segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Novos remédios tornarão o câncer uma doença crônica, diz médico

Cirurgião afirma que pacientes poderão viver com a doença graças a novos tratamentos específicos para cada tipo de tumor

O cirurgião oncologista Rogério Neves acredita que estamos entrando em uma nova era no combate ao câncer. Com a descoberta de novos tratamentos específicos para cada tipo de tumor, em pouco tempo a doença poderá se tornar crônica, sem necessariamente matar os pacientes. Brasileiro, Neves é professor da Penn State University, nos Estados Unidos, onde é diretor do Programa de Melanoma e Oncologia Cutânea e está diretamente envolvido na pesquisa de novas drogas para o câncer de pele. Ele esteve em São Paulo, onde participou do XIV Congresso Mundial de Câncer de Pele, que termina neste sábado. Neves falou sobre as terapias alvo para o carcinoma basocelular. Em entrevista ao site de Veja, Neves fala sobre os novos tratamentos que compara o novo momento do combate ao câncer à descoberta da penicilina e afirma ainda que  o que podemos esperar do futuro.

Por que temos visto tanto avanço no combate ao câncer? Isso começou há menos de 20 anos, com os projetos de leitura do genoma do câncer. Naquela época, levava dois anos para sequenciar um tumor. Hoje, faço isso em meu laboratório em uma hora. Ficou muito mais fácil saber as diferenças entre os tumores. Antes, quando nos deparávamos com o mesmo tipo de câncer, no mesmo lugar, em dois pacientes, não víamos diferença. Mas de repente percebíamos que um deles era mais agressivo: uma pessoa morria dentro de três meses, a outra estava viva três anos depois. A gente não sabia por que isso acontecia. Era claro que havia alguma coisa diferente dentro do tumor, mas não sabíamos o que era. Agora estamos começando a descobrir. São genes diferentes, que são ativados ou desativados dependendo do caso, ou proteínas que são expressas dependendo da circunstância. Sabendo disso, conseguimos inventar terapias alvo, voltadas para cada tipo específico de câncer.

O que essas terapias significam na luta contra o câncer? Estamos perto de uma cura? Eu não acredito que vamos encontrar a cura do câncer, nem em três gerações. Até porque temos muitos tipos de tumores, mais de 300. O que vai acontecer é que para a geração dos meus filhos, a maioria dos cânceres vai ter se tornado uma doença crônica. Uma doença com a qual a pessoa vai poder conviver, sem necessariamente morrer por causa dela. Numa hora, um tumor vai aparecer, e o médico vai retirar, numa outra, o paciente vai ter que trocar o tratamento. Mas ele vai continuar vivo.
Vai ser parecido com o tratamento atual contra a Aids, onde o paciente consegue controlar a doença ao consumir um coquetel de remédios? Vai ser exatamente igual. É isso que estamos buscando. Para tratar o melanoma, por exemplo, já estão surgindo coquetéis de medicamentos. O objetivo é controlar os vários caminhos pelos quais o câncer pode crescer. Novas drogas estão surgindo num ritmo incrível. Na área do melanoma, não surgia nada novo há 30 anos. Isso é muito excitante.
E quais as novidades no tratamento do melanoma? Uma análise genética dos melanomas mostra que, pelo menos, 50% deles têm uma mutação em um gene chamado BRAF. Foi criada uma droga, chamada debrafenib, que age especificamente nessa mutação. Ela entra na célula e bloqueia esse mecanismo que a faz crescer descontroladamente. Na outra metade dos melanomas, no entanto, você não pode aplicar o remédio, porque pode piorar o tumor. Por isso, o tratamento contra o câncer vai ter que ser totalmente personalizado.
Temos exemplos desse tipo de tratamento em outros cânceres de pele? Sim, e até mais efetivos. Em nosso laboratório, nós estamos estudando substâncias para tratar o carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele. Nós participamos de testes com o vismodegib, uma droga que teve resultados tão bons que foi aprovada há seis meses nos Estados Unidos para uso em tumores avançados. Agora, estudamos drogas parecidas com essa, para descobrir qual pode ser o melhor tratamento. Existe uma gama grande de novas drogas disponíveis, que atingem o mesmo mecanismo no tumor.
E qual mecanismo é esse? Ela atua sobre o que chamamos de via de sinalização Hedgehog, um conjunto de eventos e sinais que regulam o desenvolvimento celular. Normalmente, essa via está inibida. Mas quando ela sofre mutações, causadas por exemplo pelos raios ultravioleta, começa a fazer as células crescerem e se multiplicarem de maneira desorganizada. A droga que age nesse mecanismo foi descoberta de maneira acidental, na década de 1950, nos Estados Unidos. Alguns bezerros começaram a nascer ciclopes, com um só olho. Ao estudar o caso, cientistas descobriram que eles estavam comendo uma planta que agia justamente na Via de Hedgehog. A indústria farmacêutica mudou a molécula para que ela pudesse agir nos tumores desencadeados por esse mecanismo. E até 90% dos carcinomas basocelulares têm alterações nessa via. Por isso, o tratamento é muito promissor.
Esses remédios são capazes de erradicar o carcinoma de um paciente? Em alguns casos, sim. No primeiro estudo com a substância, tivemos entre 60% e 70% de resposta completa, com o sumiço total do tumor. Em outra boa porcentagem, houve resposta parcial. Nesses casos, o câncer diminuiu ou parou de crescer. O que é ótimo, porque podemos operar esse paciente. Imagina um caso onde o carcinoma atinja a região dos olhos, o nariz ou a orelha do paciente. Diminuindo seu tamanho, podemos tornar a cirurgia menos mutiladora.
E como a comunidade médica está reagindo a essas descobertas? Tente imaginar como foi quando descobriram a penicilina, o tanto de vidas que puderam ser salvas. É assim que estamos nos sentindo nesse momento.

Incentivar o banho de sol é o mesmo que estimular alguém a fumar, diz especialista

Dermatologista argentino afirma que só o uso do protetor solar não protege contra o câncer de pele e defende uma maior educação sobre os perigos do sol

O médico argentino Fernando Stengel não acredita em bronzeamento saudável. De pele clara, não usa protetor solar com fator menor que 50 quando está no Brasil. Na maior parte das vezes, nem usa protetor — prefere se esconder do sol com casacos e chapéus. Chefe do setor de dermatologia do Centro de Educação Médica e Investigação Clinica (CEMIC) da Argentina, além de presidente da Fundação Argentina de Câncer de Pele, ele diz que a população em geral não sabe como se proteger do sol, o que tem contribuído para o número cada vez maior de diagnósticos de melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.

Stengel esteve em São Paulo participando do XIV Congresso Mundial de Cânceres de Pele, que ocorre entre os dias 1 e 4 de agosto, onde falou sobre a eficácia da fotoproteção feita hoje na prevenção do câncer de pele. Em entrevista ao site de Veja, o médico diz que existe muita ignorância quanto aos efeitos do Sol — inclusive entre os médicos — e explicou que só existe um modo de diminuir os números do câncer de pele no futuro: a fotoeducação.
Onde estamos errando na proteção contra o Sol? As companhias farmacêuticas falam em bronzeamento seguro, o que não é verdade. Não existe bronzeado saudável. Existe muita gente que, desde jovem, se expõem ao Sol sem preocupação. No entanto, quando conversamos com pessoas de meia idade que têm melanoma, a maior parte delas relata que teve muitas queimaduras de Sol durante a vida — o que é um grande incentivador do câncer. Mas ninguém quer escutar esse alerta. A cultura do bronzeamento está em todo lugar. Existe uma glorificação em torno disso. Na Argentina, nós temos uma campanha em que mostramos a foto de uma mulher em trajes de banho. Um homem comenta: “Você tem um bronzeado que mata.” Literalmente. Ela está matando a si mesma.
Então o senhor está dizendo que tomar banho de Sol é perigoso? Sim, definitivamente. Mais que isso, a cultura do banho de Sol é estúpida. As pessoas estão buscando algo que não é saudável. É como incentivar o uso de cigarros.
Como mudar essa cultura? Eu defendo a fotoeducação, ensinar a sociedade a se defender dos efeitos do Sol. Devemos fazer campanhas de educação na comunidade, na imprensa, no governo, na indústria, entre os médicos. Por exemplo, temos que ensinar que a pessoa deve se proteger dos efeitos do Sol não só no verão, mas muitos meses antes. Em São Paulo, por exemplo, a proteção deve começar em setembro, quando o Sol começa a ficar forte. O ápice é em dezembro, com o solstício, e ele vai enfraquecendo até abril. Por que não ensinar isso nas escolas, durante as aulas de geografia? O professor quando estiver ensinando sobre o solstício, pode explicar para o aluno os efeitos que isso pode ter sobre sua pele. Se o professor perder um minuto nisso, o aluno pode se proteger corretamente por toda a vida.
Qual a melhor maneira de se proteger do Sol? É a mesma lógica de proteção de quando você está dirigindo. Em primeiro lugar, você deve respeitar as regras de trânsito, depois saber adaptar sua maneira de dirigir às condições encontradas pelo caminho. Mesmo assim, é sempre bom usar cinto de segurança. Para proteger a pele, você deve, em primeiro lugar, respeitar os horários onde o Sol está mais forte. Olhe para sua sombra. Quando ela estiver mais curta que sua estatura, isso significa que o Sol está sobre a sua cabeça, muito forte. Respeite essa hora. Em segundo lugar, se adapte às condições do Sol. Se ele estiver muito forte cubra sua pele, proteja-se. Por último em prioridade está o protetor solar, que tem sua importância. 
Então, usar protetores solares não é o mais importante? A questão é que você não precisa usar o protetor. A pessoa pode não gostar dele, ele é grudento, brilhante e irrita os olhos. Eu pessoalmente prefiro me vestir quando vou me expor ao Sol. Desde a antiguidade, nos protegemos com roupas — pense nos beduínos, por exemplo. Desse modo, sobrevivemos e chegamos até aqui como espécie. Só passo protetor quando quero entrar na água. Os protetores são realmente bons para evitar a radiação solar, mas a verdade é que não os usamos do modo correto.
O que fazemos de errado? Não sabemos a quantidade certa do produto que deve ser usada. Os testes que permitem às empresas dizerem que um produto tem fator de proteção 30 ou 50 é feito com dois miligramas do produto por cada centímetro quadrado de pele. Quem passa essa quantidade de protetor solar? Eu prefiro usar protetores fortes, sempre acima do fator 30. Não acredito em fatores de proteção mais baixos. No Brasil, que tem Sol muito forte, uso 50, porque tenho pele clara.
Nós sabemos onde passar o protetor? Existem partes da pele que são cronicamente expostas ao Sol, como a face e o dorso das mãos, onde costumamos dar mais atenção. Mas a pele é a mesma em todos os lugares, com a mesma chance de desenvolver melanoma. Pesquisas mostram que as mulheres usam 60% do protetor na face, porque não querem rugas. Outros 40% vão na altura dos seios, para não deixar marcas. E só 2% nas pernas, porque querem bronzear a região. E é justamente aí que está aparecendo o maior número de melanomas em mulheres hoje em dia. Isso é ridículo, um exemplo de como as campanhas de proteção solar de hoje em dia não estão funcionando.
Os médicos não têm parte da culpa? Com certeza. Existe um artigo da Sociedade Britânica de Cirurgia Plástica e Medicina Estética que mostrou que metade dos médicos do país não sabe responder perguntas sobre protetores solares. Na Argentina, cerca de 45% dos médicos não sabe dizer o que é o fator de proteção do produto. E têm dermatologistas entre eles, que não se importam com isso. Trabalhar com a prevenção do câncer é muito difícil, não dá dinheiro. Quem faz escola de medicina, faz com a intenção de curar o doente. Um cirurgião vê o tumor, o corta fora e acabou. Na prevenção, você impede que o paciente fique doente. Não é excitante, o resultado pode demorar décadas para aparecer.

