segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Saiba o que ele pode estar pensando antes do casamento

Ele provavelmente quer que você pareça com você mesma no dia do casamento Foto: Getty Images
Ele provavelmente quer que você pareça com você mesma no dia do casamento

Ele finalmente fez o pedido de casamento e, desde então, tudo o que você pensa está relacionado ao grande dia. Mas você já parou para pensar no que ele está pensando antes de subir ao altar? Refletir sobre isso pode ajudar você a não cometer alguns erros e até evitar brigas antes do casamento. Confira as 9 coisas em que ele pode estar pensando antes de dizer "sim", listadas pelo site MSN.
"Você precisa me dizer pelo que sou responsável"
Você pode estar esperando que ele planeje a lua de mel e também pode querer um presente na manhã do casamento. Mas ele sabe alguma coisa sobre a tradição do noivo? A não ser que ele esteja bisbilhotando suas revistas de casamento, ele não deve saber de nenhuma dessas responsabilidades depois do pedido de casamento. E se ele for o primeiro entre os amigos a se casar, é provável que não tenha ninguém para dar essas dicas valiosas.
 
"Não faço a menor ideia de quais guardanapos vão combinar com a toalha, mas isso não significa que não me importo"
Você mencionou que gostaria que seu buquê combinasse com a flor que estará na lapela dele no dia do casamento e ele ficou paralisado. Você pediu uma opinião para ele sobre a decoração da festa e ele respondeu com um gesto de "tanto faz". É fácil interpretar essas atitudes como desinteresse sobre o grande dia e, logo, sobre o relacionamento de vocês. Mas não seja tão dura com ele. 
 
"Quero que você pareça com você mesma"
Toda noiva quer estar linda no casamento, mas o risco de mudar o estilo drasticamente, com maquiagem pesada, penteado exagerado e muitos acessórios, é grande. Pense nisso na hora de escolher o look para o grande dia.
 
"Meus amigos são tão importantes quanto os seus"
Não é porque você não gosta de alguns amigos dele que pode colocar a mesa da turma em um lugar péssimo durante a recepção. Se você escolher uma mesa para perto do banheiro para os parceiros dele, enquanto seus amigos estão em um ótimo local, pertinho da pista de dança, eles irão perceber.
 
"Não peça minha opinião se você não quiser ouvi-la"
Com tantas decisões importantes a tomar, é normal que você peça muitas opiniões para o noivo. No entanto, se você pergunta a ele apenas querendo reforçar algo que você já decidiu, esqueça. 
 
"Deixe eu decidir em que partes eu quero me envolver"
Levar seu noivo para degustar o bolo e pedir para que ele pense na playlist da festa, tudo bem. Mas, se você jogar um amontoado de amostras de convites na frente dele, provavelmente não pensará em outra coisa a não ser acabar logo com isso.
 
"Eu não vou usar gravata borboleta"
É claro que você está sonhando com um casamento em perfeita sincronia e já até imaginou um look perfeito para ele. Mas cuidado: sugerir algumas coisas, tudo bem. No entanto, deixe-o escolher, afinal, é a roupa que ele vai usar e você também não gostaria que ele desse grandes palpites no seu modelito.
 
"Não promova um 'toque de recolher' na noite antes do casamento"
O jantar de ensaio geralmente acaba em uma festa que vai até altas horas. Se ele estiver se divertindo, você pode chateá-lo se insistir em mandá-lo dormir antes da meia-noite.
 
"A despedida de solteiro não tem limites"
Você planejou grande parte do casamento, então por que não dar algumas sugestões para a despedida de solteiro dele? Esqueça. A tradição pode parecer boba para você, mas, para alguns homens, ela é quase sagrada. E se você colocar limites na comemoração, ele pode entender que você não confia nele.

Confira 5 dicas alimentares para melhorar humor

 Foto: Getty Images
 A carne é um alimento para o cérebro

A dieta moderna desbalanceada é uma das culpadas pelo aumento de alterações de humor, depressão, hiperatividade e outros problemas mentais e emocionais. É que muitos nutrientes de que o cérebro precisa para funcionar bem estão em falta no cardápio. Confira abaixo cinco dicas alimentares para reverter a situação, listadas pelo professor de psiquiatria Drew Ramsey ao jornal Huffington Post:
Risque da lista alimentos processados
Eles são repletos de calorias vazias e as deficiências nutricionais podem afetar seus níveis de energia, humor e processos do pensamento;
Muitos inseticidas e pesticidas são neurotoxinas
Portanto, aposte em alimentos orgânicos. Como são mais caros, dê preferência por maçã, aipo, pêssego e outros produtos que costumam ter altos níveis de substâncias tóxicas;
Nem toda gordura é prejudicial
Por exemplo, a ômega 3 (DHA e EPA) é aliada do cérebro. Estudos mostram que DHA e EPA ajudam a proteger o cérebro contra distúrbios de humor, enquanto que níveis baixos de DHA têm sido associados com um risco maior de suicídio. E a boa notícia é que não engorda. Na verdade, alimentos com gorduras saudáveis ​​ajudam a se sentir saciado. Então, inclua no cardápio peixes, como salmão, atum e sardinha;
A carne é um alimento para o cérebro
Juntamente com frutos do mar, ovos e produtos lácteos, oferece proteínas e gorduras saudáveis. Deficiência de vitamina B12 é particularmente comum entre aqueles que aderem a uma dieta vegetariana, o que aumenta o risco de dano cerebral.
Faça compras na feira ou mercado local, onde talvez consiga fazer amizade com os próprios agricultores
Além da motivação para ficar longe de alimentos processados, pode descobrir como sua comida é cultivada.

Orgasmo, fantasias e tamanho: confira 6 mitos sobre sexo

1. Transar durante a menstruação é seguro. O mito surge a partir do fato de que a menstruação é o meio utilizado pelo corpo para se livrar do óvulo não fecundado. Se o óvulo não foi fecundado e o próximo está bem longe, não há com o que se preocupar, certo? Quase certo. A mulher pode não engravidar no dia em que vocês fizeram sexo, porém, os espermatozoides podem sobreviver até uma semana e nos casos em que a mulher não possui ciclo menstrual regular, pode sim engravidar. Melhor não arriscar Foto: Getty Images
1. Transar durante a menstruação é seguro. O mito surge a partir do fato de que a menstruação é o meio utilizado pelo corpo para se livrar do óvulo não fecundado. Se o óvulo não foi fecundado e o próximo está bem longe, não há com o que se preocupar, certo? Quase certo. A mulher pode não engravidar no dia em que vocês fizeram sexo, porém, os espermatozoides podem sobreviver até uma semana e nos casos em que a mulher não possui ciclo menstrual regular, pode sim engravidar. Melhor não arriscar
2. Coito interrompido é seguro. É razoável supor que quando não há liberação de espermatozoides dentro da mulher, não há gravidez. Isso é totalmente mito. Todos os homens possuem uma pré-ejaculação, que contém uma pequena quantidade de espermatozoides. As chances dela ficar grávida são menores, mas existem Foto: Getty Images
2. Coito interrompido é seguro. É razoável supor que quando não há liberação de espermatozoides dentro da mulher, não há gravidez. Isso é totalmente mito. Todos os homens possuem uma pré-ejaculação, que contém uma pequena quantidade de espermatozoides. As chances dela ficar grávida são menores, mas existem
3. Quem tem fantasias com homens é gay. Todos fantasiam com diferentes coisas ao longo da vida. Você pode ser apenas um curioso. Caso tenha dúvidas sobre sua sexualidade, considere procurar um terapeuta sexual Foto: Getty Images
3. Quem tem fantasias com homens é gay. Todos fantasiam com diferentes coisas ao longo da vida. Você pode ser apenas um curioso. Caso tenha dúvidas sobre sua sexualidade, considere procurar um terapeuta sexual
4. Tamanho do pênis é importante. Ter um órgão sexual grande é sinônimo de virilidade em nossa cultura. Porém, isso não passa de mito. Ao invés de se preocupar com o tamanho do seu pênis, trabalhe para ser bom em outros aspectos, como sexo oral e masturbação. São raras as mulheres que atingem o orgasmo apenas com penetração Foto: Getty Images
4. Tamanho do pênis é importante. Ter um órgão sexual grande é sinônimo de virilidade em nossa cultura. Porém, isso não passa de mito. Ao invés de se preocupar com o tamanho do seu pênis, trabalhe para ser bom em outros aspectos, como sexo oral e masturbação. São raras as mulheres que atingem o orgasmo apenas com penetração
5. As mulheres precisam de muitas preliminares. Desde a revolução sexual, os homens são condenados por não dar às suas parceiras tempo o bastante para o aquecimento. Quando trata-se de algo espontâneo, muitas delas lidam bem com a falta de preliminares. Basta você descobrir qual é a dela Foto: Getty Images
5. As mulheres precisam de muitas preliminares. Desde a revolução sexual, os homens são condenados por não dar às suas parceiras tempo o bastante para o aquecimento. Quando trata-se de algo espontâneo, muitas delas lidam bem com a falta de preliminares. Basta você descobrir qual é a dela
6. Mulheres querem orgasmos múltiplos. Somos condicionados a acreditar que um homem é mais viril se consegue dar à mulher mais que um orgasmo por sessão. Só porque elas podem chegar diversas vezes ao clímax, não quer dizer que elas sempre querem isso. Um é bom, dois é melhor, mas três pode ser demais e levar a relação ao desgaste Foto: Getty Images
6. Mulheres querem orgasmos múltiplos. Somos condicionados a acreditar que um homem é mais viril se consegue dar à mulher mais que um orgasmo por sessão. Só porque elas podem chegar diversas vezes ao clímax, não quer dizer que elas sempre querem isso. Um é bom, dois é melhor, mas três pode ser demais e levar a relação ao desgaste

