteínas no nosso organismo também sofre um agudo declínio, acelerando o envelhecimento”, ressalta Mohamad Barakat, médico especializado em nutrologia, metabologia e fisiologia do exercício.
“Apesar de menos traumático no homem do que na mulher, a falta de hormônios pode impactar de maneira crítica a qualidade de vida do homem, sua saúde e longevidade”, completa o especialista.
Reposição hormonal é a saída indicada
“A reposição da testosterona aumenta de forma muito significativa o rendimento cardíaco e a resistência ao esforço físico. Recupera as funções e o desejo sexual, além de ter um efeito na glicemia e na normalização da diabetes tipo II”, explica Barakat.
É importante destacar que a reposição hormonal é feita com hormônios biologicamente idênticos aos produzidos pelo nosso próprio organismo, via transdérmica, por meio de creme, sem passar via oral, permitindo que sua suplementação seja realizada de forma segura e fisiológica. “Eles podem ser prescritos em variadas doses. Sendo assim, o paciente recebe a quantidade necessária especificamente para cada caso, dependendo do quadro clínico, sintomas e resultados dos exames”, finaliza Barakat.

Como superar a dor de um casamento sem sexo?

 "É necessário que o casal tenha disposição para realizar um caminho de volta ao ponto onde essa abstinência sexual começou, para tentar reconhecer as possíveis causas dessa falência na vida conjugal"

A vida sexual de um casal não costuma acabar da noite para o dia.  

Assim como deve ter seguido um caminho para chegar ao fim de algo que existia, é preciso voltar por esse mesmo caminho para entender as principais razões dessa falência na vida a dois.

Somente com o reconhecimento do problema é possível avaliar as saídas possíveis e a disposição do casal para renovar o enredo na vida a dois. A ajuda profissional nesses casos é quase sempre imprescindível, mas como disse, com disposição nada é impossível. Mas, se mesmo assim, não conseguirem resolver o problema sozinhos, o mais aconselhável é procurar um psicoterapeuta especializado (para terapia individual ou de casal) para acalmar essa dor. 

Por que relação proibida é tão atraente no início e depois vira um sofrimento?


Relação proíbida provoca muita adrenalina no corpo e muita fantasia na cabeça
 
Relacionamentos proibidos, em geral, proporcionam aos envolvidos sensações de transgressão, perigo, poder e mobilização. Enfim, muita adrenalina correndo no corpo e muita fantasia correndo na cabeça.
Alem disso, por serem proibidas, essas relações são vividas em segredo e estão livres do comentário dos outros; como consequência são relações nas quais as pessoas sentem o gostinho de poderem ser elas mesmas, falarem e fazerem o que têm vontade sem aquele monte de opiniões que só servem para confundir.

Algumas pessoas conseguem conciliar esse lado "secreto" de suas vidas com os relacionamentos formais sem maiores problemas; acreditam que suas vidas dizem respeito somente a elas e não se deixam mobilizar pela culpa de estar fugindo das regras estabelecidas. Para uma grande parte das pessoas, porém, quando os relacionamentos proibidos se aprofundam os conflitos gerados acabam por transformá-los num turbilhão de dúvidas, incertezas e pressões internas geradas por culpa. Isso sem falar das pressões externas que acontecem quando na "relação proibida", por exemplo, um dos envolvidos é casado e o outro não.


Frente a essas dúvidas não é raro os envolvidos começarem a se desentender com frequência até que as brigas determinem o fim da relação. Afinal, nada melhor do que uma briga real para fugir de uma dúvida existencial.
Administrar relação não convencional exige autoconhecimento

Administrar o não convencional nas relações amorosas é tarefa difícil e que exige, no mínimo, um autoconhecimento razoável. Exige, antes de mais nada, que cada um dos envolvidos esteja preparado para criar seu próprio código de conduta e se responsabilizar por ele. De preferência sem se machucar, torturar seu parceiro ou magoar quem nada tem a ver com a história.


Como aceitar o que eu não posso mudar no meu relacionamento?

"Todo relacionamento pode ser uma grande oportunidade de crescimento e autoconhecimento, pois o par muitas vezes serve de espelho para nós" 

Você está com seu par (marido ou esposa) e sabe que realmente gosta dessa pessoa e não tem intenção de se separar, mas quando ele (a) faz isso ou aquilo, a casa cai.
Você começa a pensar em todas as coisas que ele (a) sempre faz e que te desagrada, percebe que sua raiva ou tristeza aumentam e quando vê já está brigando ou arrumando desculpas para ficar longe.
É justamente aí que os relacionamentos começam a se desgastar: as pessoas não compartilham mais o que pensam e sentem, fazem acusações e cobranças um ao outro, afastam-se, etc...
O problema começa não no que o outro faz, mas na interpretação e tamanho que se dá a isso.
Se você escolheu estar com seu par é porque analisou os valores pessoais e interesses em comum, assim como seu sentimento e decidiu que essa era uma boa união. Desse modo, ele (a) é uma pessoa com pontos que em sua maioria você aprecia e concorda. No entanto, ninguém é perfeito, nem mesmo você para seu par.

Muitas vezes o que nós gostamos e admiramos é aquilo com o que nos identificamos, ou por que fazemos do mesmo modo, ou por que gostaríamos de fazer. Ou seja, essa maneira de se comportar é compreendida por nós. O que causa incômodo é o diferente: o que não conhecemos ou concordamos e é justamente isso que geralmente causa os desentendimentos. Desentender segundo o dicionário Michaelis significa: 1 Não entender. 2 Fingir que não entende. 3 Não se entenderem reciprocamente.


Quando o outro faz algo diferente do modo como eu faço ou não faz como eu gostaria que ocorresse, isso viola alguma regra interna de como as coisas deveriam ser. É por isso que nos zangamos com os outros; não compartilhamos certa maneira de fazer algo. Olhando por esse ângulo, não há o correto e o errado; há diferentes maneiras de se fazer as coisas, mas que nem sempre são entendidas pelo outro e, portanto, podem ser percebidas como incorretas ou ruins.