Consumo elevado de salmão na gravidez reduz produção de anticorpo

Índice da imunoglobina-A no leite materno, importante para a prevenção de infecções no bebê, tem queda quando há alto consumo de ômega-3

Prevenção natural: alta ingestão do ácido graxo ômega-3 ajuda a reduzir os riscos de arritmia cardíaca entre adultos
Consumo de ômega-3 na gravidez pode afetar a formação do sistema imunológico do bebê

O consumo de ácido graxo ômega-3 durante a gravidez pode reduzir a produção de um anticorpo importante na prevenção de infecções no bebê. De acordo com um estudo publicado no periódico médico The Journal of Nutrition, mulheres que mantinham uma dieta rica em salmão secretavam menos imunoglobina-A, um anticorpo passado de mãe para filho durante a amamentação.
De efeito benéfico e conhecido para a saúde do coração e até na prevenção da depressão pós-parto, o ácido graxo ômega-3, encontrado em peixes gordos como o salmão, é indicado para qualquer pessoa que queira manter uma dieta saudável. Como são fundamentais para a formação do cérebro de um feto, mulheres grávidas também são costumeiramente encorajadas a ter uma dieta rica da substância. Esse ácido é importante ainda para o desenvolvimento dos vasos sanguíneos, do coração e do sistema imunológico.
Apesar de todos os efeitos benéficos conhecidos do óleo graxo ômega-3, pouco era sabido sobre a influência de sua ingestão na composição do leite materno e das substâncias imunológicas transferidas de mãe para filho. A proteção imunológica que a amamentação fornece aos recém-nascidos é uma das razões pelas quais o aleitamento materno é recomendado por profissionais de todo o mundo. Daí, a importância de se avaliar a influência do consumo de peixes gordos por gestantes.
Pesquisa – Um grupo de pesquisadores, coordenados pela Universidade de Reading e a Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, separou 123 mulheres grávidas, que raramente consumiam peixes gordos, em dois grupos. Metade manteve sua dieta regular. A outra metade ingeriu duas porções de salmão por semana, começando na vigésima semana de gestação até o nascimento.
Descobriu-se, então, que as mães que comeram salmão nos estágios finais da gravidez tiveram um aumento na quantia de ômega-3 presente no leite no primeiro mês após o nascimento. Mas elas tiveram também uma redução na secreção de imunoglobina-A, um anticorpo que ajuda o recém-nascido a se proteger de infecções virais e bacterianas através das mucosas.
“A dieta rica em peixes gordos é eficiente na transmissão de nutrientes saudáveis para os bebês. Mas são necessários mais estudos para examinar como a baixa desse anticorpo específico pode afetar os recém-nascidos”, diz Parveen Yaqoob, coordenadora do estudo.

Alunos em boa forma física têm melhor desempenho acadêmico, diz estudo

Jovens do Ensino Fundamental podem melhorar as notas em provas de matemática e interpretação de texto se tiverem um peso adequado e praticarem atividades físicas

Praticar atividade física com regularidade ajuda a melhorar a cognição do jovem, levando a um melhor desempenho escolar
Praticar atividade física com regularidade pode levar o jovem a um melhor desempenho escolar

Uma pesquisa feita na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, mostrou que estudantes do Ensino Fundamental com peso adequado e fisicamente ativos têm um melhor desempenho acadêmico do que o restante. De acordo com o estudo, que foi apresentado neste fim de semana no encontro anual da Associação Americana de Psicologia, em Orlando, estar em forma foi associado a notas maiores em testes de matemática e de interpretação de texto.
Ao todo, 1.211 jovens de dez a 15 anos que estudavam em cinco escolas diferentes do Texas participaram da pesquisa. Os autores do trabalho analisaram características como rendimento escolar, autoconfiança, nível socioeconômico, índice de massa corporal (IMC) e frequência com que praticavam exercícios físicos. Os alunos também realizaram testes que avaliaram a aptidão física de cada um em relação à capacidade cardiorrespiratória, aeróbica, flexibilidade e força e resistência muscular.
De acordo com os resultados, a capacidade cardiorrespiratória, que é desenvolvida com atividades aeróbicas, como correr, andar e nadar, foi o fator mais fortemente associado a um melhor desempenho acadêmico — embora as outras características físicas também tenham sido relacionadas a bons resultados na escola. As conclusões foram semelhantes para ambos os sexos. Para os pesquisadores, o estudo reforça a ideia de que a atividade física melhora a memória, a concentração e a organização de uma pessoa — e deve incentivar os pais a incluírem algum tipo de exercício na rotina de seus filhos.

Comodismo, medo e status levam homens a manter relacionamentos infelizes

Homens costumam agir de forma que a mulher acabe tomando a iniciativa de terminar
Homens costumam agir de forma que a mulher acabe tomando a iniciativa de terminar

A promessa "até que a morte nos separe" é cada vez menos cumprida pelos casais. A possibilidade de se divorciar com mais facilidade e ter a esperança de iniciar uma nova vida com outra pessoa faz com que muitos relacionamentos acabem. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os divórcios aumentaram 20% em dez anos. Para o psicanalista Mauricio Sita, autor do livro "Vida Amorosa 100 Monotonia" (Editora Viver Melhor), é mais frequente que a mulher tome a iniciativa de se separar, ainda que o parceiro também esteja insatisfeito. "O homem não gosta de ser o responsável pelo rompimento", afirma. 
Segundo o psicanalista, quando a relação vai mal, é muito comum o homem criar armadilhas para que a mulher tome a iniciativa de terminar. "Ele fica distante, economiza atenção e carinho, prioriza o trabalho e os programas com os amigos", explica o especialista. Dessa maneira, ele vai minando o relacionamento e forçando-a a agir. O psicólogo Ailton Amélio da Silva, professor da USP (Universidade de São Paulo), diz que, na maioria das vezes, as discussões sobre o relacionamento são iniciadas pelas mulheres. "Em geral, elas se incomodam e buscam reverter a situação; querem melhorar ou terminar de vez", explica Silva.
Maurício Sita explica que um dos motivos que mais perturba o homem, ao assumir a iniciativa de romper um relacionamento, é ter de se justificar para a parceira. "Ele evita tomar a decisão porque sabe que a mulher o questionará, e os homens detestam ter de dar explicações".
A psicóloga Denise Diniz, coordenadora do Setor de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) afirma que, culturalmente, o homem é considerado o provedor  e terminar o relacionamento é o mesmo que abandonar a família. "Eles costumam encarar uma separação como sinal de fracasso e têm mais dificuldade de lidar com isso”. Segundo ela, é muito mais cômodo para o homem dizer que foi a mulher que o dispensou a ter de assumir que a deixou. 
Além disso, as mulheres são mais sentimentais. "Para elas, a falta de amor é motivo para terminar uma relação. Já os homens analisam todas as dificuldades de uma separação", diz Denise. O fim do amor não é determinante para o rompimento na cabeça do homem. Ele avalia outros aspectos, como o social, financeiro e até o companheirismo. "A relação pode estar ruim, mas estabilidade é fundamental para o sexo masculino”, explica.
Sita diz que os homens detestam se desestabilizar. Se a relação sexual esfriou e só acontece de vez em quando, tudo bem. "Para o homem é melhor estar mal acompanhado do que só. Se o sexo acontecer vez ou outra, ótimo", diz Silva. E, se diminuir demais, ele pensará em procurar outra e viver uma vida dupla. "Mas, mesmo tendo outra na jogada, dificilmente cederá à pressão e terminar o relacionamento", diz Denise, que concorda com os especialistas, os homens preferem uma rotina medíocre a ter de enfrentar mudanças. 