Estudo: pupilas podem diferenciar héteros de gays

 Foto: Getty Images

De acordo com um novo estudo, a dilatação da pupila pode ter ligação com o nível de excitação das pessoas

Não importa se você é hétero ou gay, a verdade sobre a sexualidade pode estar dentro dos olhos. Um novo estudo mostrou que a dilatação da pupila é um preciso indicador sexual. As informações são do jornal Huffington Post.
Quando as pessoas olham para imagens eróticas e ficam excitadas, as pupilas abrem em uma reação inconsciente, o que poderia ser usado em estudos sobre orientação no lugar de medidas genitais mais invasivas.
O estudo é o primeiro experimento que relaciona a dilatação da pupila com o que as pessoas relatam sentir, segundo explica o pesquisador Ritch Savin-Williams, psicólogo da Cornell University.
A ligação entre o tamanho da pupila e a excitação, no entanto, já foi feita anteriormente. No século 16, na Itália, as mulheres usavam um colírio a base de uma erva tóxica chamada Beladona, que mantinham as pupilas contraídas, o que acreditava-se resultar em um olhar mais sedutor.
Savin-Williams explica que as pupilas dilatadas são uma resposta a qualquer excitação ou estímulo, incluindo o rosto de um ente querido ou uma bela peça de arte. Trata-se de um sinal de que o sistema nervoso autonômico – que controla as ações involuntárias como a respiração e a pulsação – está aumentando.
Tradicionalmente, pesquisadores têm estudado a orientação sexual por meio de voluntários expostos a filmes ou vídeos pornográficos, enquanto são monitorados por instrumentos que podem medir o fluxo sanguíneo nos genitais. No caso dos homens, é utilizada uma circunferência de medida no pênis, enquanto mulheres usam uma sonda que mede as alterações de pressão nas veias sanguíneas da vagina.
Estes medidores têm desvantagens, segundo Savin-Williams. Algumas pessoas podem suprimir a excitação ou simplesmente não ter respostas genitais dentro do laboratório, além do fato de ser um método invasivo. “Algumas pessoas não querem participar de uma pesquisa que envolve seus genitais”, disse. Usar apenas perguntas para medir esta questão também é problemático, pois muitos têm vergonha de admitir seus desejos ou os negam.
O estudo
Para esta pesquisa, 165 homens e 160 mulheres, incluindo gays, lésbicas e bissexuais foram recrutados. Eles assistiram, isoladamente, um vídeo de um minuto de uma masturbação masculina, feminina e outras cenas neutras. Uma câmera gravou as pupilas durante estes vídeos, medindo as pequenas mudanças de tamanho da pupila.

Os resultados mostraram que a dilatação corresponde ao padrão observado em estudos sobre excitação genital. Em homens, o padrão é simples: eles respondem a imagens sexuais de mulheres, enquanto homens gays respondem a imagens sexuais de homens. Bissexuais respondem tanto a homens quanto a mulheres.
Entre elas, o processo é um pouco mais complexo. Elas mostram mais dilatação diante de imagens de mulheres, mas as mulheres heterossexuais mostraram dilatação com imagens de ambos os sexos.
No entanto, Savin-Willians explica que isso não quer dizer que toda mulher heterossexual é secretamente bissexual, mas sim que sua excitação subjetiva não corresponde necessariamente à excitação do seu corpo. Os pesquisadores não sabem por que isso acontece, mas uma teoria indica que como foram violadas ao longo da história, as mulheres evoluíram para responder com excitação a qualquer estímulo sexual.

Crianças bilíngues têm cérebro mais ágil e criativo, aponta estudo escocês

Crianças que sabem pelo menos duas línguas conseguem resolver cálculos matemáticos e ser mais criativas que as demais, revela um estudo da Universidade de Strathclyde, em Glasgow, na Escócia.
A pesquisa foi feita com 121 alunos escoceses e italianos do ensino fundamental que dominavam inglês ou italiano - 62 deles também conheciam o idioma gaélico (falado no Reino Unido) ou sardo (língua românica da ilha italiana de Sardenha).
Os voluntários bilíngues, em média com 9 anos de idade, completaram as tarefas com mais sucesso, e os que conheciam gaélico foram ainda melhores que os falantes de sardo.
As habilidades para alternar os idiomas também poderiam servir para a agilidade em outros tipos de raciocínio, segundo os autores.

As crianças que sabiam gaélico tinham uma formação melhor porque aprendiam a língua e a literatura da região no ensino formal do colégio. Já os falantes de sardo vinham de uma antiga tradição oral, sem padronizações.
De acordo com o professor Lauchlan Fraser, que liderou o estudo, o bilinguismo é visto como benéfico na infância, tanto para o vocabulário quanto para a compreensão das ideias. Além disso, a atenção seletiva - foco em uma informação importante - também é beneficiada.

Hormônio feminino é fundamental na fertilidade masculina

O hormônio feminino estrogênio também desempenha papel fundamental na fertilidade masculina.
A descoberta ajuda a entender alguns casos de infertilidade, de causa até agora desconhecidas, e abre caminho para novos tratamentos.
"O nível de estrogênio na corrente sanguínea do homem é mais baixo que o circulante na mulher. Mas, quando se analisam os órgãos do sistema reprodutor masculino, o teor é até mais alto que o existente na mulher. Queríamos entender qual era a importância desse hormônio nesses órgãos", conta Catarina Segreti Porto, coordenadora da pesquisa, realizada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Ao analisar material extraído do testículo de ratos, os pesquisadores descobriram a existência de três diferentes receptores de estrógenos nas células responsáveis pela manutenção da produção do espermatozoide - as chamadas células de Sertoli.
"Essas células proliferam apenas em uma determinada fase do desenvolvimento que ocorre antes da puberdade. E esse processo é o que vai determinar a quantidade de espermatozoides que o indivíduo produz na idade adulta. Quanto mais células de Sertoli, portanto, maior o número de espermatozoides", explicou Catarina.
Um dos receptores descobertos pelos cientistas - conhecido na literatura científica como receptor de estrógeno alfa - é justamente o responsável por estimular a proliferação das células de Sertoli.
"Alguns casos de infertilidade masculina não têm relação com a falta de testosterona, de outros andrógenos ou de seus receptores. A explicação para esses casos pode ser falhas na produção de estrogênio ou no funcionamento desse receptor alfa", disse Catarina.
Os pesquisadores também demonstraram a existência do receptor de estrógeno beta, que tem a função antiproliferativa nas células de Sertoli e está expresso em maior quantidade no período que antecede a puberdade.
O terceiro receptor encontrado é conhecido como GPER e tem a função de inibir o processo de apoptose das células de Sertoli, ou seja, é responsável por manter as células vivas.
"Esse receptor foi descoberto recentemente em pesquisas sobre câncer de mama e ainda não se tinha certeza se ele estava presente apenas em situações patológicas. Agora, mostramos que ele também tem função na sobrevivência de células normais", disse Catarina.
"No futuro, poderemos pensar em ferramentas farmacológicas que seletivamente interajam com cada um desses receptores. Mas antes precisamos investigar melhor a expressão desses receptores nas diferentes fases de desenvolvimento do animal e descobrir em que momento é possível intervir para garantir no adulto uma produção de espermatozoides normal", disse Catarina.
Em outro braço do projeto também coordenado por Catarina, os cientistas investigaram se a presença do estrogênio e de seus receptores no sistema reprodutor masculino também teria influência sobre o câncer de próstata.
"Sabemos que os hormônios masculinos ou andrógenos estimulam a proliferação das células malignas, tanto que um dos principais tratamentos para o câncer de próstata é justamente a castração cirúrgica ou farmacológica", disse Catarina.
Cerca de 85% dos pacientes com câncer prostático respondem bem ao bloqueio dos hormônios andrógenos e o tumor para de se desenvolver, mas, dois ou três anos após o tratamento, uma parcela significativa tem recaída.
"Para esses casos de câncer resistente à castração ainda não existe tratamento efetivo. Eles progridem e causam metástase", disse Catarina.
Ao analisar linhagens de células de câncer prostático resistentes à castração, os pesquisadores da Unifesp verificaram que os receptores de estrógeno alfa e beta também estavam presentes.
"Esperávamos encontrar esses receptores, uma vez que o estrogênio também é produzido na próstata, mas o surpreendente foi verificar que nas células cancerígenas eles estavam localizados fora do núcleo. Já nas células normais, mais de 90% dos receptores ficam dentro do núcleo", contou a pesquisadora.
Quando os receptores estão fora do núcleo celular, eles se tornam capazes de ativar mais rapidamente várias vias de sinalização celular envolvidas com proliferação, sobrevivência e migração celular.
"Mostramos que a ativação do receptor beta leva ao aumento da proteína beta-catenina, que tem múltiplos papéis no desenvolvimento do tumor. Esses estudos ainda estão em andamento, mas sugerimos que o estrogênio e seus receptores podem ter um papel na progressão do câncer prostático resistente à castração", disse Catarina.