Quando procuro me colocar no lugar do meu cônjuge e compreender o que ele pensa, o que sente e consequentemente o que faz; aquele ponto que antes era percebido como incômodo, pode ganhar outra nuance: tenho a possibilidade de ser empático, “olhar através dos olhos do outro”, e entendê-lo.
Fora isso, a ruminação (pensar repetidamente em algo ruim e alimentar isso) é extremamente danosa à relação.
Quando me permito expor ao (a) meu (minha) companheiro (a) o que penso e como me sinto quando ele (ela) faz isso; além de não alimentar a ruminação (pois estou colocando para fora os pensamentos e emoções negativas); ainda tenho a possibilidade de ouvir do outro o que ele pensa e sente nessa situação.
Isso evita a leitura mental (distorção cognitiva) e consequentes desentendimentos. Além disso, quando meu par faz algo que me incomoda muito, vale prestar atenção se esse incômodo pode estar apontando para uma questão minha. Um exemplo é quando a esposa vai viajar a trabalho (ou sai com as amigas para jantar) e o marido sente-se muito incomodado com isso, recriminando-a por esse comportamento. É preciso analisar o que está passando na cabeça desse marido. É bem possível que alguma crença negativa dele tenha sido ativada pela situação da esposa sair sem ele, gerando pensamentos automáticos negativos (ex. “ela irá me trair”), emoção negativa (ex. medo) e um comportamento disfuncional (ex. ser agressivo verbalmente com a esposa).

Esse evento mostra que o relacionamento pode ser uma grande oportunidade de crescimento e autoconhecimento, pois o par muitas vezes serve de espelho para nós; cabe a escolha de querer perceber a situação dessa maneira, ao invés de culpá-lo (distorção cognitiva) por seus desconfortos.

Ter filhos deixa mulher mais inteligente, diz estudo

As mães podem ficar tranquilas quanto aos mitos de que maternidade e inteligência não são compatíveis. Um estudo realizado pela renomada Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e publicado pela American Psychological Association, revela que ser mãe deixa as mulheres mais brilhantes.
A diminuição da memória é o principal motivo das pessoas acreditarem que não há associação entre inteligência e maternidade, mas os pesquisadores dizem que isso pode ser explicado simplesmente pela falta de sono e alteração na rotina de descanso.
Para a realização do estudo, o cérebro de 19 voluntárias que tinham tido bebês há poucas semanas foram escaneados e a revelação foi que o número de células havia aumentado. As mudanças foram observadas principalmente nas regiões associadas à motivação, discernimento, processo das emoções e sentimentos de satisfação, fatores-chave para o novo relacionamento mamãe-bebê.
As alterações estão associadas às mudanças hormonais pelas quais o corpo da mulher passa durante a gravidez, mas os cientistas não conseguiram identificar qual deles seria diretamente responsável pela multiplicação das células.

Pesquisa diz que 52% das mulheres evitam sexo por se sentirem gordas

A insatisfação com o corpo atrapalha até a vida amorosa. De acordo com uma pesquisa do Reino Unido, 52% das mulheres evitam relações sexuais com seus parceiros por se sentirem gordas. O levantamento ouviu a opinião de 4 mil pessoas e descobriu que 13% das entrevistadas só transam com as luzes apagadas por conta do excesso de peso. E uma em cada 10 gostaria de ser mais aventureira na cama, mas se sente presa às posições tradicionais devido à vergonha de sua aparência.
O cansaço do dia a dia lidera o ranking dos itens que atrapalham o sexo. Do total das voluntárias, 72% apontaram esse quesito como o pior inimigo. A lista conta ainda com se sentir pouco atraente (34%), doença (33%) e estresse (32%).
Segundo o jornal Daily Mail, um quinto dos casados confessaram ter baixo desejo sexual, seguidos por aqueles que vivem com o parceiro (18%), divorciados e solteiros (17%) e viúvos (14%). E o mais alarmante: 6% das mulheres afirmaram que só têm relações sexuais por encararem isso como um dever.
O estudo foi encomendado pela fabricante da Fembido, uma pílula feita a partir de uma mistura de ingredientes à base de plantas que promete aumentar a libido feminina.

Clareamento pode causar graves danos e até perda dos dentes

clareamento dentário . Foto: Getty Images
Clareamento dentário exige cautela: especialistas alertam sobre danos a longo prazo

