terça-feira, 23 de agosto de 2011

Metade das pessoas com hipotireoidismo não toma remédio

Descuido pode levar a problemas como pneumonia e infeções 

Aproximadamente 47% das pessoas com hipotireoidismo não toma remédios para controlar a doença, diz um estudo feito em conjunto pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Unicamp, Universidade Federal do Paraná e Universidade Federal do Ceará. O hipotireoidismo é uma doença caracterizada por uma menor atividade da glândula tireoide, que produz hormônios responsáveis por estimular o metabolismo e o trabalho celular.

O estudo foi feito a partia da análise de prontuários médicos de 1230 pacientes, com média de 53 anos de idade. De acordo com a pesquisa, quase metade dessas pessoas não fazia o tratamento com remédios para hipotireoidismo, já que não levava a doença a sério. Como essa complicação não causa dor, fica mais difícil lembrar-se de tomar os remédios todos os dias no horário certo.

Mas os especialistas alertam que, mesmo que não cause dor, o hipotireoidismo deve ser tratado. Ele pode levar ao coma mixedematoso, que é quando o paciente tem queda da temperatura corporal e ocorre a lentidão de todas as funções do organismo. Isso causa uma fragilização do sistema imune, facilitando a instalação de outras doenças, como pneumonia e infecções. O hipotireoidismo também pode afetar de forma importante o coração e os ossos. Por isso, é importante seguir o tratamento prescrito pelo médico.  
Alimentação para tireoide

A alimentação não determina o surgimento do hipotireoidismo, mas, como fator de proteção, os alimentos ricos em selênio são uma boa opção. "O selênio parece contribuir para o bom funcionamento tireoidiano. Além disso, este mineral tem um papel antioxidante, que também age no controle de radicais livres que podem causar danos às células saudáveis do corpo. As melhores fontes de selênio encontradas na natureza são peixes, alho, cebola, pepino e cogumelo", explica Gláucia Duarte.

Outro nutriente que pode fazer bem a tireoide é o iodo. "Os fabricantes de sal de são obrigados por lei a colocar uma quantidade de iodo que possa prevenir doenças na tireoide. A ingestão de frutos do mar e algas, também ajuda a aumentar os níveis de iodo no organismo", explica o endocrinologista Pedro Saddi. Não é preciso salgar demais a comida, já que ingerir mais do que seis gramas de sal e de iodo pode até ser prejudicial à saúde da tireoide.  
Mas, de acordo com Gláucia Duarte, existem alimentos conhecidamente bociogênicos (causadores do aumento do volume da tireoide), e seu consumo não deve ser exagerado, já que, somados com outros fatores como pré-disposição genética e falta de iodo no organismo, podem causar problemas na tireoide. Entre esses alimentos estão o repolho, couve-de-bruxela, brócolis, espinafre e couve-flor.

Cientistas pesquisam novo tratamento contra câncer de pulmão na Austrália

Resultados são promissores, mas experiências estão na etapa inicial

Um grupo de cientistas australianos pesquisa um novo tratamento contra o câncer de pulmão por meio de uma enzima capaz de controlar a proliferação de hormônios que influem na resposta do corpo à doença, informou nesta terça-feira (23) a Universidade Nacional Australiana.
Segundo o site HealthCanal, a equipe, dirigida pelos pesquisadores Chris Easton e Lucy Cao, trabalha com a enzima "monooxigenase amidante de peptidil-glicina" (PAM, na sigla em inglês) e estuda sua habilidade para ativar hormônios peptídicos.
Está comprovado que um desequilíbrio neste tipo de hormônios é a origem de algumas formas de câncer, além de doenças inflamatórias e asma.
Lucy explicou que, quanto maior quantidade de calcitonina, uma classe de hormônio peptídico, menor é a probabilidade de superar um câncer de pulmão.
- Por isso, trabalhamos em tentar reduzir a quantidade de calcitonina, particularmente com o controle da atividade da enzima PAM.
Easton diz que a pesquisa está na fase inicial.
- Nossos resultados são promissores, mas estamos na etapa inicial.
Ele explicou que muitos dos componentes usados nos testes são eficazes na redução de calcitoninas.
- Esperamos poder fornecer um novo medicamento que melhore e prolongue a vida de muitos que sofrem de câncer de pulmão
O trabalho foi publicado na última edição da revista científica The Royal Society Chemistry.
O câncer de pulmão consiste em um crescimento anormal das células do pulmão e é a causa mais frequente de morte por câncer no mundo.

Pessoas curadas do câncer acham que não terão mais a doença

Por fazerem exames preventivos, muitos não acreditam poder adoecer de novo

Uma pesquisa da USP de Ribeirão Preto, em São Paulo, observou que a maioria dos pacientes que já tiveram câncer julga-se livre do risco de uma reincidência. As informações são da Agência USP.
O estudo realizado pela EERP (Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto) observou pacientes que já tiveram câncer para saber se eles percebem ou reconhecem seu risco de terem a doença novamente e saber se eles fazem os exames adequados. A pesquisa contou com respostas de 23 pacientes de uma Unidade de Saúde da Família de Ribeirão Preto. Eram, em sua maioria, mulheres com mais de 60 anos.
Quando questionados sobre o que acham que causou a sua doença, a maioria dos entrevistados não soube responder um fato principal, mas deram grande valor aos fatores emocionais. Fatores externos, tais como álcool, cigarro e sol, também foram listados como possíveis causadores das chamadas neoplasias, enquanto a alimentação não é associada ao câncer por eles.
A pesquisa também mostrou que a maioria das pessoas pesquisadas considerava que não tinha informações suficientes a respeito do câncer, mas mesmo assim não queria aprender mais sobre ele, por lembrarem do período em que a doença os atacou como uma época extremamente traumática em suas vidas, evitando, portanto, qualquer coisa que possa vir a lembrá-la.

Para a autora do estudo de mestrado, Larissa de Melo Alvarenga, este fato foi uma surpresa, já que acreditava que a população ia ter interesse em se prevenir, especialmente porque já tiveram câncer em algum momento.