Novos remédios tornarão o câncer uma doença crônica, diz médico

Cirurgião afirma que pacientes poderão viver com a doença graças a novos tratamentos específicos para cada tipo de tumor

O cirurgião oncologista Rogério Neves acredita que estamos entrando em uma nova era no combate ao câncer. Com a descoberta de novos tratamentos específicos para cada tipo de tumor, em pouco tempo a doença poderá se tornar crônica, sem necessariamente matar os pacientes. Brasileiro, Neves é professor da Penn State University, nos Estados Unidos, onde é diretor do Programa de Melanoma e Oncologia Cutânea e está diretamente envolvido na pesquisa de novas drogas para o câncer de pele. Ele esteve em São Paulo, onde participou do XIV Congresso Mundial de Câncer de Pele, que termina neste sábado. Neves falou sobre as terapias alvo para o carcinoma basocelular. Em entrevista ao site de Veja, Neves fala sobre os novos tratamentos que compara o novo momento do combate ao câncer à descoberta da penicilina e afirma ainda que  o que podemos esperar do futuro.

Por que temos visto tanto avanço no combate ao câncer? Isso começou há menos de 20 anos, com os projetos de leitura do genoma do câncer. Naquela época, levava dois anos para sequenciar um tumor. Hoje, faço isso em meu laboratório em uma hora. Ficou muito mais fácil saber as diferenças entre os tumores. Antes, quando nos deparávamos com o mesmo tipo de câncer, no mesmo lugar, em dois pacientes, não víamos diferença. Mas de repente percebíamos que um deles era mais agressivo: uma pessoa morria dentro de três meses, a outra estava viva três anos depois. A gente não sabia por que isso acontecia. Era claro que havia alguma coisa diferente dentro do tumor, mas não sabíamos o que era. Agora estamos começando a descobrir. São genes diferentes, que são ativados ou desativados dependendo do caso, ou proteínas que são expressas dependendo da circunstância. Sabendo disso, conseguimos inventar terapias alvo, voltadas para cada tipo específico de câncer.

O que essas terapias significam na luta contra o câncer? Estamos perto de uma cura? Eu não acredito que vamos encontrar a cura do câncer, nem em três gerações. Até porque temos muitos tipos de tumores, mais de 300. O que vai acontecer é que para a geração dos meus filhos, a maioria dos cânceres vai ter se tornado uma doença crônica. Uma doença com a qual a pessoa vai poder conviver, sem necessariamente morrer por causa dela. Numa hora, um tumor vai aparecer, e o médico vai retirar, numa outra, o paciente vai ter que trocar o tratamento. Mas ele vai continuar vivo.
Vai ser parecido com o tratamento atual contra a Aids, onde o paciente consegue controlar a doença ao consumir um coquetel de remédios? Vai ser exatamente igual. É isso que estamos buscando. Para tratar o melanoma, por exemplo, já estão surgindo coquetéis de medicamentos. O objetivo é controlar os vários caminhos pelos quais o câncer pode crescer. Novas drogas estão surgindo num ritmo incrível. Na área do melanoma, não surgia nada novo há 30 anos. Isso é muito excitante.
E quais as novidades no tratamento do melanoma? Uma análise genética dos melanomas mostra que, pelo menos, 50% deles têm uma mutação em um gene chamado BRAF. Foi criada uma droga, chamada debrafenib, que age especificamente nessa mutação. Ela entra na célula e bloqueia esse mecanismo que a faz crescer descontroladamente. Na outra metade dos melanomas, no entanto, você não pode aplicar o remédio, porque pode piorar o tumor. Por isso, o tratamento contra o câncer vai ter que ser totalmente personalizado.
Temos exemplos desse tipo de tratamento em outros cânceres de pele? Sim, e até mais efetivos. Em nosso laboratório, nós estamos estudando substâncias para tratar o carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele. Nós participamos de testes com o vismodegib, uma droga que teve resultados tão bons que foi aprovada há seis meses nos Estados Unidos para uso em tumores avançados. Agora, estudamos drogas parecidas com essa, para descobrir qual pode ser o melhor tratamento. Existe uma gama grande de novas drogas disponíveis, que atingem o mesmo mecanismo no tumor.
E qual mecanismo é esse? Ela atua sobre o que chamamos de via de sinalização Hedgehog, um conjunto de eventos e sinais que regulam o desenvolvimento celular. Normalmente, essa via está inibida. Mas quando ela sofre mutações, causadas por exemplo pelos raios ultravioleta, começa a fazer as células crescerem e se multiplicarem de maneira desorganizada. A droga que age nesse mecanismo foi descoberta de maneira acidental, na década de 1950, nos Estados Unidos. Alguns bezerros começaram a nascer ciclopes, com um só olho. Ao estudar o caso, cientistas descobriram que eles estavam comendo uma planta que agia justamente na Via de Hedgehog. A indústria farmacêutica mudou a molécula para que ela pudesse agir nos tumores desencadeados por esse mecanismo. E até 90% dos carcinomas basocelulares têm alterações nessa via. Por isso, o tratamento é muito promissor.
Esses remédios são capazes de erradicar o carcinoma de um paciente? Em alguns casos, sim. No primeiro estudo com a substância, tivemos entre 60% e 70% de resposta completa, com o sumiço total do tumor. Em outra boa porcentagem, houve resposta parcial. Nesses casos, o câncer diminuiu ou parou de crescer. O que é ótimo, porque podemos operar esse paciente. Imagina um caso onde o carcinoma atinja a região dos olhos, o nariz ou a orelha do paciente. Diminuindo seu tamanho, podemos tornar a cirurgia menos mutiladora.
E como a comunidade médica está reagindo a essas descobertas? Tente imaginar como foi quando descobriram a penicilina, o tanto de vidas que puderam ser salvas. É assim que estamos nos sentindo nesse momento.

Incentivar o banho de sol é o mesmo que estimular alguém a fumar, diz especialista

Dermatologista argentino afirma que só o uso do protetor solar não protege contra o câncer de pele e defende uma maior educação sobre os perigos do sol

O médico argentino Fernando Stengel não acredita em bronzeamento saudável. De pele clara, não usa protetor solar com fator menor que 50 quando está no Brasil. Na maior parte das vezes, nem usa protetor — prefere se esconder do sol com casacos e chapéus. Chefe do setor de dermatologia do Centro de Educação Médica e Investigação Clinica (CEMIC) da Argentina, além de presidente da Fundação Argentina de Câncer de Pele, ele diz que a população em geral não sabe como se proteger do sol, o que tem contribuído para o número cada vez maior de diagnósticos de melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.

Stengel esteve em São Paulo participando do XIV Congresso Mundial de Cânceres de Pele, que ocorre entre os dias 1 e 4 de agosto, onde falou sobre a eficácia da fotoproteção feita hoje na prevenção do câncer de pele. Em entrevista ao site de Veja, o médico diz que existe muita ignorância quanto aos efeitos do Sol — inclusive entre os médicos — e explicou que só existe um modo de diminuir os números do câncer de pele no futuro: a fotoeducação.
Onde estamos errando na proteção contra o Sol? As companhias farmacêuticas falam em bronzeamento seguro, o que não é verdade. Não existe bronzeado saudável. Existe muita gente que, desde jovem, se expõem ao Sol sem preocupação. No entanto, quando conversamos com pessoas de meia idade que têm melanoma, a maior parte delas relata que teve muitas queimaduras de Sol durante a vida — o que é um grande incentivador do câncer. Mas ninguém quer escutar esse alerta. A cultura do bronzeamento está em todo lugar. Existe uma glorificação em torno disso. Na Argentina, nós temos uma campanha em que mostramos a foto de uma mulher em trajes de banho. Um homem comenta: “Você tem um bronzeado que mata.” Literalmente. Ela está matando a si mesma.
Então o senhor está dizendo que tomar banho de Sol é perigoso? Sim, definitivamente. Mais que isso, a cultura do banho de Sol é estúpida. As pessoas estão buscando algo que não é saudável. É como incentivar o uso de cigarros.
Como mudar essa cultura? Eu defendo a fotoeducação, ensinar a sociedade a se defender dos efeitos do Sol. Devemos fazer campanhas de educação na comunidade, na imprensa, no governo, na indústria, entre os médicos. Por exemplo, temos que ensinar que a pessoa deve se proteger dos efeitos do Sol não só no verão, mas muitos meses antes. Em São Paulo, por exemplo, a proteção deve começar em setembro, quando o Sol começa a ficar forte. O ápice é em dezembro, com o solstício, e ele vai enfraquecendo até abril. Por que não ensinar isso nas escolas, durante as aulas de geografia? O professor quando estiver ensinando sobre o solstício, pode explicar para o aluno os efeitos que isso pode ter sobre sua pele. Se o professor perder um minuto nisso, o aluno pode se proteger corretamente por toda a vida.
Qual a melhor maneira de se proteger do Sol? É a mesma lógica de proteção de quando você está dirigindo. Em primeiro lugar, você deve respeitar as regras de trânsito, depois saber adaptar sua maneira de dirigir às condições encontradas pelo caminho. Mesmo assim, é sempre bom usar cinto de segurança. Para proteger a pele, você deve, em primeiro lugar, respeitar os horários onde o Sol está mais forte. Olhe para sua sombra. Quando ela estiver mais curta que sua estatura, isso significa que o Sol está sobre a sua cabeça, muito forte. Respeite essa hora. Em segundo lugar, se adapte às condições do Sol. Se ele estiver muito forte cubra sua pele, proteja-se. Por último em prioridade está o protetor solar, que tem sua importância. 
Então, usar protetores solares não é o mais importante? A questão é que você não precisa usar o protetor. A pessoa pode não gostar dele, ele é grudento, brilhante e irrita os olhos. Eu pessoalmente prefiro me vestir quando vou me expor ao Sol. Desde a antiguidade, nos protegemos com roupas — pense nos beduínos, por exemplo. Desse modo, sobrevivemos e chegamos até aqui como espécie. Só passo protetor quando quero entrar na água. Os protetores são realmente bons para evitar a radiação solar, mas a verdade é que não os usamos do modo correto.
O que fazemos de errado? Não sabemos a quantidade certa do produto que deve ser usada. Os testes que permitem às empresas dizerem que um produto tem fator de proteção 30 ou 50 é feito com dois miligramas do produto por cada centímetro quadrado de pele. Quem passa essa quantidade de protetor solar? Eu prefiro usar protetores fortes, sempre acima do fator 30. Não acredito em fatores de proteção mais baixos. No Brasil, que tem Sol muito forte, uso 50, porque tenho pele clara.
Nós sabemos onde passar o protetor? Existem partes da pele que são cronicamente expostas ao Sol, como a face e o dorso das mãos, onde costumamos dar mais atenção. Mas a pele é a mesma em todos os lugares, com a mesma chance de desenvolver melanoma. Pesquisas mostram que as mulheres usam 60% do protetor na face, porque não querem rugas. Outros 40% vão na altura dos seios, para não deixar marcas. E só 2% nas pernas, porque querem bronzear a região. E é justamente aí que está aparecendo o maior número de melanomas em mulheres hoje em dia. Isso é ridículo, um exemplo de como as campanhas de proteção solar de hoje em dia não estão funcionando.
Os médicos não têm parte da culpa? Com certeza. Existe um artigo da Sociedade Britânica de Cirurgia Plástica e Medicina Estética que mostrou que metade dos médicos do país não sabe responder perguntas sobre protetores solares. Na Argentina, cerca de 45% dos médicos não sabe dizer o que é o fator de proteção do produto. E têm dermatologistas entre eles, que não se importam com isso. Trabalhar com a prevenção do câncer é muito difícil, não dá dinheiro. Quem faz escola de medicina, faz com a intenção de curar o doente. Um cirurgião vê o tumor, o corta fora e acabou. Na prevenção, você impede que o paciente fique doente. Não é excitante, o resultado pode demorar décadas para aparecer.

