terça-feira, 18 de outubro de 2011

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Internet acelera descoberta do adultério nas gerações mais jovens

A alta concentração de peças sobre relacionamento entre casais no roteiro de teatro de São Paulo e do Rio aponta a preocupação da dramaturgia em adicionar a seu repertório as mudanças geracionais. 
O casal contemporâneo ganhou recursos que renovam a coleção clichês, como a evolução tecnológica, que facilita a entrada de terceiros no relacionamento e também acelera a revelação da traição, como ocorre na cena de "História de Nós 2" em que o marido é pego marcando encontro com outra pela internet.
"Muitas vezes, num ato falho, um deixa que o outro perceba a traição, num recado de celular ou e-mail aberto. É para mostrar: 'Olha, voltei para o mercado'", diz Galiás.
As dificuldades da separação estão em todas as cenas.
Tanto em "História" quanto em "A Pantera", a dúvida pende entre aceitar quem se tem ou acabar com tudo. O jovem de "Ensina-me", ao contrário, combate o olhar preconceituoso e as convenções sociais que apontam para uma união com alguém de sua idade.
A conclusão das peças assistidas pela dupla de terapeutas caminha para uma possível reelaboração do núcleo familiar, a partir de separações e novos casamentos. A temática é recorrente entre as gerações mais jovens.
"Hoje, as famílias reconstituídas são muito comuns", diz Galiás.

Álcool e crack são as drogas mais utilizadas por pessoas acima dos 60 anos, indica estudo

O vício das drogas atinge principalmente os jovens com idades entre 17 e 35 anos. Entretanto, o índice de pessoas na terceira idade que estão se tornando dependentes químicos tem aumentado bastante.

De acordo com uma pesquisa realizada com idosos que procuraram o Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e outras Drogas, entre 1996 e 2009, em Ribeirão Preto, 86% deles são aposentados e usam respectivamente o crack, a cocaína e a maconha.

Mas o álcool ainda é a principal droga utilizada entre os idosos. Segundo um estudo realizado pela USP de Ribeirão Preto, a dependência do álcool faz parte da rotina de 8,2% dos idosos. Outra pesquisa realizada pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo apontou que 9,1% das pessoas com 60 anos ou mais são “bebedores pesados”, o equivalente a 88 mil idosos da capital.
O alcoolismo em pessoas acima dos 60 anos amplia em até oito vezes o desenvolvimento de doenças cognitivas como demência e Alzheimer. Além disso, pode trazer outras consequências como o aparecimento de doenças cardíacas (insuficiência, arritmias), gastrointestinais e hepáticas; e também de alguns tipos de câncer, quedas e aumento de pressão arterial.

“Muitos acabam se tornando dependentes químicos após o abandono dos familiares, perda de emprego ou até mesmo a solidão. Também é considerável a questão cultural da própria família. Avós e pais também podem trazer geneticamente a tendência para o vicio. Cada um encontra um motivo para entrar, mas não acha nenhum para sair do vício”, afirma a psicóloga Adriana Talarico.

Conheça seis boas razões para ser solteira aos 30

A ilusão de que um homem é o centro de sua felicidade pode fazer com que você alimente um relacionamento que não quer mais. Foto: Getty Images
A ilusão de que um homem é o centro de sua felicidade pode fazer com que você alimente um relacionamento que não quer mais

A pressão de ser uma mulher casada aos 30 é um grande problema para as mulheres. As revistas, filmes, campanhas publicitárias e outras mídias investem na teoria de que só se alcança a felicidade quando se tem alguém ao lado. Muitas vezes, a ilusão de que um homem é o centro de sua felicidade pode fazer com que você alimente um relacionamento que não quer mais. O site Huffington Post lista seis razões para você ser solteira e seguir em frente. Confira.
Você está longe de morrer
A ansiedade de achar que ficar sozinha aos 30 significa que você não encontrará mais ninguém em sua vida faz com que você desperdice energia. Aproveite para ir atrás do que você quer.

Você terá tempo para cuidar da sua carreira
Geralmente quando estamos em um relacionamento uma grande porcentagem do tempo está ligado fisicamente e emocionalmente na vida a dois. Aproveite agora para ir atrás dos seus sonhos.

Sexo livre sem culpa
As mulheres de hoje estão tendo experiências sexuais que mulheres de gerações anteriores não tinham. Depois de um longo relacionamento, você está sexualmente mais confiante e se sentindo mais poderosa. Aproveite para praticar.

Menos pressão para ser mãe
No mundo de hoje, nem todas as mulheres acima de 30 estão morrendo de vontade de ter um bebê. Quando você não tem um parceiro que gostaria de ter filhos, fica mais fácil adiar a situação e não sentir também a pressão da família.

Mais dinheiro, mais escolhas
No mundo, sexo, dinheiro e poder estão intimamente ligados, e devemos reconhecer que as mulheres estão mais endinheiradas e mais educadas do que nunca. Quando as mulheres têm mais dinheiro, elas têm mais escolhas.

Não se compare aos outros
Comparar-se aos outros é um completo desperdício de energia que normalmente deixa em um estado de inércia ao invés de dar-te a oportunidade de ser a pessoa que você quer ser. Além disso, todo mundo é inseguro sobre algo, mas não pense no que o outro tem e você não. Vá trás do que você quer.

Menores de 2 anos não devem assistir a TV; diz pesquisa

Menores de 2 anos não devem assistir televisão. Foto: Getty Images
Menores de 2 anos não devem assistir televisão


Ver televisão ou vídeos não é aconselhável para crianças menores de dois anos. Pesquisas mostram que a prática pode afetar seu desenvolvimento, afirmou nesta terça-feira um grupo de pediatras americanos.
Em vez de permitir que as crianças vejam vídeos ou televisão, os pais deveriam falar com elas e estimulá-las para que brinquem de forma independente, afirma a primeira diretriz divulgada em mais de uma década pela Academia Americana de Pediatria (AAP, em inglês).
O Conselho segue a linha da recomendação emitida em 1999 pela maior associação americana de pediatras, mas esta publicação também adverte os pais sobre como seus próprios hábitos televisivos podem retardar a capacidade de falar com seus filhos.
"Essa diretiva atualizada traz mais evidências de que os meios de comunicação - tanto em primeiro como em segundo plano - têm um efeito potencialmente negativo e nenhum efeito positivo conhecido para as crianças menores de dois anos", sustentou. "Portanto, a AAP reafirma suas recomendações de desaconselhar o uso de meios deste tipo nesta faixa etária", acrescentou.
Essa última diretiva não se refere a jogos interativos como os videogames, smartphones e outros dispositivos, mas sim a meios de comunicação cujo consumo através de qualquer tipo de tela seja passivo, como o telefone, o computador, a televisão e outros.
O pediatra Ari Brown explicou que esta atualização era necessária devido ao aumento dos lançamentos de DVD segmentados para crianças menores de 2 anos e pelo fato de quase 90% dos pais reconhecerem que seus filhos veem algum tipo de meio de comunicação eletrônico.
A AAP convocou os pediatras a abordar o tema do uso da tecnologia com os novos pais e afirmou que qualquer adulto deve estar consciente do quanto está distraído quando a televisão está ligada.
Os estudos citados na diretiva indicam que os pais interagem menos com seus filhos quando a televisão está em funcionamento e que uma criança que brinca em frente à televisão olhará o aparelho - se ele estiver ligado, inclusive como som de fundo - três vezes por minuto.
"Há alguma evidência científica que mostra que quanto menos tempo se dedica a uma criança, mais pobre é sua linguagem". Nem mesmo os chamados vídeos educativos estão beneficiando as crianças menores de dois anos, já que elas são muito pequenas para entender as imagens na tela, disse a AAP.
"As propriedades educativas dos meios de comunicação para crianças menores de dois anos continuam sem ser demonstradas, apesar do fato de três quartos dos produtos audiovisuais infantis mais vendidos terem reivindicações educativas implícitas ou explícitas", acrescentou.
"Um espaço de brincadeiras livre é mais valioso para o desenvolvimento cerebral do que qualquer exposição a meios de comunicação eletrônicos", concluiu a Academia Americana de Pediatria.