Razões que impedem os homens de romper o relacionamento:

1. Comodismo: família e casa estabelecidas, convivência diária com os filhos e uma mulher para transar, mesmo que seja de vez em quando, é o suficiente para manter muitos homens em um relacionamento. Eles gostam de estabilidade.
 
2.  Medo: se afastar dos filhos e da companheira que sempre cuidou de tudo para ele pode ser assustador. Há homens que temem não encontrar outra parceira e deixar a mulher livre para outras aventuras.
 
3. Fuga: quando um homem quer terminar, ele tende a aumentar os custos e diminuir os benefícios, empurrando para a mulher a iniciativa de romper. Para ele, dialogar e assumir a responsabilidade pela separação é um peso.
 
4. Receio do julgamento: alguns preferem evitar a separação para não abandonar a parceira e os filhos. No fundo, os homens receiam ser julgados pela sociedade.
 
5. Status: é importante para o homem mostrar para a sociedade que tem uma família, pois isso ainda é sinônimo de status social e pode lhe favorecer no ambiente profissional e familiar.

Sorrir é um santo remédio, especialmente para o coração

Pessoas que sorriem com frequência, mesmo quando não se sentem felizes ou estão estressadas, podem estar protegendo seu coração. Segundo estudo da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, essas pessoas têm os níveis de batimentos cardíacos mais estáveis.
O estudo envolveu 169 participantes e se deu em duas fases. A primeira consistiu em um treinamento no qual os voluntários foram divididos em três grupos e cada grupo foi treinado para manter uma expressão facial diferente.
A segunda fase consistiu em testes nos quais os participantes foram convidados a trabalhar em atividades variadas, que foram especialmente planejadas para serem estressantes. Comparados aos participantes que tinham expressões faciais neutras, os voluntários que foram instruídos a sorrir apresentaram níveis mais baixos de frequência cardíaca após a recuperação das tarefas estressantes.
Com isso, os pesquisadores recomendam que as pessoas tentem ao máximo manter um sorriso no rosto, mesmo em situações estressantes, pois isso pode ajudar a controlar a situação psicológica e fisicamente.
O estudo foi publicado na revista Psychological Science.

Microchip no céu da boca pode reduzir ronco

Aparelho promete diminuir em até 80% o ruído do ronco


Pacientes que roncam e foram diagnosticados com apneia leve têm agora mais uma opção de tratamento. Um microchip implantado no fundo do céu da boca, o chamado palato mole, por meio de um procedimento minimamente invasivo, promete reduzir em até 80% o ruído do ronco.

Estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que 33% dos moradores de São Paulo sofrem de apneia do sono, caracterizada pela interrupção momentânea da respiração enquanto a pessoa dorme. Há estimativas que indicam que 50% da população em geral tenha o problema, que pode acarretar males como hipertensão, diabetes tipo 2 e acidente vascular cerebral.


O implante palatal é comercializado com o nome Pillar e é fabricado pela Medtronic. A técnica, já usada na Europa e nos Estados Unidos, foi aprovada recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Cada unidade custa R$ 405,00 (cerca de US$ 200) — são usadas de três a cinco implantes em cada paciente.


Nesta semana, a técnica será apresentada por médicos do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital São Camilo, em São Paulo, durante um curso sobre diagnóstico e tratamento da apneia obstrutiva do sono.


Segundo José Antonio Pinto, chefe do serviço de otorrinolaringologia do São Camilo, a técnica é uma boa opção para pessoas com grau leve de apneia do sono, que é caracterizada por 5 a 15 interrupções da respiração em cada hora de sono. A apneia moderada ocorre quando o sono é interrompido de 15 a 30 vezes e a grave quando é acima de 30.


A técnica


De acordo com Pinto, a técnica usa minúsculos implantes de polietileno - um tipo de plástico usado na área cirúrgica e em outros enxertos. No consultório, o paciente recebe anestesia local ou sedação e, por meio de uma pistola especial, os implantes são aplicados no fundo do céu da boca do paciente, onde ocorre a maior vibração.


Em geral, são usados três implantes e o procedimento dura 20 minutos. Até agora, cinco pacientes do São Camilo receberam o implante, mas ainda não é possível avaliar os resultados porque o procedimento foi realizado recentemente.
— Esses implantes produzem uma reação naquela região, gerando uma fibrose, uma cicatrização que enrijece o tecido e, consequentemente, reduz o ronco.

O paciente retoma as atividades normais em seguida e consegue até se alimentar. Nas primeiras semanas pode ser necessário tomar algum analgésico para reduzir o inchaço.
— Fica uma sensação de corpo estranho na garganta, mas some rápido.

Pouco eficaz


Para a médica Lia Bittencourt, coordenadora do Instituto do Sono, os resultados com o implante palatal não são tão eficazes quanto o uso do CPAP (aparelho que impede o fechamento da garganta durante o sono) e do aparelho intraoral (tipo de mordedura de silicone que mantém a boca do paciente fechada durante o sono e que puxa a mandíbula para a frente).


— O uso do CPAP é melhor para todos os casos, mas nem todos os pacientes aderem. Não está totalmente comprovado se o implante palatal realmente ajuda a regularizar as interrupções da respiração para menos de cinco vezes por hora de sono. Por isso, ainda não usamos.


O otorrinolaringologista Michel Cahali, do Hospital das Clínicas de São Paulo, conhece a técnica e diz ter uma impressão ruim sobre sua eficácia.
— Aparentemente, o implante seria eficaz para reduzir o barulho do ronco, mas teria eficácia quase zero para tratar apneia. E menos de 5% dos pacientes têm ronco sem apneia associada.

Para Cahali, ainda é necessário que sejam realizadas mais pesquisas na área para demonstrar que o implante é realmente uma boa alternativa, especialmente por causa do preço.
— Não é um procedimento novo. Nos EUA deve ser usado desde 2004, mas a difusão ainda é baixa porque a tecnologia é cara.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Estudo desvenda mecanismo que gera resistência à quimioterapia

Cerca de 90% dos pacientes com casos de câncer na próstata, mama, pulmão e intestinal que sofrem metástase desenvolvem essa resistência

Uma pesquisa de cientistas americanos afirma que uma proteína está ligada ao mecanismo que gera a resistência à quimioterapia em pacientes que sofrem de câncer.
Em um artigo publicado na revista científica Nature Medicine, os pesquisadores afirmaram que a quimioterapia leva células especializadas em curar feridas em volta dos tumores a produzirem uma proteína que ajuda o câncer a resistir ao tratamento.
Cerca de 90% dos pacientes com casos de câncer na próstata, mama, pulmão e intestinal que sofrem metástase, quando o câncer se espalha, desenvolvem resistência à quimioterapia.
O tratamento para estes casos é feito com intervalos, para que o corpo do paciente possa se recuperar da toxicidade da quimioterapia. Mas estes intervalos permitem que as células do tumor se recuperem e desenvolvam a resistência.
No estudo dos pesquisadores do Centro de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, analisaram células fibroblásticas, que normalmente têm um papel muito importante na recuperação em casos de feridas e na produção de colágeno, o principal componente de tecidos de ligação, como os tendões, por exemplo.
A quimioterapia gera danos no DNA, o que faz com que estas células produzam uma quantidade de uma proteína chamada WNT16B trinta vezes maior do que deveriam.
Esta proteína é o "combustível" que faz com que as células cancerosas cresçam e invadam tecidos que cercam o tumor além de causar a resistência à quimioterapia.
Já se sabia que esta proteína estava envolvida no desenvolvimento do câncer, mas não na resistência ao tratamento.
Eficácia do tratamento
Os cientistas esperam encontrar uma forma de cortar esta resposta destas células e melhorar a eficácia do tratamento do câncer. Peter Nelson, o pesquisador que liderou o estudo, comemorou a descoberta.
— As terapias para o câncer estão evoluindo cada vez mais para serem muito específicas. Nossas descobertas indicam que o microambiente do tumor também pode influenciar o sucesso ou fracasso de terapias mais precisas.
Fran Balkwill, especialista em microambiente de tumores na organização de caridade britânica Cancer Research UK afirmou que esta e "outras pesquisas mostram que tratamentos de câncer não afetam apenas células cancerosas, mas também podem atingir células dentro e em volta dos tumores".
— Às vezes isto pode ser bom, por exemplo, a quimioterapia pode estimular as células do sistema imunológico a atacarem os tumores. Mas, este trabalho confirma que células saudáveis que cercam o tumor também podem ajudar o tumor a desenvolver resistência ao tratamento. O próximo passo é encontrar formas de atingir estes mecanismos de resistência e ajudar tornar a quimioterapia mais eficaz.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Saiba quais as 7 atitudes que pioram a briga de casal

 Foto: Getty Images
Brigar em público está fora de questão, mas isso não significa que não deva expor os sentimentos se algo acontecer

Ninguém gosta de brigar, mas sem querer pode piorar o desentendimento. O site Madame Noire enumera as sete atitudes que colaboram para que a situação possa ser prolongada e, pior, não resolvida. Confira:
Fazer piada
Uma vez encerrada a discussão, o assunto não deve ser novamente trazido à tona, mesmo que em tom de brincadeira. Muito menos em conversas entre amigos. Brigas não devem se transformar em assunto para entreter terceiros. Mesmo que isso não resulte em nova briga, pode aumentar a tensão e causar desconforto no parceiro.