Consumo elevado de salmão na gravidez reduz produção de anticorpo

Índice da imunoglobina-A no leite materno, importante para a prevenção de infecções no bebê, tem queda quando há alto consumo de ômega-3

Prevenção natural: alta ingestão do ácido graxo ômega-3 ajuda a reduzir os riscos de arritmia cardíaca entre adultos
Consumo de ômega-3 na gravidez pode afetar a formação do sistema imunológico do bebê

O consumo de ácido graxo ômega-3 durante a gravidez pode reduzir a produção de um anticorpo importante na prevenção de infecções no bebê. De acordo com um estudo publicado no periódico médico The Journal of Nutrition, mulheres que mantinham uma dieta rica em salmão secretavam menos imunoglobina-A, um anticorpo passado de mãe para filho durante a amamentação.
De efeito benéfico e conhecido para a saúde do coração e até na prevenção da depressão pós-parto, o ácido graxo ômega-3, encontrado em peixes gordos como o salmão, é indicado para qualquer pessoa que queira manter uma dieta saudável. Como são fundamentais para a formação do cérebro de um feto, mulheres grávidas também são costumeiramente encorajadas a ter uma dieta rica da substância. Esse ácido é importante ainda para o desenvolvimento dos vasos sanguíneos, do coração e do sistema imunológico.
Apesar de todos os efeitos benéficos conhecidos do óleo graxo ômega-3, pouco era sabido sobre a influência de sua ingestão na composição do leite materno e das substâncias imunológicas transferidas de mãe para filho. A proteção imunológica que a amamentação fornece aos recém-nascidos é uma das razões pelas quais o aleitamento materno é recomendado por profissionais de todo o mundo. Daí, a importância de se avaliar a influência do consumo de peixes gordos por gestantes.
Pesquisa – Um grupo de pesquisadores, coordenados pela Universidade de Reading e a Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, separou 123 mulheres grávidas, que raramente consumiam peixes gordos, em dois grupos. Metade manteve sua dieta regular. A outra metade ingeriu duas porções de salmão por semana, começando na vigésima semana de gestação até o nascimento.
Descobriu-se, então, que as mães que comeram salmão nos estágios finais da gravidez tiveram um aumento na quantia de ômega-3 presente no leite no primeiro mês após o nascimento. Mas elas tiveram também uma redução na secreção de imunoglobina-A, um anticorpo que ajuda o recém-nascido a se proteger de infecções virais e bacterianas através das mucosas.
“A dieta rica em peixes gordos é eficiente na transmissão de nutrientes saudáveis para os bebês. Mas são necessários mais estudos para examinar como a baixa desse anticorpo específico pode afetar os recém-nascidos”, diz Parveen Yaqoob, coordenadora do estudo.

Alunos em boa forma física têm melhor desempenho acadêmico, diz estudo

Jovens do Ensino Fundamental podem melhorar as notas em provas de matemática e interpretação de texto se tiverem um peso adequado e praticarem atividades físicas

Praticar atividade física com regularidade ajuda a melhorar a cognição do jovem, levando a um melhor desempenho escolar
Praticar atividade física com regularidade pode levar o jovem a um melhor desempenho escolar

Uma pesquisa feita na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, mostrou que estudantes do Ensino Fundamental com peso adequado e fisicamente ativos têm um melhor desempenho acadêmico do que o restante. De acordo com o estudo, que foi apresentado neste fim de semana no encontro anual da Associação Americana de Psicologia, em Orlando, estar em forma foi associado a notas maiores em testes de matemática e de interpretação de texto.
Ao todo, 1.211 jovens de dez a 15 anos que estudavam em cinco escolas diferentes do Texas participaram da pesquisa. Os autores do trabalho analisaram características como rendimento escolar, autoconfiança, nível socioeconômico, índice de massa corporal (IMC) e frequência com que praticavam exercícios físicos. Os alunos também realizaram testes que avaliaram a aptidão física de cada um em relação à capacidade cardiorrespiratória, aeróbica, flexibilidade e força e resistência muscular.
De acordo com os resultados, a capacidade cardiorrespiratória, que é desenvolvida com atividades aeróbicas, como correr, andar e nadar, foi o fator mais fortemente associado a um melhor desempenho acadêmico — embora as outras características físicas também tenham sido relacionadas a bons resultados na escola. As conclusões foram semelhantes para ambos os sexos. Para os pesquisadores, o estudo reforça a ideia de que a atividade física melhora a memória, a concentração e a organização de uma pessoa — e deve incentivar os pais a incluírem algum tipo de exercício na rotina de seus filhos.

Comodismo, medo e status levam homens a manter relacionamentos infelizes

Homens costumam agir de forma que a mulher acabe tomando a iniciativa de terminar
Homens costumam agir de forma que a mulher acabe tomando a iniciativa de terminar

A promessa "até que a morte nos separe" é cada vez menos cumprida pelos casais. A possibilidade de se divorciar com mais facilidade e ter a esperança de iniciar uma nova vida com outra pessoa faz com que muitos relacionamentos acabem. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os divórcios aumentaram 20% em dez anos. Para o psicanalista Mauricio Sita, autor do livro "Vida Amorosa 100 Monotonia" (Editora Viver Melhor), é mais frequente que a mulher tome a iniciativa de se separar, ainda que o parceiro também esteja insatisfeito. "O homem não gosta de ser o responsável pelo rompimento", afirma. 
Segundo o psicanalista, quando a relação vai mal, é muito comum o homem criar armadilhas para que a mulher tome a iniciativa de terminar. "Ele fica distante, economiza atenção e carinho, prioriza o trabalho e os programas com os amigos", explica o especialista. Dessa maneira, ele vai minando o relacionamento e forçando-a a agir. O psicólogo Ailton Amélio da Silva, professor da USP (Universidade de São Paulo), diz que, na maioria das vezes, as discussões sobre o relacionamento são iniciadas pelas mulheres. "Em geral, elas se incomodam e buscam reverter a situação; querem melhorar ou terminar de vez", explica Silva.
Maurício Sita explica que um dos motivos que mais perturba o homem, ao assumir a iniciativa de romper um relacionamento, é ter de se justificar para a parceira. "Ele evita tomar a decisão porque sabe que a mulher o questionará, e os homens detestam ter de dar explicações".
A psicóloga Denise Diniz, coordenadora do Setor de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) afirma que, culturalmente, o homem é considerado o provedor  e terminar o relacionamento é o mesmo que abandonar a família. "Eles costumam encarar uma separação como sinal de fracasso e têm mais dificuldade de lidar com isso”. Segundo ela, é muito mais cômodo para o homem dizer que foi a mulher que o dispensou a ter de assumir que a deixou. 
Além disso, as mulheres são mais sentimentais. "Para elas, a falta de amor é motivo para terminar uma relação. Já os homens analisam todas as dificuldades de uma separação", diz Denise. O fim do amor não é determinante para o rompimento na cabeça do homem. Ele avalia outros aspectos, como o social, financeiro e até o companheirismo. "A relação pode estar ruim, mas estabilidade é fundamental para o sexo masculino”, explica.
Sita diz que os homens detestam se desestabilizar. Se a relação sexual esfriou e só acontece de vez em quando, tudo bem. "Para o homem é melhor estar mal acompanhado do que só. Se o sexo acontecer vez ou outra, ótimo", diz Silva. E, se diminuir demais, ele pensará em procurar outra e viver uma vida dupla. "Mas, mesmo tendo outra na jogada, dificilmente cederá à pressão e terminar o relacionamento", diz Denise, que concorda com os especialistas, os homens preferem uma rotina medíocre a ter de enfrentar mudanças. 