Ao mesmo tempo, ela confirmou que os aspectos emocionais são tidos pelos pacientes como um dos fatores que levam ao aparecimento da doença, como algumas pesquisas já comprovam.


A pesquisa Percepção de risco e comportamento em saúde de usuários com história pessoal de neoplasias em uma unidade de saúde da família faz parte de uma série de estudos que serão realizados pelo grupo de pesquisa GEPEG (Grupo de Estudos e Pesquisas de Enfermagem em Genômica), da própria escola. A orientação foi da professora Milena Flória-Santos, da EERP.

Pesquisadores advertem sobre riscos da clonagem humana reprodutiva


 Governos que destinam recursos para isso são "irresponsáveis", segundo estudiosos

  Um grupo de cientistas liderados pelo americano John Haas advertiu nesta segunda-feira (22) sobre os riscos da clonagem humana com fins reprodutivos e rejeitou a abertura de um debate sobre esse tema.
Em entrevista coletiva na capital mexicana, Haas afirmou que a clonagem destinada à reprodução de seres humanos traria consigo "graves efeitos secundários para a saúde". Ele disse que nos experimentos com animais, inclusive os que se encontram em via de extinção, já se viram defeitos genéticos e morfológicos, como envelhecimento prematuro ou falta de extremidades.
O cientista cita o famoso caso da clonagem há 15 anos da ovelha Dolly, que apresentou doenças graves, tais como pneumonia, artrites e câncer.
Esse tipo de procriação consiste, explicaram os especialistas, em reproduzir um ser humano a partir do núcleo da célula de um adulto para que depois dê lugar a um embrião, em vez da união de um óvulo e um espermatozóide.
Haas considerou "grave e irresponsável" a possibilidade de que alguns governos destinem recursos e esforços para a clonagem humana reprodutiva, enquanto enfrentam urgentes problemas de saúde, "como as doenças infectocontagiosas, que seguem sendo a primeira causa de mortalidade" em países em desenvolvimento.
- Os seres humanos devem ser reconhecidos como iguais em dignidade, e com esse método, assim como com a fertilização in vitro, desde o início de suas vidas estão sujeitos a decisões arbitrárias dos demais.
Rodrigo Guerra, diretor do Cisav (Centro de Pesquisa Social Avançada do México), disse que não existe evidência científica possível para sustentar que um zigoto, ou um óvulo recém-fecundado, não tenha direitos.
- Sabemos por experiência empírica contundente que as estruturas precursoras do sistema nervoso central existem desde o momento da fecundação, desde aí o genoma humano é completo e funcional e seu metabolismo é autônomo, ou seja, processa energia por si mesmo, embora continue sendo dependente nutricionalmente da mãe.
O cientista indicou que o embrião tem capacidades humanas, embora limitadas, e portanto toda a normalidade existente internacionalmente para proteger seres humanos com capacidades diferentes deve aplicar-se nestes casos. Por isso, segundo ele, "a clonagem humana deve ser revista com muito cuidado".

Estudo diz que mulher que come biscoito tem mais chance de ter câncer de útero

Risco chega a ser 42% maior quando consumo é de mais de três vezes por semana

Comer regularmente biscoitos, bolos ou pães pode aumentar significativamente as chances de uma mulher desenvolver câncer de útero, revela um novo estudo do Instituto Karolinska, na Suécia. As informações são do DailyMail.

Mas basta comê-los mais de três vezes por semana para o risco de ter um tumor saltar para 42%.

A descoberta partiu de um estudo que analisou os hábitos alimentares de mais de 60 mil mulheres na Suécia. Com ela, os cientistas queriam investigar as ligações entre as dietas açucaradas e o desenvolvimento de tumores no útero.
Esse tipo de câncer afeta ao menos 6.400 mulheres por ano no Reino Unido e mata por volta de 1.000 anualmente.

Embora os riscos sejam conhecidos por contribuir com o aumento do ganho de peso, os pesquisadores queriam saber se havia uma ligação direta entre a quantidade de alimentos doces consumidos e o aparecimento de câncer.

Eles estudaram os dados de milhares de mulheres que, em 1987, completaram questionários sobre dieta, estilo de vida, peso e saúde em geral. Dez anos depois, aquelas que ainda estavam vivos receberam as mesmas perguntas novamente.

Todas as mulheres foram questionadas sobre quão frequentemente adicionavam açúcar em suas bebidas quentes ou nos alimentos, assim como de quanto era a variedade de alimentos açucarados que consumiam.

Eles descobriram que as mulheres que comiam bolos ou biscoitos com frequência estavam mais propensas a ter câncer.

A mesma pesquisa concluiu também que entre aqueles que ultrapassavam um consumo total de 35 gramas de açúcar por dia - o equivalente a cerca de sete colheres de chá - enfrentavam um aumento de 36% na chance de contrair o câncer.

Diante disso, os cientistas afirmam que as dietas ricas em açúcar podem afetar o risco de desenvolver um câncer de várias maneiras. Uma delas é que a sobrecarga de açúcar faz o corpo liberar mais insulina, que por sua vez, pode estimular o crescimento excessivo de células do endométrio, o revestimento do útero.

Outra é que ele aumenta os níveis do hormônio estrógeno, que já foi mostrado para ativar o crescimento descontrolado de células - uma característica chave do câncer.

Em um relatório sobre suas descobertas, publicadas na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention, os pesquisadores disseram que "estes dados podem ser de grande importância para a saúde pública, se forem confirmados por outros estudos em outras populações.

Yinka Ebo, gerente sênior de informação de saúde do Cancer Research UK, disse que manter um peso saudável e manter-se fisicamente ativos são as melhores maneiras de reduzir o risco de câncer de útero.

- Este estudo mostra que comer muito açúcar e alguns alimentos açucarados pode aumentar o risco de câncer de útero, mas nós precisamos ver esses resultados repetidos em outros estudos de grande porte como este antes de podermos tirar qualquer conclusão.