Um sorriso reluzente, geralmente associado a uma aparência saudável e bonita, leva muita gente a uma busca incessante por produtos que oferecem esse tipo de resultado. No entanto, é preciso bom senso antes de sair investindo em qualquer tratamento, alertam especialistas em uma coluna publicada no jornal inglês Daily Mail.
No artigo, eles criticam especialmente os kits para branqueamento vendidos em farmácia ou pela Internet, que já chegaram às prateleiras brasileiras, e enumeram problemas sérios associados ao uso contínuo. Entre os principais males está a degradação do esmalte dentário, o recuo da gengiva e, em casos extremos, a perda dos dentes.
De acordo com o dentista e porta-voz da British Dental Association, Martin Fallowfield, alguns dos componentes utilizados "contém o mesmo ácido para desinfetar piscinas - dióxido de cloro". O artigo explica que, como os dentes são porosos, qualquer substância que entra em contato com o esmalte, ou nas camadas mais profundas, pode trazer efeitos danosos durante muitos anos.
Já o especialista Andrew Eder, do UCL Eastman Dental Institute, avisa que a descoloração dentária pode refletir problemas mais sérios, como as cáries. Isso significa que acabar com as manchas pode mascarar doenças bucais. Sendo assim, é recomendável consultar um profissional para um check-up da boca antes de iniciar qualquer prática.
Atualmente, quem busca o sorriso perfeito pode encontrar o serviço até mesmo em salões de beleza, uma novidade altamente criticada pelos especialistas. O órgão britânico General Dental Council classifica o clareamento dentário como parte da Odontologia, tornando a prática ilegal por qualquer pessoa que não esteja registrada no órgão.
De farmácia em farmácia
Quem assina a coluna é a escritora inglesa Anna Maxted, que relata a própria busca desesperada pelo dentes perfeitamente brancos. Ela conta que, após deixar a cadeira do dentista, sem muito sucesso, resolveu experimentar alguns kits de clareamento para aplicação em casa.
Sentindo a gengiva irritada, Anna resolveu ir além dos ingredientes descritos nos frascos. Para isso, conversou com diversos especialistas. Ao final das entrevistas, ela concluiu que o uso sem critério deste tipo de produto torna-se algo contraditório - ao invés de deixarem os dentes mais bonitos, podem contribuir ainda mais para a descoloração.
Isso porque, uma vez que o esmalte protetor é prejudicado, o dente fica ainda mais exposto às substâncias presentes na comida e na bebida.
Um dos elementos mais criticados pelos especialistas e geralmente presente nos produtos para clareamento é o peróxido de hidrogênio. Além de agredir a superfície do dente, quando ingerido em grande quantidade o componente pode trazer danos à garganta, estômago e intestino.
Segundo os especialistas, a porcentagem legal de peróxido de hidrogênio permitida nestes produtos é de 0.1%, mas a colunista constatou que em alguns casos essa porcentagem ultrapassa os 5%. A coluna indica que os britânicos gastaram cerca de 76 milhões de euros no último ano em produtos que prometem clarear os dentes.
De qualquer forma, os especialistas entrevistados afirmam que o uso moderado dificilmente resultará em danos significativos. Entretanto, tudo que é em excesso faz mal, por isso, antes de investir tempo e dinheiro em tratamentos e produtos, vale lembrar que a saúde da boca vai além da branquidão dos dentes e merece manutenção e cuidados constantes. 

Hormônio da gravidez vira moda em tratamento para emagrecer

 . Foto: Getty Images
Apesar de não possuir comprovação científica, o hCG vem sendo utilizado como remédio de emagrecimento nos EUA

A luta contra a balança cria, a cada ano, uma nova fórmula inovadora. A bola da vez é a utilização do hCG (gonadotrofina coriônica humana), conhecido como hormônio da gravidez. Apesar de não possuir nenhuma comprovação científica de que ele cause perda de peso, o hormônio contra a infertilidade está sendo utilizado em conjunto com dietas para combater gorduras localizadas.
As americanas estão pagando mais de mil dólares por mês por uma consulta, suprimento de hormônios e seringa. A possível eficácia do hormônio no emagrecimento surgiu há mais de 50 anos, mas só agora está sendo difundida desta maneira. O tratamento combina injeções diárias e uma dieta de 500 calorias.
Nos EUA, o hCG é vendido com receita médica e aprovado como tratamento da infertilidade. A FDA (órgão regulador americano para alimentos e medicamentos) alerta que não há comprovação científica da ação do hormônio na perda de peso. No Brasil, não há clínicas que ofereçam o hormônio oficialmente, mas segundo o jornal, é possível achar o medicamento em sites e distribuidores americanos, que os oferecem como uma alternativa para o emagrecimento.

Unha-de-gato melhora sintomas da endometriose

Unha-de-gato reduz sintomas da endometriose. Foto: Getty Images
Endometriose pode causar infertilidade

As mulheres que sofrem de endometriose já têm uma esperança: um estudo conduzido pelas Universidades Federais de São Paulo (Unifesp) e do Maranhão (Ufma), constatou que o uso de um fitoterápico à base da planta chamada unha-de-gato melhora os sintomas da doença e foi capaz de reduzir em 60% as lesões causadas pela endometriose em ratas, como divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (14).
Acredita-se que o fitoterápico possua propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras, ou seja, melhora o sistema imunológico. A pesquisa entrou em fase clínica e algumas mulheres receberão doses do fitoterápico, que será comparado a placebos e medicamentos hormonais.
Cerca de seis milhões de brasileiras sofrem de endometriose, que pode causar infertilidade. A doença é caracterizada pela presença de endométrio (camada que reveste o útero) na pelve e órgãos como bexiga e intestino.

Doenças cardiovasculares são maior inimigo das mulheres, dizem médicos

De cada dez, seis morrem de infarto, principalmente depois da menopausa.
Cardiologistas Roberto Kalil e Otávio Gebara estiveram no Bem Estar desta 3ª.

As doenças cardiovasculares são o inimigo número um das mulheres. De cada dez, seis morrem de infarto, principalmente após a menopausa. E a maioria não tem consciência disso, pois concentra toda a preocupação em exames ginecológicos, como os de mama e do colo do útero.
Para alertar o sexo feminino sobre os riscos do coração, o Bem Estar desta terça-feira (15) convidou os cardiologistas Roberto Kalil, que também é consultor do programa, e Otávio Gebara, professor livre-docente da Faculdade de Medicina da USP.
Segundo Gebara, as doenças cardiovasculares matam seis vezes mais que o câncer de mama, por exemplo. E as brasileiras são líderes das Américas em acidente vascular cerebral (AVC): têm três vezes mais o problema que as americanas e canadenses.
Entre os principais fatores de risco das mulheres estão: hipertensão, colesterol, diabetes, obesidade abdominal, sedentarismo, cigarro e interação entre fumo e anticoncepcional (que a partir dos 30 anos pode causar trombose venosa e uma consequente embolia pulmonar). De acordo com o especialista, 90% dos riscos são determinados por esses fatores e pelo estilo de vida, contra 10% da carga genética. Ou seja, é possível mudar esse quadro.
Após a menopausa, o risco aumenta ainda mais: a mulher deixa de ter o corpo em formato de pera e passa a ser “maçã”. Isso significa que o depósito de gordura abandona as coxas e o bumbum para se concentrar ao redor do abdômen e na parte superior do corpo. Cinturas acima de 80 cm para o sexo feminino e de 94 cm para o masculino já devem acionar o sinal de alerta, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes.