Razões que impedem os homens de romper o relacionamento:

1. Comodismo: família e casa estabelecidas, convivência diária com os filhos e uma mulher para transar, mesmo que seja de vez em quando, é o suficiente para manter muitos homens em um relacionamento. Eles gostam de estabilidade.
 
2.  Medo: se afastar dos filhos e da companheira que sempre cuidou de tudo para ele pode ser assustador. Há homens que temem não encontrar outra parceira e deixar a mulher livre para outras aventuras.
 
3. Fuga: quando um homem quer terminar, ele tende a aumentar os custos e diminuir os benefícios, empurrando para a mulher a iniciativa de romper. Para ele, dialogar e assumir a responsabilidade pela separação é um peso.
 
4. Receio do julgamento: alguns preferem evitar a separação para não abandonar a parceira e os filhos. No fundo, os homens receiam ser julgados pela sociedade.
 
5. Status: é importante para o homem mostrar para a sociedade que tem uma família, pois isso ainda é sinônimo de status social e pode lhe favorecer no ambiente profissional e familiar.

Sorrir é um santo remédio, especialmente para o coração

Pessoas que sorriem com frequência, mesmo quando não se sentem felizes ou estão estressadas, podem estar protegendo seu coração. Segundo estudo da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, essas pessoas têm os níveis de batimentos cardíacos mais estáveis.
O estudo envolveu 169 participantes e se deu em duas fases. A primeira consistiu em um treinamento no qual os voluntários foram divididos em três grupos e cada grupo foi treinado para manter uma expressão facial diferente.
A segunda fase consistiu em testes nos quais os participantes foram convidados a trabalhar em atividades variadas, que foram especialmente planejadas para serem estressantes. Comparados aos participantes que tinham expressões faciais neutras, os voluntários que foram instruídos a sorrir apresentaram níveis mais baixos de frequência cardíaca após a recuperação das tarefas estressantes.
Com isso, os pesquisadores recomendam que as pessoas tentem ao máximo manter um sorriso no rosto, mesmo em situações estressantes, pois isso pode ajudar a controlar a situação psicológica e fisicamente.
O estudo foi publicado na revista Psychological Science.

Microchip no céu da boca pode reduzir ronco

Aparelho promete diminuir em até 80% o ruído do ronco


Pacientes que roncam e foram diagnosticados com apneia leve têm agora mais uma opção de tratamento. Um microchip implantado no fundo do céu da boca, o chamado palato mole, por meio de um procedimento minimamente invasivo, promete reduzir em até 80% o ruído do ronco.

Estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que 33% dos moradores de São Paulo sofrem de apneia do sono, caracterizada pela interrupção momentânea da respiração enquanto a pessoa dorme. Há estimativas que indicam que 50% da população em geral tenha o problema, que pode acarretar males como hipertensão, diabetes tipo 2 e acidente vascular cerebral.


O implante palatal é comercializado com o nome Pillar e é fabricado pela Medtronic. A técnica, já usada na Europa e nos Estados Unidos, foi aprovada recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Cada unidade custa R$ 405,00 (cerca de US$ 200) — são usadas de três a cinco implantes em cada paciente.


Nesta semana, a técnica será apresentada por médicos do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital São Camilo, em São Paulo, durante um curso sobre diagnóstico e tratamento da apneia obstrutiva do sono.


Segundo José Antonio Pinto, chefe do serviço de otorrinolaringologia do São Camilo, a técnica é uma boa opção para pessoas com grau leve de apneia do sono, que é caracterizada por 5 a 15 interrupções da respiração em cada hora de sono. A apneia moderada ocorre quando o sono é interrompido de 15 a 30 vezes e a grave quando é acima de 30.


A técnica


De acordo com Pinto, a técnica usa minúsculos implantes de polietileno - um tipo de plástico usado na área cirúrgica e em outros enxertos. No consultório, o paciente recebe anestesia local ou sedação e, por meio de uma pistola especial, os implantes são aplicados no fundo do céu da boca do paciente, onde ocorre a maior vibração.


Em geral, são usados três implantes e o procedimento dura 20 minutos. Até agora, cinco pacientes do São Camilo receberam o implante, mas ainda não é possível avaliar os resultados porque o procedimento foi realizado recentemente.
— Esses implantes produzem uma reação naquela região, gerando uma fibrose, uma cicatrização que enrijece o tecido e, consequentemente, reduz o ronco.

O paciente retoma as atividades normais em seguida e consegue até se alimentar. Nas primeiras semanas pode ser necessário tomar algum analgésico para reduzir o inchaço.
— Fica uma sensação de corpo estranho na garganta, mas some rápido.

Pouco eficaz


Para a médica Lia Bittencourt, coordenadora do Instituto do Sono, os resultados com o implante palatal não são tão eficazes quanto o uso do CPAP (aparelho que impede o fechamento da garganta durante o sono) e do aparelho intraoral (tipo de mordedura de silicone que mantém a boca do paciente fechada durante o sono e que puxa a mandíbula para a frente).


— O uso do CPAP é melhor para todos os casos, mas nem todos os pacientes aderem. Não está totalmente comprovado se o implante palatal realmente ajuda a regularizar as interrupções da respiração para menos de cinco vezes por hora de sono. Por isso, ainda não usamos.


O otorrinolaringologista Michel Cahali, do Hospital das Clínicas de São Paulo, conhece a técnica e diz ter uma impressão ruim sobre sua eficácia.
— Aparentemente, o implante seria eficaz para reduzir o barulho do ronco, mas teria eficácia quase zero para tratar apneia. E menos de 5% dos pacientes têm ronco sem apneia associada.

Para Cahali, ainda é necessário que sejam realizadas mais pesquisas na área para demonstrar que o implante é realmente uma boa alternativa, especialmente por causa do preço.
— Não é um procedimento novo. Nos EUA deve ser usado desde 2004, mas a difusão ainda é baixa porque a tecnologia é cara.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Estudo desvenda mecanismo que gera resistência à quimioterapia

Cerca de 90% dos pacientes com casos de câncer na próstata, mama, pulmão e intestinal que sofrem metástase desenvolvem essa resistência

Uma pesquisa de cientistas americanos afirma que uma proteína está ligada ao mecanismo que gera a resistência à quimioterapia em pacientes que sofrem de câncer.
Em um artigo publicado na revista científica Nature Medicine, os pesquisadores afirmaram que a quimioterapia leva células especializadas em curar feridas em volta dos tumores a produzirem uma proteína que ajuda o câncer a resistir ao tratamento.
Cerca de 90% dos pacientes com casos de câncer na próstata, mama, pulmão e intestinal que sofrem metástase, quando o câncer se espalha, desenvolvem resistência à quimioterapia.
O tratamento para estes casos é feito com intervalos, para que o corpo do paciente possa se recuperar da toxicidade da quimioterapia. Mas estes intervalos permitem que as células do tumor se recuperem e desenvolvam a resistência.
No estudo dos pesquisadores do Centro de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, analisaram células fibroblásticas, que normalmente têm um papel muito importante na recuperação em casos de feridas e na produção de colágeno, o principal componente de tecidos de ligação, como os tendões, por exemplo.
A quimioterapia gera danos no DNA, o que faz com que estas células produzam uma quantidade de uma proteína chamada WNT16B trinta vezes maior do que deveriam.
Esta proteína é o "combustível" que faz com que as células cancerosas cresçam e invadam tecidos que cercam o tumor além de causar a resistência à quimioterapia.
Já se sabia que esta proteína estava envolvida no desenvolvimento do câncer, mas não na resistência ao tratamento.
Eficácia do tratamento
Os cientistas esperam encontrar uma forma de cortar esta resposta destas células e melhorar a eficácia do tratamento do câncer. Peter Nelson, o pesquisador que liderou o estudo, comemorou a descoberta.
— As terapias para o câncer estão evoluindo cada vez mais para serem muito específicas. Nossas descobertas indicam que o microambiente do tumor também pode influenciar o sucesso ou fracasso de terapias mais precisas.
Fran Balkwill, especialista em microambiente de tumores na organização de caridade britânica Cancer Research UK afirmou que esta e "outras pesquisas mostram que tratamentos de câncer não afetam apenas células cancerosas, mas também podem atingir células dentro e em volta dos tumores".
— Às vezes isto pode ser bom, por exemplo, a quimioterapia pode estimular as células do sistema imunológico a atacarem os tumores. Mas, este trabalho confirma que células saudáveis que cercam o tumor também podem ajudar o tumor a desenvolver resistência ao tratamento. O próximo passo é encontrar formas de atingir estes mecanismos de resistência e ajudar tornar a quimioterapia mais eficaz.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Saiba quais as 7 atitudes que pioram a briga de casal

 Foto: Getty Images
Brigar em público está fora de questão, mas isso não significa que não deva expor os sentimentos se algo acontecer

Ninguém gosta de brigar, mas sem querer pode piorar o desentendimento. O site Madame Noire enumera as sete atitudes que colaboram para que a situação possa ser prolongada e, pior, não resolvida. Confira:
Fazer piada
Uma vez encerrada a discussão, o assunto não deve ser novamente trazido à tona, mesmo que em tom de brincadeira. Muito menos em conversas entre amigos. Brigas não devem se transformar em assunto para entreter terceiros. Mesmo que isso não resulte em nova briga, pode aumentar a tensão e causar desconforto no parceiro.

Acumular as coisas
Não espere o parceiro fazer a mesma coisa da qual não gosta várias vezes para depois despejar sobre ele que 'sempre' faz a coisa errada. Provavelmente ele não percebe que está pisando na bola. Diga algo logo na primeira. Ou, se guardar o comentário, quando for falar, não diga quantas vezes ele errou, apenas fale o que a incomoda.