Mães estressadas são mais propensas a ter meninas

Hormônio do estresse afetaria fixação de embrião masculino no útero. Foto: Getty Images
Hormônio do estresse afetaria fixação de embrião masculino no útero

Um novo estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, constatou que mulheres estressadas com trabalho, casa, vida amorosa etc, entre semanas e meses antes da concepção, são mais propensas a ter meninas.
Segundo os cientistas disseram ao jornal britânico Daily Mail desta segunda-feira (17), 338 mulheres participaram do estudo enquanto tentavam engravidar, respondendo a um questionário diário sobre suas vidas e quantificando o quanto se sentiam estressadas. Enquanto isso, os níveis de cortisol, que é o hormônio do stress eram monitorados. Após nove meses, nasceram 58 meninos e 72 meninas, contrariando a estatística do Reino Unido, que é de 105 meninos para cada 100 garotas.
As mães que tiveram filhas estavam entre aquelas com os maiores níveis de cortisol, sendo os níveis quase 50% superiores aos das mães de meninos. Embora o sexo do bebê seja determinado pelos cromossomos no esperma do pai, é possível que os altos níveis de cortisol tornem difícil para os embriões masculinos se implantarem no útero. Além disso, bebês do sexo masculino são mais frágeis e as chances de aborto aumentam com os altos níveis de cortisol.

Câncer de mama ainda é o mais frequente no mundo; saiba detectá-lo

Para as mulheres que têm menos de 35 anos, o ideal é confirmar com ultrassonografia ou ressonância das mamas, caso haja a suspeita do câncer pela .... Foto: Getty Images
Para as mulheres que têm menos de 35 anos, o ideal é confirmar com ultrassonografia ou ressonância das mamas, caso haja a suspeita do câncer pela palpação

Os monumentos do País se "vestem" de rosa e camisetas em campanha contra o câncer de mama começam a aparecer. Outubro é um mês em que se intensificam as iniciativas de conscientização sobre a doença, que é mais frequente no mundo entre as mulheres, segundo dados oficiais do INCA (Instituto Nacional do Câncer).
São 49 mil novos casos por ano no Brasil, onde as taxas de mortalidade continuam elevadas por câncer de mama, apesar dos inúmeros alertas dos médicos sobre importância da inclusão da mamografia como exame de rotina a partir dos 35 anos.
Antes desta idade, é recomendado o autoexame e a avaliação clínica de cada paciente em particular. Porém, só a palpação não tem sido suficiente para salvar vidas, já que quando o nódulo é sentido pode estar com 2 cm ou mais. "A mamografia consegue identificar o nódulo com um milímetro. Para as mulheres que têm menos de 35 anos, o ideal é confirmar com ultrassonografia ou ressonância das mamas, caso haja a suspeita do câncer pela palpação ou exame clínico. Estes métodos não devem ser adotados como exames de rotina. A mamografia deve ser feita a cada ano, após os 35, 40 anos", explicou o Dr. Joaquim Teodoro de Araújo Neto, mastologista do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC).
A ressalva de confirmar o nódulo com outros exames que não a mamografia se deve ao fato de que, antes dos 35 anos, a pele do seio da mulher ainda é muito densa, o que dificulta a constatação da doença. Já a ultrassonografia e a ressonância são mais assertivas.
Sem precedentes
Descobrir um câncer nunca é algo confortável, mas quanto mais cedo ele é encontrado, as chances de cura são muito maiores. O autoexame não tem ajudado na diminuição da mortalidade, mas ajuda a mulher a conhecer o próprio seio e identificar alterações. "Fazer a mamografia é muito importante. Só o autoexame não assegura que você não tem câncer, mas qualquer alteração deve ser informada ao médico", disse o Dr. Ricardo Caponero, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein.
V.T.P., de 37 anos, descobriu que estava com câncer de mama aos 33 anos, jovem para os parâmetros médicos (que atesta que os casos aumentam após os 40 anos), mas não impossível. Ao realizar seus exames periódicos, sua médica pediu um ultrassom de rotina para analisar um espessamento na mama esquerda. "O nódulo foi encontrado naquele momento, mas os médicos acharam que não era nada porque eu tive filho cedo, não fumo, não bebo e tenho alimentação saudável. Não foi pedida uma biópsia, que confirmaria o câncer. O nódulo não era palpável, porque era pequeno. Fui procurar outros médicos e, quando fiz a cirurgia, o estágio do nódulo já exigia quimioterapia como tratamento", contou V., que não preenchia as características de quem costuma ter câncer.
Ela fez a cirurgia para retirada da mama e a reconstrução do seio foi feita no mesmo procedimento. "Eu acho que ficou até melhor do que era antes. O mais triste é fazer a quimioterapia, porque derruba o cabelo, né? E o cabelo é muito importante para a mulher. Por outro lado, não tive nenhum efeito colateral com o tratamento", disse. Por ter descoberto cedo, o nódulo não era agressivo e as chances de cura, bem grandes.
Caso na família
Já o caso de Silvania de Souza Santos, de 48 anos, foi diferente. Ao fazer um carinho, o marido dela sentiu um caroço e a avisou. "Fui à medica e ela não sentiu nada no exame clínico, na apalpação. Daí, insisti para fazer uma mamografia, que eu já fazia desde os 36 anos. Neste exame não apareceu nada, eu conversei com ela e fizemos um ultrassom, onde apareceu o nódulo por baixo da mama, de difícil visualização. Ele tinha 1,2 cm", disse ela, que descobriu o câncer com 43 anos.
Silvania passou por três cirurgias para a retirada no nódulo e disse que, quando soube que estava com a doença, era como se um filme estivesse se repetindo em sua vida. "Minha irmã tinha morrido há dois anos e meio de câncer e foi tudo muito rápido, pois ela foi induzida ao coma e morreu depois de 40 dias, com nódulos no seio e no tórax". A irmã de Silvania, Simone, tinha 37 anos.
Quando a mulher tem casos de câncer na família, é necessário acompanhamento médico mais de perto. Porém, a maioria dos casos não tem essa ligação. "Se ela tem parentes de primeiro grau que tiveram câncer, o risco é maior, mas não é uma obrigatoriedade ela ter", explicou Dr. Ricardo.
Nesses casos, o acompanhamento deve acontecer 10 anos antes da idade do paciente da família mais jovem acometido. "Ou seja, se a irmã dela teve com 35 anos, ela deve fazer os exames desde os 25 anos", orientou o Dr. Joaquim.
Recado
Um recado importante que fica dos médicos é: faça seus exames regularmente e não tenha medo do autoexame. "Quem procura acha cedo e tem maiores chances de cura. A mulher deve exigir a mamografia em casos de suspeita e, depois dos 35, 40 anos, todos os anos, porque o câncer não vai ficar quietinho lá se você não encontrá-lo, ele vai crescer", disse o Dr. Ricardo.
É importante, também, ficar atenta ao seio, se ele apresenta alterações, secreção, dores ou abaulamento da pele para dentro ou para fora. Busque sempre um médico em caso de dúvidas.