Sexo depois do casamento resulta em relação mais estável

Estudo mostra que casais são mais felizes e têm vida sexual mais satisfatória

Um estudo publicado no Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia, joga por terra o que as feministas levaram anos para conseguir: o sexo antes do casamento.

De acordo com o estudo, casais que só fazem sexo depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória.

Na pesquisa, pessoas que praticaram abstinência sexual até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade do seu relacionamento do que as demais.

Entre esses casais que só fizeram sexo depois de se casar, as notas também foram 20% mais altas sobre a qualidade da vida sexual (15% mais alta) e o diálogo entre os cônjuges (12% maiores).

Sociólogos da Universidade do Texas, nos EUA, acreditam que fazer sexo cedo demais pode realmente atrapalhar o relacionamento.  Segundo eles, casais que priorizam o sexo no início do relacionamento normalmente acabam a relação de forma mal resolvida.

O estudo foi feito com mais de 2.000 pessoas.

Primeiro remédio para doença pulmonar obstrutiva crônica é aprovado no Brasil

Junção de enfisema pulmonar e bronquite crônica mata quatro brasileiros por hora

A doença pulmonar obstrutiva crônica, caracterizada pela manifestação conjunta da bronquite crônica e do enfisema pulmonar, limita a capacidade de respiração, prejudica a qualidade de vida da pessoa e está entre as principais causas de morte no mundo. Ela costuma surgir em pessoas que fumam. Mas, como é uma doença silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas com rapidez, pode levar muitos anos para ser diagnosticada.
O pneumologista Manoel de Souza Machado, presidente da Associação Brasileira de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica fala mais sobre a doença e como tratá-la e José Roberto Jardim fala ainda sobre o primeiro medicamento aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil para o tratamento do problema.

Máscara e banho protegem contra radiação. Veja mais dicas

Liberação de material radioativo tem causado pânico no Japão

As explosões nos reatores da usina nuclear de Fukushima, no Japão, e a consequente liberação de material radioativo para a atmosfera criaram pânico na população local. Além de evacuação das áreas próximas à usina, algumas medidas podem proteger as pessoas da contaminação, como lavar superfícies do corpo que tiveram contato com o material radioativo, usar máscaras que filtrem a poeira radioativa, entre outras.
Para José Willegaignon de Amorim de Carvalho, físico-chefe do setor de medicina nuclear Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), o caso de Fukushima está criando um pavor exagerado não só no Japão, mas em todo o mundo.
- Temos que fazer o máximo para acalmar as pessoas, mesmo porque, geralmente, o nível de radiação é maior nas zonas próximas ao reator nuclear. E muitas vezes essa radiação não chega a se disseminar tanto para outras áreas.
Apesar disso, Carvalho acredita que a situação no Japão vai piorar. O alerta de risco nuclear no local foi elevado para o nível 6, em uma escala que vai até 7. Além disso, nesta terça-feira (15), milhares de pessoas tentavam deixar a capital Tóquio rumo ao sul ou a outros países. As que ficaram foram orientadas a permanecer dentro de suas casas, especialmente aquelas que vivem nas regiões mais próximas da central, no norte do arquipélago.
- A quantidade de material [radioativo] que tinha de ser disperso talvez não tenha sido totalmente dispersa.
Leia abaixo a entrevista com o especialista e saiba o que as pessoas devem fazer para se proteger da radiação
Como uma pessoa fica contaminada por radiação?
A contaminação é a presença de material radioativo na superfície do corpo ou dentro do organismo. Mas se você lavar uma superfície do corpo contaminada, a radiação vai sair. Já o material incorporado é difícil de tirar.
E como a radiação vai parar dentro do corpo?
Você pode se contaminar pelo ar ou ingerindo o material. E isso ocorre ao comer um alimento contaminado, ao colocar a mão em lugar contaminado e depois levá-la à boca e até ao fumar um cigarro contaminado.
Os japoneses estão usando máscaras para evitar a contaminação. Isso ajuda de que forma?
A máscara forma um filtro contra a poeira radioativa, protegendo contra ingestão ou inalação do material. A própria roupa já é uma proteção. Pela pele a absorção é pouca, não preocupa tanto.
Como os alimentos ficam contaminados?
Esse vapor [radioativo] que vai para a atmosfera segue para o mar ou para o solo. Nesse caso, o gado fica contaminado se ele se alimentar de grama contaminada. Se homem se alimenta desse animal, aí ele se contamina.
No caso do Japão, o material radioativo foi para o mar. Os peixes também se contaminam?
- Aí a preocupação é menor ainda. No mar ocorre a dispersão do material. É como se fosse um grande tanque de água.
O material radioativo dilui?
Sim, dilui. Os peixes acabam se contaminando, mas em um nível baixo, que pode não trazer implicação futura.
Foi o vento que levou a radiação para o mar.
O material radioativo pode ser levado pelo mar, pelo vento, toda essa parte atmosférica tem importância. Você precisa saber a velocidade do vento, pra descobrir até aonde essa poeira é capaz de ir, quais seriam os locais mais prováveis [a se contaminar]. E, dependendo do local, há deposição da radiação. Se tiver uma plantação ali, tem que ser avaliada a quantidade de radiação para saber se é possível ingerir [os alimentos]. Dependendo do nível de exposição, pode gerar efeitos maléficos à saúde, mas tudo depende da exposição.
Qual o raio em que o risco é maior?
Eu não posso te falar em raio porque eu não sei de fato qual é o nível de radiação que está lá. Dependendo do acidente, você começa a aumentar o raio.
E quais são os danos à saúde?
Ocorrem desde efeitos imperceptíveis até os mais agudos, como a morte. Depois de irradiado, não dá para fazer quase nada. Um dos primeiros efeitos são alterações no sangue, como diminuição de plaquetas. Mas tudo depende do tipo de material que foi irradiado. Cada elemento tem uma determinada afinidade por um órgão ou tecido humano. O iodo radioativo atinge a tireóide, por exemplo. Já o estrôncio e o césio atingem os ossos. Mas, uma vez inalado, caso se aloje no pulmão, esse órgão também vai sofrer os efeitos.