Banda larga do governo por R$ 35 começa hoje

Começa hoje (23/8) a oferta do acesso à Internet em “alta velocidade” de 1 megabit por segundo a R$ 35 por mês, dentro do Plano Nacional de Banda Larga do governo federal.
Segundo a Agência Brasil, os moradores de Santo Antônio do Descoberto, em Goiás (cidade com cerca de 60 mil habitantes), serão os primeiros a poder contratar o serviço.
Mas o acesso “popular” à Internet banda larga tem outros custos. Para ter acesso ao serviço, também é preciso adquiri o modem, que custa quase 300 reais. Vale lembrar que, na semana passada, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que iria negociar a redução do custo do modem.
Porém, segundo o gerente de marketing da Sadnet, Evandro Sá de Menezes, empresa responsável pela implementação do serviço, ainda não houve um contato do ministério para tratar do assunto. Segundo ele, é possível reduzir o valor do aparelho para até R$ 199, se o governo oferecer redução na carga tributária.
Outra opção em estudo é oferecer o equipamento em regime de comodato, quando o cliente só fica com o aparelho enquanto tiver contrato com a empresa.
Em setembro, a TIM também vai oferecer acesso à Internet com velocidade de 1 Mbps a R$ 35 por mês, com os incentivos do PNBL.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

AGORA É A SUA VEZ DE GANHAR DINHEIRO!


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Prestar atenção aos picos de líbido alimenta o desejo sexual

É comum as pessoas perguntarem qual a melhor hora para se fazer sexo e se a mesma favorece a performance sexual. Uns reclamam de incompatibilidade com o parceiro em relação ao melhor horário. 
É comum as pessoas perguntarem qual o melhor horário para se fazer sexo e se o mesmo favorece a performance sexual. Uns reclamam de incompatibilidade com o parceiro em relação à melhor hora.
Um estudo encomendado por uma empresa norte-americana que vende produtos eróticos mostra que a maioria dos adultos daquele país prefere ter relações sexuais à noite, embora as tenham durante a madrugada.
A pesquisa, intitulada Great American Sex Survey, indica que a maioria (52%) dos adultos prefere ter relações sexuais à noite, 47% optam por altas horas da noite e 33% citam a manhã como o melhor horário para manter relações sexuais. O período da tarde foi o eleito por 21% das mais de mil pessoas entrevistadas. Acredita-se que essa diferença ocorra devido à quantidade maior ou menor de hormônios no organismo em certos horários: masculino (testosterona) e feminino (progesterona).

É interessante essa pesquisa, pois nos faz refletir o quanto não prestamos atenção aos nossos desejos. Embora muitos percebam desejo durante o dia e, se prestarmos atenção em nosso relógio biológico e hormonal, veremos que a maior excitação ocorre pela manhã, principalmente nos homens e à tarde tanto para homens quanto para mulheres ou começo da noite - principalmente para mulheres.
A grande maioria das pessoas só se permite viver o desejo e o sexo no período noturno e na madrugada.
Fatores culturais contribuíram para essa associação, a repressão ao sexo que devia ser feito às escondidas. Daí o período noturno ter sido tão condicionado durante muito tempo.
Hoje há uma associação entre agenda, trabalho e estudo que acaba sendo priorizada e o sexo fica para quando sobra tempo (e energia!) e não quando nosso corpo deseja.

Para confirmar isso, é só perceber que a maioria das pessoas muda seu ritmo e a percepção do seu desejo sexual quando está de férias ou até mesmo nos finais de semana.


Parar e prestar atenção ao desejo, à libido é um passo importante para estimular ideias que alimentem o desejo sexual. Muitas pessoas não se dão conta dos picos de libido – tesão durante o dia, e acabam reclamando no final do dia, com estresse e cansaço de trabalho acumulado, que o desejo está fraco.
Preste atenção ao seu corpo, nos momentos de libido que possam surgir durante o dia... mesmo que você não tenha como parar sua agenda, alimente esse desejo e as ideias relacionadas a sexo e suas fantasias. Isso poderá ajudar a não se sentir disfuncional e até auxiliar a resgatar esse tesão num momento oportuno.

Estresse afeta 70% dos brasileiros economicamente ativos

Apenas nos primeiros seis meses deste ano, 109 mil profissionais receberam auxílio-doença por conta de efeitos gerados pelo estresse, contra 85 mil casos registrados no mesmo período de 2010. 
Estudo realizado por uma unidade brasileira de uma associação especializada na prevenção e estudo sobre estresse, aponta que 70% da população economicamente ativa do país já sofre com o problema.
Na opinião de Anderson Cavalcante, especialista em desenvolvimento das competências humanas, práticas adotadas pelo mercado devem ser repensadas. “Jornadas permanentes que ultrapassam 10 horas por dia e acúmulo de tarefas são fatores cada vez mais presentes no cotidiano das empresas e a pergunta que fica é: está valendo a pena? Ao que tudo indica, a resposta é não. Ao invés de verem seus resultados melhorando, as organizações estão fazendo com que seus colaboradores fiquem desmotivados, sem energia e incapacitados de buscarem as metas estabelecidas”, comenta.
Até junho deste ano, o gasto da Previdência com o apoio aos que sofrem as consequências do estresse foi de R$ 147 milhões. Isso demonstra a dimensão do problema e evidência que “remediar” não é mais a saída. “Pelo contrário, temos que ver o estresse como um mal da saúde pública e não apenas como algo relacionado ao trabalhador e às empresas. Caso a questão não seja tratada com seriedade em sua base, veremos os números aumentarem constantemente”, afirma.
Dicas antiestresse
Entre as recomendações para diminuir os níveis de estresse, o especialista dá dicas que podem ser aplicadas no dia a dia.
- O trabalho deve ser uma atividade prazerosa, não uma tortura.
- Além de cuidados com pontos básicos, como alimentação e realização de atividades físicas, o profissional deve refletir sobre pontos como produtividade e a importância atribuída ao que se faz.
Questione-se:
- Trabalho com foco no resultado ou acabo desviando das minhas metas e acumulando tarefas com as quais não preciso me preocupar?
- Meus valores e objetivos estão alinhados às exigências da empresa em que estou atualmente?