Veja o que as bebidas podem dizer sobre a personalidade masculina

Uísque: sério, contemplativo, paciente e sábio. Estas são algumas características atribuídas aos apreciadores de uísque, pelos especialistas ouvidos pelo YourTango. Segundo o site, este cara geralmente não está a procura de encontros casuais.

Uísque com coca-cola: um homem que pede este drinque é do tipo que usa terno e que, ainda que esteja em uma mesa de negociação, pode tomar uísque por horas consecutivas sem pronunciar uma palavra. Do tipo "macho", não tem tendência para aceitar joguinhos em uma relação

Vinho: de acordo com o bartender Jordan Catapano, um homem que pede pela carta de vinho em um bar ou restaurante geralmente tem interesse em artes, cultura e viagens

Cerveja clara: essa é para os homens que prezam mais pela quantidade, e não pela qualidade, embora alguns fanáticos por academia também se identifiquem bastante com este tipo de bebida. Este cara também é do tipo afável e engraçado, mas o consumo excessivo de álcool pode se tornar um problema  

Cerveja artesanal: o homem que opta pelas cervejas artesanais pode ser definido, segundo os especialistas ouvidos, como "aquele que aprecia as coisas mais finas da vida." Gosta de apreciar o sabor dos momentos e, por que não - se busca cervejas de qualidade, irá procurar mulheres com alta qualidade também 

Gin Tônica: os homens que optam por este tipo de bebida geralmente são educados e contidos até se soltarem após algumas doses e deixarem os desejos do incosciente falarem mais alto. Geralmente é aquele cara que é expulso do bar e, semanas depois, aparece novamente como se nada tivesse acontecido  

Vodca com energético: este homem ainda está vivendo seus dias de glória e não se importa em acordar sem ter pista alguma sobre o que vivenciou na noite anterior

Dirty Martini: a bebida, que é uma variação do Dry Martini, é a cara do homem que sabe exatamente o que quer: na bebida e na vida. É do tipo difícil de se agradar; procura defeito em tudo  

Coquetel Tropical: com tantas cores e adereços pendurados à borda do copo, este drinque pode parecer um tanto quanto feminino. No entanto, os homens que apostam neste pedido podem ser fortes e perspicazes. Preferem seguir o que gostam e acreditam que o ponto de vista dos outros é simplesmente irrelevante

 Tom Collins: uma vez que este drinque exige ingredientes frescos e a perfeição no equilíbrio entre sabores, seus apreciadores são apaixonados por detalhes, gostam de tudo no lugar certo e também costumam planejar noites agradáveis para viver com suas parceiras 

 White Russian: homens que apreciam este drinque tão atual certamente estão mais para o "indie rock" do que para o estilo "retrô". Frequentemente estão antenados e podem garantir boas conversas

Especialista explica porque "namoramos" nossos pais

Relacionamento dos pais interfere na visão dos filhos sobre amor. Foto: Getty Images
Relacionamento dos pais interfere na visão dos filhos sobre amor

Pode soar um pouco estranho, mas o especialista em relacionamentos Toby Green, da Nova Zelândia, contou ao site Body+Soul que as pessoas tendem a se sentir atraídas por parceiros que lembrem os pais e muitas vezes acabam repetindo os mesmos comportamentos de um dos genitores em relação à vida amorosa.
"O relacionamento dos nossos pais é o único que observamos integralmente desde o nascimento até os sete anos de idade. Depois dessa idade seguimos observando, mas os pais deixam de ser nossos modelos", explicou, citando que se um dos pais tem um atributo negativo destrutivo, a criança tende a criar um mistério dentro de si e segue se perguntando "como tenho por perto alguém que não me ama da maneira que eu preciso e como posso transformá-la?" e para tentar resolver a questão, busca pessoas com os mesmos atributos. "Isso mostra que estamos sempre em grande risco de achar um parceiro com as características negativas similares aos dos nossos pais, mais do que as positivas."
Filhos de pais que brigam muito costumam ver os relacionamentos sob o ângulo do que é certo e o que é errado. Pais que traem ensinam que confiança é um erro. Pais que abandonam, ensinam que amor significa dor e tais crenças precisam ser neutralizadas, segundo Green.
"Ficar junto por causa 'dos filhos' pode ser um erro enorme. Toda criança quer que sua família se pareça com uma produção da Disney, mas elas conseguem compreender que às vezes, não importa o quanto as pessoas se amem, o relacionamento não funciona. Um divórcio positivo é aquele no qual os pais se respeitam e não fazem a criança tomar partido", disse o especialista.
Para fazer uma escolha clara e construtiva nos namoros é preciso resolver as interações negativas que se teve com o pai ou a mãe conflituoso. É preciso enxergar os pais como "só um amigo", alguém com qualidades boas e ruins, ou se corre o risco de duplicar essa dinâmica. "Se você se pegar repetindo a história, procure terapias, em especial as conjugais", sinalizou Tom Green.

Amor, sexo e relacionamento: verdades e mentiras

Vamos examinar aqui algumas afirmações sobre o amor, o sexo e o relacionamento que são muito divulgadas pela mídia. 

1. Não é correto usar a experiência pessoal ou informações sobre poucos casos para definir modelos que todos devem seguir.  As conclusões baseadas na experiência pessoal e nas informações sobre uns poucos casos não devem ser apregoadas como modelo para todas as outras pessoas. Existem vários tipos de amor e preferências sexuais. Se os casamentos de uma pessoa não deram certo, ela não pode concluir e passar a divulgar que os casamentos estão fadados ao fracasso. Se ela trai ou se foi traída várias vezes, isso não a autoriza a concluir que todo mundo trai.Também não é uma evidência muito forte citar alguns casos de conhecidos para apoiar conclusões. Geralmente ligamos o radar para localizar pessoas que têm experiências semelhantes às nossas ou experiências que confirmem as nossas conclusões.

2. Existem vários tipos de amor. Praticamente todas as pesquisas nesta área mostram isso (Eros, Ludos, Estorge, Mania, Seguro, Ansioso-ambivalente etc.). Existem estilos que combinam e que outros que não combinam . Por isso, é difícil definir o que é o amor. Também não dá para afirmar que a minha maneira de amar é a correta e que a dos outros não é boa ou que não é amor.

3. Acredito no casamento personalizado. Antigamente havia um modelo único de casamento que todos deviam seguir (o homem era o “cabeça do casal”, o provedor etc. e a mulher, a “rainha do lar”, a assexuada etc.). Somos muito diversificados para nos ajustarmos a um único modelo. É como o sapato número trinta e sete: embora este seja o número médio da população, se todos tiverem que usá-lo ficará pequeno para muitos, grande para outros tantos e só servirá para uma minoria.

4. Acredito que é possível ter amor romântico e atração sexual pelo mesmo parceiro indefinidamente. Uma pesquisa realizada por Helen Fisher mostrou que certa percentagem de casados há mais que vinte anos tinha padrões cerebrais similares aos dos casais apaixonados que estavam no início de seus relacionamentos amorosos. Creio que podemos aprender um estilo de relacionamento que prolonga o amor romântico e a atração sexual de quase todos os casais.

5. Homens e mulheres, somos essencialmente semelhantes. Quando ouço aquela afirmação de que os homens são de Marte e as mulheres, de Vênus brinco que o autor do livro que tem este nome é de Plutão. Isso porque ele não entende quase nada sobre os seres humanos. Não é necessário um manual para entender o sexo oposto! Todos nós, homens e mulheres, queremos ser felizes, gostamos de conforto, gostamos do reconhecimento das outras pessoas, gostamos de sexo, amamos, queremos ser correspondidos etc. Em algumas áreas existem algumas pequenas diferenças que são ampliadas por diversos autores alarmistas!