Acumular as coisas
Não espere o parceiro fazer a mesma coisa da qual não gosta várias vezes para depois despejar sobre ele que 'sempre' faz a coisa errada. Provavelmente ele não percebe que está pisando na bola. Diga algo logo na primeira. Ou, se guardar o comentário, quando for falar, não diga quantas vezes ele errou, apenas fale o que a incomoda.

Explodir na hora errada
Não dá para saber quando acontecerá uma situação tensa entre o casal, mas definitivamente não comece uma briga em público. Nem se estiver na companhia de familiares ou amigos íntimos. O parceiro terá de lidar com o assunto da discussão mais o constrangimento de estar sendo agredido em público. Não funciona.

Segurar a raiva
Brigar em público está fora de questão, mas isso não significa que não deva expor os sentimentos se algo acontecer. Seja firme e até use algumas palavras mais duras, mas não faça escândalos. Agir de maneira direta e objetiva pode agradar ao parceiro, que costuma agir assim com os amigos.

Rotular
Não use a briga para rotular o comportamento do parceiro. Ele pode ter agido como idiota, mas não deve ser chamado assim. Ele apenas precisa saber como é que a fez sentir. Encerre o papo por aí.

Incluir outras pessoas na discussão
Não cite outras pessoas durante a briga. Não adianta dizer que a mãe dele, o melhor amigo ou que o irmão concorda com você. Provavelmente ele não prestará mais atenção ao assunto da briga e pensará somente que foi exposto e que o relacionamento virou tema de conversa entre terceiros.

Não ser sarcástica
Ser objetiva, olhando nos olhos e falar o que sente. Não tente enfatizar a raiva ou o descontentamento sendo sarcástica, falando como se ele fosse uma criança, colocando-o sentado ou fazendo piadas da situação.

Veja 10 atitudes inconvenientes que afastam as mulheres

Falar palavrões, estalar os dedos e interromper as pessoas são considerados "tiques" sociais despresíveis  Foto: Geety Images
Falar palavrões, estalar os dedos e interromper as pessoas são considerados "tiques" sociais despresíveis 

Os seres humanos são seres sociáveis. E, embora, é bom saber como lidar com certas situações de forma eficiente e pouco embaraçosa, seja em um encontro ou em uma entrevista de trabalho. Para não parecer incoveniente ou um grande chato, o site AskMen listou 10 "tiques sociais" que devem ser evitados.

Estalar os dedos

Com um pouco de dedicação e  concentração você se livrará desse hábito. Não que este hábito seja ruim pra você, mas sua companhia pode não gostar muito dos barulhos de juntas e ossos.
Mexer as mãos.
Passar as mãos pelo cabelo, colocá-las no nariz, rosto e pernas pode mostrar que você está nervoso. Controle-se e pareça firme e descontraído.

Pedir desculpas demais

É bom ser educado! Mas pedir desculpas por tudo que acontece não leva a lugar algum. Evite.

Tocar em excesso

Se você não quer parecer meloso demais, evite este tocar em excesso. Uma mão nos ombros da garota é o bastante. Passar disso – em momentos inapropriados – pode deixar as pessoas desconfortáveis. Antes de mais nada, conheça os limites das pessoas.  Por isso, siga a dica: se você tocou e ela recuou, espere até ela tomar a próxima iniciativa.

Interromper as pessoas

Isso é rude e faz você parecer idiota. Espere uma abertura razoável para falar. Assim, você certamente será notado de forma positiva.

Agitar pernas

Quando as pessoas estão nervosas geralmente não param de movimentar as pernas e braços. Se você não quer parecer inseguro, dê um basta nisso.

Esquivar o olhar

Ao estabelecer uma conversa, os olhos são tão importantes quanto o que você diz. Sabemos que estabelecer contato visual com uma pessoa pode ser bastante complicado no início, exige intimidade. Mas preste atenção e mantenha a concentração.

“Uhm... Ééé...”

Se você usa essas expressões em quase todas as suas frases, tome cuidados. Parece que você fala demais e pensa menos que deveria. Planejar o discurso antes de verbalizar pode mostrar que você é mais inteligente e articulado.

Falar palavrões

Às vezes, soltar um belo de um palavrão pode realmente valorizar seu ponto de vista. Mas enfeitar cada frase com uma obscenidade pode torná-lo chato. Algumas pessoas se sentem ofendidas com essas palavras!

Checar o celular

Você não precisa estar conectado 24 horas por dia, 7 dias por semana. Faça uma pausa em seus e-mails, SMS e ligação para ter conversas na sua vida real. Desligue o celular na frente de sua convidada e ela ficará plenamente lisonjeada em ter sua atenção em tempo integral.

Maioria dos brasileiros valoriza postura profissional nas redes sociais

A maioria dos profissionais brasileiros acha importante cuidar da própria imagem nas redes sociais para garantir que a postura adotada na web não atrapalhe a vida profissional.
Segundo uma pesquisa da consultoria Robert Walters, 62% dos brasileiros consideram importante fazer isso porque acham que esses perfis, mesmo os pessoais, podem ter influência no trabalho.
Por outro lado, 28% acham que essa preocupação não é importante, e outros cerca de 10% não costumam pensar no assunto.
Em outros países, a atenção dada à imagem nas redes sociais é ainda maior. Na Alemanha, 86% dos profissionais se preocupam, na China, 74% e no Reino Unido, 73%. A pesquisa entrevistou 3.500 profissionais de 22 países.

Mais de 1,5 milhão de brasileiros consomem maconha todos os dias

Levantamento divulgado pela Unifesp aponta que 62% das pessoas tinham menos de 18 anos quanto entraram em contato com a droga

Surtos psicóticos: quanto maior for o consumo de maconha durante a juventude, maiores serão os sintomas na fase adulta
Maconha: no Brasil, um em cada 10 adolescentes que usa maconha é dependente da droga

Cerca de 1,5 milhão de brasileiros consome maconha todos os dias. Os dados fazem parte do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), primeira amostragem probabilística sobre o consumo da droga no Brasil, que foi realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e divulgado nesta quarta-feira. Segundo o estudo, 3,4 milhões de pessoas entre 18 e 59 anos usaram a droga no último ano e 8 milhões (o equivalente a 7% da população brasileira) já experimentaram maconha alguma vez na vida – dos quais, 62% teve contato com a droga antes dos 18 anos.
Segundo os dados da amostragem, o índice de uso da droga no Brasil no último ano foi de 3%, o que não o enquadra entre os países de maior consumo. Na Europa, por exemplo, o índice é de 5%, já nos Estados Unidos, esse número sobe para 10% e no Canadá para 14%. Embora a porcentagem de uso seja pequena no país, os pesquisadores salientam que a quantia de dependentes entre os usuários é a mesma encontrada em países com maior prevalência do uso. Cerca de um terço dos usuários adultos, por exemplo, já tentaram parar alguma vez, mas não conseguiram. Enquanto isso, 27% já tiveram sintomas de abstinência quando tentaram interromper o uso da droga.
Consumo – No estudo, foi comparada a taxa de uso da maconha entre 2006 e 2012. Foi visto, então, um aumento no número de usuários adolescentes da droga. Enquanto em 2006 existia menos de um adolescente para cada adulto usuário, em 2012 esse índice subiu para 1,4 adolescentes para cada adulto.
O levantamento mostra ainda que quase 600.000 adolescentes (4% da população) já usou maconha pelo menos uma vez na vida. Já no dado referente ao uso no último ano, a taxa encontrada foi idêntica a de adultos: 3%, equivalente a mais de 470.000 adolescentes.
Em relação à legalização da maconha no Brasil, 75% dos entrevistados disseram não concordar com ela, enquanto 11% se diz favorável à legalização da maconha e 14% diz não ter opinião formada sobre o assunto.
Estudo – O levantamento realizado pela Unifesp realizou entrevistas a domicílio em 149 municípios do país. Foram ouvidos 4.607 indivíduos, todos com 14 anos ou mais. Os voluntários tiveram de responder a um questionário com mais de 800 perguntas que avalia o padrão de uso de álcool, tabaco e drogas ilícitas, bem como fatores associados como depressão, qualidade de vida, saúde física e violência infantil e doméstica.