Para o RH
- A recomendação é equilibrar de forma mais harmônica a quantidade de trabalho ao número de profissionais de cada área. “Os gerentes, por exemplo, têm equipes cada vez mais enxutas e projetos sempre maiores. A equação não bate e um dos resultados disso é o estresse.
Mensagens do seu corpo apontam sinais do estresse
Ficar atento aos sinais do estresse poderá ajudá-lo a tomar medidas preventivas antes de a situação fugir do controle e exigir tratamentos complexos.
De acordo com a associação especializada na prevenção e estudo sobre estresse:
- sintomas físicos, 38% das pessoas passam por distúrbios do sono
- 86% são afetadas por tensão muscular e dor de cabeça.
- 81% e 78% têm ansiedade e angústia respectivamente.

“Nosso corpo está sempre emitindo recados importantes e precisamos levá-los a sério. Quando perceber que algo está errado, não demore para tomar uma decisão e mude a sua realidade”, finaliza Cavalcante.

Estudo: adolescentes com namorada são menos propensos a delinquência

 . Foto: Getty Images
Segundo a pesquisa, jovens que namoram possuem menos tempo para confusões

Adolescentes com uma vida sexual estão menos propensos a se envolver em comportamentos delinquentes. Essa foi a conclusão de uma pesquisa realizada pela Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos, e publicada pela Fox News. De acordo com o estudo, os jovens que são sexualmente ativos em relações estáveis apresentam nível mais baixo de comportamento antissocial se comparado a adolescentes que não praticam sexo ou fazem sexo casual.
Para o professor assistente de psicologia da Universidade do Texas, Paige Harden, os resultados podem sugerir que os adolescentes passam mais tempo com seus namorados e namoradas e menos tempo com os amigos, o que resulta em menos oportunidades para entrar em confusões.
Foram analisados dados de 519 gêmeos do mesmo sexo nos Estados Unidos, com idades entre 13 e 18 anos. O estudo se concentrou em gêmeos que tinham diferentes comportamentos quando o assunto era sexo. Ao comparar os gêmeos, os pesquisadores puderam controlar todas as variáveis de antecedentes genéticos e ambientais.
Harden chegou à conclusão de que os genes influenciam significantemente o comportamento sexual entre os adolescentes mais jovens, com idades entre 13 e 15 anos. "Genes relacionados à extroversão, impulsividade e puberdade precoce podem influenciar os jovens a terem relações sexuais casuais e até mesmo colocá-los em riscos diversos para efeitos psicológicos", disse o professor.
Entre os adolescentes mais velhos, os fatores ambientais como família e escola são mais determinantes na prática do sexo casual. Em um estudo relacionado, o professor Harden dissipou a teoria comum de que adolescentes inteligentes demoravam mais tempo para se iniciar sexualmente. O estudo demonstrou que fatores familiares influenciavam muito mais do que a inteligência.
Os resultados mostraram que adolescentes economicamente desfavorecidos podem ser mais propensos a receber notas baixas e a perder a virgindade mais cedo. Adolescentes mais ricos, no entanto, podem ser mais propensos a um bom desempenho escolar e demorar um pouco mais para se iniciar sexualmente, devido a uma atenção maior dos pais e escolas mais preparadas.

Saiba como continuar o relacionamento após uma traição

Casal discutindo. Foto: Getty Images
Brigar e punir o parceiro são atitudes que atrapalham a recuperação do casal

Ainda existe esperança para os casais que querem consertar o relacionamento depois de uma traição. A maioria das pesquisas revela que os heterossexuais permanecem juntos após um caso extraconjugal, de acordo com o psicoterapeuta Adam Blum. Claro que em alguns casos a relação fica desgastada, mas em outros o casal pode melhorar o relacionamento. As informações são do Your Tango.
A recuperação após uma traição é a mesma enfrentada para superar qualquer experiência de dificuldade emocional. É preciso falar muito sobre o assunto, de uma forma honesta, profunda e respeitosa, afirma o psicoterapeuta. Segundo ele, a comunicação é a chave para colocar o relacionamento em ordem.
O parceiro que traiu precisa assumir a responsabilidade pelo ato. Parte do processo inclui descobrir e entender as razões que levaram à infidelidade, diz Blum. A pessoa precisa se desculpar e estar disposta a escutar o desabafo do parceiro sobre os sentimentos feridos para se colocar no lugar do outro.
Com o tempo, segundo o profissional, quem traiu ficará cansado de ouvir como a atitude magoou o parceiro, como se estivesse sendo punido. Para a relação continuar de forma saudável, o traidor precisa aprender a ouvir, ter paciência e entender que a a traição teve uma reação.
O psicoterapeuta afirma que é muito importante a pessoa que foi traída expressar o que está sentindo, identificar a mágoa e contar ao parceiro de forma clara e respeitosa. Atacar o outro em busca de vingança não ajuda na relação, alerta Blum.
Superar a traição é um processo que envolve "escutar". O ideal é ao invés de reclamar sobre o que o parceiro faz, se concentrar em como você se sente quando a pessoa toma determinada atitude. Por vezes, a traição é a oportunidade de olhar e melhorar alguns pontos da relação.