6. Vale a pena investir no relacionamento. Uma das áreas que mais afeta o nosso bem estar físico e psicológico é o relacionamento amoroso. Basta lembrar a quantidade de filmes, novelas, livros, músicas e horas de conversa que dedicamos a esse assunto para nos espantarmos com o tempo, esforço e dinheiro que são merecidamente dedicados a esse tema. Ter carrão, belas roupas, casa na praia, viajar para o exterior, tudo isso é, sem dúvida, muito bom. Nada se compara, no entanto, com a união com uma companheira que nos admira, apoia, ama, faz sexo como ninguém mais, compartilha o nosso destino e tem ousadia suficiente para estar sempre expandindo os nossos limites.

8. Namorar é preciso. Muita gente se descuida do romantismo depois que o relacionamento estabiliza. Creio que este é o caminho certo para matar o amor romântico. O casal tem que lembrar-se daquilo que fazia quando ia para os encontros, na época que o relacionamento começando e o amor era intenso: arrumar-se, perfumar-se, fazer programas diferentes e surpreendentes, considerar o outro como o foco da atenção, olhar nos olhos, falar frases de amor, beijar...Fazer tudo isso mantêm o romance vivo...manter o romance vivo induz tudo isso. Experimente!

9. Trair geralmente não vale a pena. Os custos da traição geralmente superam os seus benefícios. Trair é emocionante no início. A novidade é mais excitante do que aquilo que já estamos acostumados. Por isso, ser correspondido por uma nova parceira melhora a autoestima, traz uma sensação de aventura eo proibido é mais excitante do que o permitido. Depois o preço pode ser alto. O maior preço, creio eu, é a perda da integridade: ter que mentir, enganar o parceiro, simular e dissimular....tudo isso é um tanto degradante para quem age assim.Os risco externos são a perda do relacionamento, as consequências que podem ser impostas por quem foi traído, as consequências para os filhos e para o network.O melhor é terminar um relacionamento e iniciar outro ou se houver algo que impeça a continuidade do relacionamento, confessar, negociar e, se for o caso, sair dele. 
Claro que existem circunstâncias que  favorecem a traição e atenuam tal falta: alta de amor e sexo no relacionamento, maus tratos, perda da atratividade do parceiro são alguns exemplos.  Muitas vezes essas condições estão presentes e, ao mesmo tempo, existem motivos fortes para não terminar o relacionamento: filhos, dependências econômica, etc. Esse conjunto muitas vezes redunda em traições.

10. Acontecem menos traições do que imaginamos. As interpretações das estatísticas de traições geralmente são incorretas. Se uma pessoa passa 18.600 dias sem trair (quarenta anos) e trai uma vez, ela entra nas estatísticas dos traidores. Eu acho que a conclusão correta é o contrário desta anterior:esta pessoa resistiu bravamente a todas as tentações durante 18. 599 dias e só fraquejou em um dia! Um estudo americano de 1995 mostrou que cercas de 96% das pessoas tiveram apenas um ou nenhum parceiro no ano anterior à pesquisa. Ou seja, apenas cerca de 4% das pessoas haviam traido no ano anterior a pesquisa.

11. Somos capazes de amar várias pessoas ao mesmo tempo. Geralmente evitamos pensar dessa forma ou deixar que isso aconteça. Se não houvesse este tipo de autocontrole, amaríamos várias pessoas simultaneamente. Fazendo uma analogia: também temos desejos de roubar, matar, mentir etc. e tentamos evitar fazer essas coisas devido às consequências morais, psicológicas e sociais que elas acarretam. A paixão geralmente é dirigida a uma pessoa por vez. Ou seja, geralmente ficamos obcecados por uma única pessoa: pensamos nela o tempo todo, fantasiamos com ela e a achamos maravilhosa. No amor, essa obsessão cessa e, ai, podemos apreciar várias pessoas, tal como podemos gostar de vários amigos ou de vários parentes. Também podemos ter diferentes tipos de amor, cada um deles por uma pessoa.

Jovens tímidos podem sofrer de fobia social

A timidez em adolescentes pode ser um problema mais sério do que se acredita. De acordo com um novo estudo desenvolvido nos Estados Unidos, uma pequena parcela dos jovens que têm timidez podem estar sofrendo de fobia social.

O estudo avaliou dados de cerca de 10.123 adolescentes americanos e 6.483 pais. Foram feitas entrevistas pessoais com os participantes, que responderam perguntas sobre uso de medicamentos controlados e seus níveis de timidez e ansiedade, além de serem avaliados também quanto a sintomas de fobia social.


Os pais tiveram tendências maiores de classificarem seus filhos como tímidos do que os próprios adolescentes. 62,4% dos pais fizeram essa classificação enquanto apenas 46,7% dos jovens disseram ter timidez. Dentre os adolescentes que disseram serem tímidos, 12,4% do grupo poderia ser diagnosticado com fobia social. Dentre os jovens que foram vistos como tímidos por seus pais, 10,6% poderiam receber o mesmo diagnóstico.


A fobia social é um medo debilitante e persistente cujo diagnóstico em crianças e adolescentes é controverso. Os médicos têm problemas em identificar quando a timidez normal se torna uma condição médica.


De acordo com o estudo, os jovens que apresentaram sintomas dessa fobia corriam mais riscos de terem depressão, ansiedade, problemas com abuso de substâncias, dificuldades sociais e distúrbios psicológicos. As probabilidades de os jovens classificados apenas como tímidos sofrerem os mesmos problemas são menores. Assim, os resultados encontrados pelos pesquisadores podem indicar que a fobia social é uma condição mais séria do que a timidez normal, merecendo atenção e cuidados médicos.


“Apesar de muitos adolescentes com fobia social demonstrarem incapacidades, os resultados sugerem que poucos procuram ou obtém ajuda profissional. Reivindicações persistentes que questionam a severidade dessa condição entre jovens irão provavelmente fazer pouco para a alteração dos seus cursos”, afirmam os pesquisadores.


O estudo foi publicado no periódico
Pedriatrics.

Jovens homossexuais têm mais chances de cometer suicídio

Jovens lésbicas, gays, bissexuais e transexuais que são questionados quando à sua opção sexual têm maior risco de sofrer com pensamentos suicidas e de cometer tentativas de autoextermínio. A conclusão é de pesquisadores norte-americanos da Faculdade de Educação da Universidade de Illinois, que basearam-se em pesquisas realizadas on-line realizadas com mais de 13mil estudantes do ensino médio. A identidade dos entrevistados foi preservada.

Os resultados mostraram que mais 7% dos jovens relataram ter pensado em suicídio pelo menos uma vez nos 30 dias anteriores à aplicação do questionário, número que subia para 33% entre os homossexuais. Entre os bissexuais, esse risco estava especialmente alto, em 44%.


O estudo, publicado na revista Educational Researcher, descobriu que quase o dobro de alunos LGBT, quando comparados aos heterossexuais, relataram ter sido intimidados, ameaçados ou assediados na Internet (39% versus 20%). Jovens bissexuais relataram níveis mais elevados de vitimização (49%) entre os jovens das minorias sexuais.