Zumbido no ouvido atormenta cada vez mais jovens, alertam médicos

Pesquisa mostra aumento de 20% por ano na incidência entre menores de 25 anos

O zumbido no ouvido, considerado até pouco tempo atrás um problema de pessoas de meia-idade ou de idosos, tem se tornado comum entre os jovens, alertam especialistas. Entre as causas apontadas estão o uso crescente e inadequado de aparelhos sonoros, estresse e erros alimentares, como consumo excessivo de doces e cafeína. Há até quem aponte o celular como culpado.
O tema será destaque na décima edição do Congresso Mundial de Zumbido, que ocorre nesta semana, pela primeira vez no Brasil. Pesquisas recentes têm mostrado que a incidência do zumbido - barulho constante, que pode parecer um apito, um canto de cigarra ou um chiado de TV fora do ar - tem crescido na população como um todo.
Veias e artérias também sofrem com barulhos do dia a dia
Pesquisa feita há 15 anos pelo National Institutes of Health, dos Estados Unidos, indicava que 15% da população sofria com o problema. Novo levantamento feito no ano passado apontou índice de 24%.
Segundo a otorrinolaringologista Tanit Ganz Sanchez, se o problema continuar crescendo nessa proporção, em menos de 30 anos poderá alcançar 42%.
- Isso representa quase metade da população.
Sanchez coordenou um levantamento com 840 pacientes atendidos no Hospital das Clínicas de São Paulo, entre 2005 e 2007, que mostra um aumento de 20% por ano na incidência de zumbido entre pessoas com menos de 25 anos. Para Tanit, a poluição sonora é a principal explicação para esse crescimento.
O primeiro passo para combater o zumbido é identificar a causa - e elas podem ser muitas. A mais frequente é a degeneração das células auditivas causada pelo processo natural de envelhecimento.
Em segundo lugar vem a poluição sonora, que, com o tempo, acaba lesando as células do ouvido. Há, porém, fatores que a maioria das pessoas desconhece que podem ter ligação com o problema auditivo, como colesterol elevado, diabetes, hipotireoidismo, estresse e maus hábitos alimentares.

Brasileiras usam pílula anticoncepcional para combater TPM e evitar filhos

48% das mulheres dizem ter sentido melhora no comportamento depois do uso

Na hora de escolher a pílula anticoncepcional, as brasileiras se preocupam não somente em evitar a gravidez, mais em ter um medicamento que possa diminuir os sintomas da TPM (tensão pré-menstrual), as cólicas e espinhas. Essa é a constatação da pesquisa nomeada Pílula por quê?, realizada pelo departamento de Ginecologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em parceira com a farmacêutica Bayer.

A pesquisa avaliou a opinião de 4.089 mulheres que tomam pílula, por meio de um levantamento online. Destas, 48% afirmaram que a melhora da TPM, das cólicas e da acne foram motivos que levaram a escolher a pílula que iam tomar.
Quando questionadas sobre a principal mudança que o uso do remédio trouxe a vida delas, 54% afirmaram que foi o alívio da tensão pré-menstrual e o aumento da qualidade de vida. Apenas sua eficácia, a necessidade primordial, tem mais audiência: é esperada por 61% do público pesquisado.

Em segundo lugar, ficou a liberdade sexual (42%) e, em terceiro, a melhora da oleosidade da pele e dos cabelos, com redução da acne (40%). O planejamento familiar (22%) e da carreira profissional (13%) ficaram em quarto e quinto lugar, respectivamente.


Menos fluxo e pausa entre cartelas

A criação de um contraceptivo oral que diminuísse o fluxo menstrual seria encarada como uma inovação positiva por 30% das mulheres e a presença de vitaminas em sua composição ficou com a preferência de 22% das pesquisadas.


A pausa entre cartelas, necessária para haver eliminação de fluxo menstrual também poderia ser abolida para 72% das mulheres que participaram do estudo.


Esse intervalo entre uma cartela e outra, considerado desnecessário para muitos ginecologistas, inclusive para o autor do estudo Afonso Nazário, chefe do Departamento de Ginecologia da Unifesp, mostra que a mulher brasileira está mais informada.


- Isso mostra que a mulher está mais bem informada hoje, que há uma ação educativa do ginecologista.


Segundo Nazário, além de desnecessária, a pausa pode ser perigosa.
- Nessa fase, quando se deixa de tomar a pílula e opta por outros métodos, aumenta o risco de ficar desprotegida e engravidar.

sábado, 12 de março de 2011

Sobral Curiosidades: JA PENSOU EM TER UMA RENDA EXTRA?

Sobral Curiosidades: JA PENSOU EM TER UMA RENDA EXTRA?: "AGORA É A SUA VEZ DE GANHAR DINHEIRO!Ganhar dinheiro na internet nunca foi tão fácil!!! O que está esperando? A mais rápida fórmula para ..."

Você é uma pessoa coerente? Descubra!