Sofrimento emocional, mesmo os casos menos graves, já aumenta risco de vida

Maior estudo já feito sobre essa relação mostrou que problemas mentais leves são capazes de elevar chances de mortalidade por diversas causas em um período de oito anos

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Ansiedade: mesmo leve, problemas emocionais aumentam risco de morte, diz estudo

O sofrimento emocional, mesmo os casos menos graves, como níveis mais baixos de stress, ansiedade, depressão e insegurança — sintomas que atingem uma em cada quatro pessoas —, aumenta o risco de morte causada pela maioria das causas em um período de oito anos. Essa é a conclusão de um extenso estudo publicado nesta terça-feira no periódico British Medical Journal (BMJ). Ainda de acordo com a pesquisa, a mortalidade decorrente de câncer é a única não afetada por problemas psicológicos leves: apenas distúrbios mais intensos e frequentes parecem interferir nesse risco.
Esse estudo, desenvolvido nas universidades de Londres e de Edimburgo, na Grã Bretanha, é o maior já feito sobre a relação entre problemas emocionais e mortalidade. Os pesquisadores levaram em consideração dez outras pesquisas das quais, ao todo, participaram 68.222 adultos com pelo menos 35 anos de idade que não apresentavam doenças graves, como câncer ou problemas cardiovasculares. Eles foram acompanhados ao longo de oito anos.
Os níveis de sofrimento psicológico foram medidos com base em questionários respondidos pelos participantes, que relataram intensidade e frequência com que sentiam sintomas de ansiedade, depressão, problemas de relacionamento e falta de confiança. Segundo os autores, a associação entre risco de morte e problemas psicológicos foi semelhante mesmo após os resultados serem ajustados em relação a outros fatores, como idade, sexo, tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e hábitos alimentares.
Para o coordenador do trabalho, Tom Russ, esses resultados são preocupantes, já que, segundo ele, como os sintomas de problemas emocionais leves costumam não ser aparentes ou então ignorados pelos profissionais de saúde, os pacientes que apresentam esses distúrbios acabam não recebendo tratamento adequado. Para o pesquisador, esse estudo pode implicar em novas abordagens de terapia para problemas emocionais menos graves a fim de reduzir o risco de mortalidade entre indivíduos que apresentam esses distúrbios.

Pesquisa: Facebook bate recorde de acessos via dispositivos móveis

Facebook Mobile
Saiu no Tech Crunch: um documento postado hoje pelo 10-Q SEC do Facebook aponta que 102 milhões de pessoas acessaram a rede social exclusivamente a partir de celulares no mês de junho. Este é um aumento considerável de 23% em comparação ao mês de março, quando 83 milhões de usuários acessaram a rede a partir de dispositivos móveis. Dos 543 milhões de usuários de plataformas móveis, 18,7% nem sequer utilizam o Facebook em seus computadores.
Isso significa que, se o Facebook começar a fazer campanhas publicitárias em seu aplicativo móvel, poderá gerar muito mais lucro no próximo ano. Os usuários de dispositivos móveis são mais receptivos a anúncios.
Segundo uma pesquisa da AdParlor, empresa que coordena as campanhas publicitárias de gigantes do mercado (Sega, Groupon, LG, Audi, Ubisoft, Atari, L'oréal, etc.) no Facebook, usuários de dispositivos móveis são 15 vezes mais propensos a clicar em anúncios. Eles também curtem e publicam mais que os usuários de computadores, chegando a comentar 22% mais vezes e curtir 63% mais posts.
Até o mês de junho, o Facebook não investia em propagandas para dispositivos móveis. Em entrevista à CNET, Hussein Fazal, presidente da AdParlor, disse que os comerciais em forma de histórias são recebidos pelos usuários como conteúdo, e não como propagandas irritantes. E afirmou: "O público não percebe que este material é publicidade, entendendo-o como uma série de histórias contadas".

Disfunção erétil pode significar problemas cardiovasculares graves

Muitos pensam que a disfunção erétil – a incapacidade de manter a ereção por tempo suficiente para a relação sexual – é um sinal de envelhecimento, mas pesquisadores norte-americanos dizem que jovens e homens de meia idade também devem se submeter a exames para detecção do problema.
Artigo publicado no American Heart Journal levantou a discussão da necessidade de se investigar mais a fundo os sintomas de disfunção erétil entre homens a partir dos 30 anos de idade que apresentam fatores de risco cardiovascular, como obesidade, histórico de tabagismo e diabetes tipo 2.
O Dr. Martin Miner, chefe do Men's Health Center at The Miriam Hospital, nos Estados Unidos, diz que cerca de 30 milhões de homens sofrem com o problema no país. O especialista explica que a disfunção erétil e as doenças cardiovasculares têm em comum o fato de serem causadas pelo estreitamento das artérias, o que resulta na redução do fluxo sanguíneo para diversas partes do corpo. Além disso, ambos os problemas têm como fatores de risco comuns o tabagismo, a obesidade, o diabetes e a pressão alta.
As artérias do pênis são menores que as artérias que fornecem sangue para o coração, de forma que a arteriosclerose é mais provável de se manifestar primeiro na forma de problemas de ereção. Dr. Miner explica que detectar a disfunção erétil representa um primeiro passo para o diagnóstico de doenças cardíacas, por isso é importante desmistificar o problema e incentivar os homens a procurar ajuda especializada.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Comer menos é o segredo para viver mais, diz cientista

De acordo com cientista, uma dieta com até 600 kcal  diárias é a única maneira de prolongar a vida Foto: Getty Images
De acordo com cientista, uma dieta com até 600 kcal diárias é a única maneira de prolongar a vida

Longe de exercícios, dietas da moda ou pílulas milagrosas, o segredo para uma vida longa está na alimentação. Isso porque, de acordo com o cientista Michael Mosley, para viver mais é preciso comer menos ou fazer jejum com intervalos. As informações são do jornal inglês Daily Mail.
Ele mostra que a taxa metabólica – quantidade de energia que o corpo usa  para manter suas funções normais – é um fator de risco para a morte precoce. Por isso, segundo Mosley, uma dieta com até 600 kcal  diárias, com três refeições, é a única maneira de prolongar a vida.

“O envelhecimento acontece devido uma elevada taxa metabólica, que aumenta o número de radicais livres.  Se você insistir em uma dieta de restrição calórica ou jejum, isso vai fazer com que seu organismo se adapte e tenha o metabolismo baixo”, explicou.


Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Saúde Envelhecimento do University College de Londres também mostrou que se as pessoas comessem  40% menos poderiam viver até 20 anos a mais.

Pessoas inseguras são mais infelizes na cama, diz estudo

 Foto: Getty Images
 Pessoas muito apegadas ou frias são mais inseguros. E isso torna a vida sexual pior

Aqui vai a dica para a próximna vez que você começar um namoro. Se o seu pretendente é inseguro, certamente isso impactará a vida sexual de vocês. As informações são do site Cosmopolitan.
Psicólogos da Universidade de Deakin, em Melbourne, analisaram 15 estudos feitos em diversos países e descobriram que pessoas inseguras tendem a agir de duas formas distintas  quando o assunto é sexo – podem ser indiferentes ou pegajosas. Fato é que ambos os perfis tendem a ter menos satisfação em sua vida sexual.

Os cientistas explicam que essas duas caraterísticas determinam o chamado “apego ansioso”. E isso leva as pessoas a agirem sempre com medo de serem rejeitadas ou abandonadas pelo parceiro.
Eles descobriram que as pessoas com características ‘pegajosas’ tiveram relações sexuais para reduzir a insegurança, a aumentar a intimidade e a sensação de acolhimento. Enquanto aqueles que se mostravam indiferentes fizeram menos sexo por se sentirem desconfortáveis ​​com intimidade. Independentemente de serem grudentos ou frios, os dois tipos de inseguro se disseram insatisfeitos com sua vida sexual.

Pesquisa diz que pessoas sentem-se adultas apenas aos 30

Pesquisa autraliana afirma que apenas 28% das pessoas sentem-se adultos a partir dos 21 Foto: Getty Images
Pesquisa autraliana afirma que apenas 28% das pessoas sentem-se adultos a partir dos 21

Chegar aos 21 anos marca a entrada na vida adulta. Certo? Apenas para 38% das pessoas, segundo pesquisa realizada na Austrália e divulgada pelo jornal Daily Mail. Treze por cento afirmaram não se sentir adultos e outros 49% disseram não ter certeza. O levantamento foi feito pela entidade assistencial Brotherhood of St. Laurence, em Melbourne, que acompanhou um grupo de crianças, nascidas em 1990, a cada sete anos.

O grupo de pesquisa concluiu que os 30 anos são os novos 21, já que é a idade apontada pelos entrevistados como o ano da mudança. Até lá, os jovens estão preocupados em estudar, viajar e em escolher uma profissão."A idade não tem mais relevância para marcar a entrada na vida adulta", afirmou uma das pesquisadoras, Janet Taylor.
Setenta e dois por cento dos jovens acompanhados pelo levantamento ainda moram com os pais. E apesar de a maioria trabalhar, vivem numa alternância de independência e dependência. Em contrapartida, a idade de 18 anos é considerada importante para os jovens, pois marca a liberação para dirigir e para consumir bebidas alcoólicas.

Estudo: homens não conseguem ser amigos de mulheres

 Foto: Getty Images
Homens se sentem mais atraídos por suas amigas mulheres do que o contrário, segundo levantamento

Algumas mulheres adoram o ombro daquele amigo homem, que tem sensibilidade para entendê-las mais profundamente do que as colegas do sexo feminino. Mas uma nova pesquisa traz uma notícia não muito boa para elas. Um estudo feito pela University of Wisconsin, 88 amigos foram questionados sobre a atração que sentiam pelos seus amigos do sexo oposto. Eles descobriram que os homens, tanto solteiros quanto comprometidos, eram mais propensos a se sentirem atraídos por suas amigas do que o contrário.
Cosmo Landesman, do jornal britânico Daily Mail, observa que isso mostra que, de um modo geral, se um homem tiver a oportunidade de ter uma note de amor com suas amigas mulheres, não perderiam essa oportunidade.
Quando uma mulher diz para um homem a fatídica frase "você é como um irmão para mim" , ele entende que ela nunca virá a ir para a cama com ele. De acordo com Landesman, os homens não entendem essa frase porque se uma mulher gosta de sua companhia, da sua forma de pensar, suas boas maneiras e seu humor e, ainda por cima, ele é solteiro, não há motivos para não dormir com ele.
O colunista ressalta que os homens pensam em sexo muito mais do que as mulheres, o que torna mais compreensível o fato de serem mais dispostos para este tipo de relação.
Para mulheres, amizade significa confiança. Quando elas dizem que querem um carinho, elas de fato querem um carinho. Para os homens que se encontram nessa situação, o colunista indica: evite perder o controle com uma amiga que não está a fim, pois poderá jogar fora uma amizade de anos.