Congestão nasal é bem mais do que um nariz entupido

Muitas pessoas confundem congestão nasal com o famoso “nariz entupido”, geralmente decorrente de gripes e resfriados. Contudo, cientistas da Universidade Monell, nos Estados Unidos, descobriram que essa sensação desconfortável pode ter relação mais direta com a temperatura e a umidade do ar inspirado, e não necessariamente com um bloqueio físico. De acordo com os pesquisadores, quanto mais seco estiver o ar, maior será a sensação de congestão.
O “entupimento” pode ser sintoma da doença do sinus nasal, normalmente causada por infecção ou pelas próprias alergias, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo os cientistas, essa descoberta vai ajudar no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes para o problema, e fazer com que as pessoas literalmente respirem mais aliviadas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Cheiro imaginário pode preceder enxaqueca, revela estudo

Odores imaginários, como o cheiro de algo queimado ou podre ou até mesmo o aroma de "foie gras", podem fazer parte da "aura" sentida por algumas pessoas antes de um ataque de enxaqueca, embora isso seja raro, segundo um estudo realizado nos Estados Unidos.
Cerca de 30% das pessoas que sofrem de enxaquecas recorrentes sofrem distúrbios sensoriais pouco antes da cefaleia. Conhecidos como aura, esses distúrbios geralmente são visuais, como pontos cegos ou flashes de luz.
Também podem aparecer sensações de formigamento ou amortecimento, ou, ainda, dificuldade em falar e entender o que está sendo dito.
Mas o estudo conduzido por Matthew Robbins e colegas do Centro Montefiore de Cefaleia, em Nova York, constatou que algumas pessoas relatam sentir odores em conjunto com as dores de cabeça.
Robbins disse que essas chamadas alucinações olfativas ainda não foram cobertas em uma revisão sistemática da literatura médica.
Os pesquisadores reviram 25 casos relatados de pacientes com cefaleias --na maioria dos casos, enxaquecas-- e alucinações olfativas, além dos registros de mais de 2.100 pacientes atendidos ao longo de 30 meses. Quatorze pessoas --pouco menos de 0,7%-- relataram sentir odores antes das cefaleias.
"O mais comum era um cheiro de queimado ou de fumaça", falou Robbins.
Odores de decomposição, como de lixo ou esgoto, foram o segundo tipo mais comum. Algumas pessoas descreveram cheiros agradáveis, como o de laranjas, café ou foie gras.
Acredita-se que os sintomas da aura envolvam um fenômeno chamado "depressão cortical alastrante", em que uma onda de atividade elétrica aumentada nos neurônios é seguida de uma onda de atividade deprimida, disse Robbins.
O mesmo fenômeno pode ser responsável pelas alucinações olfativas --e, como os centros olfativos do cérebro ocupam muito menos espaço que os centros visuais, isso pode, teoricamente, explicar por que as alucinações olfativas são menos comuns.
De acordo com Robbins, é possível que algumas pessoas que sofrem de enxaquecas e alucinações olfativas não reconheçam o fenômeno. Quando as pessoas enxergam linhas em ziguezague, sabem que algo está errado, mas, no caso de um cheiro, é fácil supor que vem de algum lugar concreto.
Como alguns transtornos, a exemplo do mal de Parkinson, podem levar uma pessoa a sentir cheiros que não estão presentes, qualquer alucinação desse tipo que não seja acompanhada de cefaleia deve ser levada à atenção de um médico, ele avisou.

Mulheres fumantes chegam à menopausa mais cedo

Mulheres fumantes chegam à menopausa alguns anos antes das não-fumantes, de acordo com estudo. Segundo a Reuters, a pesquisa também relaciona o consumo de cigarro com maiores riscos de doenças nos ossos e coração.
O estudo, publicado na revista Menopause, observou dados de diversas pesquisas anteriores com mais de seis mil mulheres dos Estados Unidos, Polônia, Turquia e Irã.
Mulheres que não fumavam atingiam a menopausa entre 46 e 51 anos, enquanto as fumantes chegavam ao período entre os 43 e os 50 anos.
Durante a menopausa o ovário feminino para de produzir óvulos e não é mais possível engravidar. Os pesquisadores analisaram outros estudos realizados com um grupo de mulheres com idade entre 50 e 51 anos para identificar as que entraram na menopausa mais cedo e mais tarde. 43% das mulheres que fumavam estavam mais propensas a entrar na menopausa mais cedo.
De acordo com Volodymyr Dvornyk, pesquisador da Universidade de Hong Kong, há um consenso de que mulheres que entram cedo na menopausa têm mais riscos de desenvolver problemas de saúde como osteoporose, doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, Mal de Alzheimer e outras.
Mas entrar na menopausa tarde também pode estar ligado a outros problemas de saúde, visto que o risco de câncer de mama aumenta já que a mulher está há mais tempo exposta ao estrogênio.

Quatro entre dez homens de zonas rurais fazem sexo com animais; prática eleva risco de câncer de pênis

Estudo inédito realizado por médico do Hospital A.C.Camargo mostra que quatro entre dez homens que vivem em zonais rurais no país já tiveram uma ou mais relações sexuais com animais. A prática é responsável por dobrar o risco de câncer de pênis.
A pesquisa, liderada pelo urologista Stênio de Cássio Zequi, será publicada na próxima edição do periódico Journal of Sexual Medicine.
Os pesquisadores isolaram fatores que poderiam elevar o risco de câncer e levá-los a uma conclusão errada. Foram avaliados, além de sexo com animais, critérios como raça, idade, idade da primeira relação sexual, história de doença sexualmente transmissível, lesões penianas pré-malignas, fimose e circuncisão, idade da circuncisão, número de parceiros sexuais, tabagismo e história de sexo com prostitutas.
Uma das possíveis explicações para a associação entre câncer de pênis e sexo com animais, segundo o urologista, é o fato de que a mucosa genital do animal é bastante queratinizada, ou seja, mais dura que a humana, podendo causar traumas. Outra hipótese é a existência de elementos tóxicos na secreção animal ou de micro-organismos capazes de infectar o ser humano. O especialista ressalta, no entanto, que estas possíveis causas são especulações e ainda não é possível afirmar se há um ou mais vírus ou microrganismos específicos envolvidos no processo, nem se a prática pode causar danos às mulheres com quem esses homens se relacionam.
Frequência
Zequi e os demais pesquisadores identificaram, dentre outras coisas, que homens que praticam sexo com animais têm mais DSTs. Ainda segundo o trabalho, o tempo de duração e o numero de animais envolvidos mostra que a prática é mais comum no Nordeste do país e que lá predominam equinos. Já no Sudeste, caprinos e galináceos.
A periodicidade da prática de sexo com animais variou. Um único episódio na vida foi apontado por 14% dos entrevistados. Duas vezes ao mês (17%), uma vez por mês (15,2%), uma vez por semana (10,5%), três vezes por semana (10%), duas vezes por semana (9,4), diariamente (4,1%), dia sim/dia não (5,3%).
A duração do comportamento de sexo com animais durou menos de um ano para 34 indivíduos (19,9%); um a 26 anos (80,1%). A duração mais comum foi de 1 a 5 anos (reportada por 59% dos entrevistados). Já sexo com animais junto com um grupo de homens foi reportado por 29,8% dos entrevistados. Todas as entrevistas foram realizadas pessoalmente.
Embora raro (2,9 a 6,8 casos por 100 mil habitantes), o câncer de pênis costuma provocar mutilações. Levantamento recente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) aponta que são amputados, todos os anos, mais de mil pênis no país. As principais causas já conhecidas até então são falta de higiene e presença de fimose, pois estão associadas com acúmulo de secreções na glande ou em outras regiões do pênis, causando assim uma inflamação crônica que pode desencadear o tumor.
Tabu
A doença é mais incidente nas regiões mais pobres e, consequentemente, com menor acesso às informações sobre prevenção de câncer. Há também barreiras importantes, como o tabu do homem ir ao médico.
O pesquisador ressalta, no entanto, que sexo com animais não é um hábito exclusivo dos mais pobres, observa o especialista. “A internet dissemina esta prática também nos países desenvolvidos. Seja por curiosidade, seja por prazer, seja por doença psiquiátrica, isso ocorre. Quebrar o tabu é a melhor forma de reduzir seus danos. Acreditamos nisso”.
O estudo reuniu pesquisadores de 16 centros que tratam câncer em doze cidades brasileiras: Unicamp, Santa Casa de São Paulo, Unifesp, Hospital de Câncer de Barretos, Hospital do Câncer do Piauí, Hospital do Câncer do Maranhão, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Hospital Napoleão Laureano da Paraíba, Fundação Hospitalar do Acre, Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal do Paraná, Hospital da  Aeronáutica de São Paulo e também unidades de Carapicuíba e Itapevi.