Se sonhar é maravilhoso, ver um sonho ganhar raízes e se ancorar na vida real é o mais puro néctar, cada sonho um pedacinho de felicidade criado por nós - não essa felicidade idealizada que os imaturos ainda buscam, mas a felicidade possível, muitas vezes feita de coisas pequenas e tão simples quanto acariciar um pequeno filhote de leão (um de meus sonhos de criança ainda não realizados).

Mas para que tenhamos a chance de aproximar os sonhos de nossa vida real, é preciso que sejamos capazes de manifestar o que chamarei de coerência. A coerência acontece quando alinhamos nossos pensamentos, sentimentos e ações com os nossos sonhos. Por exemplo, de nada adianta sonhar com uma vida mais simples, se continuamos nos sentindo compelidos a comprar cada vez mais coisas, nos endividando a ponto de nos tornarmos escravos de trabalhos e rotinas de vida tão complicadas.

Assim, procure trazer para a sua consciência o que de fato importa para você, e procure avaliar o custo envolvido na realização de seus desejos. Não siga pela vida agindo como uma criança que acredita poder ter tudo sem dar nada em troca, negando a realidade. Mesmo sendo um pouco desconfortável, quando ficamos em contato com a realidade nos tornamos mais poderosos e capazes de manifestar na vida concreta aquilo que almejamos internamente.

Todos nós possuímos um imenso potencial criativo e somos capazes de transformar muito mais coisas do que imaginamos. Podemos criar mais saúde, mais harmonia, mais paz, mais alegria. Podemos mudar de rumo na vida, deixar para trás o que já não faz sentido, abrir caminho para que o novo chegue. Podemos nos tornar mais conscientes, mais amorosos, mais realizados, mais poderosos. Mas para isso precisamos acreditar em nós mesmos e nos dar uma chance. Se nos definirmos com base em nosso passado, nos aprisionamos em um círculo vicioso de infinitas e tediosas repetições. Não faça isso com você. Você pode ter caído dez vezes em um buraco, isso não significa que acontecerá de novo!

Abra-se para que o seu melhor venha à tona. Queira, lá no fundo do seu ser, que isso aconteça. Mesmo que um longo caminho ainda o separe do que você deseja conquistar, ao menos dê os primeiros passos na estrada que o conduz naquela direção. Siga sempre em frente, na velocidade que for possível para você. Não perca a coerência, não traia a si mesmo no meio do caminho, apenas siga, sem se preocupar com quando finalmente chegará. Aprecie essa viagem maravilhosa chamada vida!

Quando sentimos que já estamos a caminho, algo em nosso íntimo se acalma, e dessa calma flui uma confiança amorosa de que, se persistirmos, sem desistir, um dia chegaremos lá.

O que acontece com o coração de alguém que correu 160 km?

As consequências cardíacas em atletas que completaram a ultramaratona (percurso aproximado de 160 km) foram avaliadas em um recente estudo. Após o término da prova, com uma duração média de 25 horas, um total de 24 atletas foram avaliados através de ecocardiograma (exame que analisa o coração através de ondas de ultrassom) e exames laboratoriais.
Os autores do estudo  obeservaram que a maioria desses atletas desenvolveu um leve grau de disfunção cardíaca no ecocardiograma (representada pela redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo), em comparação aos valores obtidos antes da competição.
Houve ainda uma elevação do peptídeo natriurético cerebral tipo B (BNP). O BNP é  produzido no miocárdio (músculo cardíaco) dos átrios e ventrículos, que são as câmaras cardíacas superiores e inferiores do coração, respectivamente. A elevação do BNP indica  um aumento nas pressões intracardíacas.A dosagem do BNP costuma elevar-se devido a uma variedade de doenças cardíacas, fibrilação atrial (arritmia cardíaca), doença coronariana aguda (angina instável ou infarto do miocárdio), ou ainda, nas doenças das válvulas do coração.
Em cerca de 20% desses atletas ocorreu uma elevação da troponina I (enzima cardíaca que costuma elevar-se após uma lesão do músculo do coração, como aquela observada em um infarto do miocárdio).
Os autores do estudo concluem alertando que os mecanismos que levam a essa disfunção cardíaca ou lesão miocárdica não estão totalmente estabelecidos. As consequências cardíacas futuras desses achados, também não estão bem definidas.