Álcool pode acentuar em até três vezes efeito de remédios, diz estudo

Ingerir bebida alcoólica enquanto há uso de medicamentos pode ser mais perigoso do que se imagina, afirma um estudo divulgado nesta quinta-feira (16) no jornal científico "Molecular Pharmaceutics". De acordo com os pesquisadores, o álcool pode aumentar em até três vezes a dose original de medicamento e seu efeito no corpo. Segundo Christel Berstrom, autor do estudo, o álcool pode alterar a interação de enzimas e outras substâncias corporais quando entra em contato com ao menos 5 mil medicamentos disponíveis no mercado, vendidos com ou sem prescrição médica. Alguns desses remédios não se dissolvem totalmente no trato gastrointestinal - especialmente no estômago e no intestino. Os pesquisadores testaram então se com o álcool, essas drogas poderiam se dissolver mais facilmente e descobriu-se que a combinação intensificava o efeito do medicamento. Foram testados 22 remédios e 60% deles apresentaram mostras que teriam os efeitos superdimensionados. Alguns tipos de substâncias, principalmente as ácidas, são as mais afetadas - como o anticoagulante varfarina ,o tamoxifeno, usado para tratamento de cânceres e o naproxeno, responsável por aliviar dores e inflamações.

Cérebro vacila e comete mais erros quando as regras mudam, diz estudo

Aprender uma nova tarefa quando as regras do jogo mudam faz o cérebro vacilar e cometer uma série de erros, segundo um novo estudo feito por pesquisadores da área de psicologia da Universidade do Estado de Michigan, nos EUA.
Os resultados do trabalho estão publicados na atual edição da revista científica "Cognitive, Affective & Behavioral Neuroscience".
O principal autor, Hans Schroder, cita o exemplo de uma pessoa que viaja para um país como a Irlanda e, de repente, tem que dirigir em mão inglesa.
O cérebro, treinado para conduzir um carro sempre no sentido direito, acaba sobrecarregado ao tentar esquecer os padrões antigos e se concentrar nos novos. Com tantos conflitos ocorrendo ao mesmo tempo, o indivíduo pode esquecer-se de ligar o pisca-alerta várias vezes seguidas, sem se dar conta disso.
Os participantes da pesquisa passaram pelo seguinte teste de computador: quando aparecia a sequência de letras "NNMNN", tinham que apertar o botão esquerdo para indicar que a letra "M" estava no meio. Já quando vinha a sequência "MMNMM", deveriam pressionar o botão direito para mostrar que a letra "N" ficava no centro.
Depois de 50 repetições, as regras foram investidas. Resultado: os voluntários cometeram mais erros sequenciais e não se deram conta disso. Além disso, a atividade cerebral ficou mais intensa do que na primeira fase, porém com respostas mais lentas e menos precisas.
Na opinião do professor assistente de psicologia Jason Moser, mudanças constantes de regras no ambiente de trabalho podem levar a repetidos erros e, consequentemente, à exaustão, frustração, ansiedade ou depressão.
"Essas descobertas, junto com uma pesquisa anterior nossa, sugerem que, quando você precisa fazer 'malabarismos' com a mente - sobretudo se ela é multitarefa -, torna-se mais propenso a falhar. São necessários esforço e prática para ter mais consciência dos erros que você está deixando escapar e conseguir manter o foco", destacou Moser.

Gravidez tardia pode reduzir risco de câncer no endométrio, aponta estudo

Apesar de não recomendada pela maioria dos médicos, a gravidez tardia pode ter um benefício: reduzir o risco de câncer de endométrio, camada que reveste o útero.
É o que aponta uma análise de 17 estudos feita pela Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA, e publicada na revista "American Journal of Epidemiology".
A pesquisadora Veronica Setiawan e sua equipe observaram 8.671 pacientes com câncer de endométrio e 16.562 mulheres saudáveis.
Os autores chegaram à conclusão de que as mães que tiveram o último filho após os 40 anos de idade apresentavam 44% menos chance de desenvolver esse tipo de tumor, em comparação com mulheres que deram à luz antes dos 25 anos.
Os benefícios foram vistos mesmo depois de décadas. Aos 70 anos, as mães mais velhas ainda tinham 33% menos risco da doença.
As razões para isso ainda não estão claras. Entre as possíveis explicações, está a hipótese de que quem engravida depois teria um endométrio mais intacto e saudável ou de que a gestação tardia seria capaz de diminuir o número de células pré-cancerosas na região.
Veronica diz que, quando esse mecanismo for descoberto, os cientistas poderão criar meios para prevenir esse tipo de câncer.

Música alta pode afetar memória e aprendizagem, diz estudo

Muitos adolescentes gostam de ouvir música alta, especialmente durante os estudos, costume que tem sido criticado pelo pais através de gerações.
Agora, cientistas da Argentina mostraram que a reclamação dos progenitores não é pura chateação: através de um experimento com ratos, eles descobriram que o som alto pode afetar a memória e os mecanismos de aprendizagem de animais em desenvolvimento.
O trabalho, publicado na revista Brain Research, foi realizado utilizando camundongos com idade entre 15 e 30 dias, o que corresponde a uma faixa etária entre 6 a 22 anos nos humanos.
'Nós usamos ratos pois eles têm um sistema nervoso semelhante aos seres humanos', disse Mundo Laura Guelman, coordenadora do projeto e pesquisadora do Centro de Estudos Farmacológico e Botânico (Cefybo) da Universidade de Buenos Aires (UBA).
Os pesquisadores expuseram os animais a intensidades de ruído entre 95 e 97 decibéis (dB) mais altos do que o patamar considerado seguro (70-80 dB), porém abaixo da intensidade de som que produz, por exemplo, um show de música (110 dB).
Concluído o experimento, eles descobriram que, depois de duas horas de exposição, os ratos sofreram danos irreversíveis nas células cerebrais.
Segundo os pesquisadores, foram identificadas anormalidades na área do hipocampo, uma região associada com os processos de memória e aprendizagem.
'Tal evidência sugere que o mesmo poderia ocorrer em humanos em desenvolvimento, embora seja difícil de provar, porque não podemos expor as crianças a este tipo de experiência', disse Guelman.
Já era sabido que a exposição ao som alto pode causar deficiência auditiva, cardiovascular e do sistema endócrino (além de stress e irritabilidade), mas Guelman afirmou que é a primeira vez que tais alterações morfológicas são detectadas no cérebro.
'Pode-se supor a partir dessa descoberta que os níveis de ruído a que as crianças são expostas nas 'baladas' ou ouvir música alta com fones de ouvido podem levar a déficits de memória e cuidados de longa duração', disse Maria Zorrilla Zubilete, professora e pesquisadora da Faculdade de Medicina da UBA.
Uma das curiosidades relevadas pelo estudo é que, para as crianças, uma única exposição a ruídos altos pode ser mais prejudicial do que uma exposição prolongada.
Durante a experiência, dois grupos de ratos foram analisados: o primeiro foi exposto uma única vez a duas horas de ruído e o segundo recebeu o mesmo estímulo, mas uma vez por dia durante duas semanas.
Após 15 dias, os ratos que tinham sido submetidos a uma única exposição no início da experiência mostraram sinais de danos mais contundentes.
Os cientistas atribuíram tal fato à chamada 'plasticidade neural' existente durante os anos de desenvolvimento, quando o sistema nervoso ainda está em formação.
'É possível que os estímulos do cérebro já não tenham tempo para reparar tais ferimentos', disse Guelman.
Embora o estudo cause preocupação em um cenário em que cada vez mais crianças ouvem música em alto volume através de dispositivos digitais e vídeo games, Guelman alerta para conclusões precipitadas.
'O som que usamos para o experimento foi o ruído branco, um sinal que contém todas as freqüências de som, e é percebido como se fosse o barulho de uma TV mal sintonizada', disse ela.
'Mas a música que muitas das crianças ouvem contém apenas algumas freqüências, e ainda não sei exatamente o que causou o dano', acrescentou.
O próximo trabalho desses cientistas é determinar o 'mecanismo molecular' pelo qual o ruído afeta as células do hipocampo.
'Nós não sabemos se o dano é gerado diretamente pelas vibrações sonoras ou o som ativa neurotransmissores que causam o problema', diz Guelman.
Depois de entender esse mecanismo, os peritos tentarão desenvolver drogas que podem prevenir lesões.
Enquanto isso, cientistas argentinos acreditam que este estudo deve servir como um alerta para evitar a exposição das crianças a sons altos.
Com a descoberta, os professores, que já se queixam de como as novas tecnologias podem distrair os alunos, têm agora um novo argumento para proibir os gadgets em sala de aula.