Jogos de computador podem causar demência, diz neurocientista

Informação foi dada durante uma conferência na cidade de Dorset, na Inglaterra. Foto: Getty Images
Informação foi dada durante uma conferência na cidade de Dorset, na Inglaterra

Durante uma conferência na cidade de Dorset, na Inglaterra, a neurocientista Baroness Greenfield relacionou o uso excessivo de jogos de computador à demência, segundo informa o jornal The Sun. "Os jogos de computador estão causando demência nas crianças".
Ela recomendou também que as crianças e adolescentes desliguem seus computadores e saiam para a rua para respirar ar fresco. A publicação indica que, em apenas um ano, uma criança pode gastar mais de duas mil horas em frente de uma tela, correndo o risco de adquirir o vício.
A especialista observou que, embora a tecnologia traga muitos benefícios e contribua para o desenvolvimento da criatividade, ela também pode ser perigosa. Ela afirmou, ainda, que as conexões cerebrais podem ser temporariamente desativadas pelas atividades com forte conteúdo sensorial. "Ou elas podem ser desativadas permanentemente pela degeneração, ou seja, a demência", ressaltou.
Greenfield criticou os comentários maliciosos que são feitos no Facebook, pois isso poderia fazer com que as crianças acabem enxergando suas vidas apenas por meio da rede. "O que eles poderão dizer sobre sua identidade se forem definindos pela forma como os outros os vêem?", finalizou.

Solteiros têm duas vezes mais propensão a morrer de câncer

Estilo de vida pode ter relação com os índices. Foto: Getty Images
Estilo de vida pode ter relação com os índices

Solteiros têm duas vezes mais probabilidade de morrer de câncer em comparação com casados, segundo um estudo. Pesquisadores que analisaram as taxas de morte por câncer descobriram que homens e mulheres que nunca se casaram tiveram maior probabilidade de morrer de 13 dos mais comuns tipos de câncer, incluindo o de mama, pulmão e próstata. As informações são do Daily Mail.
A taxa de mortalidade foi mais gritante em homens solteiros com idade superior a 70. A incidência aumentou a cada década de vida, de acordo com o estudo. Os cientistas noruegueses analisaram os registros de 440 mil homens e mulheres diagnosticados com câncer, entre 1970 e 2007, e compararam o estado civil.
Os homens que nunca se casaram tiveram a taxa de mortalidade por câncer em 35%, já dos divorciados e viúvos, 18% morreram da doença. No caso das mulheres, 22% das solteiras com câncer tiveram óbito contra 17% das viúvas e divorciadas.
Estudos anteriores mostraram que pessoas casadas, geralmente, têm melhor saúde e vivem mais do que pessoas solteiras, pois elas não tendem a fumar e beber em excesso. Pesquisadores da Universidade de Oslo acreditam que estes fatores influenciam nas taxas de morte por câncer.
Os pesquisadores também sugeriram que pessoas casadas são provavelmente diagnosticada antes, pois tendem a visitar o médico com mais frequência e seguem melhor o tratamento, pois encontram apoio na família.

Estudo: cirurgia deixa 47% dos epiléticos sem crises por 10 anos

Procedimento é alternativa para pacientes que não conseguem controlar a doença com remédios. Foto: Getty Images
Procedimento é alternativa para pacientes que não conseguem controlar a doença com remédios

Pacientes com epilepsia que não conseguem controlar as convulsões com remédios, devem ser encaminhados à cirurgia, segundo pesquisadores. Os cientistas da universidade College London descobriram que quase metade das pessoas permanecem por dez anos sem ter crises, se forem submetidas à operação no cérebro. As informações são do Daily Mail.
Os cientistas acompanharam 615 pós-operatório por 19 anos. Eles descobriram que 82% deles ficaram livres de crises por um ano, 52% por cinco e 47% não tinha sofrido convulsão uma década depois da cirurgia.
Os especialistas acreditam que a descoberta contribui para uma melhor avaliação pré-operatória e mais agilidade no encaminhamento à cirurgia. Cerca de metade dos casos de epilepsia são focal - onde uma parte específica do cérebro é afetada - e a cirurgia só está disponível para eles no Reino Unido, depois do fracasso no tratamento com medicamentos.
A doença
A epilepsia é uma desordem cerebral que pode causar convulsões recorrentes, em que as células do cérebro enviam sinais com defeito, causando espasmos musculares e perda de consciência. Cerca de 50 milhões de pessoas, em todo o mundo, enfrentam o problema.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, estudos recentes têm mostrado que até 70% das crianças recém-diagnosticados e adultos com epilepsia podem ser tratados, com sucesso, com medicamentos anti-epilépticos.
Depois de entre dois e cinco anos de sucesso do tratamento, os medicamentos podem ser retirados em cerca de 70% das crianças e 60% dos adultos sem provocar novas crises.

Mais de 40% dos cânceres podem ser causados por vírus

Alguns vírus podem causar até 40% dos cânceres, incluindo tumores cerebrais e leucemia. Foto: Getty Images
Alguns vírus podem causar até 40% dos cânceres, incluindo tumores cerebrais e leucemia

Cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, afirmam que alguns vírus podem causar até 40% dos cânceres, incluindo tumores cerebrais e leucemia. A pesquisa, noticiada pelo Daily Mail, encontrou uma ligação viral um tipo de tumor cerebral. Se os estudos se confirmarem abririam caminho para vacinas e terapias contra vários tipos de câncer para curá-los.
Os vírus mais conhecidos são os da hepatite B e C, que podem causar câncer de fígado, e o papiloma humano (HPV), que pode causar câncer de colo. Outra descoberta dois anos atrás revelou que o carcinoma das células de Merkel, um câncer de pele agressivo, muitas vezes está relacionado ao poliomavírus, que é comum entre os animais e pode se espalhar para os seres humanos.
Harald zur Hausen, ganhador do Prêmio Nobel, disse que espera mais descobertas a seguir e sugeriu que os vírus poderiam estar envolvidos com o câncer de pele, mama, intestino e pulmões. Mas os cientistas alertam que pode levar um longo tempo e enorme investimento antes de vacinas serem desenvolvidas.
Alan Rickinson, professor de estudos do câncer na Universidade de Birmingham, disse: "se pudermos entender como esses vírus trabalham poderíamos impedir que as pessoas os contraíssem e até mesmo criar terapias que utilizam o próprio sistema imunológico do paciente para destruir células infectadas ou cancerosas."