Explodir na hora errada
Não dá para saber quando acontecerá uma situação tensa entre o casal, mas definitivamente não comece uma briga em público. Nem se estiver na companhia de familiares ou amigos íntimos. O parceiro terá de lidar com o assunto da discussão mais o constrangimento de estar sendo agredido em público. Não funciona.

Segurar a raiva
Brigar em público está fora de questão, mas isso não significa que não deva expor os sentimentos se algo acontecer. Seja firme e até use algumas palavras mais duras, mas não faça escândalos. Agir de maneira direta e objetiva pode agradar ao parceiro, que costuma agir assim com os amigos.

Rotular
Não use a briga para rotular o comportamento do parceiro. Ele pode ter agido como idiota, mas não deve ser chamado assim. Ele apenas precisa saber como é que a fez sentir. Encerre o papo por aí.

Incluir outras pessoas na discussão
Não cite outras pessoas durante a briga. Não adianta dizer que a mãe dele, o melhor amigo ou que o irmão concorda com você. Provavelmente ele não prestará mais atenção ao assunto da briga e pensará somente que foi exposto e que o relacionamento virou tema de conversa entre terceiros.

Não ser sarcástica
Ser objetiva, olhando nos olhos e falar o que sente. Não tente enfatizar a raiva ou o descontentamento sendo sarcástica, falando como se ele fosse uma criança, colocando-o sentado ou fazendo piadas da situação.

Veja 10 atitudes inconvenientes que afastam as mulheres

Falar palavrões, estalar os dedos e interromper as pessoas são considerados "tiques" sociais despresíveis  Foto: Geety Images
Falar palavrões, estalar os dedos e interromper as pessoas são considerados "tiques" sociais despresíveis 

Os seres humanos são seres sociáveis. E, embora, é bom saber como lidar com certas situações de forma eficiente e pouco embaraçosa, seja em um encontro ou em uma entrevista de trabalho. Para não parecer incoveniente ou um grande chato, o site AskMen listou 10 "tiques sociais" que devem ser evitados.

Estalar os dedos

Com um pouco de dedicação e  concentração você se livrará desse hábito. Não que este hábito seja ruim pra você, mas sua companhia pode não gostar muito dos barulhos de juntas e ossos.
Mexer as mãos.
Passar as mãos pelo cabelo, colocá-las no nariz, rosto e pernas pode mostrar que você está nervoso. Controle-se e pareça firme e descontraído.

Pedir desculpas demais

É bom ser educado! Mas pedir desculpas por tudo que acontece não leva a lugar algum. Evite.

Tocar em excesso

Se você não quer parecer meloso demais, evite este tocar em excesso. Uma mão nos ombros da garota é o bastante. Passar disso – em momentos inapropriados – pode deixar as pessoas desconfortáveis. Antes de mais nada, conheça os limites das pessoas.  Por isso, siga a dica: se você tocou e ela recuou, espere até ela tomar a próxima iniciativa.

Interromper as pessoas

Isso é rude e faz você parecer idiota. Espere uma abertura razoável para falar. Assim, você certamente será notado de forma positiva.

Agitar pernas

Quando as pessoas estão nervosas geralmente não param de movimentar as pernas e braços. Se você não quer parecer inseguro, dê um basta nisso.

Esquivar o olhar

Ao estabelecer uma conversa, os olhos são tão importantes quanto o que você diz. Sabemos que estabelecer contato visual com uma pessoa pode ser bastante complicado no início, exige intimidade. Mas preste atenção e mantenha a concentração.

“Uhm... Ééé...”

Se você usa essas expressões em quase todas as suas frases, tome cuidados. Parece que você fala demais e pensa menos que deveria. Planejar o discurso antes de verbalizar pode mostrar que você é mais inteligente e articulado.

Falar palavrões

Às vezes, soltar um belo de um palavrão pode realmente valorizar seu ponto de vista. Mas enfeitar cada frase com uma obscenidade pode torná-lo chato. Algumas pessoas se sentem ofendidas com essas palavras!

Checar o celular

Você não precisa estar conectado 24 horas por dia, 7 dias por semana. Faça uma pausa em seus e-mails, SMS e ligação para ter conversas na sua vida real. Desligue o celular na frente de sua convidada e ela ficará plenamente lisonjeada em ter sua atenção em tempo integral.

Maioria dos brasileiros valoriza postura profissional nas redes sociais

A maioria dos profissionais brasileiros acha importante cuidar da própria imagem nas redes sociais para garantir que a postura adotada na web não atrapalhe a vida profissional.
Segundo uma pesquisa da consultoria Robert Walters, 62% dos brasileiros consideram importante fazer isso porque acham que esses perfis, mesmo os pessoais, podem ter influência no trabalho.
Por outro lado, 28% acham que essa preocupação não é importante, e outros cerca de 10% não costumam pensar no assunto.
Em outros países, a atenção dada à imagem nas redes sociais é ainda maior. Na Alemanha, 86% dos profissionais se preocupam, na China, 74% e no Reino Unido, 73%. A pesquisa entrevistou 3.500 profissionais de 22 países.

Mais de 1,5 milhão de brasileiros consomem maconha todos os dias

Levantamento divulgado pela Unifesp aponta que 62% das pessoas tinham menos de 18 anos quanto entraram em contato com a droga

Surtos psicóticos: quanto maior for o consumo de maconha durante a juventude, maiores serão os sintomas na fase adulta
Maconha: no Brasil, um em cada 10 adolescentes que usa maconha é dependente da droga

Cerca de 1,5 milhão de brasileiros consome maconha todos os dias. Os dados fazem parte do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), primeira amostragem probabilística sobre o consumo da droga no Brasil, que foi realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e divulgado nesta quarta-feira. Segundo o estudo, 3,4 milhões de pessoas entre 18 e 59 anos usaram a droga no último ano e 8 milhões (o equivalente a 7% da população brasileira) já experimentaram maconha alguma vez na vida – dos quais, 62% teve contato com a droga antes dos 18 anos.
Segundo os dados da amostragem, o índice de uso da droga no Brasil no último ano foi de 3%, o que não o enquadra entre os países de maior consumo. Na Europa, por exemplo, o índice é de 5%, já nos Estados Unidos, esse número sobe para 10% e no Canadá para 14%. Embora a porcentagem de uso seja pequena no país, os pesquisadores salientam que a quantia de dependentes entre os usuários é a mesma encontrada em países com maior prevalência do uso. Cerca de um terço dos usuários adultos, por exemplo, já tentaram parar alguma vez, mas não conseguiram. Enquanto isso, 27% já tiveram sintomas de abstinência quando tentaram interromper o uso da droga.
Consumo – No estudo, foi comparada a taxa de uso da maconha entre 2006 e 2012. Foi visto, então, um aumento no número de usuários adolescentes da droga. Enquanto em 2006 existia menos de um adolescente para cada adulto usuário, em 2012 esse índice subiu para 1,4 adolescentes para cada adulto.
O levantamento mostra ainda que quase 600.000 adolescentes (4% da população) já usou maconha pelo menos uma vez na vida. Já no dado referente ao uso no último ano, a taxa encontrada foi idêntica a de adultos: 3%, equivalente a mais de 470.000 adolescentes.
Em relação à legalização da maconha no Brasil, 75% dos entrevistados disseram não concordar com ela, enquanto 11% se diz favorável à legalização da maconha e 14% diz não ter opinião formada sobre o assunto.
Estudo – O levantamento realizado pela Unifesp realizou entrevistas a domicílio em 149 municípios do país. Foram ouvidos 4.607 indivíduos, todos com 14 anos ou mais. Os voluntários tiveram de responder a um questionário com mais de 800 perguntas que avalia o padrão de uso de álcool, tabaco e drogas ilícitas, bem como fatores associados como depressão, qualidade de vida, saúde física e violência infantil e doméstica.

Sofrimento emocional, mesmo os casos menos graves, já aumenta risco de vida

Maior estudo já feito sobre essa relação mostrou que problemas mentais leves são capazes de elevar chances de mortalidade por diversas causas em um período de oito anos

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Ansiedade: mesmo leve, problemas emocionais aumentam risco de morte, diz estudo

O sofrimento emocional, mesmo os casos menos graves, como níveis mais baixos de stress, ansiedade, depressão e insegurança — sintomas que atingem uma em cada quatro pessoas —, aumenta o risco de morte causada pela maioria das causas em um período de oito anos. Essa é a conclusão de um extenso estudo publicado nesta terça-feira no periódico British Medical Journal (BMJ). Ainda de acordo com a pesquisa, a mortalidade decorrente de câncer é a única não afetada por problemas psicológicos leves: apenas distúrbios mais intensos e frequentes parecem interferir nesse risco.
Esse estudo, desenvolvido nas universidades de Londres e de Edimburgo, na Grã Bretanha, é o maior já feito sobre a relação entre problemas emocionais e mortalidade. Os pesquisadores levaram em consideração dez outras pesquisas das quais, ao todo, participaram 68.222 adultos com pelo menos 35 anos de idade que não apresentavam doenças graves, como câncer ou problemas cardiovasculares. Eles foram acompanhados ao longo de oito anos.
Os níveis de sofrimento psicológico foram medidos com base em questionários respondidos pelos participantes, que relataram intensidade e frequência com que sentiam sintomas de ansiedade, depressão, problemas de relacionamento e falta de confiança. Segundo os autores, a associação entre risco de morte e problemas psicológicos foi semelhante mesmo após os resultados serem ajustados em relação a outros fatores, como idade, sexo, tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e hábitos alimentares.
Para o coordenador do trabalho, Tom Russ, esses resultados são preocupantes, já que, segundo ele, como os sintomas de problemas emocionais leves costumam não ser aparentes ou então ignorados pelos profissionais de saúde, os pacientes que apresentam esses distúrbios acabam não recebendo tratamento adequado. Para o pesquisador, esse estudo pode implicar em novas abordagens de terapia para problemas emocionais menos graves a fim de reduzir o risco de mortalidade entre indivíduos que apresentam esses distúrbios.