Mulheres engordam com casamento e homens, com divórcio

Noiva gorda e homem gordo. Foto: Getty Images
Os cientistas analisaram as respostas de 10.071 pessoas do sexo feminino e masculino sobre a saúde desde a adolescência até seus 40 ou 50 anos

Mulheres, vocês querem manter o peso? Então, não se casem. Homens, pretendem continuar de bem com a balança? A solução é dizer não ao divórcio. As conclusões são de pesquisa da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, divulgada pelo jornal Daily Mail.
Os cientistas analisaram as respostas de 10.071 pessoas do sexo feminino e masculino sobre a saúde desde a adolescência até seus 40 ou 50 anos. Eles focaram particularmente na possível alteração de peso até dois anos depois de subir ao altar ou da separação.
Não se sabe ao certo o motivo da diferença entre os sexos. Mas acredita-se que as mulheres se deixem de lado para cuidar dos maridos e da casa. Já os homens bem-cuidados ao longo do casamento perdem o controle quando têm de encarar a vida sozinhos.
O levantamento também concluiu que a idade interfere no processo. "Conforme você vai envelhecendo, ter uma súbita mudança na vida, como um casamento ou um divórcio, é um grande choque perto do que teria sido quando você era mais jovem e pode realmente causar impacto sobre o peso", disse o pesquisador Dmitry Tumin.

Mau uso de lentes de contato causa infecção e pode cegar

Mulher colocando lentes de contato. Foto: Getty Images
Água de torneira pode contaminar as lentes

Adormecer sem tirar as lentes de contato é um hábito da maioria das pessoas. Mas a prática, assim como a falta de higiene do produto, colabora para proliferação de bactérias e pode causar infecção na córnea. Alguns efeitos danificam os olhos permanentemente e podem até levar à cegueira. As informações são do Daily Mail.
Os olhos tem uma proteção natural contra organismos estranhos - o fluído que cobre a córnea contém enzimas protetoras e ao piscar a pessoa impede que algo se fixe à superfície ocular.
Entretanto, por vezes, os micróbios rompem esta barreira e penetram a camada protetora das células na córnea.
O microbiologista Simon Kilvington afirma que as contaminações acontecem, na maioria das vezes, em banheiros. Lavar ou armazenar as lentes em água de torneira pode trazer sérios problemas aos olhos. O correto é usar soluções esterilizantes para limpar as lentes.
Usar as lentes por mais de um mês também prejudica a saúde ocular. As pequenas rachaduras que aparecem no plástico ao longo do tempo são um terreno fértil para as bactérias.
A ceratite microbiana é de difícil diagnóstico, pois deixa os olhos menos sensíveis à lente. Quando a dor começa é porque a infecção atingiu um estado grave. O problema deve ser tratado com antibióticos indicados por um profissional, para evitar a perda da visão.

Tomar um copo de vinho por dia pode ajudar a emagrecer

Casal toma vinho. Foto: Getty Images
Bebida deve ser ingerida de forma moderada

Beber em exagero engorda, mas uma taça de vinho por dia ajuda a afastar a obesidade e até mesmo a perder alguns quilos, de acordo com cientistas. As informações são do Daily Mail.
A bebida alcoólica sempre foi vista como fonte de ganho de peso por causa do alto teor de açúcar, mas novas pesquisas sugerem que uma pequena quantidade diária poderia fazer parte de qualquer plano de dieta.
O porta-voz do grupo de pesquisa da Universidade Navarra, na Espanha, disse que a ingestão moderada de álcool, especialmente de vinho, protege, ao invés de promover, o ganho de peso.
O Fórum Científico Internacional de Pesquisa em Álcool analisou os resultados do estudo e concordou com a maioria das conclusões, sobretudo que os dados atuais não indicam se o consumo moderado de bebidas alcoólicas engorda.
Algumas pesquisas apontam até que as pessoas muito obesas podem ter um menor risco de desenvolver diabetes se beberem moderadamente. Os pesquisadores afirmaram que o álcool fornece calorias que são rapidamente absorvidas pelo organismo e que não ficam armazenadas.

Mães que tentam ser 'supermulheres' têm mais depressão

Tentar ser uma 'supermulher' pode levar à depressão. Foto: Getty Images
Ao tentar lidar com falhas, mães podem entrar em depressão


Tentar ser uma 'supermulher' pode levar à depressão. De acordo com pesquisa da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, as mães que acham que podem conviver facilmente com todas as tarefas do trabalho e da casa apresentam mais sintomas da neurose que as que renunciam a alguns aspectos da carreira ou dos cuidados maternais para conseguir equilíbrio.
O levantamento contou com a opinião de 1,6 mil voluntárias adultas sobre família e emprego. Os seus níveis de depressão foram medidos assim que completaram 40 anos, segundo o site Science Daily.
"As trabalhadoras que esperavam que o equilíbrio entre trabalho e vida iria ser difícil, provavelmente, são mais propensas a aceitar que não podem fazer tudo", disse a cientista Katrina Leupp. Assim, costumam ficar mais confortáveis ao fazer compensações, como sair do trabalho mais cedo para buscar as crianças. As que esperam gerenciar a carreira e a família sem abrir mão de determinados itens tendem a se sentir culpadas pelas falhas.
Entre as conclusões, consta que as mães donas de casa mostram mais sinais de depressão em comparação àquelas com vida profissional. "O emprego ainda é, em última análise, bom para a saúde das mulheres. Mas, para uma melhor saúde mental, mães que trabalham devem aceitar que não podem fazer tudo."

Estudo comprova: casamento feliz faz bem ao coração

União satisfatória aumenta em três vezes a chance de sobrevivência a longo prazo após cirurgias de pontes de safena, indica pesquisa americana

Casamento feliz aumenta chances de sobrevivência à cirurgia de ponte de safena
Casamento feliz aumenta chances de sobrevivência à cirurgia de ponte de safena