Agimos melhor quando somos observados, diz pesquisa

Quando uma pessoa acredita que alguém a está olhando, tende a expressar uma desaprovação maior em relação às transgressões morais. Foto: Getty Images
Quando uma pessoa acredita que alguém a está olhando, tende a expressar uma desaprovação maior em relação às transgressões morais

Embora possa parecer discutível, à luz dos extravagantes comportamentos que às vezes exibem perante os espectadores os protagonistas do reality show Big Brother em diferentes lugares do mundo, há indícios de que nos sentirmos observados por outras pessoas pode ter alguns efeitos positivos em nossas atitudes e condutas.
Não é preciso chegar aos extremos do programa de televisão, no qual um grupo de pessoas fica trancado durante meses em uma casa enquanto sua convivência cotidiana é transmitida ao vivo 24 horas por dia por uma série de câmeras para os espectadores.
Também não se trata de imitar o Big Brother no qual se inspira o programa, um desconhecido e enigmático personagem de George Orwell que em seu romance 1984 governa a população, vigia os cidadãos, controla sua informação e está sempre presente em suas vidas por uma série de telas catódicas.
Basta que uma pessoa se sinta observada, embora não seja de todo consciente disso, para que veja seus juízos morais fortalecidos, segundo uma pesquisa comandada pelo médico Pierrick Bourrat, do departamento de Filosofia da Universidade de Sydney, na Austrália, em colaboração com Nicolas Baumard, da Universidade Pensilvânia (EUA) e Ryan McKay, da Universidade de Londres (Reino Unido).
Os pesquisadores comprovaram que quando uma pessoa acredita que alguém a está olhando, tende a expressar uma desaprovação maior em relação às transgressões morais dos demais em comparação com aqueles que não se sentem observados. De acordo com o estudo, resenhado na revista Evolutionary Psychology, isto demonstra que no ser humano ocorre um processo mental sensível aos juízos de presenças conhecidas ou vistas.
Para chegar a estas conclusões, os pesquisadores apresentaram a um grupo de pessoas duas situações nas quais aconteceram transgressões morais: ficar com o dinheiro de uma bolsa alheia achada e falsificar um curriculum vitae, explica o serviço de informação científica Tendencias 21.
Se me olham, me comporto melhor
Metade dos participantes foi exposta a estas situações em uma folha de papel na qual também aparecia a imagem de olhos, e a outra metade foi apresentada as mesmas situações, acompanhadas por uma imagem de flores. Quem via os olhos, avaliou ambas as transgressões (ficar com o dinheiro alheio e falsificar um documento) como moralmente menos aceitáveis que aqueles que viram flores.
"Destas reações pode se concluir que os sinais de vigilância, representadas pela imagem dos olhos, teriam ativado as normas morais interiorizadas dos participantes, também conhecidas como autoconsciência particular", explicou Bourrat. Segundo o pesquisador, além disso se teria iniciado a denominada autoconsciência pública, que é "a impressão de que as ações pessoais se ajustam ou não ao padrão das normas morais aceitas".
"As pessoas que demonstram um apoio explícito aos modelos compartilhados de comportamento estariam motivadas por um desejo de manter sua reputação. Se não expressam tal apoio às normas morais podem gerar suspeita em outros", acrescenta.
Em uma pesquisa anterior, publicada na revista da Academia de Ciências da Grã-Bretanha, uma equipe de especialistas britânicos comprovou que se um indivíduo supõe que está sendo observado, tende a se comportar com mais honra em sua vida diária.
Para seu experimento, os pesquisadores em Biologia e Psicologia da Universidade de Newcastle utilizaram uma denominada "caixa da honra", para que o comprador pusesse em seu interior a quantidade de dinheiro que considerasse mais oportuna, de acordo com seu livre arbítrio. A peculiar caixa esteve instalada na Universidade de Newcastle, com o objetivo de arrecadar o pagamento de bebidas de uso partilhado entre cerca de 50 pessoas.
De modo similar ao experimento liderado pela Universidade de Sydney, sobre a caixa se colocava algumas vezes um cartaz com a imagem de dois olhos e outras vezes outro sinal na qual se viam duas flores. Assim se descobriu que as pessoas jogavam três vezes mais dinheiro quando em cima da caixa estava a imagem de olhos, em comparação a quando aparecia a foto das flores.
"As estatísticas mostram que os olhos têm um grande impacto no comportamento das pessoas, neste caso em particular entre os universitários consumidores de café ou chá", assinalou Melissa Bateson, bióloga do comportamento da Universidade de Newcastle, e diretora da pesquisa.

Estudo mostra que cheiro do homem pode inibir atração física

Cheiro pode mandar pro espaço a atração física que uma mulher sente por um homem . Foto: Getty Images
Cheiro pode mandar pro espaço a atração física que uma mulher sente por um homem 

Um homem cheiroso é capaz de virar alguns pescoços femininos, mas, segundo indica uma pesquisa divulgada pela revista NewBeauty, o efeito oposto pode ser fatal e mandar embora qualquer possibilidade de conexão entre um homem e uma mulher.
O estudo mostra que o cheiro exerce grande efeito sobre a atração física, sendo que 47% dos respondentes consideram o odor como o principal fator "brochante", seguido por mau hálito.
Os demais itens que compõem a lista não têm necessariamente a ver com cheiro, mas são totalmente visuais: cabelo sujos, roupa íntima à mostra, unhas roídas e ouvidos que não veem um cotonete há tempos completam os top 10 do curioso ranking.

Saiba quando e como os homens mais pensam em sexo

Levantamento feito pela revista  Glamour mostrou alguns segredos sexuais dos homens; quando perguntados sobre a frequência com que pensam em sexo, 16% afirmaram nunca parar de pensar, enquanto 70%   assumiram que pensam no tema múltiplas vezes por dia  Foto: Getty Images
Levantamento feito pela revista Glamour mostrou alguns segredos sexuais dos homens; quando perguntados sobre a frequência com que pensam em sexo, 16% afirmaram nunca parar de pensar, enquanto 70% assumiram que pensam no tema múltiplas vezes por dia
Quando perguntados sobre o desejo sexual, em comparação com os outros homens, a maioria foi categórica: 45% responderam alto, enquanto 39% acreditam que estão na média  Foto: Getty Images
Quando perguntados sobre o desejo sexual, em comparação com os outros homens, a maioria foi categórica: 45% responderam "alto", enquanto 39% acreditam que estão na média