Boa Sorte


Sempre que alguém se dá bem na vida as pessoas o rotulam como um sortudo. Dizem: ele é um cara de sorte. Ou: a sorte sorriu pra ele. Por outro lado, quem está passando por dificuldades é logo caracterizado como um azarado. Ou, pior; dizem: está sendo castigado por Deus. Isso ocorre porque o ser humano tende sempre a personalizar a Essência Cósmica Criadora, reduzindo Deus à sua mente limitada e limitante.
Agora pense comigo: seria correto resumir a Inteligência Infinita do Universo a um ser seletivo, vingativo e cruel que dá aos poucos escolhidos o que quer e como quer?
Claro que não!
Apague da mente a filosofia do Deus que julga, vinga e pune. O Universo não castiga ninguém, porque ao castigar-nos, seria como castigar a Si mesmo, já que somos uma Forma de Sua Expressão.
Evidentemente cometemos atos irracionais, fizemos coisas condenáveis e cruéis, assim como certamente somos vítimas de muitas maldades. Em virtude disso, nos sentimos muito magoados e frustrados com muitas pessoas, com Deus e com o mundo. Mas tudo isso decorreu em virtude do desvio de conduta que herdamos dessa civilização que enxerga apenas o que os olhos vêem, aniquilando o que a alma sente.
Em virtude da nossa ignorância, muitas vezes agimos contra as Leis Universais e colhemos uma série de conseqüências negativas, erroneamente atribuídas a Deus. Mas tudo isso não passa do Princípio da Ação e Reação em franco desenvolvimento. Isso não pode ser considerado castigo divino, apenas o retorno matemático e preciso daquilo que emitimos. Considere o Universo como sendo um grande espelho que reflete exatamente a imagem que você faz de si mesmo.
Chega de juízo final, castigo eterno, vingança divina. Obtenha uma visão mais ampla acerca da verdadeira natureza magnânima, extravagante e expansiva do Universo. Sejamos magnânimos e coerentes e passemos a atribuir conceitos mais elevados, mais nobres e mais belos quanto possíveis ao Criador e à sua criação. Acredite no Deus do amor ilimitado que não faz acepção de pessoas. Acredite na vida boa, feliz, plena e próspera. Acredite no bem, esqueça o mal.
Amplie a sua consciência passando a acreditar que tudo o que é bom está verdadeiramente em sintonia com o Criador de todas as coisas. E realmente é assim.
O que enxergamos como mal não tem natureza permanente na vida. Por exemplo: a saúde é a condição natural de todo ser vivo; a doença consiste em uma ocorrência temporária, anti-natural, já que o normal é ser saudável. A raiva é uma sensação desagradável que faz o corpo produzir substâncias altamente prejudiciais, enquanto que a felicidade gera hormônios que produzem bem estar e harmonia.
O que você acha que realmente deve ser a natureza do Centro Criador de todas as coisas? O prazer ou a dor? A alegria ou o sofrimento? O amor ou o ódio? A vitória ou a derrota? A prosperidade ou a miséria? A sorte ou o azar?
Obviamente, sendo inteligente e sensato, do fundo de sua alma você certamente aceita todo o bem como a natureza da Substância Original. E assim chegamos ao ponto que realmente interessa: você tem sorte.
Sim!
Você tem sorte!
A boa sorte é a sua condição natural como reflexo direto do macrocosmo. Você pode até ter conseguido reprimir a sua sorte por ter alimentado a crença na derrota e no fracasso, mas isso não significa que não a possua.
Você pode não ter tido as condições apropriadas para desenvolver naturalmente a sua sorte, por influência de fatores internos e externos, mas ela está lá na sua essência, esperando para se manifestar em plenitude.
Pare de utilizar-se de subterfúgios para atrair a sorte, tais como figas, medalhas, trevos e ferraduras. Não é uma questão de atrair algo que está fora e sim de desenvolver algo natural que está na essência da vida. Deixe de tentar atrair a sorte e passe a desenvolver a capacidade de expandi-la de dentro pra fora. Assim será muito mais fácil e mais rápido.
O primeiro passo para manifestar a sua sorte consiste em admiti-la. Sorte - como tudo na vida - é questão de fé. Sorte tem quem acredita nela.
Acredite na boa sorte como um estado natural do seu ser e mantenha firme nessa crença até transformá-la em convicção.
Sinta, acredite, aceite... você tem sorte.
Comece a meditar diariamente que você realmente tem sorte e terá. Você só precisa convencer a si mesmo. Comece agora a aceitar que a boa sorte possa sorrir pra você. Mas esforce-se por aceitar a sorte como uma condição natural da vida que não precisa ser comprada ou mendigada.
Feche os olhos por alguns minutos e sinta a sensação de ter sorte na vida. Não pense em atraí-la, mas manifestá-la através da sua emoção criadora. Saiba que o Princípio da Vida dá ao seu sentimento o poder dinâmico de correlacionar-se com seu objeto de desejo e por conseguinte dominar sua experiência através da manifestação do mesmo. Sinta a sua sorte fluir e o Universo entenderá a natureza do seu sentimento como uma Verdade que precisa se manifestar pra fazer valer a sua liberdade de escolha.
Escolha a sorte e esta lhe sorrirá.
Sempre!
Aceite que a sorte é um "bem", um princípio eterno, fundamental e inerente à sua essência.
Seu sentimento de "ter sorte" transmitirá uma energia muito poderosa que o fará vibrar em sintonia com a Sorte Maior, presente no seu íntimo, oriunda do Centro Criador de todas as coisas.
Tudo na vida é uma questão de escolha.
Escolha a boa sorte.
Acredite na boa sorte.
Aceite que você tem sorte.
A decisão é sua.
Só você tem o poder de escolher o que quer para a sua vida. Escolha ter sorte e a mesma sorrirá pra você.
Acredite: sorte tem quem acredita nela.

Sexo oral pede proteção redobrada

Preservativo feminino não protege contra a transmissão de doenças 

Os estudos sobre o sexo oral comprovam que a prática é bem vista pelos brasileiros. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Projeto de Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, 66,8% dos homens e 63,4% das mulheres admitem realizar a modalidade. Mas será que os brasileiros se protegem na hora do sexo oral? "A prática também pode transmitir todos os tipos de Doenças Sexualmente Transmissiveis (DST)", afirma a ginecologista Rosa Maria Neme.

De acordo com a especialista, de cada 10 mulheres que são atendidas no consultório, 7 confessam que não usam camisinha para fazer sexo oral em seus parceiros. Um dado preocupante devido os riscos que o sexo oral sem proteção pode trazer ao organismo. Doenças como herpes, sífilis e gonorreia podem ser facilmente transmitidas a partir da prática. "Uma pequena área lesada permite a entrada de um vírus. E vale lembrar que pequenos machucados na boca são muito comuns", explica o ginecologista e obstetra Linderman Alves Vieira.

Até mesmo o HIV, vírus causador da Aids, pode ser transmitido através do sexo oral, embora as chances de contaminação sejam menores do que quando ocorre a penetração. "O pH da boca (neutro e-ou levemente ácido) e o contato somente com a superfície do pênis ou da vagina diminuem os riscos de contágio. Mas, mesmo apesar de pequeno, o perigo existe", diz a ginecologista Maria Rosa Neme.

Proteção na mulher Os ginecologistas são taxativos ao dizer que a proteção da vagina para a prática do sexo oral é totalmente deficiente. "No caso das mulheres o problema é maior, porque não existe nenhum amparo específico, como há a camisinha masculina, para a prática do sexo oral", diz a ginecologista Rosa Maria Neme.