Estar em um casamento feliz faz bem ao coração. É o que mostra uma pesquisa americana publicada no periódico especializado Health Psychology, da American Psychological Association. De acordo com o estudo da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, pessoas casadas têm até três vezes mais chances de permanecerem vivas 15 anos após uma cirurgia de revascularização cardíaca, também conhecida como ponte de safena ou mamária.
"Existe algo em um bom relacionamento que ajuda as pessoas a permanecerem no curso da vida", diz Kathleen King, coordenadora da pesquisa. Segundo Harry Reis, coautor do estudo, o efeito da satisfação no casamento é tão importante para a sobrevivência após a cirurgia quanto outros fatores de risco, tais como tabagismo, obesidade e hipertensão.
Mas o casamento desempenha vantagens diferentes para homens e mulheres. Para eles, o matrimônio está relacionado a altas taxas de sobrevivência — quanto mais satisfatória a relação, maior será a sobrevivência. Para as mulheres, a qualidade do enlace é ainda mais importante. Enquanto casamentos infelizes não fornecem praticamente nenhum benefício à sobrevivência, os relacionamentos satisfatórios aumentaram em quase quatro vezes as chances da mulher sobreviver. "A recompensa da felicidade conjugal é mais forte nas mulheres. Por isso, elas devem buscar essa felicidade para terem a recompensa na saúde", diz Reis.
Pesquisa - No estudo, foram avaliadas 225 pessoas que fizeram uma cirurgia de ponte de safena entre 1987 e 1990. Todos os casados foram questionados sobre sua satisfação com o casamento um ano após a cirurgia. Houve ainda ajuste de idade, sexo, educação, casos de depressão, tabagismo e outros fatores que afetam a sobrevivência para doenças cardiovasculares.
Quinze anos após a cirurgia, 83% das esposas felizes ainda estavam vivas, frente a 28% das que eram infelizes no casamento e 27% das solteiras. O índice de sobrevivência para os maridos felizes também foi de 83%. Mas aqueles nem tão felizes assim também tiveram taxas elevadas. Homens em uniões não muito satisfatórias tiveram um índice de sobrevivência de 60%, significativamente melhor do que os 36% dos homens não casados.
"A cirurgia de ponte de safena coronária já foi vista como uma cura milagrosa para doenças cardíacas", diz King. "Mas agora nós sabemos que para a maioria dos pacientes, os enxertos são temporários, e ainda mais suscetíveis a entupimentos e doenças do que as artérias naturais do local." No estudo, os autores citam ainda pesquisas anteriores que apontam que pessoas que têm um casamento com baixa hostilidade são menos suscetíveis a um tipo de inflamação relacionada às doenças cardíacas.

Efeitos do fumo para o bebê são piores do que se imaginava

Filhos de mães que fumaram durante a gravidez correm 40% mais riscos de ter problemas de desenvolvimento. Mães brasileiras fizeram parte do estudo

Fumo aumenta em 40% as chances de recém-nascido ter problemas de desenvolvimento.
Fumo aumenta em 40% as chances de recém-nascido ter problemas de desenvolvimento.

Bebês que nasceram de mães que fumaram durante a gravidez correm mais riscos de enfrentarem atrasos no desenvolvimento neurobiológico do que pesquisas apontavam anteriormente. Publicado no periódico científico Journal of Human Capital, um estudo da Universidade de Iowa, que analisou inclusive mulheres brasileiras, mostra que o fumo aumenta em 40% as chances de um recém-nascido — entre três meses e 24 meses de idade — ter problemas de desenvolvimento. Os efeitos são mais graves entre crianças de famílias mais pobres.

"O estudo destaca os perigos do fumo pré-natal", disse George Wehby, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Iowa e coordenador do estudo. "Esperamos que ele dê mais destaque para a necessidade de desencorajar as mulheres grávidas a fumar."

No total, foram estudadas 1.600 crianças de clínicas de saúde da Argentina, Brasil e Chile. Para chegar aos resultados, os pesquisadores perguntaram às mães sobre seu consumo de cigarro. Além disso, eles também fizeram exames neurológicos nas crianças, o que incluiu testes cognitivos, avaliação da comunicação e da função neurológica básica. Aproximadamente 11% das mulheres que participaram do estudo fumaram durante a gravidez.

Segundo os pesquisadores, crianças pobres eram as mais afetadas que as outras porque as mães tinha tendência a fumar mais. "Ter um melhor nível socioeconômico pode compensar alguns dos efeitos adversos de fumar, como por exemplo, a adoção de hábitos mais saudáveis e melhor acesso ao pré-natal", disse Wehby.

Estudos anteriores já demonstraram as consequências do fumo em crianças. Nenhum deles, porém, conseguiu isolar o fumo de outros fatores de risco. Por exemplo, grávidas que fumam também são mais propensas a consumir bebidas alcoólicas e a ter outros comportamentos que são danosos aos bebês.

No estudo, os pesquisadores também levaram em conta as localizações geográficas das mães. Isso foi importante porque o local onde elas moram pode influenciar diretamente no preço dos cigarros e as políticas de fumo.

"Dada a importância da saúde na primeira infância e do desenvolvimento neuropsicomotor, as intervenções orientadas para reduzir o fumo pré-natal podem resultar em melhorias significativas no desenvolvimento da criança”, disse Wehby.

Conheça 11 causas comuns para a tontura

Tontura é um dos sintomas mais populares nos consultórios - perde apenas para dor e febre
Tontura é um dos sintomas mais populares nos consultórios - perde apenas para dor e febre


A terceira queixa mais comum em consultórios médicos do Brasil é a tontura. O sintoma só fica atrás de dor e febre. E, assim como os outros dois, a tontura pode ter uma série de razões ocultas — mais de 300 quadros clínicos podem levar a essa sensação. Portanto, é certo: quem ainda não teve, em algum momento da vida, terá sinais como falta de equilíbrio, sensação de possível queda ou de que a cabeça está girando.
Especialista tira dúvidas sobre a labirintite
Em geral, as causas estão relacionadas com o labirinto, uma estrutura localizada no ouvido interno que está relacionada à audição e equilíbrio. Quando ele é afetado por um dos fatores – que podem ser infecciosos, inflamatórios, neoplásicos (decorrentes de tumores), entre outros — a pessoa fica com a sensação de ter perdido o equilíbrio. O ideal é que um médico seja procurado assim que o sintoma aparecer. Segundo Fernando Ganança, otorrinolaringologista da Sociedade Brasileira de Otologia (SBO), mais de 90% das pessoas apresentam melhora parcial ou total depois de iniciar um tratamento.
Outra boa notícia é que raramente a tontura indica um problema neurológico mais sério, como um derrame, hemorragia cerebral ou esclerose múltipla.
Atenção -- Casos em que a tontura ocorrer após uma forte pancada na cabeça, vier acompanhada de febre alta, perda súbita de audição, dor no peito e visão turva devem seguir imediatamente para o serviço de emergência hospitalar. Enfraquecimento das pernas ou braços, fala embaralhada, perda de consciência e mal-estar acompanhado de náusea e vômito, além da presença de desequilíbrio intenso também fazem parte dos sinais que indicam a necessidade de procurar imediatamente um hospital. Abaixo, 11 causas comuns para a tontura:

Anemia




Quando o corpo não possui ferro suficiente para produzir hemoglobina — proteína que transporta oxigênio no sangue — a pessoa pode ter tontura, entre outros sintomas, se não houver tratamento. 