A maioria dos homens também respondeu que acha sexy quando uma mulher tem grande energia sexual: 90% acreditam que isso melhora a relação sexual  Foto: Getty Images
A maioria dos homens também respondeu que acha sexy quando uma mulher tem grande energia sexual: 90% acreditam que isso melhora a relação sexual
Entre os entrevistados, 54% afirmaram que tem uma energia sexual maior quando estão em um relacionamento; enquanto 46% acreditam que isso ocorre quando estão solteiros  Foto: Getty Images
Entre os entrevistados, 54% afirmaram que tem uma energia sexual maior quando estão em um relacionamento; enquanto 46% acreditam que isso ocorre quando estão solteiros
Quando perguntados sobre a disposição sexual de suas parceiras, 81% afirmaram ter mais do que elas; enquanto apenas 19% acreditam perder para elas neste quesito  Foto: Getty Images
Quando perguntados sobre a disposição sexual de suas parceiras, 81% afirmaram ter mais do que elas; enquanto apenas 19% acreditam perder para elas neste quesito
Depois de um dia inteiro pensando em sexo, 62% afirmaram que iriam para casa e resolveria o problema sozinhos; 51% apelariam para os contatos telefônicos do celular; 33% ligariam para uma ex; 89% iriam um bar em busca de alguém e apenas 2% pagariam por sexo  Foto: Getty Images
Depois de um dia inteiro pensando em sexo, 62% afirmaram que iriam para casa e resolveria o "problema" sozinhos; 51% apelariam para os contatos telefônicos do celular; 33% ligariam para uma ex; 89% iriam um bar em busca de alguém e apenas 2% pagariam por sexo
Aproximadamente 70% dos homens entrevistados não acreditam que sua energia sexual tem algo a ver com a forma como as coisas acontecem no trabalho; enquanto que 32% acham que sim, uma coisa tem relação com a outra  Foto: Getty Images
Aproximadamente 70% dos homens entrevistados não acreditam que sua energia sexual tem algo a ver com a forma como as coisas acontecem no trabalho; enquanto que 32% acham que sim, uma coisa tem relação com a outra
Os preservativos dividem as opiniões masculinas: enquanto  45% acham que o item pode inibir o desejo sexual; 55% acreditam que não     Foto: Getty Images
Os preservativos dividem as opiniões masculinas: enquanto 45% acham que o item pode inibir o desejo sexual; 55% acreditam que não
Ficou equilibrada a opinião dos homens com relação a quanto o peso interfere no desejo sexual: 50% disseram que se sentem mais no clima quando estão dentro do peso; enquanto 50% não se importam com isso  Foto: Getty Images
Ficou equilibrada a opinião dos homens com relação a quanto o peso interfere no desejo sexual: 50% disseram que se sentem mais "no clima" quando estão dentro do peso; enquanto 50% não se importam com isso
Para 62% dos homens, o sexo é só um dos aspectos da vida de casal, enquanto 38% consideram um mau sinal quando a vida sexual esfria  Foto: Getty Images
Para 62% dos homens, o sexo é só um dos aspectos da vida de casal, enquanto 38% consideram um mau sinal quando a vida sexual esfria

Conversa de sexo com as crianças não precisa ser careta ou repressiva

Respeitar a curiosidade e a capacidade de compreensão da criança é fundamental 

Quando a criançada começa a perguntar coisas como: O que é sexo? Da onde eu vim? Para que serve a camisinha? Por que meu corpo é diferente do seu? Como se faz um bebê?, os pais, em geral, são pegos de surpresa e buscam uma saída para essas situações. Só que, na maioria das vezes, as soluções encontradas não são as mais corretas, como, por exemplo, inventar a história da cegonha que trouxe o bebê ou da sementinha que a mamãe comeu. Mas, ao contrário do que o senso comum acredita, o assunto "sexo" não precisa ser tabu e pode ser tratado com naturalidade. É importante para a formação dos filhos, que os pais respeitem a curiosidade sobre o tema. 
Encarar com naturalidade
Muitos pais não se acham preparados para lidar com o assunto e costumam evitar ao máximo saciar ou aguçar a curiosidade do filho em relação ao sexo. "Os adultos que fazem disso um tabu provavelmente não tiveram uma orientação sexual adequada. Evitam falar do assunto porque vêem a questão sexual de forma erótica e não como parte de uma necessidade natural do ser humano", explica a psicóloga Maria Dirce Benedito, do departamento de pediatria da Unifesp.

Se a criança não acha espaço para encontrar as informações de que precisa, ela começa a buscar em outras fontes, como os amigos da escola, filmes, revistas, sites na internet. O problema é que essas fontes nem sempre são confiáveis. "Os pais precisam auxiliar na educação do filho, e o sexo também deve fazer parte do aprendizado. O mais importante é tratar do assunto com muita naturalidade, entendendo que é um processo normal", ensina a psicóloga.  
menino pensando - foto: getty images
Devo tomar a iniciativa ou esperar ser questionado?
Não existe uma idade certa para conversar com a criança. O ideal é que os pais fiquem atentos à curiosidade da criança e à capacidade cognitiva dela, ou seja, o quanto ela quer saber sobre o assunto e até onde ela conseguirá compreender. "Se a família decidir falar com a criança sobre sexo antes que ela própria esteja disposta a entender, vai haver um atropelamento de interesses e, provavelmente, a criança não dará ouvidos por muito tempo", explica a especialista da Unifesp.

É a partir dos dois anos de idade, que as crianças começam a ter sua atenção despertada para as diferenças e sensações do corpo, mas a capacidade de abstração ainda é pequena. Os pais podem começar a introduzir informações de acordo com o desenvolvimento neurológico da criança. "Aos sete anos, as crianças já têm maior capacidade de aprendizado. Nessa fase, os pais já podem começar a ensinar melhor como funciona uma relação sexual e os nomes, como pênis, vagina, vulva", ensina a especialista. E por falar em nomes, o ideal é que os pais ensinem o nome real das partes genitais e dos termos relativos ao sexo.  
meninos e meninas - foto: getty images
Desenvolva o assunto
A melhor maneira de começar uma explicação sobre sexo é perguntar para a criança o que ela já sabe sobre o assunto. "Assim você terá uma ideia melhor do que ela realmente quer saber e qual é o nível de compreensão dela", explica Maria Dirce. É importante também entender da onde vem a curiosidade. Isso pode ajudar a saber se a criança está adquirindo hábitos não indicados para ela ou não. As informações da TV, por exemplo, podem antecipar o período de questionamento infantil.

É bom que os pais reflitam sobre o que é realmente bom para o filho e o que deve ser deixado de lado. "Tudo está ficando muito erotizado. Muitas vezes as famílias colaboram para a antecipação da adolescência e para que o sexo se torne algo banal, através do incentivo a filmes com conteúdo adulto, à músicas conotativas e até do uso de roupas mais justas. O que acontece é que as pessoas acabam esperando que as crianças tenham um comportamento mais erotizado e isso pode ser uma influência negativa para a criança", acredita Maria Dirce. "O papel dos pais, além de educar e ensinar é filtrar algumas informações com as quais os filhos possam ter contato, o que não deve ser feito de maneira repressiva, mas com base em diálogos e estabelecimento de limites." 
pais - broncas - foto: getty images
O primeiro contato
A repressão nunca é a melhor maneira de educar, ainda mais se for uma criança. Proibição pode, inclusive, estimulá-la a ir de encontro com o que foi dito pelos pais. Em relação à experiência sexual, pais e educadores precisam tomar cuidado para não serem repressores. O contato com o próprio corpo faz parte da descoberta infantil e do aprendizado. É importante que a criança, que deseja, tenha essa experiência de conhecer a si mesma. Frases como "tira a mão daí que machuca", "isso é sujo", "isso é feio", devem ser evitadas.

Além disso, a psicóloga ensina que livros de educação sexual infantil costumam ser valiosos nessa fase de descobertas, pois assim as crianças podem compreender melhor, por meio de figuras, o que é cada termo e possíveis sensações que ela sentir.  
O papel da escola
Algumas escolas contam com aulas de educação sexual e, segundo a psicóloga, seria importante se todas elas aderissem à disciplina. "É muito importante o acompanhamento da escola também em relação à sexualidade. Ensinar o assunto de intensidade diferente, nas diferentes fases da infância é muito importante também para esclarecer dúvidas que as crianças possam ter e não tem coragem de conversar com os pais", acredita Maria Dirce. 
Pais e filhos mais próximos
Falar de sexo com os filhos faz parte de um relacionamento saudável entre as famílias. O diálogo aberto é sempre importante, como ensina a psicóloga da Unifesp. "Um relacionamento aberto entre pais e filhos contribui para aproximar a família. Se desde pequeno os pais tentam compreender e orientar a criança, o vínculo vai estar mais fortalecido e as crianças vão ver neles uma fonte de confiança."
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