Pesquisa: Facebook bate recorde de acessos via dispositivos móveis

Facebook Mobile
Saiu no Tech Crunch: um documento postado hoje pelo 10-Q SEC do Facebook aponta que 102 milhões de pessoas acessaram a rede social exclusivamente a partir de celulares no mês de junho. Este é um aumento considerável de 23% em comparação ao mês de março, quando 83 milhões de usuários acessaram a rede a partir de dispositivos móveis. Dos 543 milhões de usuários de plataformas móveis, 18,7% nem sequer utilizam o Facebook em seus computadores.
Isso significa que, se o Facebook começar a fazer campanhas publicitárias em seu aplicativo móvel, poderá gerar muito mais lucro no próximo ano. Os usuários de dispositivos móveis são mais receptivos a anúncios.
Segundo uma pesquisa da AdParlor, empresa que coordena as campanhas publicitárias de gigantes do mercado (Sega, Groupon, LG, Audi, Ubisoft, Atari, L'oréal, etc.) no Facebook, usuários de dispositivos móveis são 15 vezes mais propensos a clicar em anúncios. Eles também curtem e publicam mais que os usuários de computadores, chegando a comentar 22% mais vezes e curtir 63% mais posts.
Até o mês de junho, o Facebook não investia em propagandas para dispositivos móveis. Em entrevista à CNET, Hussein Fazal, presidente da AdParlor, disse que os comerciais em forma de histórias são recebidos pelos usuários como conteúdo, e não como propagandas irritantes. E afirmou: "O público não percebe que este material é publicidade, entendendo-o como uma série de histórias contadas".

Disfunção erétil pode significar problemas cardiovasculares graves

Muitos pensam que a disfunção erétil – a incapacidade de manter a ereção por tempo suficiente para a relação sexual – é um sinal de envelhecimento, mas pesquisadores norte-americanos dizem que jovens e homens de meia idade também devem se submeter a exames para detecção do problema.
Artigo publicado no American Heart Journal levantou a discussão da necessidade de se investigar mais a fundo os sintomas de disfunção erétil entre homens a partir dos 30 anos de idade que apresentam fatores de risco cardiovascular, como obesidade, histórico de tabagismo e diabetes tipo 2.
O Dr. Martin Miner, chefe do Men's Health Center at The Miriam Hospital, nos Estados Unidos, diz que cerca de 30 milhões de homens sofrem com o problema no país. O especialista explica que a disfunção erétil e as doenças cardiovasculares têm em comum o fato de serem causadas pelo estreitamento das artérias, o que resulta na redução do fluxo sanguíneo para diversas partes do corpo. Além disso, ambos os problemas têm como fatores de risco comuns o tabagismo, a obesidade, o diabetes e a pressão alta.
As artérias do pênis são menores que as artérias que fornecem sangue para o coração, de forma que a arteriosclerose é mais provável de se manifestar primeiro na forma de problemas de ereção. Dr. Miner explica que detectar a disfunção erétil representa um primeiro passo para o diagnóstico de doenças cardíacas, por isso é importante desmistificar o problema e incentivar os homens a procurar ajuda especializada.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Comer menos é o segredo para viver mais, diz cientista

De acordo com cientista, uma dieta com até 600 kcal  diárias é a única maneira de prolongar a vida Foto: Getty Images
De acordo com cientista, uma dieta com até 600 kcal diárias é a única maneira de prolongar a vida

Longe de exercícios, dietas da moda ou pílulas milagrosas, o segredo para uma vida longa está na alimentação. Isso porque, de acordo com o cientista Michael Mosley, para viver mais é preciso comer menos ou fazer jejum com intervalos. As informações são do jornal inglês Daily Mail.
Ele mostra que a taxa metabólica – quantidade de energia que o corpo usa  para manter suas funções normais – é um fator de risco para a morte precoce. Por isso, segundo Mosley, uma dieta com até 600 kcal  diárias, com três refeições, é a única maneira de prolongar a vida.

“O envelhecimento acontece devido uma elevada taxa metabólica, que aumenta o número de radicais livres.  Se você insistir em uma dieta de restrição calórica ou jejum, isso vai fazer com que seu organismo se adapte e tenha o metabolismo baixo”, explicou.


Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Saúde Envelhecimento do University College de Londres também mostrou que se as pessoas comessem  40% menos poderiam viver até 20 anos a mais.

Pessoas inseguras são mais infelizes na cama, diz estudo

 Foto: Getty Images
 Pessoas muito apegadas ou frias são mais inseguros. E isso torna a vida sexual pior

Aqui vai a dica para a próximna vez que você começar um namoro. Se o seu pretendente é inseguro, certamente isso impactará a vida sexual de vocês. As informações são do site Cosmopolitan.
Psicólogos da Universidade de Deakin, em Melbourne, analisaram 15 estudos feitos em diversos países e descobriram que pessoas inseguras tendem a agir de duas formas distintas  quando o assunto é sexo – podem ser indiferentes ou pegajosas. Fato é que ambos os perfis tendem a ter menos satisfação em sua vida sexual.

Os cientistas explicam que essas duas caraterísticas determinam o chamado “apego ansioso”. E isso leva as pessoas a agirem sempre com medo de serem rejeitadas ou abandonadas pelo parceiro.
Eles descobriram que as pessoas com características ‘pegajosas’ tiveram relações sexuais para reduzir a insegurança, a aumentar a intimidade e a sensação de acolhimento. Enquanto aqueles que se mostravam indiferentes fizeram menos sexo por se sentirem desconfortáveis ​​com intimidade. Independentemente de serem grudentos ou frios, os dois tipos de inseguro se disseram insatisfeitos com sua vida sexual.

Pesquisa diz que pessoas sentem-se adultas apenas aos 30

Pesquisa autraliana afirma que apenas 28% das pessoas sentem-se adultos a partir dos 21 Foto: Getty Images
Pesquisa autraliana afirma que apenas 28% das pessoas sentem-se adultos a partir dos 21

Chegar aos 21 anos marca a entrada na vida adulta. Certo? Apenas para 38% das pessoas, segundo pesquisa realizada na Austrália e divulgada pelo jornal Daily Mail. Treze por cento afirmaram não se sentir adultos e outros 49% disseram não ter certeza. O levantamento foi feito pela entidade assistencial Brotherhood of St. Laurence, em Melbourne, que acompanhou um grupo de crianças, nascidas em 1990, a cada sete anos.

O grupo de pesquisa concluiu que os 30 anos são os novos 21, já que é a idade apontada pelos entrevistados como o ano da mudança. Até lá, os jovens estão preocupados em estudar, viajar e em escolher uma profissão."A idade não tem mais relevância para marcar a entrada na vida adulta", afirmou uma das pesquisadoras, Janet Taylor.
Setenta e dois por cento dos jovens acompanhados pelo levantamento ainda moram com os pais. E apesar de a maioria trabalhar, vivem numa alternância de independência e dependência. Em contrapartida, a idade de 18 anos é considerada importante para os jovens, pois marca a liberação para dirigir e para consumir bebidas alcoólicas.

Estudo: homens não conseguem ser amigos de mulheres

 Foto: Getty Images
Homens se sentem mais atraídos por suas amigas mulheres do que o contrário, segundo levantamento

Algumas mulheres adoram o ombro daquele amigo homem, que tem sensibilidade para entendê-las mais profundamente do que as colegas do sexo feminino. Mas uma nova pesquisa traz uma notícia não muito boa para elas. Um estudo feito pela University of Wisconsin, 88 amigos foram questionados sobre a atração que sentiam pelos seus amigos do sexo oposto. Eles descobriram que os homens, tanto solteiros quanto comprometidos, eram mais propensos a se sentirem atraídos por suas amigas do que o contrário.
Cosmo Landesman, do jornal britânico Daily Mail, observa que isso mostra que, de um modo geral, se um homem tiver a oportunidade de ter uma note de amor com suas amigas mulheres, não perderiam essa oportunidade.
Quando uma mulher diz para um homem a fatídica frase "você é como um irmão para mim" , ele entende que ela nunca virá a ir para a cama com ele. De acordo com Landesman, os homens não entendem essa frase porque se uma mulher gosta de sua companhia, da sua forma de pensar, suas boas maneiras e seu humor e, ainda por cima, ele é solteiro, não há motivos para não dormir com ele.
O colunista ressalta que os homens pensam em sexo muito mais do que as mulheres, o que torna mais compreensível o fato de serem mais dispostos para este tipo de relação.
Para mulheres, amizade significa confiança. Quando elas dizem que querem um carinho, elas de fato querem um carinho. Para os homens que se encontram nessa situação, o colunista indica: evite perder o controle com uma amiga que não está a fim, pois poderá jogar fora uma amizade de anos.