Meditação pode reduzir solidão

A meditação pode trazer benefícios surpreendentes para o organismo. De acordo com uma nova pesquisa, a prática pode ajudar na redução do sentimento de solidão e ter um efeito positivo generalizado na vida do indivíduo.
Pesquisadores americanos analisaram 40 adultos saudáveis entre as idades de 55 e 85 anos que participaram de um programa de meditação de oito semanas. O curso consistia em reuniões de grupo, prática individual de meditação e um retiro. Os participantes aprenderam habilidades como consciência corporal, percepção de sensações e técnicas de respiração, recebendo a instrução de praticarem a meditação diariamente por 30 minutos.
Após o programa, os participantes responderam a questionários, avaliando algumas questões de saúde. As pessoas que meditaram marcaram uma média de pontos mais alta em medições relacionadas à solidão, quando comparados a um grupo controle.
Esses resultados indicam que a prática da meditação poderia reduzir o sentimento da solidão.
De acordo com o autor do estudo, J. David Creswell (da Universidade Carnegie Mellon), “é importante treinar sua mente, como você treina o seu bíceps na academia”. 
Para que os benefícios da prática da meditação sejam colhidos, é necessário uma prática mínima de 15 a 20 minutos todos os dias.
A pesquisa foi publicada do periódico Brain, Behavior & Immunity.

Uma em três brasileiras diz ter falta de desejo sexual, segundo estudo

Dia 31 é comemorado o Dia Mundial do Orgasmo. A data foi criada por uma rede britânica de sex-shop. Segundo pesquisas encomendadas pelos donos dessas lojas, 80% das mulheres no Reino Unido não chegam ao clímax no ato sexual.
As brasileiras, aparentemente, têm mais prazer. Em uma pesquisa do Datafolha de 2009, 39% das entrevistas afirmaram sempre chegar ao orgasmo e 37%, quase sempre. Entre os homens, 76% disseram que sempre 'chegam lá'.
Um outro estudo, realizado pelo Prosex (Projeto Sexualidade) da Universidade de São Paulo, mostrou que 29,3% das brasileiras com mais de 18 anos sofrem com disfunção orgásmica e 34,6%, com a falta de desejo sexual.
As principais causas são fatores psicológicos, segundo Gerson Pereira Lopes, presidente da Comissão Nacional Especializada em Sexualidade da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia ).
Mas fatores fisiológicos também podem impedir o prazer. Por exemplo, uso de medicamentos como inibidores de apetite e antidepressivos, que retardam a ação do sistema nervoso central, dificultando o orgasmo. Disfunção hormonal ou má formação congênita da região genital, também estão entre as causas orgânicas, segundo Hugo Miyahira, vice-presidente da Região Sudeste da Febrasgo.
PRAZER BLOQUEADO
De acordo com Miyahira, de 15 a 30% das mulheres são afetadas pela anorgasmia, disfunção que bloqueia o orgasmo e pode ser absoluta ou eventual. A anorgasmia pode ser causada por acidentes que atingem a medula, alterações hormonais e anormalidades no formato da vagina, útero ou músculos da região genital. "Mas todos estes problemas são reversíveis com encaminhamento adequado", afirma o médico.
Já na chamada frigidez -- diminuição da libido -- a falta de desejo compromete a lubrificação vaginal, o que torna a relação desprazerosa. Lubrificantes, psicoterapia e reposição hormonal (na menopausa) são possibilidades para tratar o problema.
Outra disfunção é a dispareunia, dor genital durante ou após o coito. Ela pode ser causada por infecções na vulva, herpes genital e outras DSTs, cistites, endometriose e tumores pélvicos.
O que mais leva as mulheres aos consultórios é o vaginismo, apesar de não ser o distúrbio mais comum - afeta de 2% a 6% da população. A disfunção, um espasmo involuntário recorrente que contrai a vagina, impede a penetração ou faz com que ela seja extremamente dolorida. As principais causas do vaginismo são infecção pélvica, cicatrizes no orifício vaginal, lesão por cirurgia ou irritação devido ao uso de preservativos de látex, ducha íntima e espermicidas, além de fatores emocionais.
Os tratamentos das disfunções que dificultam o orgasmo costumam ser breves e eficazes, afirma Gerson Lopes.
APRENDIZADO
O melhor caminho para chegar ao orgasmo ou perceber que há algo de errado com a sexualidade é conhecer o próprio corpo, afirmam os médicos. "A mulher que se toca, sabe como sentir prazer e não fica tensa na hora da relação. Além disso, ela consegue identificar disfunções sexuais com mais facilidade", diz Lopes.
Nem todas se sentem à vontade para assumir o aprendizado. Na pesquisa do Datafolha, 78% afirmaram não se masturbar. No estudo do Prosex, da USP, 92,1% das brasileiras disseram que não se masturbam frequentemente.
GOZO OBRIGATÓRIO
No dia do orgasmo ou em qualquer outro, é bom lembrar que satisfação não é sinônimo de clímax. "Em uma relação sexual há outras formas de prazer", diz Gerson Lopes.
Mas a sociedade atual parece impor a obrigação do orgasmo -- a 'orgasmocracia', segundo Lopes. "Esta situação leva muitas mulheres a fingirem, o que as deixa ainda mais frustradas."
Entre as mulheres ouvidas pelo Datafolha, metade afirmou já ter fingido o orgasmo. Mas eles também mentem: 26% dos homens entrevistados também disseram fingir o gozo.
"Tão opressor quanto não conseguir gozar, é se sentir obrigado a fazê-lo", diz o especialista em sexualidade da Febrasgo.

Vergonha ou imagem negativa da região íntima prejudicam a vida sexual das mulheres

Para ter mais intimidade com a vagina, ginecologistas recomendam observá-la com a ajuda de um espelho
Para ter mais intimidade com a vagina, ginecologistas recomendam observá-la com a ajuda de um espelho

Por mais estranho que possa parecer, ainda há muitas mulheres que desconhecem a própria região genital. Com isso, elas abrem mão de explorar o potencial de prazer de seus corpos e perdem o poder de negociar seus desejos com os parceiros, acabando numa situação de submissão a o que o outro quer, sem igualdade de poder com o homem na cama.
De acordo com profissionais que lidam com a intimidade das mulheres, são muitas as que ainda têm problemas para apenas olhar a própria vulva. Com 35 anos de profissão, o ginecologista e sexólogo Eliezer Berenstein afirma que é comum que as pacientes não encaram bem o exame de vulvoscopia. “A câmera do equipamento permite que elas vejam  a vulva e o canal vaginal, mas normalmente elas não querem olhar. Elas têm certa repulsa”. 
O ginecologista Eliano Pellini, chefe do setor de Saúde e Medicina Sexual da Faculdade de Medicina do ABC, acredita que a maioria das mulheres valoriza menos essa área do corpo do que as demais. “Elas precisam fazer as unhas e cabelos toda semana. Mas ir ao ginecologista é uma vez por ano para fazer o exame de papanicolau e olhe lá", diz Pellini. “Durante o exame, elas dizem ‘nossa, como a vagina é feia! Por que será que os homens gostam disso?’". 
A experiência de 20 anos no consultório mostra para a ginecologista e sexóloga Glene Rodrigues que cerca de 30% das mulheres não têm muita intimidade com sua área genital. “Elas agem como se essa parte do corpo não fosse delas. Não encostam a mão, não querem olhar, sentem vergonha. E desse porcentual, uns 10% delas lidam de forma traumática, como se ter a vagina fosse pecado, algo sujo”, diz Glene.
A má educação
Há muitos motivos que explicam esses sentimentos e reações negativas das mulheres com relação à vagina. A começar pela cultura na qual o pênis é idolatrado. “Quando um menino nasce, os pais dizem orgulhosos ‘olha o tamanho do pênis do meu filho’. Mas você já ouviu alguém falar ‘nossa, mas minha filha tem um clitóris lindo?’”, diz Eliezer Berenstein. Para ele, os meninos têm também a vantagem anatômica de poder ver seu órgão. Mais que isso: eles têm autorização para se tocar desde a infância. "O menino brinca com o pênis e os pais, geralmente, não se importam. Acham até uma graça. Mas se a menina faz o mesmo, logo é repreendida. Desde cedo elas entendem que é um lugar proibido”, diz Sandra Vasques. 
A relação do homem com o pênis é muito mais positiva, segundo a psicóloga, educadora e terapeuta sexual Ana Canosa. “O pênis é objeto de admiração e de exposição por parte dos homens. Eles gostam de verdade de seu órgão sexual e querem que a parceira o admire também”, afirma.
Outra questão importante é a ideia de submissão da mulher. “Elas eram condenadas a servir o homem, casar virgem, não podiam ter prazer nem mostrar o corpo. Tudo isso acabou se refletindo no modo como tratamos a vagina”, diz Ana Canosa. Para ela, é preciso também observar diferenças entre os apelidos dados ao órgão genital masculino e feminino. “No caso do pênis, são usados nomes que têm a ver com poder e força. No caso da vagina, ela ganha nomes de animais peçonhentos ou é chamada no diminutivo com nomes como florzinha, borboletinha”, diz.
A questão religiosa também tem peso, segundo a ginecologista e sexóloga Glene Rodrigues. “A ideia de não poder se masturbar porque é pecado acaba transformando essa parte do corpo em geradora de culpa. Isso pode desenvolver o sentimento de nojo na mulher, que não vai deixar o parceiro fazer sexo oral nem tocá-la com a mão. Ela não vai se permitir ter prazer”.