Gripe



Pode obstruir a cavidade nasal. Com o nariz congestionado, outras áreas são afetadas e podem trazer consequências diretas ao labirinto, causando a tontura.

Síndrome metabólica


Problemas como diabetes ou colesterol alto também podem causar tonturas. No caso do colesterol, por exemplo, há um engrossamento do sangue que prejudica a oxigenação do labirinto — fazendo com que o sintoma ocorra.

Transtornos de ansiedade

Sintomas como respiração ofegante, taquicardia e tontura podem ser sintomas de uma crise de ansiedade.

Distúrbios hormonais

A menopausa ou distúrbios na tireoide comprometem o labirinto. Nesse caso, a tontura pode não ser permanente, mas recorrente.

Distúrbios neurológicos

Entre 10 e 15% das tonturas tem origem neurológica, como por exemplo tumores que envolvam o próprio labirinto ou os nervos que saem dele, além de doenças degenerativas.

Lesões

 
Uma pancada forte na cabeça pode afetar o labirinto. Um trauma acústico também - por exemplo, se uma pessoa ficar próxima de uma caixa acústica potente poderá ter tontura. Outro tipo de lesão é o barotrauma, que é ligado a pressão no interior do corpo. O problema pode ocorrer ao decolar no avião ou durante um mergulho na água.

Medicamentos

 
Alguns medicamentos têm a tontura como efeito colateral. Por isso, é importante questionar o médico sobre as reações adversas dos remédios. 

Distúrbios na visão

Problemas visuais, como distúrbios de refração (como miopia, hipermetropia, astigmatismo), e alterações na pressão intraocular podem dar a falsa sensação de movimento, causando tontura.
 

Pesquisa mostrou que 69% dos entrevistados pensam não ter uma boa imagem

As cirurgias plásticas viraram uma obsessão do cantor americano Michael Jackson, cujas intervenções começaram em 1984 e não pararam mais. Em uma entrevista concedida em 1993 à apresentadora americana Oprah Winfrey, o astro pop se descreveu como perfeccionista e "nunca satisfeito com nada", incluindo a sua aparência. Jackson não estava sozinho. Afinal, quem nunca se sentiu insatisfeito diante do espelho ao menos por um dia? Mas há quem confira dimensões extremas à conhecida fábula do patinho feio e transforme o próprio corpo num verdadeiro campo de batalha. São pessoas que sofrem de uma desordem psicológica chamada dismorfofobia ou transtorno dismórfico, que as faz alimentarem ideias irreais sobre a própria imagem corporal. É o caso da engenheira química C., de 39 anos, que teve sérios problemas devido à excessiva preocupação com a sua aparência física. Dizia que seu rosto se tornava flácido e que suas bochechas estavam prestes a desabar. Começou, então, a se sentir insegura a ponto de não sair na rua sozinha. Deixou de dirigir, ficando a maior parte do tempo em casa. Passou a ter espasmos no rosto e deixou até mesmo de falar. Exames clínicos, porém, não mostraram qualquer alteração na pele ou no tônus muscular do rosto de C., mulher jovem e de boa aparência.
O distúrbio foi relatado pela primeira vez pelo psiquiatra italiano Enrico Morselli, em 1886. À época, foi descrito como um sentimento de feiura ou defeito no qual a pessoa sente que é observada por outras, embora a sua aparência esteja dentro dos limites da normalidade. Por isso, o distúrbio recebeu o nome de "hipocondria da beleza". Somente nos Estados Unidos, o distúrbio atingiria cerca de 5 milhões de pessoas ou 2% da população. "Trata-se de uma certeza, muitas vezes delirante, de que uma parte do corpo não está bem. Enquanto a pessoa que alucina inventa o mundo, o delirante vê o mundo com outros olhos", compara o neurologista Edson Amâncio, autor do livro O homem que fazia chover.
"Em geral, as queixas envolvem falhas imaginárias ou leves no rosto ou na cabeça, como acnes, cicatrizes, rugas ou inchaços", diz. Dificuldades sociais e conjugais ocorrem com as pessoas que têm o transtorno, dependendo da gravidade, a ponto de terem sua vida completamente desestruturada. "O prejuízo pode ser resultado do tempo que se gasta com a atenção ao corpo, em detrimento de outros aspectos da vida, quase sempre negligenciados", diz Amâncio. "Quem sofre da doença se olha com frequência no espelho ou em outras superfícies refletoras para checar a aparência, o que pode consumir muitas horas por dia numa atitude compulsiva bastante difícil de resistir", diz o neurologista. Outros, ao contrário, esquivam-se de espelhos em uma tentativa não bem-sucedida de diminuir o mal-estar e a preocupação.
Camuflagem
As queixas de quem tem preocupação exagerada com o corpo, entretanto, são vagas. Muitas pessoas evitam descrever seus defeitos em detalhes, podendo se referir à sua "feiura" em geral. Essas pessoas tentam camuflar seus defeitos imaginários com óculos escuros, bonés, luvas ou roupas. O psiquiatra e psicoterapeuta Geraldo Possendoro, professor da Unifesp, lembra que a crença de que algo está errado com o corpo pode extrapolar todos os limites. "A pessoa pode se queixar de que os poros do nariz estão muito abertos, por exemplo. Muitas vezes não há defeito algum ou o defeito é supervalorizado pelo paciente", diz Possendoro, para quem o problema muitas vezes está associado à baixa autoestima.
Os indivíduos com esse transtorno frequentemente pensam que os outros estão observando o seu "defeito", o que pode levar a uma esquiva das situações sociais que, levada ao extremo, chega até ao isolamento social. "Esses pacientes buscam e recebem tratamentos para a correção de seus defeitos imaginários, em uma peregrinação por diversos profissionais, principalmente cirurgiões plásticos, sem, no entanto, corrigir os supostos defeitos", diz Possendoro.
Dificuldades sociais e conjugais ocorrem com as pessoas que têm o transtorno, dependendo da gravidade
Alguns especialistas chegam a questionar se a anorexia poderia ser um caso de dismorfofobia, já que os indivíduos supervalorizam o tamanho do seu corpo e se angustiam com seu defeito imaginado. Já Possendoro defende o diagnóstico diferencial entre anorexia do transtorno dismórfico.
O tratamento inclui antidepressivos e psicoterapia. A literatura, no entanto, aponta a possibilidade de que o transtorno seja, na verdade, um delírio somático, uma crença irreal (e incorrigível pela argumentação) sobre o próprio corpo. "Nesse caso, o tratamento incluiria a administração de antipsicóticos associados a antidepressivos", diz Possendoro.
"Quanto à história familiar, não existem dados que estabeleçam um padrão claro do transtorno dismórfico corporal com outros transtornos psiquiátricos", diz Amâncio.