Mas existe algum jeito de se proteger? "Mesmo a camisinha feminina não vai proteger, então, a dica é utilizar o papel filme (o mesmo usado na cozinha para embalar alimentos) para cobrir a vagina e não existir o contato direto da boca com a pele", diz a especialista. "O papel deve fazer a cobertura de toda a região da vagina. A boca só pode entrar em contato com o plástico, e não com a vulva", ressalta.

Outra dica da ginecologista é usar a camisinha masculina como escudo. "Cortar a camisinha ao meio e colocá-la sob a vulva pode ser uma alternativa. O lado positivo é que elas apresentam sabores e até texturas diferenciadas, fatores que favorecem a utilização", diz.

Proteção no homemOs problemas são menores quando o sexo oral é realizado no homem, pois a camisinha apresenta uma proteção bastante eficiente. "O preservativo impede que a boca entre em contato direto com o pênis, oferecendo a proteção necessária", diz o ginecologista Linderman Alves Vieira.

Mas, vale lembrar que a camisinha deve ser usada para todas as variações da relação sexual . "Existem pessoas que só colocam a camisinha no meio da prática do sexo oral, hábito que anula a proteção. Ela deve ser colocada logo que o sexo passar das preliminares", afirma o especialista.

Os riscos que envolvem o sêmenO contato do sêmen com a boca pode transmitir doenças como a gonorréia. "Se existir alguma lesão na boca, a contaminação das DSTs podem acontecer. O contágio pode ocorrer mesmo quando o esperma não é engolido", afirma a ginecologista Rosa Maria Neme.

Higiene em diaA falta de higienização das partes íntimas sugere um risco de contaminação ainda maior. "Quando o parceiro não apresenta nenhuma contaminação de doenças, como herpes ou sífilis, mas não prioriza a higienização, as doenças também podem aparecer. Infecções por fungos e bactérias, que causam corrimentos e coceiras, são as principais preocupações", diz Linderman Alves Vieira.
Sexo oral
Mistura segura e saborosa
Quem procura sexo oral com sabor, deve dar atenção para produtos específicos para a prática, em geral antialérgicos, que garantem o prazer sem prejuízos. Utilizar alimentos como leite condensado, chantily, mel, entre outros elementos gastronômicos, pode causar irritações e alergias nos órgãos genitais.

Camisinha de língua
Há produtos à venda no mercado, conhecidos como camisinha de língua, mas o aparato não tem função de proteger, e sim a de funcionar como um estímulo para a hora do sexo oral, já que possui textura, sabor e até massageador, "O produto protege apenas a região da língua, deixando o resto da boca vulnerável", explica a ginecologista. 
 Prática consciente
Mesmo com tantas considerações, os especialistas afirmam que a prática do sexo oral não precisa ser abolida da rotina. "Toda relação sexual apresenta riscos, o que podemos frisar é que a proteção precisa existir. O sexo com penetração, por exemplo, apresenta diversos riscos de contaminação, mas se realizado com consciência tem os perigos eliminados", afirma Linderman.

Síndrome das pernas inquietas perturba o sono

Distúrbio impede a permanência do corpo em uma posição por muito tempo 

A síndrome das pernas inquietas (SPI) nada tem a ver com a mania de balançar os membros inferiores enquanto se conversa, lê, assiste à televisão ou trabalha. Esse costume cessa assim que o indivíduo percebe o que está fazendo. A SPI causa um desconforto nas pernas que só passa quando a pessoa se movimenta.

A agitação motora anormal compromete a qualidade de vida dos portadores porque interfere no sono e não permite a permanência em uma única posição por muito tempo, o que atrapalha idas ao cinema, viagens longas, reuniões e até consultas odontológicas. Porém, tem cura, garante a médica pneumologista do Instituto do sono Luciana Palombini.

A agonia nas pernas costuma aparecer nos momentos de relaxamento, principalmente no fim da tarde, início da noite ou quando a pessoa deita para dormir. 
Síndrome das pernas inquietas perturba o sono - Foto: Getty Images
A sensação é tão incômoda que, muitas vezes, o indivíduo precisa levantar e caminhar para voltar ao normal. A alteração de sensibilidade também pode ocorrer nos braços e durante o dia, mas isso é menos comum.

Estima-se que entre 5% e 10% da população mundial sofra do distúrbio, descrito pela primeira vez em 1947. A síndrome atinge com mais frequência adultos. Já foram identificados em pesquisas genes associados à síndrome. Portanto, normalmente há uma predisposição individual.

O diagnóstico é feito por meio de uma consulta clínica, mas exames adicionais devem ser solicitados para identificar as causas do problema.
Síndrome das pernas inquietas perturba o sono - Foto: Getty Images
De acordo com Luciana, deficiência de ferro, insuficiência renal e gravidez são algumas das situações especiais que podem levar do desenvolvimento da síndrome. "Em casos que não existem fatores desencadeantes associados, o motivo parece ser uma deficiência de dopamina (neurotransmissor do sistema nervoso central). Além disso, o estilo de vida pode influenciar. O excesso de cafeína, o estresse e o sedentarismo podem piorar os sintomas", afirma a especialista.

A médica explica que o tratamento combina uso de medicamentos com medidas comportamentais, como diminuir o consumo de café e cigarro, cuidar da qualidade do sono e realizar exercícios físicos regularmente.
O remédio mais utilizado é o pramipexole, da categoria dos dopaminérgicos, que justamente controlam a função do sistema dopamina.

Psicoterapia também pode contribuir com o tratamento. "Ajuda a diminuir a ansiedade ou a depressão, se essas estiverem associadas ao quadro clínico. A síndrome das pernas inquietas pode mesmo aumentar a chance de alterações de humor", diz a Luciana.


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