Vida sexual afetada
Não ter intimidade ou sentir algum tipo de repulsa pela região genital afeta a vida sexual da mulher e, consequentemente, do casal. Assim, os jogos sexuais que têm a ver com intimidade e exploração do corpo serão evitados para não expor a região íntima. Para Ana Canosa, esse tipo de mulher não costuma ter autonomia sexual por não reconhecer o próprio desejo. "Ela fica em segundo plano, se submete ao que o outro quer. Quem vai imprimir o ritmo à relação é o homem. Ela não terá poder de negociar o próprio prazer na relação sexual”, diz.
Outro problema é a anorgasmia, a  falta de orgasmo. “A mulher que não gosta do genital vai escondê-lo. Não vai explorá-lo ou não vai curtir sexo oral. Que orgasmo ela vai ter? A relação fica sem graça e ela começa a não querer transar mais, o que resulta em falta de desejo sexual”, diz Ana. 
Como reverter esse quadro
O ginecologista Eliezer Berenstein costuma dar uma  lição de casa para pacientes sem intimidade com suas vaginas: que elas comecem a olhar seus genitais com a ajuda de um espelho. “É uma forma de desmistificar a região e de integrar essas mulheres à sua genitália. Isso ajuda a mudar o que pensam sobre essa parte do corpo”, diz.
Em outra fase, a exploração física conta com a ajuda do parceiro. “A ideia é que a mulher se exponha para ele, divida essa a imagem num ritual de contemplação, porque muitos homens também desconhecem o órgão sexual feminino”, diz Berenstein. Depois disso, a visão da mulher sobre a área costuma mudar. “Cerca de 70% começa a achá-la bonita”, diz o médico.

Pesquisa da USP usa radiação para deixar mosquito da dengue estéril

Há mais de 30 anos são feitos estudos com radiação em insetos

Pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, desenvolvem uma técnica que pode trazer bons resultados para o combate à dengue. Por meio de radiação, eles tornam o mosquito transmissor do vírus da doença, o Aedes aegypti, estéril.

Em parceria com a empresa Bioagri, que fica em Charqueada (SP), os pesquisadores jogam radiação na pupa, como é chamada a fase jovem do inseto, tornando o macho estéril. Com uma baixa dosagem de radiação gama, que tem como fonte o Cobalto 60, o inseto macho fica incapaz de fecundar a fêmea. “O macho copula com a fêmea 'normal' e ela põe os ovos, mas esses ovos não eclodem”, explica o coordenador da pesquisa, professor Valter Arthur.


Ao liberar massivamente os mosquitos estéreis (produzidos em laboratório) na natureza, de preferência em localidades onde a infestação é maior, os pesquisadores esperam reduzir a quantidade de machos com capacidade de copular, assim eles entrariam em competição. “A ideia é diminuir a probabilidade do macho normal cruzar com a fêmea normal”, disse.
Segundo Valter, a radiação no Aedes aegypti ainda tem a vantagem de se tratar de um método limpo, ao contrário de técnicas nocivas ao meio ambiente, como o uso indiscriminado de insecticidas.

Na primeira fase do estudo, concluída em três meses, os pesquisadores conseguiram determinar o nível de radiação para impedir a proliferação do mosquito. O próximo passo será o 'teste de compatibilidade', quando tentarão o cruzamento dos insetos. “Não adianta você liberar o inseto estéril e ele não procurar a fêmea ou a fêmea não aceitar o inseto estéril”, explica. A expectativa de Valter é que toda a pesquisa seja concluída em aproximadamente dois anos. Ele destaca que há mais de 30 anos são feitos estudos com radiação em insetos.


O pesquisador esclarece, porém, que a técnica não será capaz de erradicar totalmente a transmissão da doença, “apenas diminuir a um nível que não seja tão epidêmico.” Por isso, ele alerta que a prevenção à dengue deverá ser mantida. A população, segundo ele, deverá continuar eliminando os criadouros do mosquito, formados em água parada em vasos, garrafas, pneus, caixas d'água, calhas, entre outros.


Levantamento mais recente do Ministério da Saúde aponta 472.973 casos confirmados da doença de janeiro ao dia 4 de julho no país. No período, foram registradas 154 mortes.

Dia Mundial do Orgasmo é nesta terça-feira

Saiba o que é e quais são as dicas para melhorar o desempenho sexual

orgasmo


Sexo é bom e faz bem para a saúde. Nesta terça-feira (31) comemora-se O Dia Mundial do Orgasmo, que é o ponto máximo do prazer da mulher trazendo sensações gostosas.
Além dessas sensações, o orgasmo faz bem para a saúde, como por exemplo, diminui o estresse e evita alguns problemas no coração.
Quer saber como melhorar o desempenho sexual? Veja dicas sobre exercícios que potencializam o prazer: 

Abdominal, agachamento e alongamento garantem prazer sem dores musculares no dia seguinte

Condicionamento físico

Nem tudo o que é bom precisa durar pouco. Se você concorda, sabe que um bom condicionamento físico é indispensável para ter fôlego e aguentar mais tempo de relação. "A aptidão cardiorrespiratória é um pré-requisito principalmente para as pessoas mais ativas sexualmente", conta o personal trainer Givanildo. O especialista recomenda atividades aeróbicas, como a caminhada, a corrida, a bicicleta e a natação para deixar o corpo tinindo para a atividade sexual. "Além de prolongar o tempo de atividade, isso vai proteger o coração da sobrecarga que ocorre durante o sexo", complementa. 

Fortalecimento de membros inferiores

Essa dica vai principalmente para as mulheres: "As posições em que a mulher se coloca durante a atividade sexual exigem muita força das pernas, se elas estiverem fracas, as dores nesses membros podem durar dias", explica Givanildo Mathias. Para preparar o corpo para a relação, vale lançar mão de um antigo aliado: o agachamento. "Esse exercício trabalha o quadríceps femoral, o glúteo e a musculatura posterior da coxa", conta. Aposte nesse "três em um" para deixar o sexo ainda mais interessante.

Fortalecimento de membros superiores

 Os homens precisam de braços mais fortes para dar todo o suporte que uma mulher precisa. Givanildo recomenda os tradicionais supino e crucifixo para deixar os membros superiores em forma. "Esses exercícios fortalecem os músculos da pegada", reforça o especialista.

Abdominal

Tanto homens quanto mulheres precisam de um abdômen bem malhado para a atividade sexual. A dica para conseguir uma barriga trincada é variar de três a quatro tipos de abdominal. "Aposte no abdominal tradicional, depois faça o oblíquo e termine com o exercício para a parte baixa do ventre", recomenda Givanildo Mathias.

Coluna lombar saudável

Os músculos da região lombar da coluna são os antagonistas dos abdominais, muito solicitados durante a atividade sexual. O seu fortalecimento propicia um desempenho sexual muito melhor e previne dores nas costas no dia seguinte. "Os principais exercícios são abdominais, de extensão de coluna e quadril, flexão de coluna e quadril e exercícios de inclinação lateral do tronco", recomenda o educador físico Rodolpho Sunica, do Spa Sorocaba. "A extensão da coluna também vai ajudar a fortalecer a musculatura paravertebral, responsável por esse movimento", explica.

Alongamentos

"Os alongamentos são primordiais, pois melhoram muito a amplitude articular, evitando lesões durante a atividade sexual", explica Rodolpho Sunica. Os exercícios mais recomendados são os alongamentos para a região da coluna e as pernas, principalmente a região posterior da coxa. Lembre-se de segurar o membro alongado por pelo menos 15 segundos. Vale investir em uma aula específica de alongamentos, ou até mesmo em yoga e pilates, práticas que englobam alguns tipos de alongamento. 

Quadril soltinho

Um bom jogo de cintura, principalmente para as mulheres, é essencial para uma boa relação sexual. "Elas podem investir em exercícios com bola suíça, que ajudam no fortalecimento, no equilíbrio, na coordenação e na estabilidade do quadril", orienta Rodolpho Sunica. Sentada na bola, faça círculos com o quadril no sentido horário e no anti-horário. Vale também projetar a pelve para frente e para trás.


Empresa espanhola planeja construir primeiro hotel na órbita terrestre

Hotel na órbita terrestre
Pode acreditar: viagens turísticas ao espaço já são possíveis. E que tal ficar hospedado em um hotel na órbita terrestre? Uma empresa espanhola decidiu criar o primeiro abrigo nas alturas e espera receber os primeiros visitantes ainda este ano.
A Galactic Suite Limited, desenvolvida pelo arquiteto Xavier Claramunt, já conseguiu algumas empresas investidoras de vários países para encabeçar o projeto de aproximadamente US$ 3 bilhões. A empresa também está trabalhando em parceria com o Centro de Pesquisa e Tecnologia Espacial da Espanha para desenvolver o projeto.
De acordo com o How Stuff Works, o projeto do hotel foi desenvolvido para oferecer três quartos, cada um medindo 7 por 3 metros. Cada um deles é capaz de hospedar até duas pessoas. Os cômodos serão transportados para o espaço com o auxílio de uma nave espacial de carga.
"Nós calculamos que existem aproximadamente 40 mil pessoas no mundo que podem se dar ao luxo de ficar no hotel. Se eles vão querer gastar dinheiro para ir ao espaço, isso nós não sabemos", afirmou ao Space Claramunt.
Os interessados em passar uma temporada no Galactic Suite terão que desembolsar aproximadamente US$ 4 milhões, quantia esta que está muito longe de ser acessível para as pessoas comuns. Incluso no valor estão oito dias de treinamento espacial no Caribe para todos os tripulantes.
Hotel espaço 
A estadia de três dias no hotel espacial deverá custar US$ 4 milhões
Uma vez hospedados no espaço, os hóspedes poderão utilizar ternos com velcro que permitirão que eles se acoplem às paredes do quarto. Em apenas 80 minutos, os visitantes estarão na órbita da Terra e poderão acompanhar de perto o nascer do sol diversas vezes, além de contribuir com estudos científicos.
Por enquanto, a empresa não divulgou detalhes sobre as facilidades nas acomodações do hotel e nem qual o programa de entretenimento que será oferecido aos hóspedes.

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