Carência e baixa autoestima são alguns dos motivos que levam ao endividamento

Nunca foi tão fácil conseguir crédito no mercado. O resultado disso é que o brasileiro está se endividando cada vez mais. Cerca de 63% das famílias estão devendo e comprometem pelo menos 30% do salário com dívidas. Este é o resultado de uma pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor, realizada em abril pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). De acordo com o estudo, 8% não têm condições de quitar o saldo devedor, chegando a demorar em média 58,8 dias para pagar.
"Há várias razões que levam uma pessoa a se endividar: desde as estritamente necessárias, ligadas à sobrevivência, até para exibir um status que não tem, para aliviar a ansiedade ou mesmo ocupar o tempo", diz a psicóloga Olga Tessari, autora do livro "Dirija Sua Vida Sem Medo" (Ed. Letras Jurídicas). Comprar indiscriminadamente, a ponto de se tornar um devedor por muito tempo e sem conseguir parar, é considerado uma doença obsessivo-compulsiva chamada oneomania, que atinge principalmente as mulheres. Não se sabe ao certo o porquê, mas acredita-se que sejam fatores culturais.
"O superendividamento é uma consequência da compra compulsiva. É uma característica de cada indivíduo que se apoia no externo para fortalecer a sua imagem. Pode, ainda, estar ligado à baixa autoestima e por não saber lidar com emoções negativas ou não souber dizer não a quem pede empréstimo", avalia a psicóloga Tatiana Filomensky, coordenadora do atendimento de compradores compulsivos do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP.

Patologias associadas

Geralmente, o comprador compulsivo tem, também, algum outro transtorno -como de humor, ansiedade, alimentar- ou dependência de substâncias químicas (como drogas, medicamentos ou álcool). "Comprar é gostoso. E eles vão em busca da sensação de prazer. Os problemas se acumulam e os prejuízos passam do financeiro para o familiar e social. Brigas em casa são constantes", diz Tatiana Filomensky.
Embora percebam que o endividamento está prejudicando a sua vida, para aliviar a ansiedade, essas pessoas compram cada vez mais. Mas não conseguem aplacar o sentimento e voltam a ter comportamento compulsivo. "É um círculo vicioso que traz cada vez mais sofrimento. Para resolver o problema, é preciso entender os fatores que geram a elevação da ansiedade, aprender a lidar com eles e superá-los", afirma Olga Tessari.

Note a diferença

 Gostar de comprar não é o mesmo que ser um comprador compulsivo. "Uma pessoa que se endivida uma vez sofre tanto que vai fugir ao máximo de novas prestações, por medo do sofrimento vivido. Já o compulsivo quer aliviar a compulsão comprando cada vez mais, na busca pelo prazer, sem pensar no futuro", define Olga Tessari. "Uma das minhas pacientes comprou a terceira torradeira, pois não podia perder uma oferta maravilhosa. Quando indaguei por que, ela respondeu: ‘não resisti, foi mais forte do que eu’", conta. Tatiana Filomensky já atendeu pacientes com os mais diversos tipos de problema. Gente que perdeu o apartamento, o carro, uma poupança de R$ 100 mil.

Para se livrar da compulsão, não há outro remédio senão fazer um tratamento psicológico e, em alguns casos, psiquiátrico. "Primeiro é preciso reconhecer que tem a patologia e parar de mentir. Precisa de avaliação médica correta e adequada, para acabar com os sintomas, e da psicológica, para entender por que que comprar virou um problema. Analisar as emoções envolvidas e as situações em que gasta. É preciso entender como lidar bem com o dinheiro”, diz Tatiana Filomensky.

  Perfil dos devedores
 
De acordo com Gilson Luís da Silva, um dos coordenadores do grupo Devedores Anônimos, de São Paulo, 70% dos frequentadores das reuniões semanais são compradores compulsivos. “É o perfil mais comum. Compram para acumular objetos, para saciar a ansiedade. Adquirem coisas para si", diz.
Há ainda os que compram afeto, sustentando os outros, pagando rodadas de bebidas, se endividando para ajudar. "As pessoas usam de má fé e pedem dinheiro emprestado, sempre se baseando em alguma história de carência. E os endividados não sabem dizer não". Mas há, também, quem contrai dívidas porque não sabe contabilizar os gastos e administrar o salário do mês –e mesmo cheios de contas para pagar, continuam gastando mais do que ganham.
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