Álcool pode acentuar em até três vezes efeito de remédios, diz estudo

Ingerir bebida alcoólica enquanto há uso de medicamentos pode ser mais perigoso do que se imagina, afirma um estudo divulgado nesta quinta-feira (16) no jornal científico "Molecular Pharmaceutics". De acordo com os pesquisadores, o álcool pode aumentar em até três vezes a dose original de medicamento e seu efeito no corpo. Segundo Christel Berstrom, autor do estudo, o álcool pode alterar a interação de enzimas e outras substâncias corporais quando entra em contato com ao menos 5 mil medicamentos disponíveis no mercado, vendidos com ou sem prescrição médica. Alguns desses remédios não se dissolvem totalmente no trato gastrointestinal - especialmente no estômago e no intestino. Os pesquisadores testaram então se com o álcool, essas drogas poderiam se dissolver mais facilmente e descobriu-se que a combinação intensificava o efeito do medicamento. Foram testados 22 remédios e 60% deles apresentaram mostras que teriam os efeitos superdimensionados. Alguns tipos de substâncias, principalmente as ácidas, são as mais afetadas - como o anticoagulante varfarina ,o tamoxifeno, usado para tratamento de cânceres e o naproxeno, responsável por aliviar dores e inflamações.

Cérebro vacila e comete mais erros quando as regras mudam, diz estudo

Aprender uma nova tarefa quando as regras do jogo mudam faz o cérebro vacilar e cometer uma série de erros, segundo um novo estudo feito por pesquisadores da área de psicologia da Universidade do Estado de Michigan, nos EUA.
Os resultados do trabalho estão publicados na atual edição da revista científica "Cognitive, Affective & Behavioral Neuroscience".
O principal autor, Hans Schroder, cita o exemplo de uma pessoa que viaja para um país como a Irlanda e, de repente, tem que dirigir em mão inglesa.
O cérebro, treinado para conduzir um carro sempre no sentido direito, acaba sobrecarregado ao tentar esquecer os padrões antigos e se concentrar nos novos. Com tantos conflitos ocorrendo ao mesmo tempo, o indivíduo pode esquecer-se de ligar o pisca-alerta várias vezes seguidas, sem se dar conta disso.
Os participantes da pesquisa passaram pelo seguinte teste de computador: quando aparecia a sequência de letras "NNMNN", tinham que apertar o botão esquerdo para indicar que a letra "M" estava no meio. Já quando vinha a sequência "MMNMM", deveriam pressionar o botão direito para mostrar que a letra "N" ficava no centro.
Depois de 50 repetições, as regras foram investidas. Resultado: os voluntários cometeram mais erros sequenciais e não se deram conta disso. Além disso, a atividade cerebral ficou mais intensa do que na primeira fase, porém com respostas mais lentas e menos precisas.
Na opinião do professor assistente de psicologia Jason Moser, mudanças constantes de regras no ambiente de trabalho podem levar a repetidos erros e, consequentemente, à exaustão, frustração, ansiedade ou depressão.
"Essas descobertas, junto com uma pesquisa anterior nossa, sugerem que, quando você precisa fazer 'malabarismos' com a mente - sobretudo se ela é multitarefa -, torna-se mais propenso a falhar. São necessários esforço e prática para ter mais consciência dos erros que você está deixando escapar e conseguir manter o foco", destacou Moser.

Gravidez tardia pode reduzir risco de câncer no endométrio, aponta estudo

Apesar de não recomendada pela maioria dos médicos, a gravidez tardia pode ter um benefício: reduzir o risco de câncer de endométrio, camada que reveste o útero.
É o que aponta uma análise de 17 estudos feita pela Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA, e publicada na revista "American Journal of Epidemiology".
A pesquisadora Veronica Setiawan e sua equipe observaram 8.671 pacientes com câncer de endométrio e 16.562 mulheres saudáveis.
Os autores chegaram à conclusão de que as mães que tiveram o último filho após os 40 anos de idade apresentavam 44% menos chance de desenvolver esse tipo de tumor, em comparação com mulheres que deram à luz antes dos 25 anos.
Os benefícios foram vistos mesmo depois de décadas. Aos 70 anos, as mães mais velhas ainda tinham 33% menos risco da doença.
As razões para isso ainda não estão claras. Entre as possíveis explicações, está a hipótese de que quem engravida depois teria um endométrio mais intacto e saudável ou de que a gestação tardia seria capaz de diminuir o número de células pré-cancerosas na região.
Veronica diz que, quando esse mecanismo for descoberto, os cientistas poderão criar meios para prevenir esse tipo de câncer.

Música alta pode afetar memória e aprendizagem, diz estudo

Muitos adolescentes gostam de ouvir música alta, especialmente durante os estudos, costume que tem sido criticado pelo pais através de gerações.
Agora, cientistas da Argentina mostraram que a reclamação dos progenitores não é pura chateação: através de um experimento com ratos, eles descobriram que o som alto pode afetar a memória e os mecanismos de aprendizagem de animais em desenvolvimento.
O trabalho, publicado na revista Brain Research, foi realizado utilizando camundongos com idade entre 15 e 30 dias, o que corresponde a uma faixa etária entre 6 a 22 anos nos humanos.
'Nós usamos ratos pois eles têm um sistema nervoso semelhante aos seres humanos', disse Mundo Laura Guelman, coordenadora do projeto e pesquisadora do Centro de Estudos Farmacológico e Botânico (Cefybo) da Universidade de Buenos Aires (UBA).
Os pesquisadores expuseram os animais a intensidades de ruído entre 95 e 97 decibéis (dB) mais altos do que o patamar considerado seguro (70-80 dB), porém abaixo da intensidade de som que produz, por exemplo, um show de música (110 dB).
Concluído o experimento, eles descobriram que, depois de duas horas de exposição, os ratos sofreram danos irreversíveis nas células cerebrais.
Segundo os pesquisadores, foram identificadas anormalidades na área do hipocampo, uma região associada com os processos de memória e aprendizagem.
'Tal evidência sugere que o mesmo poderia ocorrer em humanos em desenvolvimento, embora seja difícil de provar, porque não podemos expor as crianças a este tipo de experiência', disse Guelman.
Já era sabido que a exposição ao som alto pode causar deficiência auditiva, cardiovascular e do sistema endócrino (além de stress e irritabilidade), mas Guelman afirmou que é a primeira vez que tais alterações morfológicas são detectadas no cérebro.
'Pode-se supor a partir dessa descoberta que os níveis de ruído a que as crianças são expostas nas 'baladas' ou ouvir música alta com fones de ouvido podem levar a déficits de memória e cuidados de longa duração', disse Maria Zorrilla Zubilete, professora e pesquisadora da Faculdade de Medicina da UBA.
Uma das curiosidades relevadas pelo estudo é que, para as crianças, uma única exposição a ruídos altos pode ser mais prejudicial do que uma exposição prolongada.
Durante a experiência, dois grupos de ratos foram analisados: o primeiro foi exposto uma única vez a duas horas de ruído e o segundo recebeu o mesmo estímulo, mas uma vez por dia durante duas semanas.
Após 15 dias, os ratos que tinham sido submetidos a uma única exposição no início da experiência mostraram sinais de danos mais contundentes.
Os cientistas atribuíram tal fato à chamada 'plasticidade neural' existente durante os anos de desenvolvimento, quando o sistema nervoso ainda está em formação.
'É possível que os estímulos do cérebro já não tenham tempo para reparar tais ferimentos', disse Guelman.
Embora o estudo cause preocupação em um cenário em que cada vez mais crianças ouvem música em alto volume através de dispositivos digitais e vídeo games, Guelman alerta para conclusões precipitadas.
'O som que usamos para o experimento foi o ruído branco, um sinal que contém todas as freqüências de som, e é percebido como se fosse o barulho de uma TV mal sintonizada', disse ela.
'Mas a música que muitas das crianças ouvem contém apenas algumas freqüências, e ainda não sei exatamente o que causou o dano', acrescentou.
O próximo trabalho desses cientistas é determinar o 'mecanismo molecular' pelo qual o ruído afeta as células do hipocampo.
'Nós não sabemos se o dano é gerado diretamente pelas vibrações sonoras ou o som ativa neurotransmissores que causam o problema', diz Guelman.
Depois de entender esse mecanismo, os peritos tentarão desenvolver drogas que podem prevenir lesões.
Enquanto isso, cientistas argentinos acreditam que este estudo deve servir como um alerta para evitar a exposição das crianças a sons altos.
Com a descoberta, os professores, que já se queixam de como as novas tecnologias podem distrair os alunos, têm agora um novo argumento para proibir os gadgets em sala de aula.

Meditação pode reduzir solidão

A meditação pode trazer benefícios surpreendentes para o organismo. De acordo com uma nova pesquisa, a prática pode ajudar na redução do sentimento de solidão e ter um efeito positivo generalizado na vida do indivíduo.
Pesquisadores americanos analisaram 40 adultos saudáveis entre as idades de 55 e 85 anos que participaram de um programa de meditação de oito semanas. O curso consistia em reuniões de grupo, prática individual de meditação e um retiro. Os participantes aprenderam habilidades como consciência corporal, percepção de sensações e técnicas de respiração, recebendo a instrução de praticarem a meditação diariamente por 30 minutos.
Após o programa, os participantes responderam a questionários, avaliando algumas questões de saúde. As pessoas que meditaram marcaram uma média de pontos mais alta em medições relacionadas à solidão, quando comparados a um grupo controle.
Esses resultados indicam que a prática da meditação poderia reduzir o sentimento da solidão.
De acordo com o autor do estudo, J. David Creswell (da Universidade Carnegie Mellon), “é importante treinar sua mente, como você treina o seu bíceps na academia”. 
Para que os benefícios da prática da meditação sejam colhidos, é necessário uma prática mínima de 15 a 20 minutos todos os dias.
A pesquisa foi publicada do periódico Brain, Behavior & Immunity.
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